Talvez o leitor possa me achar meio maluco, no final até ter certeza disso, mas como cantava Adriana Calcanhoto, “eu não gosto do bom gosto e eu não gosto do bom senso”.

Mas, eu tinha um hábito até uns 10 anos atrás: todo fim de ano eu listava em um gráfico meus anos de 1979 até aqui. 1979 era o início porque foi quando entrei pra quinta série e começou minha puberdade.

Depois eu dava notas para cada ano… e com muita paciência fazia um gráfico. Bom, nesse fim de 2016 resolvi fazer isso… de 79 à 2016. Para cada ano me perguntei o que ele tinha de diferente para ter sido tão bom, e os anos ruins o que tinha acontecido para terem sido ruins.

Então percebi um padrão…. Temos períodos bons na vida quando nos JOGAMOS em algum projeto ainda que o mesmo possa falhar, a questão não é se vai ou não dar certo, a questão é se jogar, parar de ficar na teoria.

Hoje existe uma “moda” em várias esferas onde as pessoas costumam dizer: “Deus está no controle” ou  “Deus está no comando”. Creio que devemos sim colocar a espiritualidade em nossas decisões, mas, não querendo ser religioso,  mas apenas um observador…. veja a tempestade no mar onde os discípulos de Jesus estão apavorados e Jesus aparece sem cerimônias andando sobre as águas e ainda manda não terem medo!!!

Mas só um deles teve a petulância de dizer que se ele fosse mesmo Jesus desse a ordem para ir até ele…!!! Vejam: SE JOGAR!!!! E Pedro foi… O único  a andar sobre as águas!!!! Bom, afundou na metade mas isso é outro assunto. A questão, querido  leitor, é analisar sua vida e lembrar que no fim do ano você fez planos, pensou em mudanças, mas,  está paradinho no barco ou resolveu pular?

Tome decisões, faça, tente, mesmo com cautela,  mas tente. Ficar parado não resolve nada. Existe um mau hoje em dia que é planejar demais.

Como vivemos com medo de tantas coisas acabamos analisando tudo. De sexta evitar shopping por causa do “rolezinho”, supermercado ficamos observando quantas coisas tem no carrinho da frente para saber que caixa escolher, ao chegar no semáforo tentamos observar qual carro tem alguém lerdo para pararmos atrás de outro que parece mais rápido…. e assim 2016 já passou e estamos quase no carnaval de 2017, olhando pra fora, tentando administrar o tempo, tentando ver se alguém está se saindo melhor e porque “cargas dágua”, como dizia minha avó, essas pessoas estão se saindo bem.

Se você for mais cauteloso use técnicas. Eu gosto das usadas no filme “Quarto de guerra”. Devemos ter estratégias para tomar decisões. Mas não fique muito tempo pois a hora é agora.

Se jogue, com segurança, com certeza, com fé, mas lembre-se que a primeira vez que andamos de bicicleta ou demos as primeiras braçadas na piscina não sabíamos se íamos conseguir. Apenas TENTAMOS. Claro que você deve analisar prós e contras, mas não fique tempo demais olhando a velocidade dos carros ou as filas no supermercado. Faça a sua vida acontecer, apenas se jogue… .

Aliás, com sua licença, preciso me jogar… depois te conto se deu certo!!!!

“O medo bateu na porta, a fé foi atender, e não havia ninguém” Martin Luther King.

Renato B Sampaio – Belo Urbano, publicitário, cristão e um questionador da vida, sempre em busca da verdade. Signo de áries, fã de Jazz, Blues e Música gospel.

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Esta historinha aconteceu comigo em janeiro de 2017. Eu tenho 46 anos de idade.

EU: por favor, quero ver alguns biquínis

VENDEDORA: (mostrando alguns maiôs) ESTES SÃO LINDOS

EU: (insistindo) PREFIRO BIQUÍNIS

VENDEDORA: eu mostrei os maiôs por que eles definem o corpo.

EU: (vendo a moça pegar apenas biquínis pretos) NÃO TEM COLORIDO? GOSTO DE ESTAMPADOS

VENDEDORA: é que preto emagrece, né?

EU: não vou comer os biquínis, vou usá-los na praia, na piscina.

VENDEDORA:  (ofendida) a maioria prefere preto e maiô.

Tempos atrás vi uma reportagem que falava sobre a pressão que as mulheres britânicas dizem sentir para serem perfeitas em tudo. Imediatamente passei a analisar a minha vida buscando pelas mesmas pressões, profissional perfeita, corpo perfeito, amiga perfeita, filha perfeita, e sei lá mais quantas (im)possibilidades de perfeição.

Confesso que de início achei que não sofria pressão nenhuma. Mas, pensando melhor…

O que quero analisar aqui com você é a perfeição da imperfeição. Pois não é que para ser uma mulher gorda também há padrões!?

Veja amiga, a vendedora da minha história:

  • Pensa que eu quero “corrigir” meu corpo com um maiô;
  • Pensa que eu quero “corrigir meu peso com um biquíni preto;
  • Pensa que eu sou infeliz por ser gorda.
  • Pensa que eu tenho vergonha do meu corpo.
  • Pensa que mulheres gordas são mulheres infelizes que fingem ser alegrinhas;
  • Pensa que mulheres gordas querem, desesperadamente, emagrecer.
  • Pensa que eu devo ser grata a ela por me ajudar a “corrigir” meu corpo.

Não sei dizer a vocês quantas vezes em um único dia eu escuto falas que me cobram para ser um modelo de mulher gorda. Mas acreditem em mim, são várias vezes. Quando digo que não gosto de doces e de chocolate me olham com desconfiança, quando uma mulher magra diz o mesmo ela ouve: por isso você é magra!

Se eu como uma maça, escuto: isso mesmo! Saúde é tudo!

Se a maça esta na mão da moça magra: por isso você é magra!

Poderia escrever mais de cem frases do meu cotidiano, mas o que quero ressaltar é que a pressão pela imperfeição perfeita é sutil e pesada. Ela não para, não tem horário e vem das mais diferentes pessoas. Cansa? Sim, podem apostar. Irrita, entristece, magoa… surpreende.

E se há pressão por causa do corpo, com a mesma intensidade há pressão por um modelo de comportamento de mulher gorda. Muito já se falou sobre isso: pessoas gordas têm que ser alegres, bonachonas, preguiçosas e gulosas. Mais, pessoas gordas precisam ser doentes.

Pois bem, eu sou uma mulher gorda e não sou exatamente a alegria do lugar!

Pois bem, eu sou uma mulher gorda e não tenho nenhum índice de diabetes, colesterol, triglicérides ou pressão alterados.

Parece ser difícil acreditar que eu goste de mim, do meu corpo, da minha imagem. Desconfio que o problema é que para a magreza ser sinônimo de alegria e saúde eu preciso assumir o papel de triste e doente. Desculpas, seja feliz consigo mesma tanto quanto eu sou comigo.

E se você quiser saber como esta pressão pela maneira perfeita de ser imperfeita acontece é só compartilhar este texto e acompanhar os comentários. Com certeza aparecerão os “vigilantes da normalidade” com seus discursos de: ok, você não é assim, mas sobrepeso é doença. Ou: você não é doente agora, mas no seu futuro será.

Alguns talvez até comentem: belo texto, parabéns pela sua atitude! Como se fosse necessário coragem para gostar de mim mesma.

Eu seguirei minha vida sendo quem sou e gostando de mim. Espero que você siga a sua pensando melhor nos comentários que faz para as pessoas que convivem com você.

De uma coisa eu tenho certeza, nem todo mundo aguenta esta pressão. Pense nisso.

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Luciana Cury – Bela Urbana, trabalha com educação publica a muito tempo e continua apaixonada pelo que faz. Gosta de gastos, dias chuvosos e de sentir frio.

 

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Quando as impossibilidades se somam,

Eu me faço possível.

Quando os medos abraçam,

Eu beijo a coragem.

Quando a insônia assusta a noite,

Decido ser manhã.

Quando tudo perde o rumo,

Meu pensamento é norte.

Se o vento é forte,

Eu viro vela.

Quando os invernos invadem a alma,

Meu olhar se primavera.

E quando tudo é sal,

Sorrio mel.

E se tudo vai ao chão,

eu me desdobro céu.

Os degraus mais intrigantes

Eu os subo de salto alto.

Quando não há mais espaço,

Eu crio em mim um mundo à parte.

Sinto muito, meus caros,

Mas desistir não combina

Com a cor do meu esmalte.

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Alda Nilma de Miranda – Bela Urbana, publicitária, autora da coleção infantil “Tem planta que virou bicho!” e mais 03 livros saindo do forno. Gosta de tudo que envolve tinta e papel: ler, desenhar e escrever, mas o que gosta mesmo é de inventar motivos para reunir gente querida. Afinal, tem coisa melhor que usar o tempo para estar com os amigos?

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Revirando os meus guardados, achei esse texto. Tão antigo e tão atual…

“Não espere retorno.” Ouvi isso várias vezes, de tantas pessoas e em situações tão diferentes. Fazer as coisas, por menores que sejam, sem esperar nada em troca.

Hein?  Como? Será mesmo possível?

Fazer um bom trabalho sem lá no fundo esperar um “muito bem”?

Entendo fazer uma boa ação sem esperar retorno,  mas pelo muito obrigado, sim eu espero… e às vezes sentada.

Reciprocidade…. a tal reciprocidade. Difícil né?  Às vezes a gente só precisa de um sorriso para nos fazer seguir fazendo o que achamos certo.

Ainda não aprendi a ser tão desprendida. Às vezes me falta coragem. Às vezes a falta da  tal reciprocidade machuca, faz soar o tom da indiferença e até traz o sentimento de me sentir usada.

Mas a carruagem passa, os cães ladram… a gente acorda no dia seguinte pensando em novamente ajudar,  fazer o que acha correto, amar sem fim. Mesmo que o sorriso e o muito obrigado não venham…

E a gente faz tudo de novo. E segue esperando. Sou boba. Só pode ser. Mas acho que prefiro essa “bobeira” ingênua a sentir que apenas assisti a vida…

Não que espere gratidão eterna das pessoas, pois acho que esse tipo de sentimento aprisiona. Mas um obrigado sincero não mata ninguém. Mas tem que ser sincero e não protocolar. Será que isso é pedir demais num mundo onde as pessoas se olham cada vez menos nos olhos?

Fico pensando se esse desapego realmente existe. Conheço pessoas que dizem que conseguem não depositar expectativas em nada ou ninguém… e pior, que não ligam. Será?  Acho que em algum momento, nem que por uma fração de segundo, essas pessoas se sentem assim… desestimuladas… não é possível. Ou é?

Dizem que se aprende esse desprendimento todo com o tempo… uns por filosofia, outros pela religião e outros ainda pelas “lambadas” da vida. E você? Já está praticando ou conseguindo não esperar nada de ninguém?

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Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

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Os últimos acontecimentos na política nacional e na minha própria vida me levara a uma reflexão, que não me gerou conclusões (não aquelas as quais ansiamos), mas me suscitou dúvidas pertinentes.  Despertou máximas que estavam arraigadas em mim e que por um motivo qualquer (ou medo ou comodismo) eu sequer costumada a pronunciá-las, seja em voz alta ou mentalmente.

Eu me nego a acreditar que num país com tantos corruptos (em todas as esferas da sociedade e não só na política), a corrupção seja a única saída ou escolha;

Eu me nego a acreditar que as desilusões com as pessoas, em todos os níveis de relacionamento, são argumentos para se desistir de tentar e confiar;

Eu me nego a acordar todos os dias para viver uma rotina besta de trabalho ou vida só para me financiar, como muitos querem me fazer crer que é preciso;

Eu me nego a ler as notícias no jornal, os estereótipos na mídia e achar que o mundo é tão só e simplesmente isso;

Eu me nego a viver pensando que em quanto mulher só tenho dois caminhos me ensinados na infância: ou ser a princesa de contos de fadas, esperando o príncipe e o “felizes para sempre”, ou ser a profissional bem sucedida e emocionalmente frustrada;

Eu me nego a colocar o sapato de cristal, esquecer o sapo, servir ao outro, a não cantar em voz alta a música que estiver na minha cabeça (seja eu desafinada ou não), a não dormir o quanto o meu corpo pede, a não chorar por vergonha, a ter que ser forte porque assim alguém espera que eu seja.

Ando me negando tanta coisa, que já nem tenho mais certeza real do que ando me permitindo. Mas, saber o que não quero já é um bom começo para se chegar ao que anseio, mesmo que isso esteja meio nebuloso no momento, assim como a política e a vida…  Por enquanto, a certeza máxima é seguir tendo fé no ser humano (no outro e em mim) por mais que o mundo, as pessoas e as situações nos desencoragem!

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Marina Prado – Bela Urbana, recém chegada ao time. Jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre sua agência Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa 🙂