Eu vou louvar a vida de meu pai,
Numa canção assim bonita,
E tenho certeza que ela vai,
Trazer ao mundo mais amor.

Quando teve terra, era roceiro.
Foi jardineiro, beato e pedreiro
Ele já foi gerente sábio, padeiro,
Balconista, caixa e cacheiro.

Já alugou casa, vendeu carro,
Vendia Dollar, se virou investidor.
Patrão ou empregado assalariado,
Sem passar, fome sempre trabalhou.

Foi Motorista, camelô
Faxineiro e doutor
E agora aos setenta
Aposenta, por favor!

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

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