Carnaval de rua dos anos 50, quase 60! Época do corso? Não, não sou tão velha assim…

Respeito é bom e eu Joana, gosto!

Uma história que em minha família ficou para um sempre. Apesar de ser uma história de vibração sexual.

Então, carnaval e estávamos vendo com a alegria carnavalesca, eu, minha amiga Neidinha que minha mãe costurava roupas iguaizinhas, parecíamos gêmeas… Pândego! E claro que onde eu ia, ela era convidada para acompanhar, num sempre gostoso, pois eu, filha única precisava de companhia.

Amava Neide Silva, vizinha e um ano mais velha que eu a Joaninha. Voltando à rua Barão de Jaguara/Campinas/SP anos 60/Carnaval de rua, chovia um pouco e minha mãe Zilda, levou sua inseparável SOMBRINHA, faça chuva ou faça sol ela estava sempre armada com ela.

E os blocos descendo a Barão de Jaguara, e nós defronte o Eden Bar, estávamos felizes e ficamos à frente de dona Zilda, minha mãe… Só que, de repente estávamos uns dois personagens adiante dela, com o brilho das fantasias dos blocos e a alegria, eu e Neidinha nos distanciamos do corpo, mas não d’alma de Mãe observadora!

E eis que, de repente ouvímos um gemido, dentro daquele aperto, olhamos para trás e vimos um homem gemendo, parecia de dor, e saiu correndo, e minha mãe gritando: O bloco passando, a música tocando, as pessoas cantando e o homem tentando se esfregar nas meninas que estavam na sua frente…

E foi sua infelicidade sobre o olhar de dona Zilda, minha mãe… Que na hora que viu a cena prazerosa, pegou a SOMBRINHA dela que estava fechada naquele momento, e desceu o sarrafo…

Entre aquele membro teso e sem vergonha e nós, duas meninas carnavalescas, com 10/11 aninhos. Virou uma história de família, e hoje quando tudo acontece, em que machos vivem à sombra e continuam se esfregando, minha mãe falecida diria: “Filhas levem alfinetes, para circular em veículos que transitam num leve e traz apertado”.

Pois, nem sempre usamos SOMBRINHAS de antigamente… Agora elas são tão curtas, algumas vezes do tamanho do membro teso!

Valeu…

SOS – 180…

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

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