Junho traz seu doze novamente. Diferente dos outros onze do ano, nele tem, como sempre vem, dose extra e escancarada de casais absolvidos do silêncio da rotina, e que parecem reencontrar, nesse dia, o fogo de suas paixões adormecidas, e a voz própria das declarações. O amor vencendo mais um dia.

Dia de ver amores escorrendo pela tela, derretidos, daquela que acaba de encontrar quem já não pode perder, nem tampouco desencantar, e daquele que jamais esqueceu quem o faz lembrar da ordem exata das cores no arco-íris. Afinal, vê todos os dias a cada vez que acorda com ela nos braços, raiado. Um dia adocicado na medida.

Um dia de não dosar fotos, e de não dizer das brigas sem espaço ou vez. Na voz, apenas os poemas de amor e “era uma vez”, dos inéditos, saídos de algum canto onde guardamos a chave da felicidade, aos usados, batidos, gastos, mas igualmente perfeitos, feito roupa preferida, lavada e passada pra enfeitar quem a gente quer ver sempre quentinho… Um dia de esquentar as coisas, com o devido requinte.

Um dia de lembrar que não há dia, nem doze, nem dose, nem posse, nem fase. Amor é todo dia, sem adiamentos… Amar é vestir, todo dia, a felicidade que a gente descobre no outro, e emprestar, de si, a liberdade de repetir essa escolha, de novo, amanhã.

Bernardo Fernandes – Belo Urbano. Um gêmio canceriano, e um ingênuo de 35 anos, nesse contínuo processo insano de se descobrir. Achou na Comunicação uma paixão e uma labuta, e vive nessa luta de existir além do resistir, fazendo diferente e diferença… Ser feliz de propósito, sabe? Sem se distrair desse propósito. E vai assim, escrevendo o que a alma escolhe dizer, tocando o que a viola resolve contar, fazendo festas com cachorros e amigos perdidos, e brincando de volei, de pique, e de ser feliz na aventura da sua viagem. Vai uma carona?

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