A- a vitória de um candidato/partido a presidência
B- a derrota de.um candidato/partido a presidência
C- a identificação positiva com um candidato/partido/espectro político para presidência
D- a identificação negativa com um candidato/partido/espectro político para presidência
E- um plano de governo específico na presidência
F- uma raiva de tudo e de todos, “me dá uma arma”

As opções B e D não são naturalmente uma escolha, mas uma anti-escolha que não escolhe algo ao certo. Se evita um para passar qualquer um, e isso é muito ruim, pois pode vir coisa pior do que se tenta evitar. Por mais que seja tentador combater um candidato.ou ideologia, esse caminho é muito pouco consciente e só favorece oportunistas.

F, claro, nunca se justifica dada a gravidade das consequências e diante de uma decisão seria e adulta. Revoltinha é coisa de criança mimada. Não seja.

A e C parecem até boas, mas não se votar em pessoa em partido, mas sim em suas ideias e o que pretende oferecer a nós. Porque uma pessoa apenas, o presidente, não consegue, apenas por ser presidente, resolver nada. Sua plataforma é o que interfere em nossa vida brasileira. Seria o clássico voto populista: vota-se na pessoa ou partido, e não no que farão por nós. Um voto cego.

Talvez, de todas as respostas, apenas a E possa parecer viável, mas veremos que não:

Sobre o cargo de presidente, temos uma opinião pública (ou algumas) majoritária. Mas, e se te contar que o poder de verdade surgirá entre deputados e senadores, e o presidente, meu caro, esse cargo executivo cheio de pompa, é apenas a bucha de canhão, o boi de piranha dessas eleições? Sobre o legislativo, sabemos algo? Pois bem, aí mora o grande perigo, pois o foco dos debates no cargo a presidente, influência diretamente a escolha dos legisladores por impulso e sem pesquisa nenhuma.

Quando você apoia um presidente, apoia seu espectro político, suas ideias e também os que concordam com suas posições. Naturalmente, quem vota em um presidente, sem pensar muito (até porque não há na mídia debate sobre) vota em deputados e senadores próximos a ele. Mas nunca lembra deles para cobrar, nunca culpa a eles sobre as mazelas que vivemos, apenas o presidente. Muito cômodo ao parlamentar, não?

E aí é que mora o perigo, quem são esses? Pouco se sabe. É um corpo fisiológico e oportunista que siga os recursos da nação em um sistema perpétuo de reeleições que não permite a correção de um sistema que nasceu velho propositalmente.

É aí no legislativo que deveria haver a maior renovação, mas pouco se aprende e fala sobre esse corpo de poder. Mas há aparentemente uma obsessão da opinião pública pelo presidente que chega a visão sobre esse conjunto de representantes. Uma opinião pública criada por meios de comunicação e comunicadores sem escrúpulos, apenas em busca de poder e audiência fácil.

Quem é seu deputado? Seus senadores? Você não sabe? Melhor pesquisar. Porque qualquer presidente eleito não fará nada se não houver um legislativo positivamente comprometido com o país. Fuja da manada, pense por si só e vote consciente, por mais trabalhoso que seja.

Pense muito nisso.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico

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