Busco ser compreensivo, entender o inexplicável, sorrir do meu choro, aceitar o inaceitável;
Busco ser tranquilo no meio da gritaria, calar a agressividade, falar auto com euforia, nos cantos da cidade;
Busco ser amante das artes, sorrir para belas esculturas, fazer cara de paisagem.
Busco ser colecionador de verdades que nunca poderão ser provadas, certezas incertas sonhadas na alvorada;

Há sim, eu busco não ser o homem, que não entende nada, que não lê nada, que não ouve nada;
Busco ser a bússola mesmo sem saber o caminho, a resposta para perguntas que não sei interpretar, a calma para quem deseja amar;
Busco ser senso, bom senso, incenso, nervoso, poluído e denso, temperado, insosso, sonolento, sóbrio, embriagado, pulguento;
Busco ser rotina sem limitação, controle de expressão, ontologia, serenidade vazia, muitas vezes solidão;

Busco ser o sorriso de quem chorou, o abraço de quem partiu, a tristeza de quem ficou;
Dentro ou fora eu busco me encontrar, me entender, me interpretar, busco saber para depois falar;
Mas agora eu busco não chorar, ser forte, aceitar, busco compreender que eu não consigo mudar;
Estou buscando existir, ser, permanecer e depois tranquilamente desaparecer.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo

Até onde eu sei, a defesa por posição, a estratégia política banaliza a vida.
A guerra abre feridas que décadas depois irão sentir suas dores;
A guerra corrói amores, sabores, visões, tudo muda de padrão, até o céu intocável perde seu calor;
A guerra traz horror, morte, sangue, algo que as mentes desta década não podem imaginar;

Não se pode imaginar a dor que a dor criou por a banalidade;
Não se pode imaginar que depois de tanta evolução tecnológica, déspotas se coloquem a iniciar o sofrimento, a mortandade, a dor e a desigualdade;
Não se pode conceder que hoje ainda tenhamos o ímpeto de escolher a espada ao invés da caneta e que simplesmente ignoramos os mais fracos.

Entendo, de forma controvérsia, guerras que permanecem até hoje, que se seguem através de décadas por questões religiosas ou por interesses financeiros, mas uma potência “evoluída”, arriscar, jogar sem sequer pestanejar, por interesses financeiros.
Estamos falando de vidas, estamos falando de corações, sentimentos e tudo que se pode destruir, covardemente.
Covardia acreditar que tem algum valor essa ação, covardia acreditar que qualquer coisa poderia justificar tal ação, covardia destruir tudo em uma nação.

Aqui do nosso conforto, fechados em nosso mundinho, imaginando, e se fosse conosco?
Pensando, o que faríamos se alguns destes déspotas resolvessem tomar tudo que é nosso por simplesmente nada . A algum argumento que justifique? Como poderíamos concordar com isso?

Este texto não é para ser uma poesia, mas em versos digo o que penso;
Me dá nojo, me dá azia, olhar para a maldade e pensar em concordar;
Me dá tristeza ver a covardia se manifestar e alguns concordarem com tal ação;
Me dá dor no coração, me destrói o coração pensar que um único homem pode, ainda hoje, destruir uma nação.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo

Guardo o olhar que brilha para você,
sem medo de errar, reflete o que tem dentro de mim;
Paixão, amor e desejo, tudo que este olhar tem para dizer;
Entrego o olhar que fixa em você

O mesmo olhar que ao ver, já sabe tudo que tem para dizer;
Ele não a deixa sem graça apenas chama a sua atenção;
Chama que se acende ao imaginar este olhar mais perto de você;
Chama que queima, e que faz você tremer;

Acesso o olhar que conquista você,
Não existem palavras, seu corpo já entendeu;
Seu olhar fita o meu e também me faz tremer;
Não a perco de vista, procuro o seu olhar, o seu olhar procura o meu;

Encontro de olhos fechados as suas mãos, cujo o olhar não percebeu,
Sinto o suor delicado que a imaginação efervesceu;
Como um orvalho da natureza que se criou quando seu olhar cruzou o meu;
Este suor delicado cujo a chama amadureceu, leva a imaginação insana, o seu olhar cruzou o meu.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo

Misteriosamente me calo ao observar a sorte que construo, me levantando na alvorada e indo me deitar muito depois que o sol se pôs.

Interessante como a estrada se faz presente nos meus dias e as dores no corpo se fazem amiga, para que eu não fique tão só;

Observo atentamente que outros, também constroem a sua sorte na mesma hora do dia, mais uma companhia que não se pode falar;
 
Calado, na estrada, dedico meu tempo a pensar sobre coisas que me podem fazer com que eu amadureça, amadureço ao tentar entender que eu não entendo sobre nada ao meu redor;

Silenciosamente, observo e me questiono, sobre se tudo isso vale a pena, entender a estrada, a vida ou mesmo este poema e novamente me calo, sobre mais um tema.

Penso nas pessoas que deixei para trás quando resolvi seguir esta jornada e no tempo de vida que gasto para ter algo que sequer tenho certeza sobre o que é, contraditório, desanimo, sobre o pensamento se este é o caminho que quero seguir.

Mas, por outro lado, ao observar o tempo que já passou, o lugar onde estive e o lugar onde estou, percebo que cada tijolo vem molhado de uma gota de vitória, fruto desta estrada, e percebo também, que ao repousar, nos braços do cansaço, sobre o alento do que construí, terei descanso momentâneo, para no outro dia partir.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração. 46 anos de idade, com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo.

Eu me calei por quase 1 dia inteiro, não poderia acreditar no que estava acontecendo, tinha chegado no limite de não ser mais necessário.
Olhei para cocaína que estava na minha mão, quase 50 gramas, lembrei das lágrimas da minha mãe, a única que se importava, respirei fundo e tomei a decisão.
Já não tinha mais nenhum sentido eu continuar vivo, todos os que estavam ao meu redor só olhavam para mim e viam problemas, eu só olhava para mim e via problemas.
Não conseguia, de forma nenhuma entender como alguém só conseguia errar, tudo estava em destroços pelo chão, minha vida, minhas esperanças, meus amores, era um espectro social.

Me lembrei claramente do Devair, que havia há poucos dias, dado um tiro na própria cabeça, ele já era passado, as pessoas foram ao velório dele, se reuniram e falaram que ele era um rapaz legal, mas no meu velório, com certeza não iriam, fazer o que no velório alguém com tão pouca expressão.
Tinha nesta época, uma paixão, risos, tive muitas durante a minha vida, mas neste momento parecia muito mais forte, ela parecia, por algum motivo que não consigo explicar, ela parecia mesmo me ver.
Sentei na calçada com ela, Cibele, olhos claros, um sorriso meigo, cabelos encaracolados, dourados que refletiam a armação do óculos dela, dentes completamente perfeitos, um sorriso de parar coração de cardíaco, sentado com ela na calçada, ele me disse, não sei se por piedade ou carinho que havia esperança, que eu não deveria desistir de tudo.

Sorri para ela pelo canto da boca, e disse que era melhor não nos vermos mais, não a queria junto de alguém como eu, destrutivo, complicado, o pior que se pode ter.
Ainda com o pó no bolso, retornei para casa, andando e pensando como seria deixar todos para trás, encontrei, como que no filme alguns personagens no meio da rua, continuei caminhando e fui para casa, lá, sem ninguém ver, peguei o que precisava para fazer o que queria, fui me esconder em uma construção, aonde, novamente, cheirei sozinho toda aquela cocaína, mas não era bom em concluir tarefas, obviamente, não tive a overdose que queria e tive que encarar o mundo novamente, novamente invisível, novamente sozinho, novamente perdido.

Este relato é real, vivido por mim, cada detalhe, hoje, quase 30 anos depois, não uso mais drogas e tenho meu caminho muito bem definido, mas os pensamentos sobre suicídio eram muito comuns na minha cabeça, por varias e varias vezes senti que não era visto, não era escutado e não era percebido.

O suicida tem uma visão um pouco diferente das outras pessoas, ele sente uma solidão tamanha que não consegue controlar, e por isso, segue em direção a caminhos como as drogas, álcool ou o atentado a própria vida.

Existem muitos recursos para mudar isso, a religião, o estudo, o trabalho, mas ele não pode perceber isso sozinho, é muito importante estar atento as pessoas que estão ao seu redor, perceber se eles estão se sentindo parte das coisas, fazer com que elas sejam e estejam junto com as pessoas, mostrar para elas a importância da existência delas.

Depois de quase 3 décadas, 1 Graduação, 2 MBA’s, uma carreira sólida, percebo que ainda tenho muito a viver, que tenho muito a aprender, mas aquele buraco, que me consumia, ainda esta aqui, todo dia jogo terra nela, todo dia procuro novos motivos para viver.

Por isso, preste muita atenção nas pessoas que estão ao seu redor, elas precisam que vocês as vejam.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração. 46 anos de idade, com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo.

Vi seus olhos brilharem de lágrimas ao ouvir uma música;
Vi o som da sua voz se alterar ao falar de política;
Vi a sua indignação ao reafirmar suas convicções ante o que acredita ser certo;
Vi sua armadura fechada, mostrar um pouco do seu coração;

Tentei entrar de muitas formas para cuidar de você;
Tentei tirar sua armadura para tratar das suas feridas;
Tentei trazer vida enchendo o seu coração de amor;
Tentei mostrar que te amaria por muitas vidas;

Mas tentar não fez você acreditar;
Mas tentar irritou você que tão acostumada a sofrer quis se distanciar;
Não entendi os teus sinais e me afastei;
Afastado, me fechei, e tentei esquecer, inútil;

Me lembro de você todos os dias, no amanhecer ao entardecer;
Acredito na cartomante por querer acreditar;
Não sofro porque não quero sofrer;
Sigo em frente porque aprendi que tudo sempre vai melhorar;

Mas na face amarela de um entardecer em algum dia vou encontrar você;
Na face amarela deste mesmo entardecer, vou beijar você;
Na noite que se inicia, sem muita explicação, sentindo o seu coração vou amar você;
Ah, com você em meus braços, em um silêncio contemplador, vou abrir meu coração e ganhar o seu amor.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração. 46 anos de idade, com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo.