Temos uma  grande contradição,

o problema nunca foi a causa pequena,

focamos nas causas de maior dimensão,

mas o pequeno nos levou à quarentena.

Quase perdemos o nosso rumo,

igual barco à deriva,

como fica o consumo,

na restrição  à  nossa  vida?

Como tudo tem várias perspectivas,

começam logo as iniciativas,

mãe, pai, filho e filha,

juntos no almoço de família.

Que boa chance para nos unir,

mas sempre tem a diferença,

vi que a briga não compensa,

pois não tem para onde fugir.

A casa em ordem é rotina,

se lava até poltrona  e cortina,

mas dá vontade de bater “asa”,

com todo esse  trabalho  de uma casa.

Quem já morou num apartamento,

conhece  a brisa do vento,

 mas como alivia o “stress”,

um palmo de terra para os pés.

Na casa se vê mais defeitos,

pedreiros  deram aqueles  jeitos,

 até  casais apontam (entre si) manias,

que antes  sumiam na dinâmica dos dias.

Olhando todos os dias pela janela,

vemos  que a natureza está mais bela,

mas ainda não vamos  pra galera,

assim nos conformamos  sozinhos,

pois assim também vivem os vizinhos.

Acostumados a pisar fundo,

agora o limite é a esquina,

diferencial será a disciplina,

para continuarmos bem neste mundo.

Rainer Friedrich Hinnebusch – Belo Urbano, professor aposentado de Língua Alemã. Gosta de harmonia, inclusive na língua falada.

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