Já ouviu falar na lei 8069 de 13 de julho de 1990?

Trata-se de uma lei que tem a função de proteger de forma integral à criança e ao adolescente.

Mas por que crianças e adolescentes precisam de uma lei para protegê-las?

Essa pergunta pode parecer um tanto óbvia, mas acompanhando as manifestações nas mídias sociais, em pleno 2020, frente ao acontecimento do estupro em uma criança de 10 anos, achei que seria interessante voltarmos a origem do porquê promulgamos uma lei em 1990 para proteger crianças e adolescentes.

Crianças e adolescentes estão em processo de desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social. A palavra processo nos remete a necessidade de facultar. Sim, nós adultos que vamos facultar esse processo de desenvolvimento.

Como?

Garantindo os direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Agora uma pequena reflexão: Quando uma criança passa por uma experiência de violência sexual, qual direito foi violado?

De imediato, você poderia falar que sua saúde, dignidade, respeito foram violados, mas eu entendo que não são estes apenas. Estes talvez sejam os primários e estejam relacionados ao abusador, mas há outros direitos que talvez tenham sido violados no percurso de todas as pessoas que fazem parte da vida dessa criança, inclusive da vida do abusador.

Pare e pensa… o que acontece quando:

  • Apoiamos iniciativas de políticas públicas que não ensinam educação sexual;
  • Julgamos pessoas e perpetuamos barreiras que propagam a cultura do silêncio;
  • Não cultuamos em nossa sociedade a parentalidade responsiva;
  • Disseminamos informações que favorecem a violência;
  • Não tratamos as psicopatias;
  • Não falamos dos nossos sentimentos;
  • Rimos ou diminuímos os homens que falam de seus sentimentos e fragilidades;
  • Não nos opomos a erotização na infância;
  • Educamos com violência física, verbal e moral;
  • Minimizamos que há uma cultura que trata o corpo da mulher como objeto;
  • Quando pais e mães pedem ajuda, o ato é tratado como fracasso;
  • Quando banalizamos a sexualidade;
  • Quando um pai não tem direito à licença paternidade estendida;
  • Quando acreditamos que as armas nos protegem da violência;
  • Quando a escola pública e os SUS não são prioridades na agenda pública e não é defendida por todos os cidadãos.

E tantos outros quandos…
 
Ao final, uma violência esconde tantas outras violências e eu me pergunto: Com qual delas eu contribuí ou contribuo de alguma forma?

Sim, somos todos responsáveis! Como diz o provérbio africano muito repetido na área social: “é necessário uma aldeia inteira para educar uma criança” e, infelizmente, uma aldeia inteira também pode ser omissa, negligente e violenta, se não tiver um projeto coletivo de proteção integral à criança e ao adolescente.

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Aos finais de semana, os primos e amigos se reuniam!
Tinha rua, clube, quintal.
Havia piscina, bola, bicicleta.
Bolinha de gude, pipa, carrinho de rolimã.
Tinha amarelinha, corda, queimada.
Pega-pega e tantas outras brincadeiras de rua.

Tinha STOP, dança e música.
Havia teatro e apresentações.
Festa do pijama, dança das cadeiras e mais tarde, dança da vassoura.
Tinha dia que havia 5 MARIAS.
E outros, quem reinava era o bambolê.
Com a corda ou com a bola, as possibilidades eram inúmeras.
Tantas coisas que ali havia.

Criatividade, indagações, boas conversas.
Relações eram estabelecidas e reestabelecidas.
Tínhamos ideias e projetos e depois, novos projetos de novo!
Construíamos estratégias, fazíamos planos.
Havia necessidade de elaborar argumentos.
De buscar consensos e aprender a ceder e de se posicionar.

Convivência ali havia.
Resistência ali havia.
Liberdade ali havia.

Cada criança era uma potência!

Estamos na Semana Mundial do Brincar e disseminar o BRINCAR como um valor a ser cultuado é a uma oportunidade de contribuir para que tenhamos adultos mais saudáveis.
E você, qual a brincadeira que está presente em sua memória?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Na minha infância, eu minha melhor amiga Verinha gostávamos muito de brincar.

Brincávamos de muitas brincadeiras e tínhamos muitos amigos, mas a história que escolhi para dividir com vocês se refere a uma das mais tradicionais nas diversas infâncias… CASINHA DE BONECAS!

Teve um período em nossas infâncias que brincávamos todo dia de segunda a sexta… para falar a verdade, não sei se era todo dia, mas hoje crescida, para mim era todo dia!

A noção de tempo é sempre tão pessoal.

Gastávamos grande parte de nossas tardes, montando o cenário e outra grande parte, desmontando-os. Nada era pronto, tudo tinha que ser criado! Juntávamos objetos que transformávamos em salas, quartos, carros, jardins da casa onde nossas bonecas moravam… era uma verdadeira engenhoca.

E entre o montar e o desmontar, havia um enredo, quase sempre o mesmo… e me lembro de rirmos muito com nossas histórias e invenções. 

Geralmente nossas bonecas eram independentes, felizes e namoravam homens com nomes engraçados.

E a brincadeira não parava por aí, pois havia uma pausa para um lanchinho feito sempre por nossas mães e esse momento também era de diversão.

Ah, digo por nossas mães, pois um dia brincávamos na casa dela e no outro dia na minha casa! Tudo devidamente acordado, não sei por quem… se por nossas mães ou por nós!

E quando chegava às 17h estávamos prontas para encerrar essa brincadeira, mas não o nosso brincar.

Morávamos a quatro quadras de distância e independente de onde havia sido o encontro, uma acompanhava a outra até a segunda quadra, assim andávamos sozinha apenas duas quadras… 

E durante o caminhar dessas duas quadras brincávamos de “pistas”.

Essa brincadeira foi inventada por nós e nada mais era do que “enxergar” pistas a partir dos símbolos e objetos que encontrávamos na rua que nos mostravam o percurso e quantos passos podíamos caminhar até chegarmos em nosso destino, que era o meio do caminho. E no meio do caminho encerrávamos o encontro, com nossa infância preenchida de saberes. 

Estamos na Semana Mundial do Brincar e disseminar o BRINCAR como um valor a ser cultuado é a uma oportunidade de contribuir para que tenhamos adultos mais saudáveis.

E você, qual a brincadeira que está presente em sua memória?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Sei que nada sei diante do todo,
mas ainda assim me atrevo a escrever para esclarecer.

Não advogo para um e nem para o outro.
Não me limitem em lados.
Não me coloquem correntes ou cores.
Sou muito mais do que isso.

No fundo, o que me interessa é o todo!

Não banalizo a corrupção.
Não banalizo a violência.
Não ignoro como fomos colonizados.
E tão pouco como chegamos até aqui.

Não culpo um e nem outro.
Essa ingenuidade eu não tenho.

Não me iludo.
Mas me atrevo a pensar,
questionar,
duvidar e
a conversar,
inclusive com quem de mim discordar.

Mas quero fazer isso com delicadeza e inteligência,
do mesmo modo que procuro estar nesse todo.

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Em julho, tive a oportunidade de ir a Feira Literária de Paraty, a famosa FLIP.
Foi umas dessas viagens que eu sempre desejei e nunca me organizava para fazer, enfim, em 2019 deu certo!
Foi uma experiência diferente das que eu estava acostumada.
Fiquei em um Hostel, dividindo o quarto com 04 desconhecidos e uma amiga.
Fiquei espantada ao ver como o bom senso de todos prevalecia e como os cuidados estavam presentes na convivência.
Nada demais, mas eu andava tão frustrada com as constantes interações agressivas nas mídias sociais, que fiquei surpresa.
Havia disposição para compartilhar espaço e as bagagens… nossa, as bagagens eram tão reduzidas.
O interesse era em experimentar Paraty!

E eu também fui fazer isso…

Experimentei ouvir a batalha de Slan… uau, que força curativa.
Me empanturrei de doces caseiros, sem culpa… só doçuras!
A cultura indígena estava presente, misto de alegria pela arte e tristeza no abandono atual.
No dia 12 de julho FLIPEI ouvindo Glenn Greendwal.
Teve sol em Trindade e brindei com a famosa Gabriela.
Escutei novos autores… Carmem Maria Machado e reencontrei Mário de Andrade.

Mas em uma noite, caminhando entre um dos expositores da programação não oficial, me deparo com um livro chamado “Se os Tubarões Fossem Homens”.
Quando vi o autor, descobri que era Bertold Brecht.
Comprei na hora o livro infantil, de capa dura e com ilustrações maravilhosas.
A viagem terminou, voltei para Campinas e ao ler este livro, só consigo desejar que os professores se interessem por Bertolt Brecht.
As crianças precisam ter a oportunidade de ler uma história genial, inteligente, divertida, nada óbvia, que entretém e faz pensar!
Não se furtem dessa leitura!

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

E farto me sinto, quando o abuso rouba sonhos,
impossibilita salvar vidas, e
determina pobreza.

E farto me sinto, quando a irresponsabilidade vira de lama,
mancha de óleo,
ou queda de prédio.

E farto me sinto, quando o desmatamento é lucrativo,
há extração ilegal de madeiras, e
a floresta queima.

E tem mais, farto me sinto, quando há auxílio moradia,
verba de gabinete, salário extra, auxílio saúde, carros oficiais,
e condições especiais de aposentadoria.

Farto da demência coletiva de mentes manipuladas.
Farto da hipocrisia dos abusadores profetas.
Farto me sinto, de discursos de ódio e da violência diária.
Engulo, mas não digiro.

Farto, quase enfarto.
Farto, quase parto.
Farto, não me calo, falo, mas me sinto só.

Se farto você não está,
só me resta pensar que a fartura é para você!

Adriana e Claudia Chebabi Andrade – Belas Urbanas, irmãs. Publicitária e pedagoga. Leão e touro. Morena e loira (hoje já estão quase iguais). Mães. A mais velha e a caçula. Acreditam que todos tem direito a comida, diversão e arte, como já disse os Titãs.

Outro dia me perguntaram: O que faz um professor se sentir valorizado?

Perguntinha estranha essa, né?

Pensei por segundos… eu poderia responder melhores salários, melhores condições de trabalho, mais segurança, apoio da família, e blá blá blá que no fundo não é nada blá blá blá.

Ferrou… afinal de contas, tudo o que eu disser poderá ser entendido de forma rasa e poderá ser compartilhado de maneira inadequada.

Mais alguns segundos e me arrisquei a responder:

No meu caso, me sinto valorizada quando revejo um ex-aluno e nesse encontro há respeito, há amor, há memórias, há relatos do que juntos fizemos!

Tem risadas, tem conquistas, tem desafios, tem perdas, mas não há desistências.

Tem hoje quem nos tornamos!

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Outubro chegou e com ele a oportunidade de aquecer o mercado.

Tem Dia das Crianças! Dia dos Professores!

Dia de comprar e dar presentes.

Tem semana do saco cheio!

Vamos viajar? Que tal?

E tem mais, daqui a pouco dezembro… melhor dar aquele jeito no visual.

“Bora” para academia, alimentação saudável, regime, tratamentos estéticos.

Ah, como outubro é uma oportunidade de fazer acontecer.

Enfim, oportunidades mil de gastar e completar aquele vaziozinho que mora dentro da gente!

Aposto que você vai negar!

Ah, relaxa vai!                                                                                               

Compre se quiser e se não quiser não compre.

Faça o que quiser ou não faça nada.

Eu que não vou dar lição de moral nenhuma.

Nada de conselhos, nada de reflexão, nada a dizer!

Acho tudo isso uma chatice…

No final das contas, não sou eu que vou te livrar de ser o que querem que você seja.

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 

Você já experimentou se nutrir do que lhe faz bem? Natação, meditação, pompoarismo, pilates, poledance, dança do ventre, sapateado e tudo mais que desejar, já ousou?

Arriscou ler, ler, ler e se der tempo, ler de novo? Já experimentou se conhecer em profundidade? Já apostou em estabelecer relações de afeto protetivas?

Encontrar amigos… com que frequência você faz isso? Acordar e trabalhar no que se acredita, acha possível? Já sentiu o cheiro e a temperatura de grama molhada?

Quando está no trânsito, tem coragem de cantar e dançar? Brindou a existência de gatos (ou cachorros, rsss) brincando com eles? Escutou o silêncio da noite e ficou em paz e em gratidão por estar com quem ama?

Obviedade?

Então porque não experimenta?

Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, mãe e caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre 🙂 

 

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Ela é taurina e ele de escorpião

Brava e ele mandão

Ela acorda cedo e ele dorme tarde

Sua companhia é o gato e a dele o cachorro

Ela é punk rock, ele aprecia metal

Ele eterniza o que é importante na jornada, idealista ela investe na jornada

Arredio e inquieta

Juntos, tomam sorvete, conversam, ficam de mãos dadas

Juntos, vinho, queijo, filme e beijo

Juntos, ele toca, ela escuta… ela fala e ele pacientemente escuta

Juntos, dormem, acordam e namoram ou namoram, dormem e acordam

Juntos, alegram-se com o encontro

Maduros, apenas aceitam o presente!

Não por acaso eles se encontraram

Não por acaso eles estão juntos

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Claudia Chebabi Andrade – Bela Urbana, pedagoga, bacharel em direito, especialista e psicopedagogia e gestão de projetos. Do signo de touro, caçula da família. Marca registrada: Sorriso largo e verdadeiro sempre :)