“O mundo vai girando cada vez mais veloz,
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós,
Um pouco mais de paciência”
Lenine

Vivemos na era da ansiedade crônica, tempos frenéticos, movimento acelerado, avalanche de informações e de ações.

Perdemos a barreira entre o profissional e o pessoal, entre horário de trabalho e horário de ócio, entre público e privado.

Perdemos a noção de que vivemos em um organismo vivo, com recursos limitados, que não comporta a satisfação dos desejos por consumo e experiências, que criamos a cada dia.

A Terra pede resguardo. Repouso. Pausa. Cura.

Estamos vivendo um momento ímpar. 2020 ficará para a história como o tempo em que a Terra parou. E nós, como habitantes desse tempo e espaço, o que faremos com essa pausa?

Tenho achado louvável e admirável os esforços de tantas pessoas e instituições, oferecendo atividades, propostas, cursos, livros, filmes, meditações, guias e dicas de como lidar com o “confinamento”. Se te ajudam, ótimo!

Mas me fica a impressão de uma nova avalanche, da continuidade da sensação de não estar dando conta de tantas coisas disponíveis, de estar aquém, por não conseguir acompanhar tudo.

“Dentro de nós existe um universo.
Fora de nós existe apenas um mundo” – Prashant Iyengar

Dentro de nós temos as respostas para as nossas angústias, medos, dúvidas e aflições.

O mundo que vemos fora é reflexo do mundo que cultivamos dentro. Nosso olhar determina a qualidade da nossa experiência.

Isso não é teoria, não é auto ajuda, mas precisamos experimentar por nós mesmos, para perceber sua validade.

O silêncio ensina, a pausa revigora, tempo de qualidade cura.

Que possamos aproveitar esse tempo para nos cuidarmos e cuidarmos uns dos outros.

Que tenhamos fé na potência criativa, viva em cada um de nós, para encontrar soluções para todas as adversidades que iremos enfrentar.

Que lembremos a todo momento que a realidade é co-construída por todos nós, que a natureza segue farta e abundante, nos permitindo re-criar formas mais saudáveis e felizes de ser e conviver.

Etienne Janiake – Bela Urbana, psicóloga, professora de Yoga e meditação, mãe, se encanta pelo florescimento humano e pelo cultivo de relações mais lúcidas e compassivas. Nas horas vagas adora dançar e desenhar mandalas.

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