Vivemos a era dos relacionamentos voláteis. Aqueles que “evaporam” ao menor sinal de cansaço, chateações ou dos velhos problemas do cotidiano que afetam a todos nós. Afinal, o “mercado” está tão fácil que é muito mais simples largar o “avatar (vulgo parceiro(a))” atual e procurar um novo que preencha perfeitamente nosso formulário interno dos “requisitos” perfeitos para termos a famosa “harmonia”.

Só que essa perfeição mágica (e ilusória) esperada em relacionamentos não faz parte de um mundo cada vez mais contaminado por egos, egoísmos e, de novo, volatilidade sem limites.

Como crianças, trocamos de “brinquedo” sempre que enjoamos do antigo. Iniciamos (ou pensamos que) um novo ciclo, sem rumo, sem direção. O resultado degenerativo de tudo isso se mostra no “vazio” que vemos em nossos meios sociais onde o jogo da conquista pelo próximo “avatar” é muito mais prazeroso do que manter a “antiguidade” que já temos em nossas vidas.

Hoje o certo (e visto com bom olhos) é desistir e não consertar como era na época dos nossos pais. Trocar é fácil, ficar é ridículo. Isso é cool! E, dessa forma, com cabeças (e mentes) superficiais nos vangloriamos de termos novos “avatares” aos quilos espalhados por nossas vidas. Agora estamos chafundando no próprio lodo que criamos em uma sociedade massacrada, estressada e depressiva.

Um viva a modernidade que nada resolveu e que nada criou de concreto.Ainda somos marionetes controladas por nossas vontades voláteis e ilusórias. Uma hora iremos acordar, só que o tempo… (como dizia Cazuza), “ o tempo não para…”

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Luis Fernando – Belo Urbano, jornalista que trabalha com projetos digitais desde 2000. estudante iniciante de budismo tibetano há quatro anos, o que ampliou seu olhar sobre a vida e seus desdobramentos 

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