Olá consulentes. Cá estou eu aqui de novo.

A pergunta que mais escuto quando me procuram é: Vai dar certo?

Eu sempre respondo: – Está dando.

As pessoas me olham com aquela cara de “como assim?” e antes que o consulente fale algo eu já explico.

O certo é uma estrada. As vezes reta, as vezes torta, as vezes com pedras, outras asfaltadas. As vezes com flores e frutos, em outros momentos árida. Na próxima curva pode ter um muro, na outra esquina pode chover. Você ainda pode dar de cara com um um ser estranho e assustador ou pode encontrar algo que você precise cuidar. Em algum momento ou mais de um, alguém despertará seu melhor. Em um trecho você terá companhia, em outros estará só. Nessa estrada ouvirá música, mas não em todo o caminho, em alguns ouvirá barulho e em outros silêncio. Encontrará, insetos, doces, água, comida, carros, carinho, raiva, sono, a falta dele, encontrará tudo, mas só verá se de fato olhar e sentir.

Então, quando a pergunta “vai dar certo?” vier. Pense. O certo é tudo isso e é incerto também. Afinal, o caminho é esse. O seu caminho.

Somente um conselho, um único e precioso conselho. Sapatos confortáveis para caminhar.

Até a próxima. Logo, logo tem mais.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é ” Madame Zoraide sabe tudo”. Tem um canal no Youtube: Madame Zoraide dicas e conselhos www.youtube.com/channel/UCxrDqIToNwKB_eHRMrJLN-Q.  Também atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 😉

O dia das mães foi ontem, o dia de comemorá-lo, mas mãe, uma vez mãe, é mãe em tempo integral.

Tem gente que diz que mulher é frágil, mas que mãe é muito forte. Não concordo exatamente com isso, mulheres são fortes e também são frágeis e mães são fortes sim, muito fortes quando ser MÃE está na sua essência. Ter filhos é fácil, mas ser mãe não é só ter.

Hoje, pós dia das mães, meu dia começou com um imprevisto. A escola da minha filha me ligou porque ela estava com muita dor de ouvido. Eu estava indo para uma consulta médica agendada há mais de dois meses. A médica que agendei, tem a agenda lotada, difícil conseguir consulta a curto prazo, mas é claro que desmarquei e fui com minha filha para o pronto socorro. Ficamos praticamente a manhã toda e saímos de lá para a farmácia comprar remédios, aliás, uma observação, como remédios em nosso país são caros.  Conclusão, uma otite que já sendo tratada pela mãe.

Outro dia uma amiga me disse: – Adriana os filhos são da mãe.

Nunca tinha ouvido aquilo, mas faz sentido, os filhos são da mãe na maioria dos casos, conheço algumas exceções, mas na maioria, os filhos são da mãe mesmo. É a mãe o porto seguro, emocional e muitas vezes o financeiro. Tenho três filhos, descobri o que é ser mãe com o primeiro, que hoje tem 19 anos. Filho não tem manual de instrução e mesmo no terceiro, no meu caso, na terceira, cada um é um, e com cada um, aprendo e ensino sempre algo novo.

Ser mãe de bebê para mim é o mais fácil, uma outra vez uma prima me disse: – Se sempre fossem bebês eu teria uns dez.

Uau, dez eu acho muito, mas bebês são fáceis de cuidar, o trabalho basicamente é físico. A medida que os filhos crescem, outras e outras questões vão surgindo e nem sempre tudo é tranquilo, quase nunca é, mas como mãe, vamos descobrindo caminhos, nos informando, conversando com outras mães, buscando ajuda de profissionais. Enfim, toda mãe só quer mesmo ver ser filho bem e feliz.

É simples na verdade, mas chegar nessa simplicidade é que não é nada simples… ou talvez seja, nós mães que talvez sejamos mais complicadas do que deveríamos ser, talvez nossa lente de proteger os filhos seja de aumento.

Eu hoje só sei de fato uma coisa, que só sabemos o que fazer em uma determinada situação quando a vivemos. O resto é especulação. Então se alguém falar: “se fosse…”, “se tivesse…”, eu faria de tal jeito. Esqueça, isso não existe.

Com meus filhos o meu SER HUMANO é mais forte, é crítico, aprende, ensina, perde a paciência, chora, ri, aplaude, não desiste, luta, briga, incentiva, se diverte, ama, com todas as dores e as delícias.

Depois que me tornei mãe tenho a clara sensação que um filho é grande chance de sermos seres humanos melhores. Agradeço muito as minhas três grandes chances, espero estar fazendo certinho a lição de casa.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :). A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

 

 

Atualmente temos visto crianças de primeiro ano chegando à escola e segundo alguns olhares e falas, parecem descumprir as normas que a sociedade impõe. Normalmente ao invés de encarar a situação, por não estarmos preparados para lidar com a diversidade acabamos por ignorância evitando o assunto ou procurando aos pais um pouco receosos de suas reações, para que eles fiquem a par do que está acontecendo com seu filho ou filha que beijou o amiguinho ou amiguinha.

Felizmente quem tem nos ensinado a lidar com essa diversidade são os próprios pequenos.

Toda vez que esse tema surge na escola me vem na lembrança uma passagem que ocorreu há alguns anos. Chegou à escola onde fui coordenadora, na classe de primeiro ano, o aluno que chamarei de Pequeno E. Pois o pequeno E chegou, pobre, negro, franzino, com cílios alongadissimos ornamentando os olhos negros grandes e brilhantes. Pezinhos sujos em suas sandálias encardidas; quarto filho de uma família de oito filhos que dividiam o mesmo colchão, casa que tinha como fogão tijolos no chão. Pequeno E apesar de toda adversidade mantinha sempre um olhar que sorria. Hipótese de escrita inicial era pré-silábica e em um mês escrita alfabética, em três meses lendo e escrevendo tudo. Passeava pelo intervalo e recreio com livrinhos de histórias evangélicos e lia para todos que passavam; merendeiras, inspetores, professores e direção.

Todos se encantavam com o progresso e desempenho do pequeno E. Em todas as áreas se destacava; era convidado para todas as peças de teatro e, sem surpresa alguma, era sempre o personagem principal. Decorava suas falas e a de seus amigos também e, por vezes, sussurrava as falas para seus colegas que houvessem esquecido o que dizer na tentativa de fazer com que recobrassem o texto. Brilhou no primeiro ano e era o melhor aluno da classe, sua professora K, o amava e se orgulhava de tê-lo em sua turma. Seus colegas de classe o respeitavam e era querido por todos. No recreio quando algum aluno de outra classe dizia que ele parecia menininha brincando, lá vinham seus colegas de classe; colocavam as mãos em seus ombros o apoiando e tiravam-no de perto do agressor, cuidando, protegendo-o. Mesmo não estando frio, eventualmente vinha com um cachecol rosa ou roxo que circundava seu pescoço e, de vez em quando, jogava as pontas por cima dos ombros.

No ano seguinte estaria no segundo ano, seria um sucesso!.. Será? Não, não foi! O pequeno E desapareceu! Não entrou mais em cena! Não tinha mais voz! A professora A.L, do segundo ano, após ser questionada sobre a causa do pequeno E, que era ótimo aluno, não ter mais o mesmo desempenho e ser solicitado a ela que deveria observar o que estava acontecendo, disse que sabia exatamente o motivo. Segundo ela, E era insuportável, só ele queria falar e fazer as coisas, que ela se irritava com o fato dele andar rebolando, falar e querer só brincar com as meninas; que ela o havia colocado no lugar dele. Tivemos uma conversa com a professora, que ao invés de fortalecer esse pequeno quase o destruiu. Mudamos o pequeno E de classe, pois ela não merecia aquela joia. No mesmo dia, fui informada que Pequeno E estava chorando na hora do recreio e que por mais que se perguntasse não queria contar. Chamei-o até minha sala e comecei a conversar com ele que em lágrimas me disse:

– Sabe o que é? As pessoas querem que eu fale e ande de outro jeito, que eu seja diferente, mas eu só sei ser assim!!

Tentei conter as lagrimas que brotaram em meus olhos, o nó que se formou em minha garganta e abracei-o. A partir daquele dia decidi nunca mais permitir que ninguém fosse insensível a ponto de esquecer que não podemos forçar alguém a ser o que não é e, obviamente, a respeitar a diversidade. Antes dele sair lhe disse:

– Seja você meu querido! Não se esforce para provar nada a ninguém. Todos nessa escola te amam e te ajudarão a ser forte para quando sair daqui! Quando precisar me procure. Maria Teresa Cruz de Moraes.

Maria Teresa Cruz de Moraes – Bela Urbana, negra, 52 anos, divorciada, mãe de duas filhas, uma de 25 e outra de 17, totalmente apaixonada por elas, seu maior orgulho. Pedagoga, psicopedagoga, especialista em alfabetização e coordenação pedagógica. Ama estudar. Está sempre envolvida em algum grupo de estudo que discuta sobre práticas escolares e tudo que acontece no chão da escola. Ah, é ariana rs.

 

 

Que chuva é essa? Esqueci esses óculos, ah, minha mãe vai me dar a maior bronca. Sim, ela sempre me dá essa bronca, mesmo com essa minha idade nada infantil. Eu sei, isso é coisa infantil e irresponsável esquecer os óculos para dirigir, ainda mais sendo míope, mas está tudo sob controle, eu juro, juro, mas Deus por favor, me proteja e me faça chegar logo. Podia ao menos ter um posto por aqui, um posto e paro.

Ah, quero chorar, mas se chorar a vista embaça mais. Vista embaçada só gosto quando tomo vinho. Sim, vinho com você, isso sim é uma delícia. Mas vinho e depois dirigir não. Vinho, dirigir sem óculos e com chuva, nunca. Hoje, só a chuva e sem óculos, isso aqui ta perigoso. Meu Deus, não me deixa na mão. Eu sei que você sempre olha com carinho para mim, sei que me da esses sustos, esses “presta atenção”, mas sei que me olha com doçura que cuida bem de mim. É,  sei que somos parceiros, somos amigos.

Desligo a música, não consigo dirigir com música e chuva, ainda mais essa chuva. E você onde está agora? Se eu te contar que to nessa fria, vai brigar comigo, mais bronca não. Não quero bronca, quero outra coisa.

Talvez isso seja a liberdade do caminho? Só eu para pensar nisso agora, me lembrei de uma outra estrada, me lembrei de um outro óculos que tinha, aros pretos e eu com cara de professora, cara de inteligente, servia bem para algumas reuniões que eu queria me esconder atrás daqueles óculos para aquele chato do Luizão não me incomodar com suas cantadas baratas, como era chato aquele cara. Mas onde estará Luizão? Só rindo pra eu pensar nisso, Deus me livre sempre do Luizão, o sem noção, aquele que só olhava para meus peitos em todas as reuniões. Cada vez eu aparecia mais feia e me escondia nessas reuniões, literalmente me enfeiava. Isso não é liberdade do caminho? Graças a Deus ele foi mandado embora e mudou para bem longe, ufa. É Deus, por essas e por outras sei que somos parceiros.

Agora a chuva, chove, chega, chove, chega. Preciso mesmo achar meus óculos e essa meu Deus, fica só entre eu e você.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

 

 

 

 

Se você pedir para uma plateia fechar os olhos e apontar pra si mesmo, ao menos 80% das pessoas irão apontar para o peito na direção do coração, embora seja no cérebro que está o centro de suas convicções, todo seu pensamento e decisões. Por que isso?

Porque no fundo temos o mesmo conceito dos gregos, somos o que SENTIMOS. No fundo o que realmente  importa são as emoções, mais especificamente o AMOR.

Tomei conta disso lendo um livro de um médico, “Emoções Mortais” Dr Don Colbert.

Mas e no nosso dia a dia?

Se um coração físico estiver com veias e artérias entupidas o que vai acontecer? Infarto. Morte.

Será que somos a geração que entupiu as artérias das emoções e desaprendeu a amar?

Amar envolve confiança, de cara já há um problema, vivemos um caos de confiança. Qual laboratório vende remédio realmente confiável? Qual marca vende lavadora que não quebra? Qual site realmente vai entregar o produto comprado? Qual operadora vai entregar o plano contratado de verdade? Imagine então você confiar SEUS SENTIMENTOS em uma relação. Vou ser tratado bem? Rejeitado? Meu amor será retribuído? Acabamos por proteção e instinto de sobrevivência a pisar em cascas de ovos, vamos tateando. O problema é que acabamos nunca vivendo um amor verdadeiro, e quando enfim acontece um amor verdadeiro corremos assustados porque isso envolve baixar nossos escudos. Amor é uma rua de duas mãos, e quando deixamos nossos sentimentos, afetos, carinhos, amor, perdão etc. parados congestionamos a rua do amor e acabamos infartando sufocados de amor retido.

Se você soubesse que fosse morrer hoje procuraria quem você ama? Precisamos aprender logo a amar e perdoar. Não tem perdão sem amor ou amor sem perdão.

Não tem amor sem entrega e sem confiança. Talvez alguém quebre a confiança, te decepcione, mas você só vai saber se tentar. Vivemos a geração do DESAMOR. Quantos relacionamentos onde,  estão investindo de tudo, menos no amor. Quem pode dizer de verdade que recebeu um abraço eterno onde olhos se cruzaram e nesse olhar almas se tocaram e não desejavam mais sair daquele abraço? Entregamos nossos corpos, mas, não entregamos nossa alma. Você já enxergou a alma de alguém? Almas são lindas porque elas não conseguem dissimular nada. Por isso as pessoas não se olham mais nos olhos….

Imagine que uma pessoa fosse proibida de beber água por uma semana, na verdade fosse apenas liberada para beber refrigerante de cola. Daqui a uma semana como estaria o organismo dessa pessoa? No mínimo, caso não tivesse morrido, estaria com diabetes e outros casos graves. Provavelmente alguns dentes destruídos. Se para nós é inaceitável imaginar uma pessoa passar dias sem água, como podemos aceitar nossa alma viver sem amor?

Hoje vejo pessoas fazendo essa tortura com sua alma, alimentam a alma com um bombardeio de medo (notícias, telejornais…), um bombardeio de desamor, de desesperança, falta de fé, falta de carinho. É tanta orfandade que o que sobra nessa criatura bombardeada pelo medo acaba sendo pior do que o medo que ela tinha. Em outras palavras, pessoas com medo de amar acabam recebendo em si mesmas,  algo muito pior do que o medo delas: recebem desamor, indiferença e morte espiritual.

Estamos com as emoções na UTI, um mundo de muros, de uma esquerda grotesca que insiste em vulgarizar com suas “artes” tudo que era belo, e uma direita ultra conservadora que insiste em voltar com a castração. Não há mais o equilíbrio. Não há mais AMOR.

Espero que você que teve a paciência de ler até aqui, faça um favor a si mesmo: INTERROMPA A MÍDIA TRADICIONAL E SUA CULTURA IMEDIATAMENTE NA SUA ALMA. Busque alternativas, não aceite mais essa ordem mundial. Já está provado que roubaram nossa felicidade e tiraram a nossa paz, nossa beleza.

Depois, limpe suas artérias da alma, retire medos, orfandades, se perdoe e  perdoe os outros e viva, porque com medo de viver, muitos estão morrendo sem amor, e alguns vivem sem saber que são zumbis. Amem, tentem, já pensaram que de repente PODE DAR CERTO?

Aproveitem o hoje, e respirem, saiam desse turbilhão. Eu resolvi quebrar rotinas impostas, uma delas, estou mexendo dez vezes menos no celular…. e descobri que tenho tempo sobrando no meu dia acreditam?

Bora AMAR?

Renato B Sampaio – Belo Urbano, publicitário, cristão e um questionador da vida, sempre em busca da verdade. Signo de áries, fã de Jazz, Blues e Música gospel.

 

A revista. O moço lê. O celular. A moça brinca.

A porta abre. A música toca pra todos e diz: “se for preciso eu sumo”.

A porta fecha. Outro moço sai.

O velho telefone trabalha. A secretária liga, fala, confirma.

O sofá de couro conforta. Dois homens. Um dorme. Ronca sem constrangimentos.

A porta abre. Entram. Ela e ele. Sentam. Mãe e filho. Filho adulto. Mãe cuidando ainda. Os mesmo traços.

O relógio na parede. De ponteiros. Marca o tempo.

O tempo de cada um agora. Nessa recepção. Que tem café quente. E água gelada.

A música agora: “sou fera ferida no corpo, na alma e no coração”.

Olho para todos. E penso que sim, as mães são incansáveis. Mesmo estando cansadas.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

Abraço envolve

Amasso bagunça

Abraço é sempre bom

Amasso depende

 

Abraço ganho

Amasso atordoa

Abraço dou

Amasso e passo (a roupa)

 

Abraço meu amor

Amasso com amor

Abraço com braços

Amasso com o corpo todo

 

Abraço é apertado

Amasso é aguardado

Abraço sempre acolhe

Amasso desarruma

 

Abraço conforta

Amasso confunde

Abraço responde

Amasso estremesse

Abraço ou amasso?

 

Abraço e amasso VOCÊ.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos www.3bis.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

Desapegar para Renovar?Ano Novo e daÍ? Parece uma página em branco, todo um novo começo com 365 dias. Os primeiros, ainda no embalo da comemoração do Reveillon parecem os melhores, mas… Ano Novo, velhos problemas! Liga a tv, notícias que deprimem, chegam as contas do ano novo e você se equilibrando na corda bamba para resolver, é o trabalho, prazos, filhos, relacionamentos… E o ar de vida nova vai dando lugar à continuidade dos velhos problemas.

Foi essa sensação que me fez pensar e tentar realmente fazer o que determinei na virada do ano. Que tal então usar o “olhar novo”? Ver a situação de forma nova…. Fácil? Não. Às vezes exige da gente chutar o balde.

Hora do desapego. Nas redes sociais, aquela pessoinha que vive te enervando pelo motivo que seja, ela merece mesmo que você a mantenha?

Desamigar é radical? Deixe de seguir, assim pelo menos, é você que procura pelas atualizações e não ela que pula na sua vista cada vez que você abre o Facebook. Dia desses, dei-me conta de que várias pessoas, já falecidas, ainda mantém perfil e os amigos custam a desfazer essa amizade. Pode parecer um tanto mórbido, mas acho que é um reflexo do quanto temos dificuldade para mudar de postura, pois exige o desapego. Se eu clicar e desamigar, eu estou matando o que ainda resta dessa pessoa amiga.

Assunto para muita discussão. Mas a minha opinião é que, se a família não teve acesso às senhas ou não teve coragem de deletar aquele perfil, esse problema só piora se você o cultivar. Qual foi a última postagem dessa pessoa? Como no mundo real, guarde com carinho, mas deixe ir.

Mundo real!

Vida nova exige que matemos hábitos da vida velha.

Pergunte-se: como posso contribuir de forma eficiente para renovar. Deixe ir o que segura. Às vezes a vida se encarrega de forma inesperada, uma demissão, uma separação, um programa de tv que acaba. Próximo passo: Caminhos abertos para novas possibilidades, que vem e vem rápido se for permitido. Claro que dói mas compensa.

Nunca desista de você! Desapegar, recomeçar… Criar novas rotinas… Viver novos dias ou até mesmo viver a vida de sempre, mas sempre renovando e não ter medo de ser feliz!

Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

 

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Acordei com sono ou era um sonho? Meio da madrugada, pelada, quarto escuro, meus olhos não abriam, uma confusão, que sensação horrível essa de querer abrir os olhos e não conseguir.

Só tive forças pra empurrar o braço até o criado mudo e pegar o copo com água. Não estava gelada, mas mesmo assim, a garganta seca pedia água. Sentei, bebi aquele copo inteiro em um único gole. De madrugada faz frio, me enrolei com o edredom.

– Chuchu cadê você? Eu falei baixinho? Chuchu…

Que horas são? Porque tenho essa confusão mental, sempre quando acordo no meio da noite? O que era mesmo que estava sonhando…. Ah lembro, eu voava, voava sobre os carros. Delícia! Adoro sonhar que estou voando, mas tinham pessoas que achavam que eu era um pássaro. Eu um pássaro? Que estranho isso. Começaram a me jogar pedras, várias pessoas jogando pedras. Estilingues… Adultos jogando estilingues, em um pássaro… Que coisa feia! E o pássaro em questão era eu. Uma andorinha. Querem acabar com as andorinhas, esse era o plano. Não vão, pensava eu no corpo da andorinha. Lá embaixo, aquelas pessoas com seus estilingues, rindo, barulhentas, jogando pedras nas andorinhas que agora estavam do meu lado. Voamos. Voamos. Voamos. Que delícia! Que sensação boa! Os estilingues para trás… e nós as andorinhas, juntas, ao som do vento, no calor do sol, nas alturas, brincando, voando, dando rasantes.

Ufa!! Eita sonho bom! Meu lado caipira com esse “eita” não me deixa. Meus olhos conseguiram por fim, abrir de vez.

– Chuchu cadê você? Desta vez falei mais forte, a voz saiu.

– Fome…

– Sei, foi atacar a geladeira de novo.

Ele sempre dava dessas. Eu cúmplice, sabia de tudo.

– Ainda é bem cedo, só 2 horas da manhã… vamos dormir mais um pouco, amanhã levantamos cedo.

Nos abraçamos. Abraço quente. Pele com pele. De conchinha não temos frio e deixamos o edredom de lado. Boa noite!

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br , 3bis Promoções e Eventos www.3bis.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

 

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Eu vinha pela vida tristemente
Sem ter sonhos ou aspirações
De repente, senti dois olhos lindos
Me fitarem de maneira diferente.

Por alguns segundos me fitaram
Me desarmando então completamente
E vi que meus anos de espera
Haviam se acabado finalmente.

E como quem espera tanto tempo
A chegada é sempre tão bonita
Recebi-a naturalmente, sem espanto
Pois isto era coisa decidida.

Agora quando estou em seus braços
Me sinto até recompensado
A cada gesto afirmam-se estes laços
Te amo e sei que sou amado.

E sorrindo, às vezes fecho os olhos
Agradecendo a Deus sua chegada
Então beijo suas mãos e peço
Venha, vamos seguir juntos esta estrada

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Wilson Santiago – Belo Urbano, Brasileiro, natural de Potunduva SP, união estável, engenheiro de produção, pesquisador, corintiano, espiritualista, musico, poeta, produtor musical e do signo de áries.