“…eu juro que é melhor não ser o normal…”

Muitas pessoas não me entendem, não entendem esse meu jeito de ser, eu acho que elas pensam que eu faço algum tipo. Como são bobinhas essas pessoas. Elas não entendem que ser diferente é coisa comum, afinal ninguém é igual a ninguém. Agora se o meu é diferente da maioria, isso é uma coisa que as pessoas tem que aceitar, não é porque eu gosto de conjuntos de rocks novos que eu tenho que deixar de gostar de outros tipos de músicas. Tem pessoas que acham que porque eu gosto de rockinhos é porque eu não gosto de outros tipos de  música, elas não entendem que não é nada disso. Também não entendem que quando pinto minha unha de azul acham que só por isso não gosto de usar cores claras. Não é nada disso, bobinhos. Eu gosto de ambas as cores, cada uma a seu estilo.

Eu tenho meu estilo e se é por causa de coisas tão pequenas como essas, que acham que eu quero fazer tipo de uma menina diferente, essas pessoas não estão entendendo nada e estão presas dentro de seus próprios preconceitos, estão criando a cada dia limites.

Eu tenho muito que aprender ainda, não sou a rainha da verdade do mundo, eu apenas tento ser feliz e não me prender a pequenas coisas.

Eu não faço um tipo para ser diferente, eu sou o que sou, talvez um pouco maluquinha em coisas tão banais, mas sei ser muito séria quando precisa. Sabe de uma coisa, eu gosto de ser do meu jeito.

30 de julho – Gisa Luiza – 17 anos

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :). A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

 

Desapegar para Renovar?Ano Novo e daÍ? Parece uma página em branco, todo um novo começo com 365 dias. Os primeiros, ainda no embalo da comemoração do Reveillon parecem os melhores, mas… Ano Novo, velhos problemas! Liga a tv, notícias que deprimem, chegam as contas do ano novo e você se equilibrando na corda bamba para resolver, é o trabalho, prazos, filhos, relacionamentos… E o ar de vida nova vai dando lugar à continuidade dos velhos problemas.

Foi essa sensação que me fez pensar e tentar realmente fazer o que determinei na virada do ano. Que tal então usar o “olhar novo”? Ver a situação de forma nova…. Fácil? Não. Às vezes exige da gente chutar o balde.

Hora do desapego. Nas redes sociais, aquela pessoinha que vive te enervando pelo motivo que seja, ela merece mesmo que você a mantenha?

Desamigar é radical? Deixe de seguir, assim pelo menos, é você que procura pelas atualizações e não ela que pula na sua vista cada vez que você abre o Facebook. Dia desses, dei-me conta de que várias pessoas, já falecidas, ainda mantém perfil e os amigos custam a desfazer essa amizade. Pode parecer um tanto mórbido, mas acho que é um reflexo do quanto temos dificuldade para mudar de postura, pois exige o desapego. Se eu clicar e desamigar, eu estou matando o que ainda resta dessa pessoa amiga.

Assunto para muita discussão. Mas a minha opinião é que, se a família não teve acesso às senhas ou não teve coragem de deletar aquele perfil, esse problema só piora se você o cultivar. Qual foi a última postagem dessa pessoa? Como no mundo real, guarde com carinho, mas deixe ir.

Mundo real!

Vida nova exige que matemos hábitos da vida velha.

Pergunte-se: como posso contribuir de forma eficiente para renovar. Deixe ir o que segura. Às vezes a vida se encarrega de forma inesperada, uma demissão, uma separação, um programa de tv que acaba. Próximo passo: Caminhos abertos para novas possibilidades, que vem e vem rápido se for permitido. Claro que dói mas compensa.

Nunca desista de você! Desapegar, recomeçar… Criar novas rotinas… Viver novos dias ou até mesmo viver a vida de sempre, mas sempre renovando e não ter medo de ser feliz!

Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

 

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Neste mês completo 36 anos. Anos bem vividos, aproveitados, suados, com dias de puro êxtase e outros de tristeza dramática… Durante boa parte desses 36 anos, ouvi as histórias de amor, do tipo “foram felizes para sempre” em que a princesa necessita terminantemente ficar com o príncipe. Mas não qualquer príncipe. Ele tinha que ser o mais belo, o mais forte, o mais encantador, vir montado em um cavalo branco, fazer juras de amor eterno. Dos príncipes das histórias infantis (que menina nunca quis ser a princesa?), passamos para os príncipes mais modernos, também da ficção. Quem nunca quis um Richard Gere em Pretty Woman, ou Hugh Grant em Notting Hill??? Um sonho, não?

Nãooooooo!!! Passei anos, involuntariamente, procurando o príncipe encantado… Me apaixonei perdidamente, vivi histórias lindas, outras tensas… outras que preferia apagar. Vivi. Mas nunca o príncipe era o príncipe. Em algum momento, ele deixava o cavalo, a roupa, o charme e virava o sapo. E eu descia do sapatinho de cristal e subia nas tamancas para sair do conto de fadas e entrar na história da vida real.

Até que de repente, não mais do que de repente, aparece o sapo. Sapo mesmo. Lindo, é verdade, mas avesso a tudo o que príncipe sugere. Ele não é um ogro, é somente normal. Me faz flutuar com pequenas coisas e me estatela com a cara no chão quando me dá um choque de realidade. Há algum tempo, chamei ele de príncipe. E ele fez uma careta. Daí corrigi… Sapo… e ele me abriu aquele sorriso encantador que nem o príncipe mais lindo da Disney tem. E depois do tão esperado beijo dos contos de fada, ele seguiu um sapo. Não se transformou em estereótipo algum. Isso não é bárbaro?

O meu sapo está aí, todo santo dia, para me mostrar que a vida não é um conto de fadas e que a fada madrinha pode errar na medida do vestido. Mas ele é capaz de ficar acordado para me acalmar quando estou triste, de me fazer rir das pequenas coisas, de me enervar porque não responde na hora que eu quero as minhas mensagens, até de me mandar desencanar de algo que nem sei ainda que estou encanando. Um sapo tão doce e tão normal. Que me lembra também que eu não preciso ser a princesa a todo e qualquer momento da minha vida. Que, às vezes (no meu caso quase sempre), posso estar sem maquiagem, de rabo de cavalo e dormindo de meias.

Esses meus 36 anos me serviram para mostrar que os príncipes no cavalo branco, resgatando a princesa são mesmo coisa da Disney. E que, apesar de amar o salto, o vestido e o baile, não estou em apuros para ser socorrida. Muito pelo contrário.

Desisti do príncipe. Escolhi, conscientemente, o sapo. E que seja eterno enquanto dure esse coaxar… Hoje, ele me faz feliz em nossa lagoa e em nossa história de amor imperfeita. Se ele sair saltitando amanhã, vou chorar, como uma donzela indefesa, mas vou ter a certeza, que vivi momentos mágicos ao lado justo daquele que é sempre tão maltratado. Viva o meu sapo!

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Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

 

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Passamos com frequência por situações que mexem com os mais diversos tipos de emoção, mas aprendemos desde bebês a ‘fingir naturalidade’. Aja como se aquela situação fosse a coisa mais natural do mundo… e às vezes até é, mas por estarmos vivenciando nós pela primeira vez, temos um turbilhão de sentimentos nos enlouquecendo, às vezes.

Primeiro dia de escola. Claro que é natural, todos vão pra escola!! Mas para aquela mãe e aquele filho essa separação não é natural! É o nosso bebê deixando de ser bebê e começando a vida adulta. Estamos com o coração apertado e muitas vezes aquela criança está insegura, com medo do desconhecido, sente nossa falta. Mas… finja naturalidade, faz parte do desenvolvimento daquelas pessoas.

Primeiro bailinho, festinha, baladinha… nada mais aterrorizante!!! Não sabemos como é, se seremos chamadas pra dançar, se ‘aquele’ menino vai estar lá, e se estiver vai prestar atenção em mim? Mas, por via das dúvidas, finja naturalidade, aja como se fosse a sua rotina! Claro que é divertido! Bem, quase sempre… mas aqueles momentos de incerteza são cruéis!!

Primeiro beijo… mil borboletas no estômago, a cabeça girando… mas finja naturalidade, não saia pulando e gritando de euforia, afinal isso daria na cara a inexperiência, além de deixar o autor do beijo muito seguro… não, não podemos… mas provavelmente ele também está tão eufórico quanto você e adoraria um sinal de que agradou. Mas como fingimos naturalidade, ele finge também… simples assim! E aquele primeiro beijo perde metade da graça por termos que fingir naturalidade!

Primeira entrevista de emprego. Ah, as mãos tremendo, o coração aos pulos, a insegurança da avaliação, da competição, da ‘autoridade’ representada pelos recrutadores. Mas… finja naturalidade! Finja que aquela vaga nem é tão importante pra você, que essa aprovação não vai fazer toda a diferença no seu futuro, que é só mais um processo seletivo qualquer.

E assim, segue… casamento, filhos, carreira, promoções, demissões, perdas… passamos pelas mais variadas experiências, grande parte delas fazendo de conta que está tudo bem, que é tudo natural, quando na verdade estamos eufóricas ou quebradas por dentro. Fingimos uma naturalidade que beira o absurdo em determinadas situações.

Porque a vida segue o seu curso, porque no fim as coisas se ajeitam, porque no fim as coisas são mesmo naturais e acontecem todos os dias… com os outros! Com os nossos pais! Com os nossos amigos! E por isso, quando é a nossa vez, fingimos naturalidade… Embora nossos corações estejam aos pulos! Embora tenhamos mil perguntas ao mesmo tempo em nossas mentes!

E ao ler esse texto, por favor, finja naturalidade… afinal é mais um texto qualquer que alguém qualquer escreveu!

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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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Quando criança pensava em tudo que eu ia fazer ‘quando eu for grande’… cresci, fiquei grande, e pensava no que ia fazer quando fosse adulta. Fiquei adulta, um pouco antes da hora talvez… mas isso é assunto para outro post… Aí, adulta, pensava… quando as crianças crescerem, quando eu tiver mais dinheiro, quando tiver mais tempo, quando… quando… quando…

E aí dobro a esquina dos 50… e penso ‘cadê tudo aquilo que eu ia fazer quando isso e quando aquilo?’. No fim, fiz algumas, mas não todas, e fiz outras que nem pensava…E entendi que a única coisa que não volta é o tempo…

Nunca poderei dizer ‘quando eu for jovem de novo’ ou ‘quando eu for criança de novo’!

Mas se a gente inverte o tempo e fica adulta cedo demais, podemos inverter na volta também, certo?

Aos 40 fiz minha primeira tatuagem, três na verdade… hoje são sete e já penso na próxima.

Aos 50 estou tirando carta de moto porque decido que se não posso dizer ‘quando eu for jovem de novo’ eu ainda posso fazer as coisas que não fiz nessa época. E sem saudosismos e nem por rebeldia! Apenas porque chegou a hora em que dá, tenho vontade, recursos e motivação para isso!

E porque aos 50 a noção de idade e juventude e maturidade se confundem, e na verdade se tornam quase que irrelevantes. Idade certa para fazer, sentir, agir? Não tem! A oportunidade certa, a ocasião certa, esses sim é que contam… a idade pouco importa e na verdade, idade certa é uma noção burra e limitante!

Quem sabe qual será a minha próxima empreitada? Nem eu sei, mas com certeza não pensarei se estou ou não na idade de fazer, mas se é a ocasião, a oportunidade e se me fará feliz!

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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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Aos 16 ela se sentia uma velha…

Amadurecida demais, responsável demais, abandonada demais, frágil demais… Fragilidade dessas que a besta espreita, dá o bote, sem chance de defesa.

A fragilidade havia crescido junto com a sensação de desamparo, enquanto a responsabilidade crescia pela necessidade de olhar por outros, na tentativa de prevenir que se levassem pela fragilidade também.

Mas havia um ponto em que parecia não valer mais a pena…

O que ela mais buscava era a simplicidade do amor, mas para uma velha como ela, parecia inacessível… Como chegara a esse ponto? Onde fora parar a alegria de uma infância tão pouco distante? A menina que brincava de amarelinha e cantiga de roda, que corria com seu vestido azul ao sabor do vento… Um pontinho azul que se mesclava ao azul da névoa que existia em sua memória. A névoa que também mostrava despedidas, idas e partidas.

O amor tem caminhos estranhos, estava à espreita em algum ponto daquele caminho… Era uma chegada e vinha de surpresa.

Aos 26 ela se sentia uma adolescente, dessas que acordam e tem direito a tirar um dia de folga, botar um vestido azul, embora ela preferisse uma boa calça jeans mesmo, e sair rodopiando.

Aos 46 ela se sentia uma jovem, corajosa, lutadora e… Feliz! Às vezes, ela abraçava sua criança interior e a protegia quando esta sentia angústia de tempos passados. Aprendeu a proteger sua criança e a rugir contra as bestas que a espreitassem quando estivesse frágil. Cantava para a criança dormir, enquanto a aconchegava em seu colo.

Hoje ela se sente bela e se acha!

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Synnöve Dahlström Hilkner É artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

 

shutterstock_86016289 (1) café da manhã

Abro os olhos e ainda está escuro lá fora.

Levanto, ligo a cafeteira e começo a arrumar a mesa para o café. Respiro fundo, absorvendo lentamente o silêncio da manhã, o cheiro de café e a minha companhia… Aquele momento é só meu!

Um pássaro começa a cantar. A luz do vizinho acende. O motor de um carro é ligado. E o dia lentamente vai clareando.

Espreguiço e leio um pouco do meu livro, planejando meu dia.

Os filhos aparecem na cozinha, primeiro o do meio, depois o mais velho e por último o caçula. É um daqueles momentos deliciosos em que a família está reunida logo cedo. Até o marido aparece, apressado e apressando. A conversa é leve e descontraída, cheia de risos. Saboreio o momento.

Logo acaba, cada um vai para o seu lado. Nesse dia estão todos indo para as suas escolas… Mas esse momento também rapidamente passou, cada um foi para um lado, o mais velho casou e mudou, o do meio mudou e depois casou, os dois tiveram filhos… O caçula foi para a faculdade e para a república…

Tomo outro gole de café, termino um capítulo do livro, planejo a próxima exposição, escrevo um texto, deixo um recado para o marido e vou trabalhar…

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Synnöve Dahlström Hilkner É artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.  

 

 

 

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A fome é miserável

Corrói

Dói

Machuca

A fome é o que falta

A fome é vontade

A fome é cinza

A fome não tem cheiro

tem nada, só nada.

A fome te dá dois caminhos

Seguir em frente e matar a fome

Ou

Parar e morrer de fome.

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de todas os contos e poesias. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre sua agência  Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos.

 

 

Eliana e namorado
Há 7 anos atrás, tínhamos uma história improvável…. Eu querendo curar feridas… você aproveitando a vida. Começamos com diferença de idade, de cor, social…
Era para ser só uma dança…. seria mais um feriado de 7 de Setembro. Seria assim, se não tivéssemos apostado na conquista diária.
E fomos mudando… dia, após dia….de cabelo, de emprego, de roupa, de hobby, de jeito…. sem perder a nossa essência!
Sete anos depois, cá estamos nós…. quebrando as estatísticas… kkk. Estamos cada vez mais parecidos!rsrsr

Acredito que é isso o que acontece com grandes parcerias, quando se tem amor verdadeiro na história, quando os valores e ideais são os mesmos. Obrigada por não desistir de mim… por tudo que me ensina dia após dia… por ser eco…. por ser escudo…. por ser porto seguro.

Ao seu lado ganhei demais: me valorizei como mulher, me tornei uma mãe mais firme, aprendi a lidar com o dinheiro, a perseverar nas pequenas conquistas e valorizar o passo a passo. Ser pequeno, é grande!
De verdade, ainda que pareça esquisito alguém namorar por 7 anos…. eu só posso dizer que, verdadeiramente, não vi o tempo passar… não criei expectativas…. estava mais interessada em viver um dia de cada vez.

Curando feridas, você conquistou meu coração e me devolveu o desejo de ser feliz, do para sempre…. do ser infinito enquanto durar…. a verdade, a lealdade, o companheirismo, a fidelidade, a vontade de estar e fazer junto.

Se existe um segredo? Namorar todos os dias e fazer escolhas diárias para sermos unidos e felizes. Hoje com a certeza de que se tivesse que escolher, faria isso por mais 7 e mais 7 e mais sete anos….. Te amo, Marcus Vinícius. Feliz 7 anos de namoro, para nós!
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Eliana Araujo – Publicitária,  Pós Graduada em Marketing, Especialização em Gestão de Pessoas e Comportamento Humano, proprietária da Eliana Araujo – Escola de Líderes. Personal, Professional e Executive Coach. Mentora de Carreira.

shutterstock_233915920 (2) caminhos

Se…

De repente lá está ela novamente na condicional… Sentada em uma pedra, olhando o horizonte, o sol se pondo no mar, as ondas quebrando na praia, sentindo o ar salgado impregnando suas narinas e seu pulmão. Respirando fundo e lentamente, em um de seus poucos momentos de total solitude, pensa nas possibilidades, nos inúmeros “se” da sua vida…

Se eu tivesse seguido uma carreira diferente? Se eu não o tivesse encontrado? Se eu tivesse feito aquele curso no exterior? Se eu fizesse o bolo formigueiro e não o de cenoura? Se eu não tivesse casado naquele momento? Se eu usasse o vestido azul? Se eu tivesse mais, ou menos, filhos? Se eu cortasse o cabelo?

São tantos “se”, cada opção com suas consequências… Cada escolha levando a um lugar em detrimento de outro. Qual é a função do acaso? Eu poderia interferir? E se eu tivesse reagido apenas alguns segundos antes?

Ela sentiu-se tonta, não sabendo se era o ar do mar que ela respirava ou aquele exercício mental de condicionais.

Uma frase estava sempre presente em seus pensamentos, era a frase de um livro, escrito por sua bisavó nos anos de 1920: “Meu papel na vida está completo e estou totalmente despreocupada e livre, podendo distrair-me olhando para trás e pensando em que jogo do acaso a vida tem sido…Fico imaginando que forma os acontecimentos teriam tomado se em determinada bifurcação do caminho, tivéssemos optado por um rumo diferente?”

O sol já se pôs e sobrou apenas a fraca luminosidade do anoitecer…

Teria sido diferente!

Teria sido melhor? Talvez… Teria sido pior? Talvez… Mas a verdade é que teria sido apenas diferente!

Ela se levanta e olha para trás, para as janelas já iluminadas da casa. Enquanto caminha de volta sorri, sentindo-se feliz e grata por suas realizações, e seu coração se enche de carinho ao avistar os frutos de suas escolhas.

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Synnöve Dahlström Hilkner É artista visual, cartunista e ilustradora. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCCAMP. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês, com ênfase em Negócios. Nascida na Finlândia, mora no Brasil desde os 7 anos e vive atualmente em Campinas com o marido, com quem tem uma empresa de construção civil. Tem 3 filhos e 2 netas. Desde 2011 dedica-se às artes e afins em tempo quase integral – pois é preciso trabalhar para pagar as custas de ser artista – participando de exposições individuais e coletivas, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros.É do signo de Touro e no horóscopo chinês é do signo do Coelho. Contribui para o Belas Urbanas com suas experiências de vida.