Nossa! Como passou rápido!

A cada ano, com tantas atribuições e correrias, parece que essa data chega mais e mais rápido e nem nos damos conta do tempo, das relações, das ausências… a saudade de ontem, vira uma doce lembrança hoje, nossas crenças se tornam cada vez mais cristalizadas e nos voltamos tanto para nossas próprias questões, que acabamos nos isolando daqueles que queremos bem. Sabe aqueles almoços de domingo na casa da vó? Os papos descontraídos com os amigos no boteco da esquina? As festinhas na escola onde cada um levava um prato? Tantas lembranças… mas há quanto tempo você deixou de ter tempo para esses pequenos prazeres compartilhados?

Mas voltemos ao assunto: O Natal está chegando, né gente? E ao invés de estarmos felizes, pensando que pelo menos nessa data poderemos desfrutar do amor compartilhado, das reuniões de família ou amigos, que podemos dividir nosso pão, confraternizar e resgatar as relações, o que surge são as picuinhas, hoje, sob a forma de memes na internet. Uns reclamam por que nessa época se coloca passas em tudo, outros, por que sua filosofia de vida não se encaixa com a da família; tem também os que nunca estão satisfeitos com o que ganham e já começam a sofrer por antecipação com o momento da troca e os que indignados bradam à mesa que é um absurdo comer cadáveres e por aí vai… o Natal virou uma zona de guerra e esquecemos o seu verdadeiro significado: o amor, o renascimento da esperança, o resgate das relações… essa época é única por que conseguimos juntar numa mesma casa, numa mesma mesa, num mesmo momento pais, filhos, avós, amigos, chefes, colegas.

Que tal aproveitar esse momento único e deixar as diferenças de lado sendo um protagonista de relações saudáveis e amorosas? Sentemo-nos todos à mesma mesa e… sabe àquela passa que você odeia? É só colocar de lado. E os animais que você não come? Apresente uma nova opção aos seus e mostre que é possível festejar de outra forma (mas sem imposição, sem nariz torcido e sem desrespeito). Pense que levou um ano inteiro, as vezes mais, para se chegar a esse momento que é de aceitação, amor e confraternização e desfrute de cada segundo que puder com carinho.

Deixemos as diferenças para outro momento. Bom Natal à todos! Ho, ho, hooooo!

 

Adriana Rebouças – Bela Urbana, formada em Publicidade. Cursou gastronomia no IGA – São José dos Campos. Publicitária de formação e Chef por paixão. Sócia do restaurante EnRaizAr que fica dentro de um espaço de yoga e terapias que se chama Manipura em São José do Campos – SP.

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É impressionante como as vezes somos induzidos em nossas condutas, muitas vezes por darmos ouvidos a fofocas ou comentários maldosos não percebemos o quanto isso é ruim e vamos ficando inflados, uma hora estouramos e sempre estouramos com a pessoa errada, da forma errada.

Perceber a diferença entre as pessoas que são autênticas e as que ficam com leva e traz as vezes é difícil, muitas vezes estamos tão envolvidas que não percebemos.

Ouvir nosso instinto é meio primitivo, mas da certo, muitas vezes o ignoramos por ser algo realmente primitivo e sem explicação lógica.

Eu sou muito lógica e por isso tenho dificuldade de ouvir e aceitar esse tipo de intuição…. mas essa intuição insiste e é forte.

Fico procurando certezas, explicações para os fatos, mas aceitar que em determinados momentos não existe certeza e que é só intuição e segui-lá é o melhor caminho.

Se algo incomoda sem razões concretas, deve ser ouvido; a intuição, a voz do coração, sei lá o que é, só sei que devo ouvir.

PS.: Vou desligar as batatas.

08 de setembro – Gisa Luisa – 37 anos

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de contos e poesias, mas também e atreve a escrever no divã desse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre sua agência Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza.