Amigos, hoje falando de droga!

E de uma droga que destrói, POIS ELA É FRIA, CALADA, MAS PENETRANTE…

Pra mim é a que leva aos momentos mais marcantes dentro da história de filhos e alunos!

Podem perguntar por que a Tia Jô está falando sobre isso?

ATÉ PENSEI EM ENVIAR UMA MÚSICA SOBRE CRIANÇAS,

NA VOZ DE CHICO, O BUARQUE DE HOLANDA!

Podem perguntar mais isso… por quê. Amigos, Pais e Educadores eu achei que a poesia dessa música toca os corações, são filhos de outros, outras razões sociais, outros momentos, outros dias, outras emoções… Mas, quando a INTERAÇÃO da droga se encontra dentro de sua casa, o momento é imediato, ali, aqui, acolá!

Pensem…

As drogas se avolumam e nada de enternecimento, nada de enlaçamento, e nada de entrosamento entre a família…

Ninguém fala com ninguém… A prosa fica detonada em versos banais, sem estrutura e sem marcas silábicas alguma…

Só acontece o endurecer, e as agressividades se encaixam num silêncio provocativo, e gritante ao mesmo tempo, é um grande movimento contra a benção de se ter uma família, e tudo vai por água abaixo!

E os vibra… dores de emoção dentro dessa casa, se espalham como se fossem um oxigênio feroz e indevido, e os filhos se vêem diante de situações comprometedoras entre os seus pais. Se ainda são pequenos, e achamos pequenos demais para entender… é melhor nos associarmos a outro pensamento, mais designado para se envolver a essa estrutura familiar para ajudá-los.

A escola se promove a ser ajudante da família, mas vocês pais precisam ir pelo menos até lá, e isso não acontece tão assiduamente…

Motivos? Todos!

Mas, nenhum tão mais significativo do que realmente o “desejo!”

Falo de todo tipo de droga, principalmente essa droga não/palavreada, sempre contida, em sua oralidade, e também nos movimentos…

NÃO HÁ LINGUAGEM!

OS PAIS PERDERAM A VOZ, DENTRO DE SUAS CASAS!

Trato-as de Linguagem corporal (postura) e a Linguagem oral (fala).

Essas são as maiores drogas, e utilizadas, por muitos Pais e Educadores nesse momento, EXATAMENTE nessa atualidade que estamos vivendo, num século diferenciado e aberto aos questionamentos, contanto que venha sem questões!

É assim que acontece, até os bebês demarcam o seu território, e enquanto estão abalizados sobre a poeira dos nãos. Correm atrás de seus próprios sins… Seus pensamentos coloquiais que nunca são em vão!

Muitos Pais já experimentaram a leveza da agressividade, corporal ou oral de seu filho, e os Educadores de seu aluno!

TENHO ASSISTIDO QUASE QUE DIARIAMENTE…

Sem contar a sua secretária do lar, do seu “lar”,  e ainda o chama de lar?

Acho sim, que se não conversarmos com as nossas crianças, estaremos formando exércitos provavelmente de mudos na vivência diária, e de surdos na conivência…

Já acontece?

Na escola se posicionam os mais abnegados a esse diferencial:

DEFICIENTES da fala, aquele que não fala porque não ouve!

Entenderam errado:

AQUELE QUE NÃO FALA POR QUE NINGUEM FALA COM ELE!

Ele ouve, mas é tratado com desdém, como uma criatura que não precisa de alguém, para trocar, doar, aprender, ensinar, seu filho ou aluno é um grande sabotador, e você que o tem nas mãos, é um grande irrigador de plantas carnívoras, pois será isso que ele trocará… carne viva, ele vai direto para as famosas “mordidas”, pois ele deseja somente que alguém o devore e engula, e o vice versa é para a mesma criatura!

Calados mordem e calados voltam para casa…

Mordidos voltam com Pais obscenos na revolta que acionam os Educadores, e mesmo as Escolas:

RECLAMAM DIANTE DE SEUS FILHOS, QUE ATÉ ANTES DESSE ENGODO ELES ERAM SURDOS E MUDOS!

Uma droga, a quem chamo de DROGA DO SILÊNCIO, é a que mais rompe barreiras para um transtorno!

PENSEM… O SILÊNCIO COMO JÁ DISSE, PARA MIM, PODE SER “BIRRA”, E É A PIOR… O MUNDO POSSUI VIVÊNCIAS PARA DIZER ISSO!

“Droga é tudo que não se aproveita, sem rótulo, sem pré… conceito, sem bullyng!”

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Se bebo

É porque não quero ver 6, mas 12

Onde 6 são bons e 6 são maus

São 12 no total

São 24 no total

Preciso multiplicar os bons e bebo mais,

Pra cada vez aparecerem mais

E eu acreditar que um dia vençam os maus e venham me salvar

 

Bebo porque preciso beber

E ninguém pode entender

Bebo porque me sinto forte

Porque fico bravo

E só assim consigo ser bravo

 

Não quero que me desculpem por nada

Não entendo onde pode estar errado

Não entendo poque querem que me sinta culpado

Não sou culpado de nada

Sempre fui a solução de vários problemas

Mas quando eu canso dos problemas

Eu bebo porque preciso beber

Preciso me sentir forte

Não que eu não seja

Mas me entenda

Eu preciso

 

Preciso sentir quando passo pelo corredor

Que meus pés pisam em nuvens

Preciso sentir que empurro as paredes com meu corpo

Eles pensam que cambaleio por falta de direção

Não cambaleio, encontro as paredes de propósito

Pra jogá-las longe de mim

Preciso delas longe de mim

Pra sentir meu caminho mais largo, meu horizonte mais livre

 

Preciso beber para embaçar a vista

Berrar, mesmo que seja com a pessoa errada

Preciso beber para minhas mãos pararem de tremer

Meus olhos enxergarem o que só eu quero ver

 

Preciso beber cada vez mais

Pra tirar o chumbo dos meus pés

E as algemas de minhas mãos

Preciso beber

Pra voar.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

Foto Adriana: Gilguzzo/Ofotografico.

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