Beijo seu queixo

estreito

esqueço

Me queixo

Me deixo

Te deixo

Meu eixo ta fora do teu

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz a curadoria e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza. Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing. e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

Um poema de amor

É algo pelo qual não se da mais valor

Pois nele não há mais a emoção e a surpresa

Há apenas um amor sem calor

Os poemas não tem mais esse ardor

Não existe alegria ou emoção

Sumiu a felicidade e da vida o tesão

Coisas ditas são esquecidas em um instante

Coisas paradas e vazias

Que se esquecem

 

Essa é a morte da poesia…

 

A morte da vida e de sua alegria

Instantes que se passam e se esquecem

Pois ninguém mais deles quer lembrar

Emoções e decepções não são mais vividas

Onde esta a alegria e o amor?

Onde foi parar?

Em meio a essa escuridão e terror?

Não se pode mais acreditar em nada que se lê

Pois não existe força ou poder pelo qual se escrever

Nada mais durou

Nada mais o é

I

Igor Mota – Belo Urbano, um garoto nascido em 1995, aluno de Filosofia na Puc Campinas do segundo ano. Jovem de corpo, mas velho na alma, gasta grande parte de seu tempo mais lendo do que qualquer outra coisa. Do signo de Gêmeos e ascendente em Aquário, uma péssima combinação (se é que isso importa).

O amor não morreu

Só não se aguenta mais em pé

Olá consulentes. Cá estou eu aqui de novo.

A pergunta que mais escuto quando me procuram é: Vai dar certo?

Eu sempre respondo: – Está dando.

As pessoas me olham com aquela cara de “como assim?” e antes que o consulente fale algo eu já explico.

O certo é uma estrada. As vezes reta, as vezes torta, as vezes com pedras, outras asfaltadas. As vezes com flores e frutos, em outros momentos árida. Na próxima curva pode ter um muro, na outra esquina pode chover. Você ainda pode dar de cara com um um ser estranho e assustador ou pode encontrar algo que você precise cuidar. Em algum momento ou mais de um, alguém despertará seu melhor. Em um trecho você terá companhia, em outros estará só. Nessa estrada ouvirá música, mas não em todo o caminho, em alguns ouvirá barulho e em outros silêncio. Encontrará, insetos, doces, água, comida, carros, carinho, raiva, sono, a falta dele, encontrará tudo, mas só verá se de fato olhar e sentir.

Então, quando a pergunta “vai dar certo?” vier. Pense. O certo é tudo isso e é incerto também. Afinal, o caminho é esse. O seu caminho.

Somente um conselho, um único e precioso conselho. Sapatos confortáveis para caminhar.

Até a próxima. Logo, logo tem mais.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é ” Madame Zoraide sabe tudo”. Tem um canal no Youtube: Madame Zoraide dicas e conselhos www.youtube.com/channel/UCxrDqIToNwKB_eHRMrJLN-Q.  Também atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 😉

Comecei a pensar nesse tema ao observar como os homens querem a atenção das mulheres para seus assuntos, mas não prestam atenção no que as mulheres querem dizer.

É comum ver piadinhas, memes, cartoons mostrando as mulheres falando sem parar e os homens entediados, sem prestar atenção ou batendo o carro, ou a mulher com a boca calada pelo cinto de segurança, enquanto o homem dirige tranquilo.

O que tenho observado é que há um conflito entre os assuntos de interesse do homem e da mulher. Muitos homens gostam de contar para a mulher seus novos projetos, seu dia no trabalho, sua discussão no trânsito. Enquanto outros, por considerarem seus assuntos somente interessantes para homens só conversam com os amigos do futebol, do trabalho, do bar. A mulher gosta de dividir seus assuntos com o parceiro, mas normalmente não encontra interesse da parte dele.

Mulheres gostam de falar sobre relacionamentos, comportamento. Quando comentam sobre o trabalho, geralmente falam sobre as atitudes do chefe ou dos colegas. Quando expõe seus projetos, levam em conta a parte humana da coisa. Para os homens, mais práticos, não interessa saber esses “detalhes”.

Os assuntos das mulheres que optaram por tomar conta do lar e das crianças, são ainda menos interessantes para eles. A nova receita de bolo, como as crianças se comportaram, tudo lhes parece tão chato!

A questão é que esse desinteresse gera uma distância tão triste entre um casal, uma falta de diálogo, que, acredito eu, tem causado muitas separações de casais.

Aquela pessoa que, um dia foi o centro dos seus interesses, de repente se torna alguém com quem você não quer conversar.

Para manter a chama do casamento ou do relacionamento acesa, não é preciso só sexo, mas é preciso saber ouvir, ter interesse no outro, compreender suas carências, suas necessidades e dificuldades. Temos dois ouvidos e só uma boca, por isso, temos que aprender a ouvir.

Filipa Mourato de Jesus –  Bela Urbana, 43 anos, a espera do terceiro filho, ex bancária concursada, atual mãe em tempo integral, larguei tudo em busca de fazer o que amo, quero ser confeiteira!

EU QUERO QUE SE FODA! Era o que eu já tive vontade de dizer. QUERO QUE TUDO SE EXPLODA! Era o que eu acreditava ser o melhor. EU QUERO MORRER! E hoje em dia, milhares dizem o mesmo sem nem saber o porquê. Sabe, as vezes eu me sinto profundamente triste. Mas não triste com o mundo, minha vida, ou meus amigos e família. Triste com tudo. Se tudo pode ser definido como algo possível, eu me sinto triste por isso. As vezes tudo o que desejamos é não estar, não ser quem somos e como somos. Não sermos aquele estudante do ensino médio, a dona de casa que cuida sozinha de seus filhos, o mendigo que mora na rua, o ricaço que vive no alto da colina. Isso não é bom o bastante. Não importa como ou a razão disso, mas ficamos insatisfeitos. Já a criança na rua, a senhorinha da igreja, o cachorro que late sem parar… Eles estão satisfeitos e felizes. Mas existe felicidade? Será possível um simples sorriso ou abraço nos darem aquilo que tanto queremos? Ser satisfeito, completo, iluminado, rico, casado, amado… Será que apenas isso dará o que queremos? Ou a vida é apenas seguir em frente, procurando novos problemas e soluções? Acho que nunca saberei. Mas no fundo, acho que ninguém sabe.

Igor Mota – Belo Urbano, um garoto nascido em 1995, aluno de Filosofia na Puc Campinas do segundo ano. Jovem de corpo, mas velho na alma, gasta grande parte de seu tempo mais lendo do que qualquer outra coisa. Do signo de Gêmeos e ascendente em Aquário, uma péssima combinação (se é que isso importa).

Conversando e contando como a vida estava, ouvi de uma amiga muito querida, em um café da manhã, depois de muito tempo sem vê-la, que ela estava bem hoje, mas ficou um tempinho sem capacidade de sonhar. Essa frase me acertou um soco no estômago, na face e na alma.

Era a frase que eu procurava para definir o tempo em que me encontro. A incapacidade de sonhar é tão escasso, tão medíocre em nossos pensamentos que te engole como um rolo compressor. E o mais surpreendente que não nos atemos e nem percebemos quando essa falta de sonhos se instala. E pensar que sempre fui feita de sonhos, concretizei quase todos. Me perguntei nessa mesma manhã o porque dessa falta… acredito pela mesma força que nos impulsiona a seguir sonhando. Nossos pais, amigos e quem quer que se condicionem a um padrão, nos consomem com suas palavras nada animadoras. Você comenta: quero viajar para Austrália, conhecer o Japão por exemplo e você tem quase sempre como resposta: com que dinheiro? Ou até sonhos profissionais, obter um equipamento novo, um curso e lá vem de novo, como você vai conseguir? Até quando seguimos as regras e padrões dos outros?  Crescemos e amadurecemos, mas esses malditos padrões nos perseguem.

Aí o tempo passa e nos enchemos de vídeos positivos, frases de efeito para poder sobreviver e resgatar a capacidade de sonhar. Deixar a onda passar… depois de um tubo daqueles. Precisamos caminhar, mas  como o bom Chapeleiro de Alice, já estamos em tempo de perdoar e esquecer ou esquecer e perdoar e seguir em frente. Nos sentimos tantas vezes reféns de outrem ou de circunstâncias. Seguimos em frente… e fico com uma frase mais pertinente e que bem dizia a minha mãe: Somos sozinhos querida, somos sozinhos!

E somos, e por muitos anos essa frase parecia solitária, pobre e sem valor no meu inconsciente, até que fez todo sentido, finalmente, somos sozinhos sim, não depositemos nossos sonhos nas palavras de outros, sigamos em frente contando conosco, com nossa força de sonhar. Não há poder maior.

Macarena Lobos –  Bela Urbana, formada em comunicação social,  fotógrafa há mais de 20 anos, já clicou muitas personalidades, assim como grandes eventos, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas, segue seu site: www.macarenalobosfotografia.com, hoje seu foco está voltado para a arquitetura, você pode conhecer mais no site: www.arquiteturaemfoto.com.br. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frete. Uma grande paixão é sua filha. 

 Foto: Marcarena Lobos

 

 

Eu respeito

Rezo

Peço paciência

Peço calma

Peço resiliência

Calma com a carteira perdida

Calma, vou achar

Se não achar vou resolver, cancelar os documentos, cartões, talões de cheques

Fazer novos, é o que posso fazer.

Calma para resolver

Paciência com quem não entende nada do que eu digo

Inspira, respira, devagar, mais uma vez

Paciência e tenta de novo

Como se estivesse falando com uma criança

É preciso entender, é preciso entrar em um acordo.

Tenta de novo, sem paciência não vai resolver.

E resiliência para voltar ao normal depois de ficar deformada,

depois de ter que esticar como um elástico para dar conta de não deixar nada para fora.

Resiliência para voltar a forma normal ou ao mais próximo disso possível.

E que haja quantas vezes forem necessários essa resiliência, paciência e calma.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

Ele era de virgem e ela de peixes. Não poderia dar certo…Ele, muito racional, crítico e muito pé no chão. Ela, sonhadora, romântica sem cura e viva na alma. Foi um amor de verão. Ela, quatro anos mais nova que ele. Ela tinha apenas 16 aninhos e ele nem deu confiança, já achava que era um homem bem resolvido em suas questões amorosas. Ela? Apenas uma sonhadora… incurável! E a primeira vista ele não quis saber daquela menina cheia de fantasias. Porém, o tempo passou e aquela menina pela segunda vista arrebatou o coração do menino tão racional que beirava à uma certa soberba. Quatro pneus arreadissímos! Se apaixonou pelos olhos e sorriso dessa menina que nem era tão menina assim.

Esse amor atravessou fronteiras, uma cordilheira, namoraram com todos os direitos e loucuras da juventude. Cartas, sim! Existiam cartas de amor! E assim sobreviveram e viveram uma intensa e linda história de amor.

Ele moveu montanhas para que ela deixasse o seu país e viesse morar perto dele. Ela como uma boa romântica e sonhadora, não conseguiu se desfazer de seus sonhos. Seu romance tinha que continuar no coração dela como apenas um sonho. Não encarou a realidade e desistiu… ele disse a ela, que se apaixonou pelo amor e não por ela. Hoje, ela agradece por esse amor tão grande e tão intenso que chegava doer o coração e ao mesmo tempo enchê-lo de esperança por todos esses anos que o amor sempre prevaleceu em seus caminhos, independente em que corpo e alma ela escolheu como habitar.

Ele ficou e sempre ficará como seu eterno namorado… eles se amavam de qualquer maneira…

Macarena Lobos –  Bela Urbana, formada em comunicação social, fotógrafa há 20 anos, já clicou muitos globais, assim como grandes eventos, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas, hoje seu foco está voltado para a arquitetura. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frete. Uma grande paixão é sua filha. 

Tem dias que não queremos que acabem. Dias que sorrimos à toa, a tudo. Dias assim são especiais.  Ah, se as pessoas soubessem o que torna um dia especial estariam mais abertas para as pequenas coisas que nos atropelam na rotina. No bom senso da razão achariam piegas, mas querem saber? Que se dane, é piegas, sim, e ela, a moça chamada Juli, sabia e adorou.

O dia já começou com alterações, ela não gostava, metódica, qualquer mudança na agenda a incomodava. É óbvio que se irritou primeiro, ficou mal-humorada, mas foi só abrir seu e-mail que foi atropelada por uma surpresa, lá estava o motivo do seu sorriso do dia inteiro.

Sabe aquela sensação de flutuar, em que os olhos brilham muito? Sabe aquela vontade de continuar a conversa, mas com calma, sem pressa, saboreando? Então… mas ali, naquele momento, não dava, então preferiu só curtir aquela sensação de quero mais, bem devagarinho, como aquele doce que você tanto deseja, como o mais gostoso dos pastéis – aquele que vende na feira.

Juli perdeu a hora do almoço, não sentiu fome, aquela sensação a libertava e preenchia. Lidou com os afazeres do trabalho, como sempre fazia. Não foi definitivamente o dia mais produtivo, não foi rápida, nem queria. Guardou só para ela aquela sensação de uma forma pensadamente egoísta, apesar de nada ser egoísta, ela era de dividir tudo, comida, dinheiro, roupas, joias, bolsas, sapatos, palavras, mas nesse dia não, guardou aquilo só para si, a sete chaves no seu coração.

Coração que pulava e pulsava cheio de vida e de vontades. Aquela sensação era só dela, não queria compartilhar e ser julgada, talvez condenada. Chega, a vida já é dura na rotina, nas asperezas das dificuldades e problemas. Receber e sentir aquilo àquela altura era um presente maravilhoso.

Mesmo sabendo que ia passar porque é efêmera essa sensação, naquele momento, fazia a vida ser claramente entendida, aquilo era o verdadeiro sentido de tudo e estava ali, naquele sentimento, sem palavras para explicar.

Piegas? Não importa, ela estava feliz.

Comeu bem mais tarde, um lanchinho no jantar, ouviu sua música do momento preferida, mandou – sem culpa e “numa boa” – um que se dane para um cliente chato do seu trabalho e no mais desejou amor para todos, até para os desafetos.

Com todo seu coração, desejou só amor para todos, porque nesse dia de sorrisos ela amava, a sensação, apesar de conhecida, era novamente nova e era tão grande e boa que podia acolher e abraçar o mundo.

Foi dormir com esse sorriso e pensou: “Ainda sou uma garotinha”, como diz a música, mesmo faltando só um mês para sua aposentadoria.

Não fez planos, dormiu feliz, dormiu bem.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

Olá consulentes, como estamos em junho, mês dos namorados, mês das festas juninas e mês do Santo Antônio, santo casamenteiro, vamos falar desse assunto.

Primeiro, por favor, parem de fazer promessas para Santo Antônio te dar um amor. O santo não aguenta mais, está com a agenda de pedidos lotada para os próximos 88 anos, ou seja, nem que ele queira terá tempo para resolver o seu problema. Esquece o santo e vai por por conta própria.

Vou contar um segredinho aqui, se você quer encontrar a solução, siga em frente porque atrás tem gente. Gente que já passou. Então, siga em frente, escolha um caminho, tire os óculos escuros e abra o coração.

Vá a uma dessas festas juninas e procure a fogueira, sim fique perto da fogueira, está frio e lá você se sentirá mais quente. O fogo aquece a pele e a alma, mas não se empolgue tanto a ponto de querer ficar pulando a fogueira, isso é bobagem, letra de música, afinal quem brinca com fogo se queima e queimaduras ardem, incomodam e deixam marcas.

Então, vamos lá, lição de hoje: Esqueça o santo, abra os olhos e coração e se aqueça com o fogo, mas tenha juízo.

Depois você me conta se deu certo.

Até a próxima. Logo, logo tem mais.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é ” Madame Zoraide sabe tudo”. Tem um canal no Youtube: Madame Zoraide dicas e conselhos www.youtube.com/channel/UCxrDqIToNwKB_eHRMrJLN-Q.  Também atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 😉