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Há alguns anos, depois de algumas tentativas e cargos menos interessantes, ela participava de sua primeira reunião oficial como membro do time de marketing da empresa. O time também era razoavelmente novo e, apesar de já conhecer seu novo gestor de algumas outras experiências sem reporte direto, ela finalmente conquistara um cargo numa área que sempre lhe interessou e que lhe trazia novas perspectivas.

O time havia crescido de três executivos para quatro, mas com a saída de um para outra área e dois novos, sendo ela a única mulher pela primeira vez na área.

Bem, reuniões são para discutir projetos e em marketing é até bom que opiniões divirjam para poderem gerar opções e riqueza nas discussões.

Um assunto particular provoca essa tal divergência e ela, apesar de nova na equipe, defende sua opinião, divergindo da opinião de um dos membros da ‘velha escola’ que havia permanecido no time. Contextualizando, filho único, de família italiana, criadão pela vovó…

Defendeu a primeira, veio a réplica, ela usou seu direito à tréplica, quando recebeu um: ‘nossa, mas você é nervosinha, hem?’… ela respira fundo, reúne toda sua classe e responde com toda a calma: ‘se fosse homem falando, você pensaria que ele é determinado, decidido e firme… mas como seu eu, você taxa de nervosinha… bem, acostume-se, vou defender meu ponto de vista sempre que achar necessário.’ E ela volta pro assunto da pauta!

Risos gerais na sala, e ganha o respeito principalmente porque uma frase elaborada com intenção de deixá-la nervosinha, não deixou!

E como em todo departamento de marketing, os anos seguintes se seguiram com brincadeiras de parte a parte, com imagens diversas ‘aparecendo’ coladas no monitor dela e dele…. entre elas a de um ônibus da marca Brava, Miranda Priestly, Homer Simpson, homens das cavernas, e daí por diante.

Foram muito bons tempos!
Foto TOVE

Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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