Parabéns, Minha Filha, por ter chegado ao dia de hoje com tanta desenvoltura.

Parabéns por ter superado seus medos e aprendido com seus erros, sempre se metamorfoseando.

Parabéns por trazer consigo o gosto pela liberdade, o respeito e empatia pelos seus semelhantes e por toda a natureza.

Três Vivas!!! por ser tão acessível e amável;

zilhões de beijos cheios de gratidão, por ter trazido luz à minha vida, antes tão sem graça.

Que você continue rindo sem pudor; que encare tudo como aprendizado;

que faça o que lhe der “na telha”, sem, jamais, prejudicar quem quer que seja;

viva solta e levemente, e só dê importância ao que realmente é relevante;

que você encontre pessoas de todos os matizes ideológicos e com todo tipo de personalidade, para exercitar a tolerância, a percepção e a arte de bem viver; 

que não retroceda diante dos obstáculos, para se fortalecer mais e mais;

que tenha muitos amigx, muitos amores, muitos colegx, muitos afetos;

que você transcenda a matéria no seu período nesta Terra;

e que tenha o suficiente para continuar sendo VITORIOSA.

Maria Claudionora Amâncio Vieira –  Belas Urbana, formada em Direito pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e é especialista em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho pela Universidade de Franca. Amante incondicional da Natureza Selvagem, grande apreciadora dos prazeres da vida, leitora contumaz e cinéfila por excelência

Desde muito pequena sempre fui chamada de beijoqueira. Passava batom pra beijar o espelho e o vidro do box do  banheiro vaporizado. Meu pai não gostava muito de beijo mas eu insistia e ele acabava cedendo dizendo:  – Essa menina é beijoqueira.

Penso que o beijo é uma demonstração de afeto muito pura, que vem do coração, por isso quando fui questionada para quem iria o próximo beijo, no mesmo instante pensei nas crianças.

São elas que dão os beijos mais puros, afetivos e despretensiosos. Elas aprendem desde um aninho o que é um beijo estalando a boquinha e mandando beijinhos pondo a mão na boca.

Quando chego na creche onde trabalho, lá estão elas, esperando o meu olhar, o meu carinho e o meu beijo. Um amor incondicional, sem esperar algo em troca, sem preconceito. Um amor puro. Um beijo puro. simplesmente um beijo.

É pra elas que vai o meu próximo beijo, e o outro, e o outro também. Sempre que existir uma criança é pra ela o meu beijo.

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, 53 anos, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social, ” Coração de Maria “

Em tempos de tanta incerteza política, econômica e principalmente social parece difícil acreditar em espírito natalino, mas aí está. Ele vem chegando e com ele todo aquele frenesi que uns acreditam e outros lamentam.

Outro Natal. Outro balanço.

Outro ano que entra de fininho junto às receitas trocadas.

Natal pressupõe perdas e ganhos de ambos lados de taças. A vida é isso. Um Brinde!

Lembranças que revivem sabores e texturas. A ceia farta de comida, mas que não esconde a falta alguém. A toalha manchada daquele tinto que seu tio contando a mesma piada deixou derramar. Aquele encontro respeitoso ou aquele abraço caloroso. Orações. Cheiros. Afetos. Choro. Riso.  Significante ou não aqui estamos de novo e ele chegou. É Natal mesmo. Acenda as luzes, porque a graça é um pouco essa. Fiat Lux!

Natal não tem a ver com magia ou o presente dado e recebido, trocas e filas. O Natal tem a ver com você mesmo e é por isso, talvez, que o balanço é difícil. Às vezes dá e as vezes não dá.

É fácil gostar do Natal. O difícil é estar realmente nele porque acho que somos uma louca mistura de emoções e porque resultamos cada qual de uma longínqua caminhada até aqui.

Que nesse Natal a gente possa desfrutar de uma paz. Paz que chega delicada, vem pequena e tímida, às vezes aparece quando ninguém esta olhando, no conforto do seu fim de dia ou na música que embala futuros sonhos.

Que a gente se redima de erros velhos e babacas e que a taça de todos esteja cheia para brindar junto ao peru grande ou pequeno, porque sim, estar junto também faz parte. É Natal.

Que a paz esteja conosco. E que ela Cresça.

Meg Lovato – Bela Urbana, formada em comunicação social, coreógrafa e mestra de sapateado americano e dança para musicais. Tem dois filhos lindos. É chocolatra e do signo de touro. Não acredita em horóscopo mas sempre da uma olhadela na previsão do tempo.

 

E como é você nas redes sociais? Sorrisos, baladas, algumas lamúrias… Pelo meu trabalho sou obrigada a conviver com elas 24 horas por dia… e assim, como muitas pessoas acabei me viciando. Postava tudo que pensava, sentia… Tempos atrás comecei uma reflexão muito séria sobre isso. Sobre os perfis que a gente vê no Facebook e no Instagram. Gente feliz demais, viagens perfeitas, vidas tão redondinhas? Por que será que é assim? A gente até se pega pensando de vez em quando: “por que não pode ser assim comigo?”

Porque na verdade, não é assim com ninguém. Viagens dão errado, famílias brigam, casais se desentendem, nem sempre a foto linda da balada reflete seu estado de espírito. As pessoas se pegaram numa necessidade irreal de postar o que a vida deveria ser em sonho. Mas não o que é na realidade. Porque também é muito mais fácil eu curtir a suposta felicidade dos outros do que pensar nos problemas deles, e principalmente nos meus.

Não que nada seja real. Muita coisa é. Ouvi muita gente me dizer por várias vezes: Marina, você se expõe demais e isso traz inveja. Quer saber? A tal “inveja” não me pega mais. Se eu filtro tudo mentalmente, no meu dia-a-dia, por que não fazê-lo nas redes sociais? Hoje estou mais restrita. Não porque tenha algo a esconder. Mas porque sei que a vida não são aqueles mais de mil amigos que tenho nas redes (e olha que dei uma faxina bem grande). Quem quer saber como realmente estou, o que estou sentindo e o que estou fazendo, sabe como me achar. Na realidade. Me chama para tomar a caipirinha de picolé que amo, para ver um filme, para ir tomar Chay na Starbucks, para tomar sol… ou simplesmente me liga ou manda um whats… rs

Essa necessidade de ser perfeita e de ser midiática preenche um vazio por um segundo ou dois. E depois? Depois é a vida real, meu bem, com as sensações felizes e tristes…

Mas você, que me segue em alguma rede vai dizer: “mas você ainda posta”. Sim, posto, até porque não vou me alienar do mundo digital. Preciso dele no meu trabalho (foco das maiores postagens), posto as minhas conquistas no pilates (porque já tive relatos lindos de gente que se empolgou e porque quero dar valor à profissional maravilhosa que me atende), divulgo o Belas Urbanas, porque acredito nesse site e faço parte com orgulho, e faço uma ou outra homenagem em dia de aniversários de pessoas que me são queridas. Por enquanto é isso e será isso.

O futuro? Não sei, assim como não sabemos como serão as novas tecnologias… Vai que me apaixono por uma nova e vicio de novo? Ninguém está livre.

Respeito por demais as pessoas que vivem disso, meus amigos e amigas blogueiras e influenciadores digitais. Mas eu não sou uma delas. Então… menos é mais…

Não faço apologia contra algo que uso. Reencontrei pessoas queridas, converso com amigos de longe. As redes sociais realmente são facilitadoras nesse caso. Elas estão aí e vieram para ficar. Mas estava na minha hora de repensar como isso pode consumir nossa vida e nos afastar da realidade. Esse texto é um convite à reflexão. Nada além disso. O que você vê realmente é o que é? Jamais saberemos. O quanto vale a curtida de uma pessoa ou os views de uma foto, se eu não trabalho com isso?

Hoje me seduzo mais com mensagens de carinho, telefonemas, abraços apertados e olho no olho.

Deixei – e não sei até quando, porque sou humana – a vaidade cibernética de lado. E você? Como deixa os likes afetarem sua vida real? Pense, repense e, se fizer algum sentido, filtre. De carteirinha, posso dizer, que as coisas ficam mais leves.

 12507504_864760573644811_8622203985550743298_n Marina Prado

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!