Olá, se você caiu aqui nesse texto saiba que essa é uma declaração de um amor torto.

Sabe aquele encontro que você pensa, “puxa, se eu não tivesse vindo parar aqui… nunca teria acontecido?” Nossa história é uma dessas, você já imaginou ver seu marido te avaliando em um trabalho de faculdade? Bom eu não, fui pega de surpresa pelo destino que colocou ele bem ali, entre os professores que me avaliariam em mais um trabalho semestral… Fico brava até hoje com a bendita pergunta: “por que preto esse logo?” (PORQUE, SIM MEU ANJO, reclame com o GUI!).

Seis meses depois, veja bem quem o destino resolveu por toda quinta feira na minha vida?

Ele mesmo, professor Euclides, o Crido (como outras pessoas o chamavam).

Ele era lindinho com seus três pares de botas, calça era verde escuro ou um tipo de tom terroso não identificado, as camisetas sempre lisas e os mesmos óculos de sempre. Eita homem de sorriso bonito! (sim meu caro leitor, reparei em todas as combinações possíveis de vestuário, e nas aulas também antes que pergunte!).

O melhor professor que já tive, e nem era por conta do meu crush por aquele homem!

Fui uma daquelas alunas pentelhas, que perguntam, interagem e se incomodam com o fato de outros alunos não conseguem ver a importância daquela matéria. Às quintas fazia questão de ir a mais arrumada possível, após as aulas ficávamos conversando sobre a vida, verdade e universo.

Era curiosa, afinal como um homem daqueles não tinha uma aliança no dedo? Podia ser meu… (pensei diversas vezes), cuidado com o que você joga para o universo!

As coisas mudaram bastante não é? Aos poucos não entendia o motivo de me sentir atraída por você, meu mundo virou de cabeça pra baixo ao perceber o estranho interesse por aquele homem, afinal eu não podia me interessar por você, professor-aluna, homem solteiro- mulher comprometida.

Foi então que tudo mudou, muito obrigada pelo melhor conselho de toda minha vida, abriu meus olhos, me fez entender que a vida que tinha anteriormente não poderia continuar existindo. Conversas e mais conversas e um pedido inusitado para almoçar acontece, o nosso dia 23 acontece.

Crido querido (pra mim meu XUXU, sempre!), sei que você é o escritor dessa família, mas tomei a liberdade de te dizer o quanto você importante pra mim. Feliz dois anos meu benzinho! Obrigada por me encorajar, por crescer ao meu lado, por ter acreditado, sonhado, e realizado esse amor junto comigo, por todo seu carinho, respeito e parceria. Por formar nossa família (você, eu, Nico e Olivia), e ser exatamente assim, desse jeitinho, imperfeito, incongruente e doce.

Feliz dia 23 de maio, dia do nosso amor.

Com todo amor do mundo,
Ana.

Ana Luíza Machado – Bela Urbana. Designer de formação, criativa na alma, guiada pela alegria, cidadã de mundo bonito.

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