A história da humanidade não é algo único, cada região do planeta tem sua própria, e com isso seus próprios costumes e cultura, e essa diversidade cultural também vem com uma diversidade de o que é correto, bonito e aceitável socialmente. Com a evolução da história humana, vieram as mudanças nesses comportamentos morais de cada sociedade, assim, o que antes poderia ser aceito agora não é mais e vice-versa. A definição do que é belo e agradável aos olhos também mudou ao longo dos séculos, como o padrão de beleza feminina, que já sofreu muitas alterações desde a antiguidade com suas esculturas do corpo robusto com curvas, até a contemporaneidade, em que a magreza tomou conta dos discursos de beleza.

Mas quem define o belo? Pelos milhares de anos da história, o que sempre se manteve constante foi o conceito de apropriação do corpo feminino, de modo que qualquer pessoa se sente no direito de opinar e decidir o que a mulher deve fazer com o próprio corpo. Por isso que as mulheres são as que mais sofrem com o padrão de beleza, sendo mais cobradas de como seu corpo deveria ser para agradar outros ao seu redor. Assim, tem-se mais um exemplo de como a mulher ainda é vista como algo que serve para ser bonito, um objeto para a satisfação dos outros e que deve seguir os padrões impostos pelos homens, que hoje em dia focam em querer mulheres mais submissas, menores, e, como consequência, mais magras.

Esse glamour da magreza governou em revistas, filmes e nos últimos anos nas redes sociais, essas que são acessíveis por praticamente todo o planeta. Com o crescimento dessas mídias, veio o surgimento dos influenciadores, que são pessoas que utilizam de sua fama nas redes como um instrumento de persuasão das milhões de pessoas. Diversos influenciadores utilizam essa influência para alimentar mais os padrões de beleza sociais, muitos fazendo até propagandas diretas de cirurgias plásticas para encontrar o corpo perfeito. Essas ideias infectam a mente de muitas adolescentes e crianças que agora serão obcecadas para serem aceitas nos padrões de corpo, podendo levar à depressão, distúrbios alimentares e até suicídio.

Mesmo com a concepção de um corpo feminino perfeito hoje em dia sendo algo extremamente absurdo e inalcançável, a procura de se encaixar socialmente é mais forte e o desespero acaba por tomar a mente de quem não consegue esse feito. Nessa angústia, as cirurgias plásticas radicais e a depressão entre jovens estão cada vez mais fortes. As mulheres ainda têm um longo caminho para viver em uma sociedade livre de preconceito, mas precisa-se de uma união de todas e todos para continuar essa transformação.

Karen Rosas – Bela Urbana, garota estudante do ensino médio, 15 anos, simpática e curiosa, que adora uma boa discussão, expressar suas ideias e se envolver com o mundo e sua sociedade. Ama uma boa competição e jogar videogame, mas além de tudo cuidar de quem ama.

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