Era leve

e para ser leve não precisava ser breve.

Era quente, pegava fogo, ardente

e para ser fogo não precisava ser doente.

Era cheio de preliminares

começando pelo bom dia!

E tinha cheiro de rosa atrevida…

aquele cheiro de dedos entrelaçados e das bocas lambidas.

Era flor

esculpida nos detalhes minúsculos das verdades diárias.

Flor de livres gestos, admiração e cuidado,

aquele cuidado noturno de desejar bons sonhos

e poder recordar da leveza das palavras.

Não era tudo ou nada…

Não era sal e nem dor.

E tinha aquele gosto de saudade boa…

porque era amor.

Siomara Carlson – Bela urbana. Arte Educadora e Assistente Social. Pós-graduada em Arteterapia e Políticas Públicas. Ama cachorros, poesia e chocolate. @poesia.de.si

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