Outro dia a vida me trouxe de volta uma pessoa que foi muito próxima há alguns anos, conversamos, tímidos, desajeitados e constrangidos inicialmente, ao evoluir a conversa fomos nos reconhecendo e o conforto da amizade antiga voltou um pouquinho; tínhamos nossos compromissos, o encontro não durou mais que dez minutos, voltei para meus pensamentos com pedaços de lembranças da vida que eu tinha quando ele fez parte dela, naquela época tivemos um breve romance, eu era muito jovem, curti uma dor de cotovelo danada pois ele era apaixonado por outra pessoa e de repente ela também se viu apaixonada por ele, ou seja, eu conhecia os dois, tive que ver os pombinhos sempre juntos, frequentávamos o mesmo grupo de amigos, foi triste, sentia uma dor física mesmo no peito, parecia que o coração iria sangrar, eu chorei muito por isso, sentia tudo com tal intensidade, com tal paixão que achei que fosse morrer de amor; o tempo passou, eu aprendi tanto com esse episódio, eu me prendi aquela máxima de que se existe amor por alguém e se ele é real, é preciso deixar a pessoa livre para que ela escolha o que o coração dela pedir, sem tragédia, simples assim, a fila anda, como dizem, minha fala interior me dizia isso, uma maneira que encontrei para amenizar minha perda, minha dor, obviamente ele já estava com ela e era livre para fazer o que bem entendesse, nunca tivemos um relacionamento de verdade, foi apenas o inicio de algo que nunca começou, mas naqueles breves encontros eu me sentia bem, me identificava com ele e o mais triste talvez não tenha sido perder o futuro namoro que nunca veio, e sim a conexão que eu sentia com ele; eu tinha plena consciência que nossa recente amizade não iria evoluir, eu segui minha vida e passei a prestar mais atenção às conexões, aos encontros que tinham potencial de se transformar em uma amizade verdadeira pois entendi que eles poderiam ser muitos breves.

Ao longo dos anos sinto que aquele intenso sentimento mesmo tão efêmero me transformou, e sou grata por isso, apesar do amargo da perda me deixou uma ternura tão grande pois amei, eu ainda não tinha sentido nada parecido, confesso que depois durante meu percurso pela vida me apaixonei muitas outras vezes mas aquele encontro me alertou para as conexões, para estar atenta, para não deixar de aproveitar nem que fosse uma horinha de conversa com aquela pessoa especial, mesmo que não fosse com intenção amorosa, apenas sentir e aproveitar a presença de um ser humano que se aproxima de nossa alma, nem todos tem esse poder, nem todos tem esse toque mágico e nem sempre a vida nos presenteia com esse tipo de sentimento, é preciso saboreá-lo, usufrui-lo antes que se desvaneça como fumaça na correria do dia a dia, na viagem que nos leva para outros lugares, nas mudanças inevitáveis, nas mortes prematuras, nas desavenças repentinas, nas palavras mal pensadas e proferidas no impulso.

Amo as conexões, os encontros, e aqui cito Rubem Alves: “Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro”.

Tenho tanto carinho pelas pessoas especiais que passaram por minha vida e que no momento não fazem mais parte dela, queria que o mundo mantivesse perto de mim todos com quem amo estar e conversar e trocar energias boas, esse contato me traz um pouco mais de sentido para vida, há dias que buscar o sentido é como encontrar uma agulha no palheiro, mas esses encontros me dão a certeza que a vida também é boa, amorosa, pode ser leve e que ali com aquela pessoa posso ter um colo, um aconchego, muitas risadas e falar do tudo e do nada, não serei julgada, serei aceita tal qual como sou, nada mais, nem menos, isso é conexão, isso é amor, seja ele em formato de homem ou mulher, quer seja um amor romântico ou uma amizade, é como nos sentimos na nossa casa, conexão verdadeira é quando um rosto inchado de chorar, um nariz escorrendo, um coque mal feito, maquiagem borrada, quando você fala demais e possui alguns quilos extras não te fazem mais feia, na verdade, só significa que você é humano e é isso que nos conecta com outro ser humano, nosso eu real, quando as máscaras estão caídas ou guardadas nos esconderijos e ainda assim aquele alguém especial nos ama.

Agradeço a todos meus encontros especiais, aos meus amados amigos e companheiros de alma que eu ganhei de presente no trajeto, por momentos ou por anos,  mesmo longe estão presentes em tudo que há de mais belo em mim, tudo que me fez chegar até esse momento, preciso de vocês como uma flor precisa de água.


Eliane Ibrahim – Bela Urbana, administradora, professora de Inglês, mãe de duas, esposa, feminista, ama cozinhar, ler, viajar e conversar longamente e profundamente sobre a vida com os amigos do peito, apaixonada pela “Disciplina Positiva” na educação das crianças, praticante e entusiasta da Comunicação não-violenta (CNV) e do perdão.

..tem uma coisa que me deixa muito chateada, é eu não saber que profissão eu quero seguir, isso me deixa angustiada, porque eu adoro trabalhar com pessoas, mas a maioria dos empregos, pagam mal, falta emprego. Como é difícil morar em um País pobre.

Esses dias ganhei uma bolsa de estudos para fazer um curso de computação, só teria que pagar o material, mas minha mãe já veio falando que era caro, meu para falou que não tinha condições, tudo bem, não fiz. Só que ontem meu irmão ganhou uma bolsa igualzinha, só que em outro lugar. Com ele minha mãe já foi até lá hoje ver, ela fica com dó dele, eu também fico, mas não é justo ele fazer e eu não, só que eu também não sei se ele irá fazer, mas esse apoio que deram para ele, para mim não deram nenhum apoio. Isso não é justo e nem certo.

29 de agosto – Gisa Luiza – 16 anos


Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

Irão tentar convencer você de certas coisas. Por exemplo que uma árvore não tem alma, mesmo que ela prove do amor em forma de fruta saborosa.

Irão desconfiar de suas verdades, mesmo sabendo que você viu o crime da rua sem saída.

Irão desconfiar de suas lembranças, mesmo sabendo que tudo está no arquivo vivo de sua massa cinzenta.

Irão desconfiar de sua inquietude mesmo sabendo das suas sutilezas.

Irão desconfiar da sua sanidade, mesmo aplaudindo a reverence das borboletas.

Irão desconfiar da sua alegria, mesmo quando a sorte numa manhã sorriu em abundância.

E quando se der por vencido, não esqueça de lembrar que você é a substância viva do universo e é dele todas as verdades.


Meg Lovato – Bela Urbana, formada em comunicação social, coreógrafa e mestra de sapateado americano e dança para musicais. Tem dois filhos lindos. É chocolatra e do signo de touro. Não acredita em horóscopo mas sempre da uma olhadela na previsão do tempo.

Eu vou louvar a vida de meu pai
Numa canção assim, bonita
E tenho certeza que ela vai
Trazer ao mundo mais amor.

Quando teve terra, era roceiro.
Foi jardineiro, beato e pedreiro.
Foi gerente sábio, foi padeiro.
Balconista, caixa e caixeiro.

Já alugou casa e vendeu carro,
Trocando Dollar, virou investidor.
Patrão, mascate ou assalariado,
Sem passar fome, sempre ele lutou.

Foi Motorista, camelô, De faxineiro a doutor
E agora na proeza dos oitenta
Aposentado, por favor!  

Eu vou louvar a vida de meu pai
Numa canção assim, bonita
E tenho certeza que ela vai
Trazer ao mundo mais amor.  


Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

É com você, mulher, que levanta todos os dias em busca da sobrevivência…

Que cuida, cuida e cuida…

Preocupa-se com tudo e com todos e dá conta de múltiplas tarefas.

É com você, mulher, que ergue a cabeça, mira objetivos e busca conquistas, não desistindo ao primeiro obstáculo.

É com você, mulher com M maiúsculo, que falo… saiba que seu valor é único e especial!

Não acredite quando ouvir um não que te feche a porta. Não desanime quando te disserem que teu lugar é algum que você não queira estar. Não se cale frente à necessidade de denunciar um golpe covarde e frio contra seu corpo e sua alma!

Não perca o que de mais precioso existe: sua essência… Você! Lute, insista, persista, enfrente e acredite que seu dia, o Dia da Mulher, deve ser comemorado diariamente, onde o respeito seja a palavra de ordem. A você, mulher, só o melhor da vida!


Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

DITADURA… DITAR… DITADO… DITO!

Ditar muitas vezes é uma reação de impotência…

Ditar muitas vezes é o medo de acovardar…

Ditar muitas vezes é a incoerência do pensar…

Ditar muitas vezes é a mecanização do compactuar…

Ditar muitas vezes é a justificativa do poder…

A frase famosa do Tenho dito!

É a maior explicação de que o ditado marca desejos egocêntricos incontroláveis de emoções…

E provoca reações determinantes que podem ser a desobediência como o maior conflito…

Que vai gerar grandes turbulências.

Está escrito! Olhe ai outra frase bem famosa!

Quais as lembranças de seus ditados escolares?

Fazendo uma analogia hoje sobre estes momentos causídicos na sala, realmente qual a equivalência hoje sobre este evento?

Os objetivos do ditador do ditado variam na medida do apreço às suas ideias e, principalmente ao seu ideal convicto que a Ordem depende do Grito! E cada um tem seu Ipiranga contabilizado e descrito no dentro de suas loucuras, diante de seu próprio infinito!

O ditador é duro na queda nós podemos observar a história… E também julgar o dito pelo não dito que nos cabe na vivência diária, em todos os aspectos e situações vivenciadas.

O ditar rompe barreiras, mas a descida das palavras age como uma piracema ao contrário do poema!


Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Menino veste azul e menina veste rosa… e quem veste humanidade? Respeito? Educação? Carinho? Ternura? Que cores determinam o cuidado que podemos e devemos ter com o outro?

Esse papo me fez pensar em duas questões pra mim muito caras. Primeiro me lembrou “bandeiras antigas”, que no caso eram (ainda são e é preciso que continuem) sendo levantadas por minorias, como as mulheres por exemplo, buscando voz, o voto, o direito de escrever, de se expressar… Depois me fez pensar em masculinidades “construídas” permeadas por violência, força, disputa… As duas questões determinadas por questões de gênero.

Falando especificamente sobre a diferença entre meninos e meninas, o gênero talvez seja umas das primeiras diferenciações sociais que as crianças percebem, afinal são expostas a modelos, a papéis sociais desenvolvidos pelas pessoas com as quais convivem. É e nesse momento em que começam as limitações do que “é de menino” e o que “é de menina”. Uma limitação construída e incentivada socialmente. Que fique claro que estamos falando de crianças, sendo assim, não falamos sobre opção sexual, afetiva ou algo do tipo e sim de sonhos, de brinquedos, de brincadeiras, de profissões, de lugares, que eles aprendem desde cedo que podem ou não ocupar…

Quando eu penso em um grupo de crianças vivendo os seus processos educativos, a escola/educação, ainda que com todas as suas questões (estruturais, valorização dos profissionais, adaptação de currículos…) ainda me vem à cabeça como um espaço de convivência ímpar. Lá, meninas e meninos, crianças, encontram seus pares, seus diferentes e iguais ao mesmo tempo. E a dinâmica de se relacionar nesse espaço, apesar de muitas vezes trabalhosa, é extremamente potente no que diz respeito ao olhar para a igualdade.

Tem uma frase do Boaventura de Souza que diz que “…temos o direito a ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades”. E pra mim, isso quer dizer que temos o dever de mostrar para as crianças que a singularidade delas as torna especiais e que ainda que sejamos todos diferentes, podemos ser iguais nos nossos sonhos, desejos e planos – meninos ou meninas, ou como se sentirem. Meninos e meninas… crianças vestem sonhos!


Michelle Felippe – Bela Urbana, professora por convicção e teimosa. Apaixonada por doces, cinema, poesia urbana e astrologia. Acredita que ainda vai aprender a levar a vida com a mesma leveza e impetuosidade das crianças.

Ta gorda tem culpa

Culpa aos 20, 30, 40, 50, 60, 70 anos

nos 80 será que ainda tem?

Muito alta

Muito magra

Morena

tem cacho

Negra

Baixa

tem culpa sempre

Namora mais novo tem culpa

Separou tem culpa

Não casou tem culpa

Não tem filhos tem culpa

É gay tem culpa

Tem filho e acha que não sabe educar tem culpa

É ré de si mesma

marcha ré, assim que se sente

É a culpa…

Chega

Desculpa

A tal da culpa que vive em você

 


Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 
Foto: @gilguzzo @ofotografico
 

É um Ritmo de toda uma Africa
Melodia da mão Europeia
Harmonia do índio ao natural
Veio tudo parar no meu quintal!

E o que faço com tudo isso?
Uma letra que une e iguala!
Um poema do mundo eu Canto
No baque, um baque de virada!

Sabores que soam da Africa
Linguás cáucaso-européias
Na terra do Índio Meridional
Miscigenado, eu sou um igual.


Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Sou de uma época, de um tempo em que as medidas consideradas “PERFEITAS”, cruelmente sedimentadas no centímetro das costureiras bem amadas:

90x60x90 – A Brasileira “Marta Rocha” é que o diga!!                           

Daí, acordo e leio na mídia que uma bela atriz, foi designada após fotografar e se expor ao mundo virtualístico, como tendo o CORPO PERFEITO!

Então…

Tinha outros planos para grafitar neste agora bem amanhecido, porém não posso me colocar diante desta grandiosa notícia e ficar em estado de silêncio… Seria covarde demais, abster nunca de minha hora e de meu Lugar de FALA! Que é aqui, em minhas jornadas de grafiteira  usando a minha mente, minha mente…     

Qual é a medida exata do corpo? Qual? Qual é a noção sobre esta qualidade de ter a medida considerada perfeita? Qual é a noção de exatidão corporal que nos descreve que Eu tenho e Você não tem?
                                                                                  

Quem pode usar o termo PERFEITO e sair ileso, sem ser questionado? Como podemos aclamar a atriz de corpo Perfeito, sem sentirmos uma inveja adormecida?

Como vamos nos dar bem ao espelho, se não podemos estar na primeira página, de uma mídia que tem o falso poder e se esmera em nos situar na PERFEIÇÃO bem ILUSÓRIA, do sou mais aquilo de seus sonhos e menos aquilo de seus pesadelos!

Esta busca da Perfeição é recorrente de uma frágil necessidade, que todo ser humano está precisando para sentir-se aceito nesta hipócrita sociedade, que dia a dia respirável consegue se ater aos seus medíocres sensores, visíveis dentro de mentes que aprenderam a teclar valores e como robôs desaprenderam as tenras habilidades, para impor-se fora de seu espelho!

UM CORPO PERFEITO deve estar medido conforme uma MENTE CERTA.      E o Centímetro em uso deve ser numerado pelos pontos de uma COSTUREIRA… do AMOR! Procurem saber dos Valores em centímetros de um corpo perfeito nos anos 50!

Maria Martha Hacker Rocha é uma rainha da beleza brasileira, eleita em 1954 a primeira Miss Brasil! Quem sabe de Perfeição pode estar se enganando… Posso afirmar de que não me aventuro seguir esta proposição… Pois, esta SUPOSIÇÃO é um veneno com efeitos colaterais que acabam na submissão, de nossa MENTE que determina o caminho da DEPRESSÃO, sempre alada, ao lado de uma demarcação de um MERCADO de ILUSÕE$$$$$$$$!!

90X60X90 –  O CORPO PERFEITO PROCURA… UM SER HUMANO PARA O DESESTRUTURAR DESTA AMBIÇÃO MALÍGNA! A PRUDÊNCIA ADVERTE:    USE SUA FORÇA MENTAL… Pois esta BUSCA pode não frear e… PODE MATAR.


Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.