“…eu juro que é melhor não ser o normal…”

Muitas pessoas não me entendem, não entendem esse meu jeito de ser, eu acho que elas pensam que eu faço algum tipo. Como são bobinhas essas pessoas. Elas não entendem que ser diferente é coisa comum, afinal ninguém é igual a ninguém. Agora se o meu é diferente da maioria, isso é uma coisa que as pessoas tem que aceitar, não é porque eu gosto de conjuntos de rocks novos que eu tenho que deixar de gostar de outros tipos de músicas. Tem pessoas que acham que porque eu gosto de rockinhos é porque eu não gosto de outros tipos de  música, elas não entendem que não é nada disso. Também não entendem que quando pinto minha unha de azul acham que só por isso não gosto de usar cores claras. Não é nada disso, bobinhos. Eu gosto de ambas as cores, cada uma a seu estilo.

Eu tenho meu estilo e se é por causa de coisas tão pequenas como essas, que acham que eu quero fazer tipo de uma menina diferente, essas pessoas não estão entendendo nada e estão presas dentro de seus próprios preconceitos, estão criando a cada dia limites.

Eu tenho muito que aprender ainda, não sou a rainha da verdade do mundo, eu apenas tento ser feliz e não me prender a pequenas coisas.

Eu não faço um tipo para ser diferente, eu sou o que sou, talvez um pouco maluquinha em coisas tão banais, mas sei ser muito séria quando precisa. Sabe de uma coisa, eu gosto de ser do meu jeito.

30 de julho – Gisa Luiza – 17 anos

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :). A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

 

shutterstock_114644599 rosas

Desde o boteco até o galpão…

Adorei o encontro

e as rosas que já havia me esquecido do cheiro

O cheiro de pele e não de perfume…

A pele que transpira alegria

como se fosse de uma adolescente em sua primeira vez…

No meio de uma fantasia real

como um circo que a fez feliz quando criança.

Daniella Foto

Daniella De Sá Andreoli – Virginiana, mãe, proprietária da D&E Corretora de Seguros, adorar viver a vida intensamente, adora gastronomia, teatro, estudou exatas, mas se pudesse viveria de SOM, MAR e LUZ.

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Os relatos de várias mulheres com  #primeiroassédio e agora com #meuamigosecreto me encantou acima de tudo como o bom uso de uma ferramenta de comunicação pode sim ser coletivamente positivo para moldar um muralzinho de histórias sobre um assunto tão comum entre as mulheres, mas tão notoriamente pouco compreendido entre os homens: O abuso sexual.

Hoje, após ler algumas experiências me senti totalmente motivada a relembrar um episódio entre outros que definitivamente me fez sentir medo e raiva.

Vamos lá:

Uma vez, bem menina, estava pedalando próximo a uma praça no bairro no qual morava em Campinas curtindo e dominando bem o ritmo da bicicleta, lembro que gostava até de arriscar uns pulinhos modestos embalada pelo som do meu walkman que religiosamente tocava titãs e plebe rude. Pois bem, de supetão fui abordada por um Chevette vinho, meu bairro era perto de uma de vila militar e pensei que o distinto gostaria de alguma informação sobre aquelas bandas, mas não.

Bem pensado ele saiu do carro e colocou seu membro para fora ordenando que eu o pegasse e me chamando de vagabundinha várias vezes. Eu morri de pavor, tinha apenas uns 13 anos.

Sai tremendo e chorando e ele rindo.

Não contei o ocorrido para meu pai com medo dele me proibir de andar de bike e definitivamente ele iria fazer isso.

Passei a noite sem dormir com um medo que oscilava para a raiva. Raiva daquele sujeito que nunca havia visto na vida toda. Quem era ele? Porque fez aquilo? Fará de novo?

Dias depois voltei a pedalar, ato sagrado para colocar algumas idéias no lugar em plena adolescência, mas quando passava perto da praça era tomada por sua horrível lembrança.

Hoje sou mãe e mulher adulta mas, aquela pequena adolescente que fui; ainda guardada dentro de mim bem que gostaria que esse senhor, se vivo, seja um brocha de merda, porque eu não tenho mais medo do Chevette vinho mas, todo homem tem medo de ser brocha.

Desculpa o rancor “amigão”, você deve ter feito isso com muitas meninas mas, hoje a gente pode falar abertamente sem culpas e temores e não escondida no banheiro. E isso, isso é demais!

Cada história dessas serve acima de tudo como exemplo do que NÃO fazer com meninas e mulheres.

É pedir muito? Que seja, afinal respeito é bom e todo mundo gosta.

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Meg Lovato – formada em comunicação social, coreógrafa e mestra de sapateado americano e dança para musicais. Tem dois filhos lindos. É chocolatra e do signo de touro. Não acredita em horóscopo mas sempre da uma olhadela na previsão do tempo.

 

 

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Adolescência é um período de descobertas, experiências e muitas expectativas, né? A minha não foi diferente. E pensando naquela época me lembrei de um episódio que poderia ter mudado o que faço hoje.

Eu devia ter uns 17 anos mais ou menos . Minha mãe e minha irmã iam viajar e eu ia ficar por minha conta. Coisa que eu adorava! Bom, eu estava namorando um cara mais velho e logo pensei em algo para impressioná-lo.

Pedi para minha mãe se podia fazer um almoço para ele e ela não só concordou, como comprou os ingredientes.

O cardápio: estrogonofe ( de carne) com arroz e batatas fritas.

Chegado o dia comecei a trabalhar bem cedo…separa ingredientes, pica, põe na panela, mas como era mesmo? Tempera a carne com limão, mas esse tem que ficar especial, mais um pouquinho de limão para ficar melhor.

Tudo lindo, eu linda (era o que eu achava aos 17 anos…rs), a mesa posta, até um vinho arrumei. O gato chega (era assim que chamávamos) eu faço seu prato e ansiosa espero a primeira garfada. Percebo um certo desconforto em suas feições, mas acho que é meu nervosismo, afinal não tinha como dar errado.

Me armo de meu melhor sorriso e pergunto: e aí, como está? Ele mal consegue respirar, mas gentilmente me responde: – É tá bom. Nesse momento me lembro de meu próprio prato e coloco uma porção generosa na boca, hummmm….ecaaaa! Só tem gosto de limão! Começamos a rir e resolvemos sair para comer um delicioso pastel feito pelo japonês da esquina.

O almoço foi um fiasco total e o namoro não ficou atrás, mas por incrível que pareça, apesar da primeira incursão na cozinha ter dado nisso, hoje cozinho profissionalmente. Os talentos nem sempre aparecem na hora que precisamos, mas muita vontade e estudo nos fazem capazes de tudo. Nunca desistam no primeiro tropeço, vocês podem se surpreender com o que são capazes de realizar.

Agora faço comida saudável!!! rs.

11153459_418305808342065_1335618606_o - foto Adriana Rebouças

Adriana Rebouças – Formada em Publicidade. Cursou gastronomia no IGA – São José dos Campos Publicitária de formação e Chef por paixão. Sócia do restaurante chama EnRaizAr e fica dentro de um espaço de yoga e terapias que se chama Manipura em São José do Campos – SP.

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Se as coisas por alguns instantes parassem, como se não existissem

Apenas o nada faria sentido

Se todos os sentidos tivessem sentido

Do que valeria o não ter e a dúvida para resolver?

Seria tudo resolvido

Sem graça, sem um doce ar de reclamação.

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de contos e poesias, mas também e atreve a escrever no divã desse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre sua agência Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. Como o tema dessa semana é adolescentes, essa poesia foi escrita quando ela tinha 18 anos.

 

shutterstock_322148309 (1) menina no mar

… “uma vez eu e a C estávamos no mar, daí veio o P, o R e o A e ficamos conversando. O  A perguntou para mim:

-De quem você mais gostou de nós?

-De todos vocês, vocês são simpáticos (mentira, era dele).

Perguntei:

-E você de quem mais gostou?

-De vocêêêêêêê….”

Fiquei super feliz.

09/04 – Gisa Luiza – 15 anos

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de contos e poesias, mas também e atreve a escrever no divã desse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre sua agência Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza.

 

 

 

shutterstock_130498385 (1) cinema

Dia 12 esta chegando e eu até me esqueci de comprar os presentes dos meus filhos? Correria? Não…é um aperto no coração mesmo, afinal vão fazer 12 anos daqui a alguns dias e de acordo com as leis do nosso país, não serão mais criança.

Escrever sobre isto é descobrir de onde vem esta “dorzinha” na barriga, na boca do estômago. É pensar que me sobra pouco tempo pra rolar na cama, subir em árvores, jogar bola e comer pipoca a qualquer hora. Daqui a pouco, vão preferir os amigos (como na minha idade….kkk).

Bom, este assunto está muito triste e minha dor esta aumentando pra caramba…

Mas esta dor, com certeza não vai passar e sabe por quê?

Estes dias, um dos meus filhos foi convidado para ir ao cinema. Achei a ideia legal e depois de bisbilhotar quem ia, onde era, quem iria levar, a que horas iria terminar etc, me dei por satisfeita avisei minha filha que estava tudo certinho e combinado.

Depois de minha filha me lembrar umas 5 vezes por dia a semana toda, o sábado chegou. Claro, entrei no carro e estava animada pra assistir o filme.

Comprei o ingresso dela, o meu e foi ai que tudo começou.

Junto com a gente estavam mais 4 mães que compraram as entradas dos filhos, pipocas e refrigerantes….mais nada!

Fiquei paralisada, atônita e sem palavras. Todo mundo percebeu meu olhar de surpresa por perceber que era a única mãe que iria assistir ao filme. O silêncio tomou conta da nossa rodinha de mães até que fui logo dizendo pra minha filha que ficaria na ultima fileira e que ela poderia ficar à vontade com sua turma nas fileiras da frente.

Entramos no cinema, o filme começou e eu não parava de pensar…

Porque as mães não vieram? Será que estou fora de moda? Será que minha filha esta “passando mico”, será que ela paquera algum dos meninos? Será que as outras mães estão certas?

Estava totalmente perdida e inquieta. Comi o meu lanche do Mc Donald’s e o da minha filha bem no escurinho sem nem perceber. (Porque do lanche? Chegamos cedo pra comer, mas acabei guardando porque todos os amigos chegaram de repente na bilheteria e foi aquela bagunça.)

Comi. Comi sem perceber tamanha era minha ansiedade. O filme acabou na saída fingi que nem conhecia as crianças. Esperei lá fora, nos despedimos, coloquei meu braço no ombro da minha filha e dei um abraço meio disfarçado.

Pra minha surpresa, sem eu perguntar nada, ela olhou pra mim e disse:

– Mãe, não se preocupe, não acho ruim de você ir ao cinema comigo. Me sinto até mais segura!

Deu aquele sorriso que eu amo de paixão e ficamos o caminho todo de volta comentando sobre como o filme foi divertido. Demos boas risadas e até imitávamos alguns personagens.

Bom, se ela é criança ou se ela é pré adolescente eu não sei, mas eu, com 44 anos, me tornei criança vendo aquele filme, conversando com minha filha no carro e o que importa mesmo é que temos uma a outra…pra sempre!

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Roberta Corsi – Coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva. Acesse  https://www.facebook.com/movimentogentilezasim esse texto foi originalmente publicado no blog Ordens e Desordens no casamento http://www.ordensedesordens.com