Faltou sinceridade…

Faltou vontade …

Faltou disponibilidade…

Faltou verdade.

Será que ninguém te contou, menina, que palavras ditas sem pensar podem machucar?

Que um não te quero mais pode doer bem menos do que um eu te amo por impulso?

Ah, menina, menina. Para que me induzir a te esperar se já sabia que nunca seria minha?

Para que me fazer e me ver chorar, se não entendia esse sentimento?

Pegou minha mão, menina, num momento difícil e de medo. Soltou ela com rapidez quando o momento se fez pouco mais leve.

Preferiu fugir da conversa com este que um dia jurou ser o amor da sua vida.

Transformou em sonho e em lembrança, o que dizia ser tão real, menina. Fugiu, fugiu e segue fugindo, menina… de mim, de você e de quem ouse se aproximar…

Se por um lado, faltou sinceridade…

Faltou vontade …

Faltou disponibilidade…

Faltou verdade.

Por aqui menina, faltou coragem. Faltou entender a mensagem. Faltou parar com a bobagem. Faltou ir à luta e seguir viagem.

Mas a pergunta que fica é: quem nunca se enganou e culpou o outro por criar uma personagem?


Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

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