Busco ser compreensivo, entender o inexplicável, sorrir do meu choro, aceitar o inaceitável;
Busco ser tranquilo no meio da gritaria, calar a agressividade, falar auto com euforia, nos cantos da cidade;
Busco ser amante das artes, sorrir para belas esculturas, fazer cara de paisagem.
Busco ser colecionador de verdades que nunca poderão ser provadas, certezas incertas sonhadas na alvorada;

Há sim, eu busco não ser o homem, que não entende nada, que não lê nada, que não ouve nada;
Busco ser a bússola mesmo sem saber o caminho, a resposta para perguntas que não sei interpretar, a calma para quem deseja amar;
Busco ser senso, bom senso, incenso, nervoso, poluído e denso, temperado, insosso, sonolento, sóbrio, embriagado, pulguento;
Busco ser rotina sem limitação, controle de expressão, ontologia, serenidade vazia, muitas vezes solidão;

Busco ser o sorriso de quem chorou, o abraço de quem partiu, a tristeza de quem ficou;
Dentro ou fora eu busco me encontrar, me entender, me interpretar, busco saber para depois falar;
Mas agora eu busco não chorar, ser forte, aceitar, busco compreender que eu não consigo mudar;
Estou buscando existir, ser, permanecer e depois tranquilamente desaparecer.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração e com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo

Eu começo o dia lendo notícias ruins nos sites, na TV e logo em seguida, parto para minha energia diária…o site Só Notícia Boa…, lá mostra o lado bom de tudo, inclusive sobre este assunto e aí as informações ficam balanceadas…mas meu coração prefere terminar o momento de atualização “com notícias positivas…o dia fica bem melhor”!

Mas, estou em casa e a minha realidade é o que realmente importa.

Minha mãe de 83 anos em casa, filhos sem aula em casa e…de repente o WhatsApp toca. Era minha manicure confirmando o horário de amanhã.

Pensamento 1- Meu Deus, eu não posso ir, não posso fazer isso com minha mãe…será que seria perigoso pra ela? Será que eu seria culpada se eu passasse algo para ela? E meus irmãos? E minha família?

Pensamento 2- Puxa, como sou egoísta, eu é quem poderia levar o vírus pra minha manicure, afinal, ela tem uma mãe acamada e corre mais riscos do que a minha… Ela seria culpada por trabalhar? E o dinheiro dela no fim do mês? E se alguém da família dela pegasse de mim?

Pensamento 3- Nossa, será que preciso mesmo correr este risco? Eu não sei se tenho alguma coisa que ainda não apareceu.

Pensamento 4- E meus clientes? Vai aparecer minhas unhas sem fazer nas reuniões online?

Foi assim minha tarde, uma mistura de sentimentos…às vezes egoísta, às vezes com medo… e foi aí que o amor e a gentileza falou mais alto…

Comecei a pegar os ovos, a manteiga, o leite, a canela, a noz moscada, a ameixa, a farinha de trigo….misturei tudo…, mas achei ainda faltava alguma coisa especial…coloquei então castanhas e mel, que nem tinha na receita. Dei um toque final com fermento em pó, muito amor e bons pensamentos…

Em seguida, untei a forma e coloquei tudo lá dentro. Com o tempo, o cheiro foi se espalhando pela casa toda e todos perguntando que eu estava fazendo e a resposta foi… estava fazendo quarentena, cuidando da família (fiz dois) e fazendo gentileza!

Pode ser que enquanto você esteja lendo este texto, ainda tenha sobrado um pedacinho de bolo no salão da Paula…

Mas se quiser a receitas, me liga…a gente aproveita, bate um papo, você passa o tempo e minha quarentena em casa ficará ainda mais divertida!

Agora, sem unha bonita, mas com muita consciência e muita gentileza!

Roberta Corsi – Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva, para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim