TOMOU-ME MENINA

TORNOU-ME MULHER.

TOMOU-ME A VIDA

TORNOU-ME VIVIDA.

TOMOU-ME AFLITA

TORNOU-ME ESQUISITA.

TOMOU-ME INCERTA

TORNOU-ME INQUIETA.

TOMOU-ME CURIOSA

TORNOU-ME NINFETA.

TOMOU-ME NA CAMA

TORNOU-ME NA SARJETA.

TOMOU-ME VALIDA

TORNOU-ME ATREVIDA.

TOMOU-ME CARENTE

TORNOU-ME AUSENTE.

TOMOU-ME MENINA

TORNOU-ME FELINA.

TOMOU-ME VÍTIMA

TORNOU-ME ASSASSINA.

E ASSIM, DIANTE DE UM FOI ASSIM

FIQUEI PRESA, AOS MEUS CUIDADOS.

E SIGO CALADA, TOMADA EM GRADES

TORNADA PASSAGEM PARA A SERVIDÃO.

MENINAS VADIAS MULHERES VADIAS

QUE VIVEM SEMPRE NA AUSÊNCIA

DA LIBERDADE.

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

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