“O faz de conta é importante para a criança. Ao simbolizar, o inconsciente se manifesta. O ser humano que não consegue se simbolizar se desequilibra psiquicamente”.

Olha que curioso, em sua biografia, descobri que quando pequena, tinha oito graus de hipermetropia mas não sabia, não usava óculos. Ela disse que então vivia num mundo de imagens, porque simplesmente não conseguia enxergar as letras da maioria dos textos. E justamente por causa disso ela lia muito pouco e raramente escrevia.

Curioso né? Ainda mais ao saber que ela se tornou uma escritora!

Ela disse que se não fosse escritora, gostaria de ser professora ou então palhaça.

Ela não nasceu no Brasil, nasceu em Roma, na Itália, mas aos dois anos de idade se mudou para o Brasil! Que sorte a nossa!!!!

Achou que seria ilustradora, afinal sempre desenhou muito desde pequena e inclusive estudou arquitetura, mas não gostou da sua primeira experiência, embora essa não tenha sido a opinião dos leitores.

Aos poucos foi escrevendo e escrevendo…

Entre os muitos personagens que criou, eu sou apaixonada pelo Felpo Filva, um coelhinho divertido, atrapalhado, charmoso e muito carismático. O personagem dá nome ao livro e a história, no meu entender é uma história de amor!

Uma vez ela disse: “Desde pequena sinto que tenho de fazer coisas, de criar. E tenho muita energia para isso. Para a criação não existe preguiça. Para outras coisas sim.”

Já sabe quem é ela?

Eva Furnari.

Se você já leu algum de seus livros, compartilhe conosco a sua experiência.

Conhece o coelho poeta “Felpo Filpa”? Corre lá para conhecê-lo e encante-se.

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

 “Gostava de soltar as ideias sem rédea enquanto sentia o vento e a imensidão.”

Quando leio sua frase, fecho os olhos e consigo sentir o vento e ainda com os olhos fechados, enxergo o que não vejo!

Pesquisando um pouco mais sobre quem escreveu essa frase, descobri que quando era criança, sonhava em ser artista de cinema, mas achava que seria mesmo professora. Sempre gostou de escrever. Fazia diário, escrevia muitas cartas, fazia parte da equipe do jornalzinho da escola, essas coisas…

Ela nasceu no dia 24 de dezembro de 1941.

Eu fico me perguntando, será que ela ganhava dois presentes no Natal?

Já sabe quem é ela? Vou dar mais algumas dicas…

Ela tem mais de 100 livros publicados e escreve para crianças, adolescentes, já escreveu para os educadores e muito mais. Impressionante né?

O seu primeiro nome tem 03 letras, e pode ser lido de trás para frente, que o nome continua o mesmo.

Uma vez meu filho, quando ainda estava no fundamental, teve a indicação de ler um de seus livros… Bisa Bia, Bisa Bel!

Eu adorei o nome, já achei divertido logo de cara e resolvi ler também… fiquei encantada com a história, especialmente com o encontro de gerações passadas e futuras que o livro proporciona.

Acho que agora você já sabe de quem estou falando, né?

Sim, é ela: Ana Maria Machado!

E você a conhece? Já leu algum de seus livros? Compartilhe com a gente!

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Leia para uma criança, deixe uma criança ler para você.

Por Simara Manfrinatti Bittar e Cláudia Chebabi Andrade.

Você sabia que o Dia das Crianças foi criado no Brasil antes de ser comemorado no restante do mundo? Não sabia? Pode pesquisar…

E embora essa data tenha um forte apelo comercial, inclusive pela forma como se tornou popular, que tal aproveitarmos como uma grande oportunidade para transcender a intenção comercial e para popularizar a literatura como uma grande oportunidade para explorar o mundo de forma livre, divertida e segura?

Na Semana das Crianças, o projeto Belas Urbanas convida a todas as pessoas a se encantarem pela magia do universo mágico da literatura infantil.

Vamos todos e todas juntas nessa aventura?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre. Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Você sabia que uma em cada quatro mulheres brasileiras não têm acesso garantido a absorventes? Sabia que uma em cada cinco mulheres não dispõe de R$ 15,00 para cuidar da higiene pessoal no ciclo menstrual? E ainda, que alunas vulneráveis de escolas públicas se ausentam 45 dias no ano, em função da ausência de absorvente?

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 1 entre 10 meninas no mundo sofrem com o impacto da pobreza menstrual na vida escolar.

Fornecer absorventes íntimos é garantir a dignidade de todas as mulheres, para que elas não faltem ao serviço, de suas atividades e no caso das alunas, não faltem da escola, local este, possível para que se amplie as oportunidades de desenvolvimento pessoal, profissional e econômico.

Vale dizer que em muitos países essa questão já é um direito garantido pelo governo.

A Escócia foi o primeiro país do mundo a oferecer produtos menstruais gratuitos de forma universal. Nos EUA, vários Estados aprovaram leis que obrigam o fornecimento desses produtos de forma gratuita nas escolas.

Em Campinas, a equipe da  Escola Estadual Tenista Maria Esther Andion Bueno, localizada no Jardim Rossin Região do Campo Grande, por meio do Programa de Dignidade Íntima do Governo do Estado de São Paulo, propôs  uma reflexão em como garantir o direito aos absorventes e ao mesmo tempo, fazê-lo de uma forma que fosse respeitosa com as alunas?

Pensando nisso, eles deram início a um projeto, que possibilitou pensar na acessibilidade ao absorvente de forma autônoma das alunas, iniciaram um processo de diálogo formativo com os alunos do grêmio estudantil e com os professores da escola e propuseram a comunicação desta ação à toda comunidade escolar.

Em relação a acessibilidade ao absorvente de forma autônoma com as alunas, com a ajuda voluntária do engenheiro Diego Aparecido Paixão da Silva, eles desenvolveram uma máquina que será instalada no banheiro femino para que as alunas possam retirar o absorvente quando necessitarem e de forma privada.  A ideia não é apenas garantir a entrega dos absorventes, mas cuidar da aluna de forma integral, respeitando sua privacidade e protegendo-a de situações de exposição em função de sua saúde íntima.

Quanto ao processo de diálogo, ele é contínuo, reflexivo, formativo e a cada nova ação/questão, novos desafios e novas perguntas são levantadas na escola que busca internamente e em parceria com a rede de proteção encontrar caminhos possíveis de superação. Um exemplo disso é o diálogo que a escola promoverá com a ginecologista do Posto de Saúde da região para orientar a equipe escolar.

Por fim, a comunicação desta ação, ficou sob responsabilidade dos alunos, com  supervisão dos profissionais da escola, que estão elaborando o jornal que será entregue  a todos seus alunos e seus familiares.

E assim, se confirma o ideal de uma escola que propicia o agir e refletir sobre o mundo a fim de modificá-lo para seja mais justo!

O meu agradecimento ao diretor da escola Arnaldo Valentim Silva que compartilhou essa experiência na expectativa que esta ação seja ampliada e possa atender continuamente as alunas das escolas públicas.

Se você tiver interesse em apoiar, conhecer mais sobre essa ideia, é só entrar em contato!

Dados adicionais: Na semana do dia 11/10/2021 será instalada a máquina na escola!

Diretor da escola – Arnaldo Valentim Silva – arnaldovalentimsilva@gmail.com

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

A série HISTÓRIAS DE AMOR foi uma dessas séries leves, gostosas e tão necessárias de serem ditas. Tivemos a estreia de colunistas novos, como a Shirley, que nos trouxe uma linda história inspiradora, de que em qualquer tempo pode haver um reencontro, como a dela, de um amor real, De J’teaime moi non plus à Amor I love you. O Alfredo abriu para todos os leitores seus guardados com Uma carta de Amor escrita numa Olivetti. Carta real. Será que foi entregue? Afinal, a carta está com ele, mas essa história quem sabe ele nos conta outra hora. E por falar em carta, a Liliane veio com Carta Aberta ao Amor, que delícia de texto! Já o Bernardo fez sua estreia com dois textos, em Dose Extra de Amor ele nos diz que “amor é todo dia, sem adiamentos”. Alguém duvida? Eu não. E ainda em Noite de Picadeiro que nos faz sentir na pele do protagonista com todas suas emoções. Uma boa turma nova que chegou aqui no Belas Urbanas, super bem-vindos.

Tivemos três #tbts, o da Claudia com sua poesia RETRATO e seu contar sobre a relação de uma taurina e um escorpiano. Aliás, o que é um retrato? Penso que é captar a poesia do dia a dia e apreciar. Por mais retratos então! Macarena também nos falou dos signos, Virgem e Peixes. Histórias verdadeiras, mesmo quando são passageiras, marcam nossas almas positivamente, bom seria se todas fossem assim. Será que podemos fazer do limão sempre a limonada? Eu não sei, mas ando aprendendo. Tove com seu Um conto moderno, mas ainda assim, encantado! mostra que a modernidade não é sinônimo de frieza e percebemos que contos reais são melhores que os de fada. Seu conto nos desperta aquela esperança de que tudo é possível em qualquer fase da vida, igual ao da Shirley. Sim, estamos todos ligados e nem sabemos, até nas histórias com similaridades.

Marina conta Sobre um amor bom, e um bom amor nem sempre segue a regra do felizes para sempre, mas fica na alma e desperta aquele sorriso no rosto ao lembrarmos. Roberta com sua A linguagem do amor… nos faz refletir sobre o que leva as pessoas a se enamorar senão o próprio sentimento de amar. Lembrei uma música que diz: “toda forma de amor vale a pena e toda forma de amor vale amar”, abaixo aos preconceitos, deixe que cada um ame quem quiser. André faz uma declaração para Marina. Quem já recebeu uma declaração de amor? Quem ainda nunca fez uma declaração? Se não fez, está em tempo, faça! Mesmo que as mãos fiquem trêmulas, mesmo que o coração acelere. A vida é aqui e agora, não deixe passar. Não tenha vergonha de mostrar sua felicidade. Escrevi sobre Meu primeiro amor, e disse: “por que algumas vezes temos vergonha e queremos disfarçar nossa felicidade?“, deixo a pergunta aberta para vocês… preciso saber a resposta. Outro ponto muito bacana desse texto foi o retorno que os leitores deram de que a história resgatou uma conexão com suas próprias histórias.

Afinal, o que todos queremos saber Sobre um bom amor é o que significa isso. A Siomara, com toda sua delicadeza, trouxe claramente em sua poesia “para ser leve não precisava ser breve…” e que “para ser fogo não precisava ser doente”. Bingo! É isso. Faço a analogia com a música do Titãs “a gente quer comida, diversão e arte…”, nada menos que isso quando falamos de amor, de um bom amor. E por falar em comida, nos Conselhos da Madame Zoraide – 24 – Amor ela diz que o “amor é barriga“, essa Madame Z sai das explicações lógicas, mas fica claro seu ponto de vista quando diz: “O AMOR não se entende, só se sente, como a barriga”. Não tem como negar uma dor de barriga meus amigos!

E para fechar essa série temos a psicóloga Clarissa em seu texto Relacionamento Saudável e seus desafios que reflete sobre esse caminhar a dois, onde essa máxima que diz que opostos se atraem caem por terra. Opostos não duram, o que faz durar são olhares parecidos entre tantas outras boas coisas da vida. Vale a pena ler. Aliás, vale a pena ler todos, de preferência pela ordem de postagem, garanto que as leituras serão uma injeção de alegria nesse domingo.

Amor melhora tudo!

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa.

Muitas vezes pessoas protelam afazeres
Não pense você que tratam-se de atividades complicadas e que exigem muito esforço.
Quase sempre não!
Embora simples, não o fazem em função da preguiça.
Uma preguiça que invade, domina e paralisa.

E quando saem da imobilidade?
Quando a água bate na bunda.
Aí se mexem!
Muitas vezes esperam até o último minuto
E complexificam a própria vida.

preguiça, ah a preguiça!
Cativeiro ou redenção!?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Já ouviu falar na lei 8069 de 13 de julho de 1990?

Trata-se de uma lei que tem a função de proteger de forma integral à criança e ao adolescente.

Mas por que crianças e adolescentes precisam de uma lei para protegê-las?

Essa pergunta pode parecer um tanto óbvia, mas acompanhando as manifestações nas mídias sociais, em pleno 2020, frente ao acontecimento do estupro em uma criança de 10 anos, achei que seria interessante voltarmos a origem do porquê promulgamos uma lei em 1990 para proteger crianças e adolescentes.

Crianças e adolescentes estão em processo de desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social. A palavra processo nos remete a necessidade de facultar. Sim, nós adultos que vamos facultar esse processo de desenvolvimento.

Como?

Garantindo os direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Agora uma pequena reflexão: Quando uma criança passa por uma experiência de violência sexual, qual direito foi violado?

De imediato, você poderia falar que sua saúde, dignidade, respeito foram violados, mas eu entendo que não são estes apenas. Estes talvez sejam os primários e estejam relacionados ao abusador, mas há outros direitos que talvez tenham sido violados no percurso de todas as pessoas que fazem parte da vida dessa criança, inclusive da vida do abusador.

Pare e pensa… o que acontece quando:

  • Apoiamos iniciativas de políticas públicas que não ensinam educação sexual;
  • Julgamos pessoas e perpetuamos barreiras que propagam a cultura do silêncio;
  • Não cultuamos em nossa sociedade a parentalidade responsiva;
  • Disseminamos informações que favorecem a violência;
  • Não tratamos as psicopatias;
  • Não falamos dos nossos sentimentos;
  • Rimos ou diminuímos os homens que falam de seus sentimentos e fragilidades;
  • Não nos opomos a erotização na infância;
  • Educamos com violência física, verbal e moral;
  • Minimizamos que há uma cultura que trata o corpo da mulher como objeto;
  • Quando pais e mães pedem ajuda, o ato é tratado como fracasso;
  • Quando banalizamos a sexualidade;
  • Quando um pai não tem direito à licença paternidade estendida;
  • Quando acreditamos que as armas nos protegem da violência;
  • Quando a escola pública e os SUS não são prioridades na agenda pública e não é defendida por todos os cidadãos.

E tantos outros quandos…
 
Ao final, uma violência esconde tantas outras violências e eu me pergunto: Com qual delas eu contribuí ou contribuo de alguma forma?

Sim, somos todos responsáveis! Como diz o provérbio africano muito repetido na área social: “é necessário uma aldeia inteira para educar uma criança” e, infelizmente, uma aldeia inteira também pode ser omissa, negligente e violenta, se não tiver um projeto coletivo de proteção integral à criança e ao adolescente.

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Aos finais de semana, os primos e amigos se reuniam!
Tinha rua, clube, quintal.
Havia piscina, bola, bicicleta.
Bolinha de gude, pipa, carrinho de rolimã.
Tinha amarelinha, corda, queimada.
Pega-pega e tantas outras brincadeiras de rua.

Tinha STOP, dança e música.
Havia teatro e apresentações.
Festa do pijama, dança das cadeiras e mais tarde, dança da vassoura.
Tinha dia que havia 5 MARIAS.
E outros, quem reinava era o bambolê.
Com a corda ou com a bola, as possibilidades eram inúmeras.
Tantas coisas que ali havia.

Criatividade, indagações, boas conversas.
Relações eram estabelecidas e reestabelecidas.
Tínhamos ideias e projetos e depois, novos projetos de novo!
Construíamos estratégias, fazíamos planos.
Havia necessidade de elaborar argumentos.
De buscar consensos e aprender a ceder e de se posicionar.

Convivência ali havia.
Resistência ali havia.
Liberdade ali havia.

Cada criança era uma potência!

Estamos na Semana Mundial do Brincar e disseminar o BRINCAR como um valor a ser cultuado é a uma oportunidade de contribuir para que tenhamos adultos mais saudáveis.
E você, qual a brincadeira que está presente em sua memória?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Na minha infância, eu minha melhor amiga Verinha gostávamos muito de brincar.

Brincávamos de muitas brincadeiras e tínhamos muitos amigos, mas a história que escolhi para dividir com vocês se refere a uma das mais tradicionais nas diversas infâncias… CASINHA DE BONECAS!

Teve um período em nossas infâncias que brincávamos todo dia de segunda a sexta… para falar a verdade, não sei se era todo dia, mas hoje crescida, para mim era todo dia!

A noção de tempo é sempre tão pessoal.

Gastávamos grande parte de nossas tardes, montando o cenário e outra grande parte, desmontando-os. Nada era pronto, tudo tinha que ser criado! Juntávamos objetos que transformávamos em salas, quartos, carros, jardins da casa onde nossas bonecas moravam… era uma verdadeira engenhoca.

E entre o montar e o desmontar, havia um enredo, quase sempre o mesmo… e me lembro de rirmos muito com nossas histórias e invenções. 

Geralmente nossas bonecas eram independentes, felizes e namoravam homens com nomes engraçados.

E a brincadeira não parava por aí, pois havia uma pausa para um lanchinho feito sempre por nossas mães e esse momento também era de diversão.

Ah, digo por nossas mães, pois um dia brincávamos na casa dela e no outro dia na minha casa! Tudo devidamente acordado, não sei por quem… se por nossas mães ou por nós!

E quando chegava às 17h estávamos prontas para encerrar essa brincadeira, mas não o nosso brincar.

Morávamos a quatro quadras de distância e independente de onde havia sido o encontro, uma acompanhava a outra até a segunda quadra, assim andávamos sozinha apenas duas quadras… 

E durante o caminhar dessas duas quadras brincávamos de “pistas”.

Essa brincadeira foi inventada por nós e nada mais era do que “enxergar” pistas a partir dos símbolos e objetos que encontrávamos na rua que nos mostravam o percurso e quantos passos podíamos caminhar até chegarmos em nosso destino, que era o meio do caminho. E no meio do caminho encerrávamos o encontro, com nossa infância preenchida de saberes. 

Estamos na Semana Mundial do Brincar e disseminar o BRINCAR como um valor a ser cultuado é a uma oportunidade de contribuir para que tenhamos adultos mais saudáveis.

E você, qual a brincadeira que está presente em sua memória?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Sei que nada sei diante do todo,
mas ainda assim me atrevo a escrever para esclarecer.

Não advogo para um e nem para o outro.
Não me limitem em lados.
Não me coloquem correntes ou cores.
Sou muito mais do que isso.

No fundo, o que me interessa é o todo!

Não banalizo a corrupção.
Não banalizo a violência.
Não ignoro como fomos colonizados.
E tão pouco como chegamos até aqui.

Não culpo um e nem outro.
Essa ingenuidade eu não tenho.

Não me iludo.
Mas me atrevo a pensar,
questionar,
duvidar e
a conversar,
inclusive com quem de mim discordar.

Mas quero fazer isso com delicadeza e inteligência,
do mesmo modo que procuro estar nesse todo.

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre