E por falar em eleições, NÃO PENSE NA COR BRANCA!

Qual foi a primeira cor que lhe veio à mente, assim que terminou de ler a frase acima?

Pois é, nossa mente processa informações sensoriais com uma lógica diferente do nosso raciocínio. Nós generalizamos, distorcemos e eliminamos fragmentos das nossas experiências, de maneira a tornar nossa interação com o mundo mais dinâmica, eficiente e simples. Na maioria das vezes, essas aparentes falhas na percepção nos são úteis, pois nos permitem dirigir carros diferentes, sem precisarmos aprender tudo de novo, nos ajudam a encontrar soluções, inventando alternativas, e nos ajudam a lidar com o excesso de informações,
focando no que é essencial. Mas há situações peculiares, nas quais essas falhas podem ser fatais.

Suponha que você diga a uma criança: “—Não mexa no telefone!” O que ela registrará na mente é: “MEXA” e “TELEFONE” (as palavras “não” e “no” são eliminadas por não caracterizarem uma ação, nem um sujeito ou objeto, e perdem relevância na mente). Às vezes, ela nem havia notado o telefone próximo, mas a sua ordem dispara a sua atenção exatamente para aquilo que você NÃO quer que ela faça, tal qual quando você leu o título deste texto! O problema é que, a partir da percepção, a criança passa a se focar exatamente no
“telefone” e, se houver qualquer coisa interessante nele, ela irá mexer. E não adianta você chamar o telefone de “caixinha”, porque a criança associará a “caixinha” ao “telefone” do mesmo jeito.

A solução?

Simples! Estimule o foco naquilo que você realmente deseja que aconteça, uma ação alternativa. Por exemplo, se a criança gosta muito de brincar com jogos, basta dizer: “—Vá brincar com seus jogos!” Pronto! As palavras assimiladas pela criança serão “BRINCAR” e “JOGOS” —ela talvez nem note que o telefone está por perto. Mas o que isso tem a ver com as eleições?

Observe o movimento contra o candidato líder nas pesquisas de intenção de voto. A atenção dos eleitores naturalmente se voltará para “ELE”, enquanto que o “não” perde sua relevância cognitiva —o candidato pode ser o “telefone” que não havia sido notado pela “criança”, o eleitor, a qual pode agora achar o “telefone” interessante. Além disso, tentar influenciar pessoas pela crítica ácida só faz aumentar sua resistência e ainda pode levar os indecisos a questionar a credibilidade e a superficialidade dos argumentos dos manifestantes, pois os indícios de má conduta e caráter são facilmente verificáveis nos principais adversários também (ainda que em menor evidência). Lembre-se que somos uma sociedade patriarcal e sensível, tendendo a ser solidária a aparentes vítimas (mesmo que sejam vítimas só na aparência).

O fato é que as pessoas não se movem para “entrar em situações certas”, mas sim para “sair de situações desconfortáveis”. Compramos uma casa para sair do desconforto do aluguel, compramos um carro novo, porque o velho já não nos conforta, votamos em um novo candidato para sair do desconforto da situação atual ou votamos no velho para evitar um possível desconforto futuro. Ao agredir alguém, você gera desconforto para essa pessoa e para quem com ela se identifique e o maior desejo dela será sair dessa situação. Fazer o que você “não QUER QUE ELA FAÇA” pode ser a melhor forma dela se livrar do desconforto que você lhe causou.

Você quer mais inimigos ou mais pessoas trabalhando para um bem comum?

Cássio C. Nogueira – Belo Urbano, psicanalista, coaching, marqueteiro, curioso, maluco com CRM, apaixonado pela vida e na potência máxima, sempre!

A mente humana é capaz de aprender muitas coisas. Boas e ruins!

Veja, por exemplo, a perfeita reprodução da Sonata No. 21, de Beethoven, pelo pianista norueguês Leif Ove Andsnes (https://goo.gl/Vf7Xqo) ou o inacreditável “double-back-flip” do piloto americano de motocross Travis Pastrana (https://goo.gl/hLhJaa). Que tal os indescritíveis pratos do “Chef” francês Michel Troisgros, da Maison Troisgros Restaurant (https://goo.gl/k6Cwne) ou a capacidade de criação da artista plástica americana Mindy Alper (https://goo.gl/NdN7jM), que sofreu a vida toda com problemas mentais…

Há quem diga que podemos aprender tudo. Eu digo “quase tudo”! Há algo que não se aprende: carinho e
respeito.

Carinho e respeito andam juntos, de braços entrelaçados, inseparáveis e não são habilidades, técnicas nem tampouco estratégias. São sentimentos! E sentimentos não se aprende, se sente!

Respeitar significa valorizar, compreender e perceber a relevância do outro ainda que não concorde. Sylvester Stallone disse certa vez que admirava o trabalho de Arnold Schwarzenegger (https://goo.gl/tFwcIl), mas odiava o cara porque eram muito competitivos no universo de Hollywood. Eles sempre se respeitaram, ainda que quisessem estrangular um ao outro.

Já o carinho é o subproduto do respeito combinado com a admiração. Oprah e Kirstie Alley Fawn expressam claramente esse sentimento ao falar da generosidade de John Travolta e de como ele se dedica à pessoa com quem está, seja em uma conversa, em um evento ou em um encontro social (https://goo.gl/yUbvZu).

Mas o que isso tem a ver com o detergente, você deve estar se perguntando agora?

Bem, respeito e carinho são notados não na grandiosidade de atos, mas nos detalhes. Um olhar, um toque, a sensibilidade de ouvir em silêncio, ou de dizer a palavra certa, no tom certo, no momento certo. E a atenção ao detalhe está em tudo, o tempo todo, é parte da sensibilidade e do bom senso do indivíduo.

Sentimentos, assim como o aprendizado, contudo, vêm da prática constante, de hábitos saudáveis que atentam às mínimas coisas do dia a dia.

Portanto, uma pessoa que genuinamente tem respeito e carinho por tudo e por todos jamais espreme o pote de detergente…

Cássio C. Nogueira – Belo Urbano, psicanalista, coaching, marqueteiro, curioso, maluco com CRM, apaixonado pela vida e na potência máxima, sempre!

Outro dia assisti a uma aula, na qual o professor descrevia a felicidade sob a ótica da prática filosófica. Dizia ele que “felicidade é o estado de potência máxima do ser” – nós só somos felizes de fato naqueles momentos que não queremos que acabem. E isso fez muito sentido para mim, pois, ao olhar para trás, notei que os momentos que não quis que acabassem foram também os momentos mais intensos que experimentei.

Quando digo intenso, me refiro a prazer, relaxamento e até dor. Sim, dor! A vida não existiria sem dor. A dor é aquele professor ranzinza que nos ensina e nos força a fazer o que quer que seja necessário para chegarmos a um lugar melhor, fazermos algo melhor e sermos alguém melhor, mais flexível e com mais recursos. Só o desconforto nos move e sem ele, morreríamos de inanição – muita gente morre assim!

A mente jovem não racionaliza; não abre mão do desejo para sentir segurança; não se afunda na rotina porque ‘a aventura dá trabalho’; e pouco importa o caminho mais seguro, porque o foco está na emoção.

Uma mente jovem não escolhe seus relacionamentos pela lista de virtudes e defeitos do pretendente. Jovens querem se provar, se testar, e, para tanto, encaram qualquer desafio, se atiram no que querem, fazem o que precisa ser feito e até mais! Às vezes caem, mas se levantam, sentem dor, mas se curam, erram, mas aprendem… A mente jovem pode até se dar mal, mas jamais admitirá isso por um simples fato: ela está exatamente onde queria estar e, se está lá, está no lugar certo!

A mente jovem está sempre certa, o mundo é que tem que mudar! Tentar mudar o mundo é a grande graça da vida e arrisco até dizer ‘O SENTIDO DA VIDA’.

Só uma mente jovem tem a capacidade de ser feliz de verdade!

Cássio C. Nogueira – Belo Urbano, psicanalista, coaching, marqueteiro, curioso, apaixonado pela vida e na potência máxima, sempre!