Caros consulentes.

Tenho medo do que vejo na minha bola de cristal. Vejo sujeira.

Me disseram que Bozzo deu pt. Tem esse diz que me disse, mas quem te disse?

Fakes estão em todos os lugares e o que os olhos não leem….

Leiam, se informem, estudem.

A razão é construída em cima de fatos. E ter razão não significa não ser feliz.

Em tempos de votação é melhor buscar a razão e só assim seremos felizes.

Então: #EuSim, #TuSim #ElaSim #NósSim #VósSim #ElesNão

Agora preciso limpar minha bola de cristal ou.. TUBRO.

Entenderam?

Até a próxima e que os astros nos protejam.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é ” Madame Zoraide sabe tudo”. Tem um canal no Youtube: Madame Zoraide dicas e conselhos https://www.youtube.com/channel/UCxrDqIToNwKB_eHRMrJLN-Q.  Também atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 😉

 

 

Vamos ser realistas: Fazer com que a corrupção desapareça do Brasil (e da Terra) em uma única eleição é uma ilusão. Quem pensa assim talvez seja infantil demais para entender a complexidade do problema, e saber que há um trabalho intenso de expurgo, eleição a eleição dos velhos caciques e seus herdeiros, que, parceiros de uma mídia conivente, perpetuam as barbáries morais que vivemos.

Vamos ser realistas: Boa parte dos candidatos (principalmente no legislativo) é oportunista. Boa parte mas não todos, por isso há uma solução. Perceba: daqueles ditos “representantes dos revoltados da sociedade apartidária”, maioria saiu candidato em partidos corruptos, como se fosse um teatro armado. Porém, há caminhos de se livrar dessa corja de sacanas: pesquisar, ler, buscar informações verdadeiras para seu voto. Depois da eleição, cobrar e ficar em cima. Sempre foi esse caminho, mas buscamos atalho porque? Pura preguiça e certa visão mágica de que não somos capazes de dominar o processo e mudança. Discurso não faz governo. Discurso fácil menos ainda. É preciso que tomemos atitudes constantes de vigilância.

Vamos ser realistas: Violência não é, senão, falta de investimento em escola e oportunidades econômicas para o povo. Esse papo de que “armar população resolve” é coisa de quem apoia uma indústria bélica americana, que vê riscos de o congresso de lá limitar o acesso da população as armas frente a casos bizarros de “gente de bem” desequilibrada causar mortes gratuitas. Essa industria bélica pode perder mercado interno a uma canetada. Aconteceu o mesmo com a Monsanto, quando a Europa proibiu substâncias tóxicas de seus produtos. Eles vieram a nós e convenceram a bancada ruralista a liberar os mesmos produtos por aqui. Um povo despreparado armado só vai fazer com que bandidos, que detém a vantagem do efeito surpresa, atirar primeiro e roubar depois. Além de fornecer armas mais que de graça a bandidagem, que entrará nas casas dos cidadãos para roubá-las, ao invés de pagar propina a uma cadeia de policiais corruptos nas fronteiras. Sem contar os valentões de plantão…

Vamos ser realistas: A economia não está tão ruim assim e a solução grita aos olhos. Todos nós temos o que resolver se tivéssemos mais dinheiro em mãos. Seja a compra ou a reforma da casa, concerto de algum bem, aquisições de bens e serviços que são postergados, cuidados pessoais e com a saúde etc. Todo mundo tem uma pendência que depende de grana. E isso é um enorme mercado contido, aguardando por uma economia revisada, que faça o dinheiro circular para a mão de quem deveria: o povo.

Época de crise é assim, os donos da grana realizam lucros de seus investimentos e concentram a renda, fornecendo o discurso do medo para cooptar o povo. Mas isso também é, de certa forma burro. Uma economia ativa geraria lucratividade constante e sustentável a qualquer companhia. Lucro gera arrecadação, arrecadação gera mais investimentos e assim por diante, o ciclo torna-se virtuoso. O nome disso é desenvolvimentismo e consiste em uma política econômica que foque não na proteção dos investimentos especulativos (o tal do mercado), mas na produção e circulação dos bens que faltam para atender nossa demanda contida. Fabrica-se, vende-se, gera-se empregos e arrecadação, ponto. Todos sabem disso no fundo. Temos um medo falso que nos faz acreditar em contos de fadas dos megainvestidores, que são minoria.

O tal “mercado” não vota senão por proteger seus lucros. Veja, mercados de armas, de seguros, de escolas, de planos de saúde, tudo o que o estado deveria fornecer por direito constitucional é cooptado por velhos coronéis que associam-se a políticos, a fim de sucatear tais serviços públicos, gerando mais mercado aos coronéis. Esse mecanismo exclui os mais necessitados de uma vida melhor, mais produtiva e mais digna, gerando o caos social que vivemos. Por isso o “mercado’ tem seus candidatos, que fingem ser do povo. Esses barões, quando a “água bater na bunda”, pegarão seus jatinhos rumo ao exterior, olhando a desgraça pela janela. Não são compatriotas, entende?

O povo é quem deveria vota por si. Mas acaba votando por medo em candidatos que não representam a si, acreditando que um mercado em crise, o prejudicará. Um papo furado, que circula em propaganda e noticiário incansavelmente, convencendo os incautos. Quando o povo perde o medo, olha para a realidade e decide com base nela, entende sempre o que é melhor para si e para a nação. É dever de cada um de nós recobrar a consciência e, com coragem, pensar de forma independente.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico