Somos uma CASA… “CASA PRÓPRIA”

Somos a IMOBILIÁRIA… “SEM SOCIEDADE”

Somos os MÓVEIS… “PERSONALIZADOS”

Somos o CHAVEIRO… “SEGREDOS ÚNICOS”

Somos o RESPONSÁVEL… “PELOS CUIDADOS”

Somos as PLACAS DE SINALIZAÇÕES/SEMÁFORO… “USO OBRIGATÓRIO”

Somos o SEGURANÇA… “AUTORIDADE”

Portanto, nós não devemos nos esquecer de que todos nós somos o PROPRIETÁRIO nesse INVESTIMENTO PESSOAL…Temos que ter atenção aos INVASORES ditos SEM TERRA… E também não oferecer o USUCAPIÃO…

O uso natural da PALAVRA NÃO temos que aprender… Esta ATITUDE não significa EGOÍSMO, e sim RESPEITO por nós mesmos. E também temos que usar as nossas PLACAS de SINALIZAÇÕES sem sofrer mesmo… E não precisamos nos mostrar BONZINHOS e muito menos SERVIS quando sentirmos PERIGOS.                                                                    

Somos a “ÚNICA ESPÉCIE” que PODE se dar ao “LUXO e ao LIXO”… E também “SE LIXAR” pelos acontecimentos dentro de nossa CASA… Pensem nisso, pois a ANALOGIA pode ajudar e muito sobre o nosso ENTENDIMENTO, é quando usamos a nossa INTELIGÊNCIA MENTAL com intensidade. 

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

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Esta historinha aconteceu comigo em janeiro de 2017. Eu tenho 46 anos de idade.

EU: por favor, quero ver alguns biquínis

VENDEDORA: (mostrando alguns maiôs) ESTES SÃO LINDOS

EU: (insistindo) PREFIRO BIQUÍNIS

VENDEDORA: eu mostrei os maiôs por que eles definem o corpo.

EU: (vendo a moça pegar apenas biquínis pretos) NÃO TEM COLORIDO? GOSTO DE ESTAMPADOS

VENDEDORA: é que preto emagrece, né?

EU: não vou comer os biquínis, vou usá-los na praia, na piscina.

VENDEDORA:  (ofendida) a maioria prefere preto e maiô.

Tempos atrás vi uma reportagem que falava sobre a pressão que as mulheres britânicas dizem sentir para serem perfeitas em tudo. Imediatamente passei a analisar a minha vida buscando pelas mesmas pressões, profissional perfeita, corpo perfeito, amiga perfeita, filha perfeita, e sei lá mais quantas (im)possibilidades de perfeição.

Confesso que de início achei que não sofria pressão nenhuma. Mas, pensando melhor…

O que quero analisar aqui com você é a perfeição da imperfeição. Pois não é que para ser uma mulher gorda também há padrões!?

Veja amiga, a vendedora da minha história:

  • Pensa que eu quero “corrigir” meu corpo com um maiô;
  • Pensa que eu quero “corrigir meu peso com um biquíni preto;
  • Pensa que eu sou infeliz por ser gorda.
  • Pensa que eu tenho vergonha do meu corpo.
  • Pensa que mulheres gordas são mulheres infelizes que fingem ser alegrinhas;
  • Pensa que mulheres gordas querem, desesperadamente, emagrecer.
  • Pensa que eu devo ser grata a ela por me ajudar a “corrigir” meu corpo.

Não sei dizer a vocês quantas vezes em um único dia eu escuto falas que me cobram para ser um modelo de mulher gorda. Mas acreditem em mim, são várias vezes. Quando digo que não gosto de doces e de chocolate me olham com desconfiança, quando uma mulher magra diz o mesmo ela ouve: por isso você é magra!

Se eu como uma maça, escuto: isso mesmo! Saúde é tudo!

Se a maça esta na mão da moça magra: por isso você é magra!

Poderia escrever mais de cem frases do meu cotidiano, mas o que quero ressaltar é que a pressão pela imperfeição perfeita é sutil e pesada. Ela não para, não tem horário e vem das mais diferentes pessoas. Cansa? Sim, podem apostar. Irrita, entristece, magoa… surpreende.

E se há pressão por causa do corpo, com a mesma intensidade há pressão por um modelo de comportamento de mulher gorda. Muito já se falou sobre isso: pessoas gordas têm que ser alegres, bonachonas, preguiçosas e gulosas. Mais, pessoas gordas precisam ser doentes.

Pois bem, eu sou uma mulher gorda e não sou exatamente a alegria do lugar!

Pois bem, eu sou uma mulher gorda e não tenho nenhum índice de diabetes, colesterol, triglicérides ou pressão alterados.

Parece ser difícil acreditar que eu goste de mim, do meu corpo, da minha imagem. Desconfio que o problema é que para a magreza ser sinônimo de alegria e saúde eu preciso assumir o papel de triste e doente. Desculpas, seja feliz consigo mesma tanto quanto eu sou comigo.

E se você quiser saber como esta pressão pela maneira perfeita de ser imperfeita acontece é só compartilhar este texto e acompanhar os comentários. Com certeza aparecerão os “vigilantes da normalidade” com seus discursos de: ok, você não é assim, mas sobrepeso é doença. Ou: você não é doente agora, mas no seu futuro será.

Alguns talvez até comentem: belo texto, parabéns pela sua atitude! Como se fosse necessário coragem para gostar de mim mesma.

Eu seguirei minha vida sendo quem sou e gostando de mim. Espero que você siga a sua pensando melhor nos comentários que faz para as pessoas que convivem com você.

De uma coisa eu tenho certeza, nem todo mundo aguenta esta pressão. Pense nisso.

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Luciana Cury – Bela Urbana, trabalha com educação publica a muito tempo e continua apaixonada pelo que faz. Gosta de gastos, dias chuvosos e de sentir frio.

 

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Ser ou não ser? Eis a questão… ou bloquear ou não? Eis a ilusão.

Nos dias de hoje, bloquear alguém no facebook e whatsapp é sinal de poder. Uns se justificam dizendo que é auto preservação, mas muitas vezes é apenas uma forma de mostrar como você tem poder de deletar a pessoa “non grata”, indigna.

O ser humano realmente se ilude achando que tem a capacidade de desconectar relações.  Quem já não ouviu numa roda de amigos? Terminei com “fulano”, terminei com ‘beltrana”, o bloquei no face e no whatsapp. Ah! santa ilusão, beira a uma inocência arrogância.

Saudades dos tempo da brilhantina, dos anos 80 que se tinha a decência de se discutir, olhar no olho, chorar, romantizar, fazer acontecer…isso se chama atitude!  Bloquear, não. Isso não é atitude, é apenas ilusão, que os tempos modernos virtuais criaram para mais uma vez nos distanciarmos dos outros e de nós mesmos. Agora desbloquei, agora ele merece falar comigo! Sem palavras…sem coração.

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Macarena Lobos –  formada em comunicação social, fotógrafa há 20 anos, já clicou muitos globais, assim como grandes eventos, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frete. Uma grande paixão é sua filha.