O Cordão Umbilical nos amarra para sempre… Alguma dúvida?

Belas Urbanas, meu pensamento pode ser mais reflexivo e atuante sobre esse amarrar em cordão que se faz pela vida afora, inteira…

Como é difícil, essa separação, que muitos, ainda não acreditam que esse cordão tão forte e tão necessário para a vida que veio, e outras que ainda estão por vir, e necessitam dele para sobreviver!

Sim, estamos falando de sobrevida…

Isso é realmente o que acontece em algumas crianças entorno de suas mães, e essa atitude é tão veemente, que ofusca o olhar de quem está observando as carícias entoadas nas revistas encantadas, onde as mães sentem que a Paz é por elas providenciada, como se fossem a “Divina Providência”.

De que Paz, ela fala com o olhar em seu filho?

E, de que Paz, o filho fala ao olhar em dependência para a sua mãe?

Será teatro, pensam alguns, ou será que é um espelho de almas engatadas no social, e, devido a isso, esses filhos e mães se sentem engajados ao determinismo da comunidade funcional?

A mídia familiar proclama, e a mamãe reclama, e tem tantos receios de ser talhada de dês… natural e uma mãe desigual, que aperta mais o cordão e chora os seus absintos nefastos sobre a sua cama, e se acha uma mamãe in… sana!

E, para ela isso é ponto final, e ela se entrelaça mais e mais no cordão umbilical…

A mídia familiar exalta, e os filhos se deixam acreditar que esse laço tem um nó, e será muito dificultoso desenlaçar…

Ora, eu digo ao ver uma mamãe se situando nesse abrigo já roxo, já meio frouxo, e já escalpelado devido aos preciosos tempos de seu filho contigo, e muitos deles com a pressão do desconforto entre o rei/rainha em seu trono, e mimado em demasia, sem ter sido abandonado nenhum dia!

Quando elas chegam, em uma Escola, para efetivar a matrícula de seu bebê, elas nem percebem que o cordão irá se dês… fazer simplesmente por uma razão, ela e seu filho terão uma força vinda dos céus, e darão aos curadores de seus cordões, que eles serão desprendidos das paredes de seus corações, que estarão agora em rede com outras histórias, em tempo de novos aconteceres, em tempo de se alegar novas memórias, checadas ao se olhar para a liberdade de estarem sem esse nó entrelaçado, não permitindo um novo olhar entre o presente e o passado…

Motivos, muitos nós temos em algumas vezes para nos sentirmos presos aos cordões de nossas mães, mas, nós adultos sabemos que esse processo de aleitamento materno nessa idade, não é bonito, é até esquisito ao olhar de uma sociedade, que nos apara e, nos aperta, e nos declara presos, mas, essa mesma sociedade nos liberta…

Penso eu, após muitos anos exercendo o ofício em uma Escola Infantil que o cordão se estabelece por receios, de que a maternidade se desfará, e nos obrigará a sermos independentes desse amado ofício de estarmos mães, sem artifícios, sem colagem, sem adereços, sem compressas, sem avessos, no entanto com muito compromisso, conosco e com o nosso filho que veio para nos dar mais artifícios para enlaçar as pontas das fitas sem nós, e muitas vezes nos perdemos ai…

Que tal iniciarmos um curso, em que o assunto é como fazer um laço, sem dar nó, para que o nosso abraço seja fortalecido num cordão que poderemos desenlaçar para uma viagem, quando se der a mudança de uma estação para outra?

Estou falando de Filhos e de Mães… Mas também falando para Educadores…

Até, eu volto.

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

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