Pandemia que agonia. As vezes durmo como uma pedra, mas na maioria desses dias não tem sido assim. Insônia, pesadelos, sonhos esquisitos.

Dinossauro saindo pela janela de um hotel e eu de fora olhando aquela cena surreal. Ontem, o sonho foi com elefante cinza no meio da cidade, a cidade era o Rio de Janeiro, o elevante ficou meu amigo, e eu pensava que quando era criança queria ter tanto um elefante…

Essa noite, sonhei com crianças levando outra no carrinho para passear, eu pensava se deveria segui-las para garantir proteção, mas pensava, precisam crescer… mas isso me angustiava, sentia medo que algo acontecesse com elas.

Nos sonhos, eu penso. Lembro meus pensamentos, como também lembro o que pensei em vários momentos da minha vida. Não lembro tudo, mas lembro muito, muito mesmo, do que penso e do que aconteceu na realidade.

Memória de elefante? Para muitas coisas sim, até dos dinossauros da minha vida. Serei eu também um dinossauro? Para muitas coisas sim. E as crianças? As crianças estão em mim. Dentro, a menina que fui e ainda vive. Fora, as que convivem comigo.

E eu aqui querendo decifrar meus sonhos e pesadelos….. pesadelo mesmo é essa pandemia.

20 de maio – Gisa Luiza – 51 anos

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 

A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

Foto Adriana: @gilguzzo @ofotografico

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