Lembro de muitas histórias de carnaval. Na infância, esperava ansiosa minha tia Marta e minha prima Gi chegarem do Rio de Janeiro, com a fantasia que minha tia trazia pra mim igual ao da minha prima. Sempre tão lindas! Lembro de nós duas na matinê, no salão do clube à espera para desfilarmos no concurso de fantasias… já fomos baianas, bruxinhas, ciganas etc.

Na adolescência, a primeira vez que fui a um baile à noite estava de melindrosa, tinha 12 anos e fui uma única noite. Queria porque queria ir, já que minha prima ia, mas não gostei. Não me senti pertencendo, ainda gostava da luz da matinê e de ficar jogando confetes e serpentinas… A noite ainda não era para mim!

Com 13 anos, passei as cinco noites com um grupo de uns 40 adolescentes como eu, fantasiados de egípcios e gritando: “Alalaooooo, mas que calor”. Aquilo para mim foi o máximo! Passei as cinco noites junto com o grupo, correndo pelo salão, cantando sem parar aquele refrão e sem olhar para nenhum garoto. Eu era mais criança que adolescente ainda.

Já no ano seguinte, 14 anos, começaram a ser mais divertidos os bailes de carnaval. Nesse ano, lembro que junto com minha amiga Alexandrina, ficamos “apaixonadas” platonicamente por um mocinho no salão, que nunca nem sequer dançou uma música com nenhuma de nós. Acho que nem nos via, era “gatinho”, como dizia a gíria da época dos anos 80 quando era para fazer referência a alguém bonito. Ali eu descobri que gostei do colorido que a paixão nos traz, mesmo quando não é correspondida. Ainda era uma menina que nunca tinha beijado na boca.

Com 15 anos, já era mais encorpada, bem morena, e novamente com minha prima e amigas fizemos fantasias iguais para algumas noites. Éramos piratas com meia arrastão preta, top vermelho com lantejoulas e um pano de cetim vermelho que servia de saia, biquine por baixo, porque tudo era bem curto, era moda. Ano que comecei a ser vista pelos mocinhos. Dançava com um, depois com outro e com outro pelo salão. Funcionava assim: Tinha uma grande roda e quando parávamos de dançar com o par, ficávamos no entorno dessa roda dançando até outro convidar para dançar. Sempre nós, as meninas, esperando passivamente sermos convidadas. Eu nunca convidava ninguém, poderia justificar com minha timidez – de fato era tímida demais para chegar em algum moço –, mas não era só isso, era algo que no fundo estava enraizado em mim. “Isso não é papel de moça, os homens é que devem tomar a iniciativa”.

Os homens podiam escolher e nos tirar para dançar, mas nós, moças mais recatadas, jamais faríamos isso. Isso nunca passou pela minha cabeça como algo a ser questionado, nunca nem pensei, e se quisesse dançar com alguém, por que não ir tirá-lo também? Nesse ano, me lembro de dois mocinhos que ficavam “me disputando”… Uma vez, dançando com um deles, um amigo o chamou para brigar, e ele, como ‘bom macho e fortão’, falou pra mim: “– Tenho que brigar agora, depois eu volto, me espera”. Eu sei lá qual o motivo da tal briga, na hora o achei muito valente. “Nossa, uau, ele vai brigar, como é forte! Como é valente!”, esses eram meus pensamentos.

Bom, os dois que me “disputavam”, o valentão e o outro, eram amigos, esse outro tinha uma namorada… mas passava por mim quando não estava dançando comigo e me media de cima a baixo, jogava charme, fazia comentários, mesmo dançando com ela, sem nenhum respeito por ela. Eu, na verdade, também não percebia que isso não era respeitoso nem com ela e nem comigo.

Na última noite, a banda tocava até quase o raiar do sol, e nas repetições do mais um, eu estava dançando com outro mocinho. A música parou e ele veio todo para cima de mim tentar me beijar, quando o tal que me “disputava” com o amigo fortão, o que tinha namorada, disse em alto e bom som: “Não mexe com essa moreninha que eu vi primeiro!”. Como se eu pertencesse a ele, como se eu fosse um mero objeto.

Como me senti? Sinceramente, naquele dia, me senti desejada, importante, e estava gostando das investidas do garoto que levou um sinal amarelo do outro. Eu fiquei passiva, esperando que os meninos decidissem de quem eu era. Como assim de quem eu era? Eu que deveria escolher! Afinal, eram dois pretendentes, mas eu não tinha essa percepção e talvez até achasse interessante ser “disputada como um prêmio”. Hoje consigo enxergar o quanto eu era machista e não tinha consciência de nada disso. Sou uma desconstrução dessa machista.

Enfim, me despedi, fui embora com minha prima e amigas. Já com saudades daquele carnaval, que me traz lindas lembranças, mas com água na boca de um beijo que não aconteceu, mas… a vida é um caixa de surpresa e o primeiro beijo veio no carnaval do ano seguinte… Mas essa história é outra…

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 

Foto Adriana: @gilguzzo @ofotografico

Acabei de ver “dilema das redes”, um documentário austero sobre os tempos digitais e como somos presas fáceis e passivas nas redes nos dias de hoje. Os grandes CEOs interpretam e fazem considerações ao que criaram. Um sentimento de médico e monstro como “Jekyl and Hyde”. E no meio disso, nós, Sapiens pouco sábios, metade zumbi monetizando fácil o que não tem preço. All incluse. Até aí nada de novo, porém o que vem no pensamento é porque nos deixamos levar tão facilmente.

A encruzilhada é porque chegamos num limite onde a máquina é o gestor de tudo? Acho que sim, mas espero que não. Fato é que organizam nossos desejos do dia como um cardápio com comida, forma física, formato dos lábios, plano de saúde, gozo e escolha do carro.

Convenhamos, o ser humano, complicadinho, está sempre correndo atrás de algo, nadando num karma coletivo de emoções e opiniões com hora marcada e datado para encerrar. Como aquelas corridas de cães galgos ou de cavalos olhando a cenoura e não vendo a chegada, só ouvindo o tiro condicionado da largada. Simplesmente vamos.

Lembro quando a moda eram os cabelos “mullets”, sim, desfilavam nossas madeixas armadas com garbo, elegância e muito laquê ao som dos anos 80, uma forma também bizarra olhando pra trás, mas genuína de um movimento pós punk. De la pra cá a ditadura de comportamento aumentou e se tornou flexível para todos. Ditaduras pra todos os gostos, gêneros e perfis do Instagram. Nada pessoal, mas nada passa ileso, para uma fake felicidade que flutua em cada shoot borbulhante de coca cola. É isso aí!

Por que a gente é assim? Estamos sob o jugo constante. Geração Z chegou para mostrar e para provar o self service de serviços midiáticos. É divertido? Sim. Doentio? Sim.

Algoritmos a parte estamos conectados porque somos gente. Bicho indecifrável e tão rasteiro que produz, produz e produz. Feitos dos mesmos ossos, plasmas, mitocôndrias e bactérias. Hoje, porém guiados por wazes pra lá e pra cá. Sabemos a hora de chegar e isso parece bastar.

Estou dizendo, gente é um troço complicado mesmo, só ver a época das eleições enquanto seu hater vizinho vocifera outros esperneiam e  corporações ganham.

Por fim minha consideração definitiva: não nos divertimos mais com ioiôs, bambolês, trotes, nem mesmo dançando new wave. Chega de tanto progresso, pra que tanto dele se no fim, ninguém mais curte um cabelão mullets?

Vamos de leve.

Meg Lovato – Bela Urbana, formada em comunicação social, coreógrafa e mestra de sapateado americano e dança para musicais. Tem dois filhos lindos. É chocolatra e do signo de touro. Não acredita em horóscopo mas sempre da uma olhadela na previsão do tempo.

“OOOhhhh, ele usa um brinco de argola!”

A primeira vez em que vi uma pessoa preta, devia ter uns seis anos. Isso aconteceu em um restaurante de Helsinque, a capital da Finlândia. 

Como nasci e cresci em uma cidade pequena do país, nunca tinha visto alguém nem levemente morena. Olhos castanhos então, eram algo muito estranho.

Naquele restaurante de Helsinque, do que mais lembro é da reação da minha mãe, de olhos arregalados e falando baixinho, sobre aquele homem negro. Só que, maravilhada, os seus comentários eram sobre o exotismo do que ele estava usando: Um brinco de argola grande na orelha. Não lembro de mais nada sobre ele, de suas roupas, se falava alguma língua desconhecida, com quem estava, nada. Mas passei a associar pessoas que tinham a pele de cor tão diferente da minha com o exótico e maravilhoso.

Quando nos mudamos para o Brasil, pouco tempo depois, vivi em cidades pequenas, onde frequentava a mesma escola que as outras crianças, de todas as cores e classes sociais e brincava com elas. Era com a filha da costureira que aprendi as cantigas de roda, com a filha da lavadeira que brincava de pega-pega e com todas as outras crianças que brincava de esconde-esconde na praça da igreja. Nunca passou pela minha cabeça ou de sua mãe, criticar essas amizades por qualquer motivo.

Já adolescente, morando em uma cidade grande, descobri o preconceito. Primeiro contra mim mesma, por ser alienígena. Não havia muita tolerância ou acolhimento naqueles bons anos 70, numa Campinas provinciana. Mas tinha muita xenofobia e megalomania. Já na escola, só tinha branco. Até os funcionários. E assuntos polêmicos, como divórcio, aborto e racismo eram abordados raramente em alguma aula da área de humanas. À típica pergunta: “Você é racista?”, ela respondia que não, mas ninguém acreditava, o que, por sua vez, fazia com que ela passasse a ter dúvidas sobre suas afirmações. “Você tem amigos negros?” Não, mas qual era a minha oportunidade de encontrar negros para ter amizade?  Tolerava as piadinhas racistas, assim como as misóginas e outras preconceituosas, apenas para não ser a chata da turma, mas na verdade, nunca consegui ver graça nelas. Com o tempo, passou a contestar cada piada ridícula com outra pior, sobre alguma coisa muito sem graça. 

A pior que aconteceu, nos anos 1990, foi ir a uma festa da prima do marido, onde um dos convidados era negro e a tia dizer: “Desculpem, não tive como evitar.” Ao que eu respondi: “Desculpo não, tia! É um absurdo imaginar que a presença do colega de sua filha possa ser ofensiva!” Naquela época ela não entendeu, racismo ainda não era crime, mas eu queimei de raiva por dentro. Se eu teria amigos negros???

Eu tenho AMIGOS e nem mesmo sei a cor deles!

A maioria dos racistas brasileiros sofreria racismo na Europa, Estados Unidos e Japão! Nós somos um país de miscigenados e amo essa mistura maravilhosa que faz a pele mais morena ou não.

Passados os anos 70, 80, 90 e chegados os anos 2000, 2010, 2020. Hoje já não me calo mais, mas, por outro lado, não me isenoa também. Hoje Racismo É Crime e eu luto com meus papéis, desenhos e textos. Luto com as armas que tenho e não estou sozinha. Será que eu me considero racista? 

Eu, definitivamente, sou ANTIRRACISTA!

Synnöve Dahlström Hilkner – Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.




Como responder quando ouvimos esse parecer de uma pessoa? E quando essa pessoa tem entre 02 anos, 02 anos e meio de idade de vida?

E que vivência vital nessa idade ela tem, para entender que a Palavra significa o nosso Pensamento Interno?

Bem vamos lá, fato verídico em que participei no caminhar de Educadora Preta que sou, por uma questão da Melanina, que a Genética impostou!

Simples assim.

Estávamos na hora do lanchinho, saímos da sala fomos hiegenizar, e depois direto para a cozinha e eis que a Tia Dagil a da Limpeza, uma bela preta se encontrava terminando de varrer o ambiente acolhedor. Nos sentamos no corredor para esperar seu término, creio que nós todos estávamos com muita fome…

E naqueles segundos esperados, um dos aluninhos com “muita” fome… se expressou impacientemente e num tom bem alto questionou a demora com essa frase limpa e transparente:

– Anda logo “NEGUINHA ENCARDIDA!”

A Tia Dagil a da Limpeza uma bela preta olhou para mim, a Tia Jô da Sala preta também e se estatelou esperando o meu proceder.

E eu com rapidez intervi perguntando ao menino branco rico e mal-educado, sem antes me abaixar para ficar a altura e olhando nos olhos dele:

– Ahammmm porque ela é NEGUINHA ENCARDIDA?

E ele respondeu com a afirmação imitada de algum adulto familiar:

Essa Tia é preta e pobre… Meu pai que falou!

Eu não me contive naquele momento, pois a Tia Dagil derramou suas lágrimas e insistentemente me olhava pedindo “SOS” Tia Jô!

Pensei em segundos, e o quê será que EU SOU para essa tão nobre família?

Quantas vontades eu Tia Jô tive, e vocês nem imaginam, foram tantas vontades… que vocês nem imaginam o quanto fiquei uma PRETA BRAVA!

Não com o meu aluninho tão jovenzinho, nem pensar sobre…

Ele simplesmente deu seu recadinho… Aliás a criança entende ao pé da letra.

Simples assim.

Em segundos para sentir o EGO das PRETAS Serviçais, ou seja, Eu a Tia Jô e a Tia Dagil, temos um… RECADINHO para SEU PAPAI:

Olha, diz para seu papai, que a Tia Jô e a Tia Dagil conhecem também… “BRANQUINHA ENCARDIDA”

Até hoje não sei se ele deu o recado…

Era anos 80!

E observando a #telapreta peguei-me chorando ao re… lembrar que após tantos anos estamos na mesma, engatinhando para a Transformação do preconceito racial!

Mas, se ele deu ou não deu, temos visto até hoje os resultados de Educação Familiar. Nós PRETOS seguimos e a MELANINA não vai estancar, para alegria de muitos preconceituosos.

PS: Importante que saibam por mim… O papai branco e rico, NÃO veio falar comigo!

E o aluninho continuou vindo para o colo e braços pretos e aconchego, da Tia Jô e da Tia Dagil (nome fictício) e continuou se servindo da Limpeza feita pela “NEGUINHA…

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.


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Uma das canções mais lindas que Barbra Streisand cantou foi “memories”.

Alias canções e memórias funcionam como disse um amigo certa vez: SENHAS. Cada música é uma senha de acesso a uma memória, algumas possuem cheiro, temperatura, paisagens e acima de tudo emoções. Quando a década de 80 parecia que ia ser um fracasso… entenda: Nós, adolescentes na década de 80 tínhamos como referência os anos 60, anos dourados dos nossos pais, e vimos nossos amigos mais velhos voltarem da discoteca em 78/79 e não tínhamos idade para ir. Pensem, um amigo seu voltando da disco após ter dançado Bee Gees e com muita sorte dançado lenta….. o que iria sobrar para nós?

Eu até que tive sorte. Eu e meu amigo de infância fizemos um bailinho de garagem em 1979 com um rádio gravador e uma caixa (eu disse uma) amplificada e o repertório foi fitas da Donna Summer e Bee gees… mas e a década de 80?

De repente o mundo virou de ponta cabeça. Depois de blá blá blá ti ti ti ti titi da blitz vimos uma onda de rock nacional explodir. Anos 60 e 70 ficou para trás, e lá estávamos não na “discoteca”, mas nas danceterias, em minha cidade Campinas Fábrica de Areia, Stratosfera Music Hall e APÔ se destacavam, e sem mais nem menos estávamos dançando B52’s, Devo, Léo Jaime, Kid Abelha, Legião, Titãs, Paralamas, e o bombástico RPM. De repente Michael Jackson lança o álbum mais vendido da história e Madonna desponta para dominar a cena em toda a década (e futuras também). Sem mais nem menos Ray Charles, Bob Dylan, Cindy Lauper, Paul Simon, Bruce Springsteen e mais umas 40 lendas gravam juntas WE ARE THE WORLD. Antes da web já estávamos em um só mundo. Com azarrô comprado na lojinha japonesa da Thomás Alves e uma camisa amarela da Janis Joplin e uma calça semi bag com bolsos laterais e um cabelão enorme íamos para a danceteria…. claro, um dia antes Shopping, fliperama e doceria Brunella. Creio que em todas as cidades faziam isso, só mudava o nome dos locais.

Jamais esquecerei uma tarde da década de 80, que graças a Deus, não tinha celular para fotografar nem filmar para eternizar. Ficou no HD mais importante, meu cérebro. Lá volto quantas vezes desejar e é mágico. Uma tarde lotada, mas aquela estava diferente, simplesmente era meados de agosto de 1985, alegria estava no ar, já tínhamos passado pelo Rock in Rio, Roque Santeiro e pranteado Tancredo. Andávamos no ônibus cantando o tema de Tim Tones do Chico Anísio em coro. Bom, enfim, certo domingo, não se sabe bem o por quê, Radio Pirata estava no auge e quando o DJ tocou numa pancada só: Radio pirata, Revoluções por Minuto, Louras Geladas e sem contar Fórmula do Amor de Léo Jaime enlouquecemos. Na Rádio Pirata nem sei quem teve a idéia primeiro, mas como estava muito calor alguém tirou a camisa e começou a rodar ela no ar, seguido de todos, todos os homens mesmo e pulávamos cantando: Tooooooquemmmmmm o meu coraçãooooooo…. Pronto, era o auge da década, se alguém me perguntar o que é felicidade ao extremo posso dizer várias coisas, mas essa é uma delas.

O que eu quero dizer é que eu jamais tinha noção de que aquele momento era um dos mais intensos de minha vida. Não era o primeiro dia de aula, nem o primeiro dia do primeiro namoro. Era um dia como outro qualquer, só que não. Como diria o poeta a vida é feita de instantes. Creio que no céu deva haver uma central onde possamos acessar nossa vida. Esse dia em especial quero visitar. Mas aproveite o hoje querido leitor. Pode parecer que não, mas talvez você esteja vivendo uma parte linda de sua vida em meio às lutas. Largue seu celular, se parar para fotografar, o instante passa e você o perde. Olha a sua volta, aguce seus instintos e como dizem: BORA VIVER! Abrace, ame, beije, ore, leia, caminhe e perdoe por que um dia chegará em que não poderemos mais viver, apenas lembrar.

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Renato B Sampaio – Belo Urbano, publicitário, cristão e um questionador da vida, sempre em busca da verdade. Signo de áries, fã de Jazz, Blues e Música gospel.