Estamos velhos, amigo.
Aquele nosso amor antigo
Dorme o sono bom do passado,
Perdeu a memória
E não se lembra mais de nós.
Aquele amor dos tempos idos
Não mais nos reconhece
E nem nós o reconhecemos mais.
Ainda assim lhe convido:
Caminha um pouco comigo, amigo.
Vamos dar as mãos e rir um pouco,
Desempoeirar algumas boas lembranças
E levar a saudade mansa
Pra tomar um pouquinho de sol…

Alda Nilma de Miranda – Bela Urbana, publicitária, autora da coleção infantil “Tem planta que virou bicho!” e mais 03 livros saindo do forno. Gosta de tudo que envolve tinta e papel: ler, desenhar e escrever, mas o que gosta mesmo é de inventar motivos para reunir gente querida. Afinal, tem coisa melhor que usar o tempo para estar com os amigos?

 

Será que a mentira é parecida com a verdade que, por sua vez pode ser subjetiva?

Acredito que não.

A mentira

Mesmo contada com poesia

Mesmo sendo dita com um “claro que sim”

Mesmo respondida com uma desculpa ou com uma repentina presença

Será uma mentira

A mentira pode vir acompanhada de entrega

Pode vir travestida de desejo

Mas será sempre o resultado das sobras de um banquete, ou seja, migalhas

Migalhas de sobrevida que criam as utópicas miragens das idealizações que se desfazem nos sapatos no tempo

A mentira será sempre a ausência de qualquer verdade

 

Jorge Luis de Souza – Belo Urbano, artista plástico, pedagogo e empresário. Como todo bom leonino é muito dedicado a tudo que faz. Não resiste a um chocolate. Ama escrever e ama sua família.

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O que dizer de uma rotina maluca, com diversas atribulações e responsabilidades profissionais, filho, marido, casa pra cuidar e some-se a tudo isto, dores na cervical  mais precisamente com uma Hérnia de disco que atingia diariamente minha musculatura, causando dores no pescoço, na base do crânio e dores de cabeça absurdas!

Contar essa experiência parece uma coisa meio catastrófica, mas quando o você encontra algo que te faça parar bruscamente é  que você pensa porque que não percebi ou tratei com mais seriedade os sinais que meu corpo vinha dando! Pois bem, até que um dia, daqueles corridos na marginal Tietê de São Paulo, guiando o meu carro sozinha o meu corpo e meu cérebro resolvem que não queriam mais “brincar” deste jeito. Uma crise de pânico me acometeu…. queria sair correndo e largar o carro no meio da avenida, os olhos já  não enxergavam a marginal, o coração em total aceleração, uma tremedeira que você não comanda mais os seus movimentos, enfim a tal sensação de morte. Podemos falar em coincidência, mas prefiro acreditar que nossos protetores nunca nos abandonam e de repente a CET estava rebocando um carro e interditou a “marginalzinha” e foi neste instante como último fôlego que consegui atravessar o carro em direção a um posto de gasolina. E ali fiquei!

Eu queria que chamassem os bombeiros, mas o posto não podia ficar com o meu carro. Foi então que consegui relatar para o meu marido, que imediatamente saiu de Campinas para me buscar em um posto na marginal, pois eu não conseguia dizer em que altura estava. O Meu Amado foi a SP o tempo inteiro conversando e me acalmando e me dizendo o que estava acontecendo. Até que ele chegasse,  tratou de acionar minha mãe…. e só mães fazem isto…. ela veio ao meu encontro entrando em todos os postos Shell que encontrou na marginal (pois o nome do posto foi a única informação que conseguia enxergar) e fez com que o posto ficasse com meu carro! Ela levou para casa dela e esperamos marido chegar com já com o Rivotril e me tirar da crise!

Posso dizer que tudo foi muito forte e intenso, nunca havia tomado uma medicação desta, mas a situação exigia. Hoje, com uma mudança radical no meu estilo de vida, exercícios físicos terapia e ainda uma pequena dose de medicação específica posso dizer que estou bem e longe de passar por algo semelhante a esta experiência.

Portanto, se posso dar um toque em vocês meninas, é fiquem atentas aos sinais dos seu corpo…. cansaço excessivo, tonturas constantes, dores de toda ordem, estresse, falta de paciência, agitação… enfim…. tratem-se, cuidem-se, nada melhor do que nos sentirmos equilibradas e com saúde!!! Tenho percebido com algumas pessoas que converso que muitas já passaram por isto, mas não contam…. Acho que devemos falar sobre o assunto pois os alertas nos deixam atentas. Eu confesso que não tinha a menor ideia o que meu corpo estava dizendo e que a crise de pânico poderia ser uma consequência. Hoje refeita, com muito amor e apoio da minha família, com minhas orações, posso olhar e dizer que tudo passou, mas que acima de tudo, a cura está em nós mesmas, nas mudanças de atitudes, prioridades e claro focar em NOSSO bem-estar, em nossa saúde física e mental …. em nossa real felicidade!

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Lucia – Bela Urbana, mais de 40, aqui somente Lucia, só seu nome, sem sobrenome, mas poderia ser Maria, Ana, Clara, Fabiana, Renata, Camila, Tatiana, Juliana, Alessandra, Sonia, Sandra, Raquel, Regina, enfim…tantas. O depoimento é real e serve de alerta para os sinais que antecedem uma crise e para percebermos que a vida deve ser mais leve no dia a dia.  

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Já falei aqui da mulher de fases… sim, temos fases e o processo é químico!! O corpo feminino é uma bomba química que alterna DIARIAMENTE a quantidade e o tipo de hormônio que irá suportar algum objetivo do nosso ciclo reprodutivo. É assim e pronto!

Mas existe um outro processo químico, um pouco mais demorado e mais duradouro. Sim, chega uma hora que essa bomba química é desativada… a menopausa. E o nosso corpo que tanto mudou a vida inteira deixa de mudar tanto. E muda definitivamente!

O corpo vai deixando de produzir substâncias que mantinham determinados processos vivos! Processos dos quais teoricamente não precisamos mais. Porém, essas substâncias também serviam de suporte para outros processos, e é aí que a coisa pega. Num mundo em que se vive cada vez mais, é preciso que esse suporte químico seja mantido pelo tempo que for possível, mas o nosso corpo não foi projetado para isso.

Essas mudanças são perceptíveis fisicamente, como maior dificuldade para manter peso e emagrecer, os malditos calores, menor nível de energia, pele e cabelos vão perdendo vitalidade, e daí por diante. Mas a mudança não é só física. Há também um forte componente emocional. Na verdade, por mais que essas mudanças gerem um desgaste emocional, nesse caso há também um componente químico! Então, muitos casos de depressão e outras mudanças de humor, são devido a substâncias que deixamos de produzir ou produzimos menos!

E infelizmente, nesse caso não se comemora o famoso bordão ‘viva a diferença!’… para os homens é bem mais suave, são bem menos hormônios envolvidos e eles vão se suavizando calmamente. Novamente para as mulheres, embora aconteça razoavelmente devagar, há um momento ‘pico’ em que fica claro que a partir dali, não tem volta.

Como lidar com isso? Bem, o primeiro passo é aceitar! Lutar contra não vai ajudar. O segundo é avaliar o impacto real na sua vida. Eu, por exemplo, ainda tenho muito que trabalhar antes de poder pensar em ter uma vida mais sossegada (que na verdade nem sei se quero…), portanto, o meu nível de energia ainda tem que estar alto! Preciso dela.

E por fim, já que o processo é químico, vale avaliar com o seu médico (e se tiver, terapeuta) se vale a pena intervir com reposição, fito-terápicos, ajustar a alimentação e as atividades físicas.

Só não vale ficar sofrendo e se lamentando! Pelo contrário! Afinal, a ilusão de que temos ‘a vida toda pela frente’ (nunca tivemos!) está acabando, portanto é a hora de aproveitar a vida ao máximo!

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Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

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Menina

Qual é seu nome? Sua idade? É jovem ainda, então vou dizer aqui: OLHE PRA VOCÊ.

Isso é um presta atenção, antes que fique tarde demais e você fique cega, ou quase… Olhe para você agora e a vida toda.

A vida da sua amiga a ela lhe pertence, não vá tão cheia de razões, tão cheia de conselhos que não foram pedidos. Tão arrogante.

Arrogância não leva a nada de bom. Arrogância é característica dos ignorantes, que fingem ser importantes para se sentirem melhor. Você pode ser bem mais que isso. Você de fato pode ser alguém feliz.

Olhe para você e não perca seu tempo julgando os outros. Quantas vezes você já julgou somente ouvindo um lado? Quantas vezes julgou olhando pelo campo de visão limitado da sua janela? Pense nisso.

Olhe para você antes de ter dó de alguém. Dó é um sentimento muito ruim. Sentir dó de alguém não ajuda o outro e muito menos você.

Não importa quantos anos tem hoje, sabedoria nem sempre está relacionado com sua idade cronológica, por isso,  não deixe a sua vida caminhar com esse gosto amargo e cruel, dos pedantes que escodem sua tristeza na crueldade dos julgamentos e condenação dos outros.

Deixe os julgamentos para os juízes, os concursados, os profissionais. Somente nessa esfera faz sentido julgar.

Ainda da tempo. Acorde. OLHE PRA VOCÊ!

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br , 3bis Promoções e Eventos www.3bis.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

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Hoje calcei a manhã e saí caminhando pela primavera…

Fui prosear com o sol.

Contei, quase em segredo,

Que nem sempre meu pensamento é flor.

Mas eu bem queria que fosse.

Eu bem devia ser cor o tempo inteiro.

Não que eu não goste dos cinzas,

Adoro nuvens de chuva.

Cheiro de chão molhado é poesia das boas.

E a manhã que sorri depois do aguaceiro

É sempre mais colorida,

Mais gostosa de calçar.

Isso de envelhecer rejuvenesce o entendimento das coisas.

Faz querer voltar à infância num voo esticado de garça

E reencontrar meus divertimentos.

É que a alegria verdadeira mora mesmo é nas crianças,

E só passa férias nos adultos.

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Alda Nilma de Miranda – Bela Urbana, publicitária, autora da coleção infantil “Tem planta que virou bicho!” e mais 03 livros saindo do forno. Gosta de tudo que envolve tinta e papel: ler, desenhar e escrever, mas o que gosta mesmo é de inventar motivos para reunir gente querida. Afinal, tem coisa melhor que usar o tempo para estar com os amigos?

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Gentileza? Existem mil posts sobre isso, basta dar uma busca na net e logo em seguida aparece uma lista gigante.
Mas e para você que esta lendo…eu nem o conheço, não tenho intimidade.
Será que o que eu disser, vai mesmo ter sentido pra você?

Depois de 45 anos crescendo em um lar muito gentil, depois de formar minha própria família e de trabalhar diariamente com este assunto nos últimos 4 anos…

Só sei dizer: SE QUER MUDAR ALGUMA COISA, COMEÇE NA SUA FAMÍLIA.
Foi assim que me aquietei, desisti de ficar convencendo as pessoas o tempo todo. Quem disse isso? Santa Madre Teresa de Calcutá.

Meus problemas diários? São vários e ainda bem que os tenho, assim aprendo a resolvê-los e aprendo com eles.

Sinceramente esta muito difícil hoje ensinar a gentileza “falando” com adolescentes. Acho que o melhor mesmo é nosso exemplo. Tenho certeza que ele sim, ele vale mais que mil palavras.

A gentileza muda de jeito, cor e sabor em cada fase da vida da gente.
Hoje, a minha como pessoa continua brilhando, mas em alguns momentos do dia a dia, nas ruas, na escola, no trabalho e até em casa, a cor enfraquece um pouco…mas eu nunca desisto!
Faço minha parte!

Aliás, foi um prazer escrever pra você! Que tenha um ótimo 13 de novembro, dia internacional da gentileza …cheinho de gentileza!

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Roberta Corsi –  Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva. Para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim 

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A chegada aos 50 anos muda a gente sim…. Traz reflexões que desde os 40 ficamos assim evitando como que pensando em fazer o tempo parar. Mas como dizia Cazuza, o tempo não pára! Não ♯ pára ♩ não…♫ não pára… ♬

Aí aos 50 a ficha cai e a gente pensa ‘OK, não tem mais jeito… e agora?’. Pode não ser a chegada aos 50, pode ser outro ponto da vida em que a tal maturidade chega… a chegada da menopausa, o casamento do último filho e o inevitável ninho vazio, ou qualquer outro evento que mostre que a partir dali, o rumo é outro, querendo ou não, numa fase da vida em que se pensa mais em estabilidade.

O ponto é que nessa fase não temos opção senão lidar com isso. E acreditem, não é tão simples. Mas aí fui percebendo e me questionando outra coisa… Como eu tratava as pessoas ‘mais velhas’ quando eu ‘era jovem’? E mais, como passei a tratar pessoas conforme elas foram envelhecendo? Bom, não sei se sou referência, pois como outros textos meus mostram, procuro tratar pessoas como pessoas, independente de rótulos.

Mas quantas vezes os filhos não passam a tratar seus pais de maneira diferente quando julgam que estão independentes e eles estão ‘velhos’. Passamos a tratar diferente nossos colegas de trabalho mais antigos, por acharmos que eles já não irão ‘render’ mais tanto. Desconfiamos de profissionais mais velhos por achar que estarão ainda presos a práticas antigas e não estarão atualizados.

A gente muda com a maturidade sim, mas é só a gente? Não, os ‘imaturos’ (já que eu sou a madura), mudam também! Mudam sua forma de tratar e conviver conosco. Pensam que agora estamos limitados, desatualizados e sem vitalidade. Mas não é assim.

Só que faz parte, e logo serão eles os maduros… e só aí eles entenderão, assim como os adolescentes só entendem seus pais quando têm seus próprios filhos… é o ciclo da vida e das mudanças que cada fase traz!
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Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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Ela e somente ela entendeu o significado daquilo tudo… lágrimas escorrendo pelo rosto e um sorriso esquisito nos lábios… fez um birote nos cabelos, amarrou – os com um nó, subiu no salto, batom vermelho nos lábios… Se olhou rapidamente no espelho… sorriu novamente esquisito: essa sou eu se desescondendo de mim… sim a palavra é essa mesma: desescondendo…

Olhou para o céu… Não estava o calor que tanto ama, mas Oxalá não chovia. Fez sua oração em silêncio.

Conferiu de novo o espelho e achou que tudo ok com o que viu… mas esses olhos vermelhos não combinam.

Ligou o som nas alturas e saiu dançando sozinha. Sem se importar com os vizinhos ou com os curiosos na rua…ficou exausta de tanto dançar… desceu do salto, tirou o batom, chacoalhou o cabelo… botou o pijama… olhou para o espelho… e dessa vez não viu um sorriso esquisito.

Viu somente e tão somente a ela. E há quanto tempo isso não acontecia. E há quanto tempo ela não se pertencia.

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Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

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Ela é taurina e ele de escorpião

Brava e ele mandão

Ela acorda cedo e ele dorme tarde

Sua companhia é o gato e a dele o cachorro

Ela é punk rock, ele aprecia metal

Ele eterniza o que é importante na jornada, idealista ela investe na jornada

Arredio e inquieta

Juntos, tomam sorvete, conversam, ficam de mãos dadas

Juntos, vinho, queijo, filme e beijo

Juntos, ele toca, ela escuta… ela fala e ele pacientemente escuta

Juntos, dormem, acordam e namoram ou namoram, dormem e acordam

Juntos, alegram-se com o encontro

Maduros, apenas aceitam o presente!

Não por acaso eles se encontraram

Não por acaso eles estão juntos

13173014_10206063211721910_1457951816746093738_o (1) Claudia irmã

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre :)