E assim começou: declaração da pandemia, quarentenas, bagunça geral.

Histórias parecidas no mundo todo, não importa onde vá, seja rico ou seja pobre, more na Suíça ou na Índia, o assunto da moda é sempre o mesmo. Distância social, máscara, lave a mão, não toque o rosto, use álcool, não tem álcool, e agora? Tem vacina? Não. Quanto tempo demora? Especulação.  

Teorias de conspiração chegam rápido. Acusam os chineses, CIA, Bill Gates, indústria farmacêutica. Até rede de celular 5G entrou na lista de culpados.  Muitos se ocupam debatendo o que não importa. Ajuda a passar o tempo.

Nossos líderes, eleitos democraticamente, mostram para que vieram.  Seja Trump, seja Bolsonaro, parece que só muda o endereço. Arrogância, discórdia, guerra de egos, desunião.  Trump chama o vírus de “inimigo invisível”, mas esquece esse não recua com ameaça, embargos nem bomba atômica.

Penso que o buraco é muito mais embaixo. Penso que a crise de liderança reflete uma crise de valores e pode ser tão devastadora quanto o vírus.

Também penso nas consequências de longo prazo dessa crise.  Nos Estados Unidos uma das principais causas de mortalidade de jovens e adultos de meia idade inclui uso de drogas e suicídio. Chama-se “Deaths of Despair” (mortes do desespero). Acho que um dos efeitos colaterais da quarentena será um agravamento dessa situação. 

Penso nas crianças de rua, ou crianças com pais alcoólatras ou narcóticos, agora juntos, debaixo do mesmo teto, 24 horas por dia. Antes da pandemia muitas dessas crianças iam a escola onde encontravam um ambiente estável. Hoje não é possível. Mais um efeito colateral da quarentena. Acho que estamos vivendo algo que assistiremos em filmes daqui alguns anos. Fico pensando se no final das contas teremos mais gente em hospitais psiquiátricos do que nas UTIs. Mas essas estatísticas não dão muito ibope. Além do mais, esses efeitos colaterais chegam mais tarde, depois das eleições. 

Ao mesmo tempo, penso no lado positivo. Somos seis bilhões de pessoas lutando contra o mesmo vírus, passando pelos mesmos problemas. Que oportunidade melhor do que essa para enxergarmos que temos muito mais em comum do que diferenças?

Não temos controle nem sabemos que rumo que essa pandemia vai tomar. Mas uma coisa é certa, temos total controle das nossas atitudes. Penso que nas horas difíceis, de crise, é que temos a oportunidade de aprender (na marra). Temos a oportunidade de ver o mundo (e a nós mesmos) com outra perspectiva. Quem sabe nos tornarmos pessoas melhores.

No final das contas, não precisamos fazer nada grande ou tentar mudar o mundo. Posso fazer coisas pequenas, todo dia, que não custam nada e contribuem para um mundo melhor. Sorrir para o vizinho, porteiro, ou desconhecido na rua, usar palavras gentis, praticar empatia, não julgar, não tentar mudar o que é imutável, aceitar a situação, por pior que seja, e usá-la para algo bom.

Alice Chebabi – Bela Urbana, 38 anos, mãe, esposa, natural de Campinas, mora em Houston, Texas, onde é diretora de desenvolvimento de projetos. Adora trabalhar, jogar squash, ir ao cinema, brincar com seu filho Lucas e aprender coisas novas.

Pandemia que agonia. As vezes durmo como uma pedra, mas na maioria desses dias não tem sido assim. Insônia, pesadelos, sonhos esquisitos.

Dinossauro saindo pela janela de um hotel e eu de fora olhando aquela cena surreal. Ontem, o sonho foi com elefante cinza no meio da cidade, a cidade era o Rio de Janeiro, o elevante ficou meu amigo, e eu pensava que quando era criança queria ter tanto um elefante…

Essa noite, sonhei com crianças levando outra no carrinho para passear, eu pensava se deveria segui-las para garantir proteção, mas pensava, precisam crescer… mas isso me angustiava, sentia medo que algo acontecesse com elas.

Nos sonhos, eu penso. Lembro meus pensamentos, como também lembro o que pensei em vários momentos da minha vida. Não lembro tudo, mas lembro muito, muito mesmo, do que penso e do que aconteceu na realidade.

Memória de elefante? Para muitas coisas sim, até dos dinossauros da minha vida. Serei eu também um dinossauro? Para muitas coisas sim. E as crianças? As crianças estão em mim. Dentro, a menina que fui e ainda vive. Fora, as que convivem comigo.

E eu aqui querendo decifrar meus sonhos e pesadelos….. pesadelo mesmo é essa pandemia.

20 de maio – Gisa Luiza – 51 anos

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 

A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

Foto Adriana: @gilguzzo @ofotografico

Eu sem dúvida me tornei uma pessoa melhor esse ano, decorrente de várias experiências. Tive um período sabático de 18 meses após mais de 40 anos trabalhando, e desapeguei geral.

Quando falo que me tornei melhor foi por relatos dos outros, não pela minha avaliação. Eu estou nessa busca de ser uma pessoa melhor, mas para isso, penso que é preciso ter impacto positivo no meio que me relaciono.

Digo esse ano, porque minha maior comemoração veio na virada do ano. Mesmo que simbólico, para nós humanos, essa virada do ano, foi eu ter vencido um vicio de dois terços da minha vida: o cigarro. E isso me empoderou muito! Percebi que poderia “arrumar” outras coisas e relações que não me faziam tão bem. E assim o fiz!

Comecei o ano vivendo muito bem em outro país,  com duas pessoas por quarenta dias, e percebi que precisava muito pouco de “cama, mesa e banho” para viver. Com isso percebi duas coisas: a evolução na convivência pacífica e gostosa e, o desprendimento material. Digo que voltei mais enfática ainda a “eliminar excessos”. E aí, quando veio a pandemia, eu estava mais “inteira” comigo, mais preparada e menos exigente com o semelhante, aceitando-os da forma que são, e pedindo para que ajudassem a ser melhor a cada dia.

Claro que é um exercício diário, mas entender que estamos com quem temos que estar e que esse é nosso crescimento espiritual até, nos traz saúde de corpo e alma, porque nos traz leveza.

Eu sempre digo que não podemos estar “mancos”, e explico: somos um tripé de material, físico e espiritual. E quando uma parte dessas não é valorizada, ficamos mancos e balançando. Então, vamos cuidar do conjunto! Isso nos torna mais saudáveis e leves a cada dia!

Edna Prado Gonçalves – Bela Urbana, administradora de empresas, consultora em pesquisa de mercado na Neometrics, signo leão, apaixonada pela
vida (resume tudo)!
e-mail: ednamaio13@gmail.com

Sempre gostei de me alimentar bem e de forma saudável!

Sou curiosa pela cozinha, vejo vídeos, leio livros e aprendi a curtir os utensílios da cozinha e mais do que tudo, adoro fazer projetos de cozinha! Entretanto, nunca tive tempo de me dedicar a isso, pois a correria do dia a dia e as obrigações de trabalho me ocupam boa parte do tempo, dessa forma almoço fora todos os dias. Me aventuro a fazer alguns pratos esporadicamente, então minha prática é muito pequena.

Em março de 2020 chegou a PANDEMIA e aí? Restaurantes fechados, economia enfraquecida, orçamento reduzido e tudo mudou… A necessidade surgiu e o tempo aumentou, eis a oportunidade de aprender e experimentar COZINHAR!

Lá fui eu, entrei na cozinha e fui aprender na prática! Antes de cada prato li várias receitas, assisti vídeos e consultei pessoas queridas, como minha mãe, irmã e amigos próximos, que me orientaram na elaboração e construção dos pratos. Comecei pela base, arroz soltinho, cozimento do feijão e temperos, depois grelhar carnes, bifes, frango, refogar verduras, esterilizar saladas, posteriormente preparar molhos, compotas, congelar etc… Foi uma experiência bem interessante, que fez eu me descobrir! Nas primeiras semanas me cortei várias vezes, me queimei, derrubava coisas, sujava outras e como todo início os erros são importantes para chegar nos acertos. Percebi então, que na cozinha precisa de muita concentração e atenção, me desliguei do celular, TV, e-mail, etc… Se errar na dosagem salga, na temperatura queima, além do desperdício. Depois disso os acidentes diminuíram e os pratos saíram melhores e cozinhar passou a me dar prazer, pois a cada dia pensava em algo que gostaria de comer e lá eu ia preparar o prato com vontade e entusiasmo! Percebi que podia preparar qualquer coisa na cozinha, fiz pão de queijo, pão caseiro (isso foi o máximo! Algo que consumo todos os dias) nhoque, massas, compotas, saladas, sanduíches e os bolos então? Tudo fica delicioso pois você coloca o ingrediente da sua preferência, descobri assim meu paladar, novos sabores, novos alimentos, além de ser super saudável e econômico!

Uma das experiências mais incríveis da comida, além de você unir as pessoas, são as memórias que guardamos por gerações! Neste dia das Mães meu presente foi preparar um doce escolhido por ela, um doce árabe chamado Namura (Aristilaus) foi tão gostoso e gratificante e mais especial do que qualquer presente! Passei algumas horas preparando, estudando o prato, comprando ingredientes, me surpreendi com resultado. Ela ficou tão feliz e eu mais ainda! Disse que foi um dos melhores doces que ela comeu!

Percebi que cozinhar não é só o fato de você se alimentar bem, uma condição primordial em nossa vidas, mas cozinhar é um ato de amor, carinho, doação, paciência, é uma conexão interna incrível, pois a medida que você pratica você aperfeiçoa, e se reinventa! Cozinhar é libertador pois não dependemos de ninguém, nós mesmos podemos preparar tudo aquilo que queremos comer e da nossa maneira, aproveitando ingredientes e suas propriedades!

Uma pena que cozinhamos tão pouco e deixamos de lado essa oportunidade de nos cuidar e cuidar do outro, não damos a devida atenção ao ato de cozinhar! Este momento para mim significou muita lindas lições, mas o melhor de tudo é poder agradecer a oportunidade de ter o que comer, poder comer e fazer com amor!

Andrea El Banat – Bela Urbana, arquiteta, designer, canceriana, maior paixão é
estar em família, maior prazer é viajar para conhecer culturas, pessoas e novos
sabores! Adoro café cuado e pão com manteiga o simples bem feito é sempre a

melhor escolha na vida!

De repente…

Tudo parou..

Parou o barulho das crianças e seus burburinhos.

Os beijos e os abraços…

As chegadas e as partidas. 

Tudo parou. 

Guardaram-se os planos e os sonhos. 

A Vida da escola congelou. 

Pararam as festas, a música alegre, a decoração. 

O colorido descoloriu.

A tinta secou.

A brincadeira foi embora com as crianças. 

Também foi embora a alegria.

Não há conte outra vez, nem o silencio do sono e o tilintar dos talheres na hora da refeição.

Tudo paralisou. 

De repente.

Tudo fechou. 

Fecharam as portas, os portões e os armários.

Materiais guardados, livros empoeirados e  parque desmontado. 

A balança parou. 

De repente…  

A balança não balança mais…

O telefone não toca.

A campainha ficou muda…

O movimento é só o das folhas e das árvores que insistem em se mostrar…

A escola parou…. 

Mas o *Coração* não parou. 

Continuou pulsando em cada peito.

Em cada criança e em cada educador.

Ele esta vivo em cada canto da escola.

Afinal ela é o CORAÇÃO. 

E por isso…

Continua a vida.

A espera do que virá. 

A espera de tudo, de volta outra vez…..

NO CORAÇÃO DE MARIA. 

Vera Lígia Bellinazzi Peres – Bela Urbana, casada, mãe da Bruna e do Matheus e avó do Léo, pedagoga, professora aposentada pela Prefeitura Municipal de Campinas, atualmente diretora da creche:  Centro Educacional e de Assistência Social,
” Coração de Maria“



Ela coçou os olhos, sentou na cama e literalmente reclamou de ter que acordar naquela manhã gelada. Sair debaixo das cobertas não fazia parte dos seus planos, muito menos abandonar o seu quarto, que se tornou o seu refúgio neste confinamento obrigatório!
Pegou o celular e lá estavam as mensagens de “bom dia” e “oiê” que a têm feito sorrir nos últimos tempos. Como é bom ter amigos! Esse foi o primeiro pensamento dela, ainda sem sair da cama.
E às vésperas de quarentar em plena quarentena, ela se pegou pensando: o que essa pandemia tem feito com as pessoas? No seu caso, foram tantas perdas até então: o contato com o outro, que lhe é tão característico; o tocar; trabalhos; a avó, que naquele dia completava um mês de sua partida; a despedida que não aconteceu; os amigos que estão longe; a saúde que teima em ter ligeiros baques pelo tal estresse.
Coerente, ela sabe que muita gente, por esse mundão afora, perdeu muito mais. Mas é impossível dela não sentir a sua dor, nem que na maioria das vezes seja em silêncio.
Sendo assim, ela pensou nos que eram, nos que são e nos que serão…
Para alguma coisa essa reclusão forçada há de servir! Muitos dizem que é para buscar o “eu interior”, ela, nos seus pensamentos mais secretos, acredita que vá muito além do reconhecer o “eu”, mas é reconhecer o “nós”.
Se cada um passa pela nossa vida com um propósito, durante um determinado período, ela fez questão de entender o cada um daquele momento.
Foram tantas mensagens que ela esperou em vão. Foram tantos os olhares que não vieram. Foram tantas certezas desfeitas. O aconchego veio de quem talvez ela menos esperasse: novos amigos, alguns quase tão recentes quanto à própria quarentena, amigos distantes geograficamente e tão presentes.
É claro que algumas certezas se mostram absolutas e aquelas amizades de anos, de quase uma vida, estão lá, naquele lugar especial que estiveram e sempre estarão. Pessoas que a leem como se fossem sua alma.
Ela lembrou da fala rotineira da terapeuta: “não se apegue ao passado, nem se penitencie pelo futuro. Viva o hoje. Não fique chorando pelo que se tinha, mas valorize o que se tem”.
Coçou novamente os olhos. Respondeu suas mensagens, como faz toda manhã, mas com uma grande diferença. Sorriu, com os lábios e com o coração, entendendo que aqueles que FORAM, foram. E esses, que fazem questão de estar, cada um a seu jeito, SÃO e, se Deus assim o permitir, ainda SERÃO.
Finalmente ela levantou da cama, fez o coque em seu cabelo e foi de pijama mesmo cuidar da sua vida!

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

E surgem nas telas, os “Donos da Palavra”!
Aplausos!
Vaias!
Xingamentos!
Vamos lá, é isso mesmo que eles mais querem…
Como parasitas, se alimentam e absorvem toda essa enxurrada de informações, que é despejada à sua volta. Todas as fontes, todos os assuntos, todas as verdades e todas as inverdades, agregando a esse arsenal, uma pesada carga de energia! Boa ou ruim?
Não importa, Bônus!
Plim!
Próxima fase.
Hora de vomitar, ou melhor, informar, passar adiante todo o seu “conhecimento”.
De alguma forma, alguém tem que se pronunciar, então, é tiro pra todo lado, encaminha, compartilha, copia e cola!
E fica ali, de olho, só aguardando o primeiro round.

Ao observar o surgimento de vários representantes dessa nova “Espécie “, digo que é fato afirmar:

⁃ Esses seres de “suprema sabedoria”, sabem como ninguém, ignorar o sentido das palavras Respeito, amizade e livre arbítrio.

⁃ Será uma regra? Depois penso nisso? (Deve ser assim mesmo!)

Gritar a sua “Palavra”, talvez seja mais importante do que esses meros “detalhes”.
O que vejo, em muitos casos, é o fim de relações, que se perdem durante uma disputa de egos, nesse jogo do “Quem tem razão, quem grita mais alto?”
Por fim, à você, “Dono da Palavra “, dedico o meu profundo silêncio, minha atenção já conseguiu, parei pra te ouvir, me fez pensar e lamentar também.
Plim!
Ponto!
Talvez, um dia, eu tire um tempinho pra tentar entender essa sua imensa necessidade auto-afirmação…não hoje, um dia!
Plim!
Fim de jogo!

Ganhei?

Gabi Leite – Bela Urbana, publicitária, empresária, mãe. Ama pão com banana e queijo, viajar e criar. Acredita que ser do bem, ainda é a melhor pedida!

WW3

Minta quem diria que imaginaríamos que no precoce ano de 2020 estaríamos em plena Terceira Guerra Mundial?

Minta quem diria que se acaso uma terceira guerra ocorresse, nenhuma arma, e nem a mais alta tecnologia bélica seria capaz de fazer frente ao inimigo?

Minta quem diria que os soldados vestiriam branco, e que seus alvos seriam invisíveis, desconhecidos, camuflados de inimigos comuns, como em uma verdadeira guerrilha urbana?

Minta quem diria que os veteranos da segunda guerra mundial que sobreviveram as explosões, fome, fadiga, “doenças”, lesões psicológicas, mutilações, enfim, a tudo de terrível que acontece em um campo de batalha, morreriam deitados em suas camas em uma “Casa de Repouso” vitimados por um assassino sem Pátria.

Minta quem diria?

Alex Seabra – Belo Urbano, natural de Campinas SP, 51 anos, publicitário, músico, compositor, baterista e vocalista amante do blues, chefe de cozinha, mestre de Capoeira de Angola e baiano de coração.

Se pudesse retroceder como o filme Click, diria, começa tudo de novo, 2020, rewind!

Futuro incerto, presente confuso, passado em nostalgia. Estamos todos retrocedendo ou progredindo? Tem gente por aí, com um otimismo exacerbado, chega a ser até inocente, mas respeito… essas pessoas sempre são necessárias para o equilíbrio do Universo. Quem me dera ser assim… dizem por aí que o coronavírus veio para transformar o mundo, que as pessoas vão mudar a forma de conviver e serão muito mais amorosas e resilientes. Vamos dar mais valor a família, ao marido, a mulher, aos filhos…

Será que essas afirmações fazem sentido? Será que é saudável conviver forçadamente com o outro 24 horas por dia? Na maioria das vezes acredito que estamos tentando suportar a convivência com as pessoas que amamos. Amar não significa viver 24 horas! O homem é livre por natureza, e necessita de espaço para poder voltar com vontade de estar junto. As pessoas em suas casas estão literalmente estafadas, desgastadas fisicamente e emocionalmente. Por acaso é normal ser o assunto mais esperado do dia, o que vamos almoçar? E depois? O que vamos jantar? Todos estamos numa linha tênue de limite emocional.

A realidade é outra, casamentos irão se dilacerar, pais e filhos irão se estranhar, muita gente se sentindo sozinha, no seu mundo e sem saída. Essa é a real também! Pais enlouquecidos com os filhos em casa cheios de tarefas escolares, onde as escolas impiedosamente massacram. Jovens limitados, cheios de pensamentos borbulhando, ansiosos, angustiados e nós adultos, segurando a onda gigante que nos afoga. Um pouco de otimismo: claro que tem dias de sol, de vida, de garra e de alegria. Mas nossos sentimentos estão confusos, mudamos de opinião trinta vezes por dia.

O que éramos antes, não seremos mais… uma tristeza carregada nos olhares, com máscaras brancas, coloridas, estampadas. Tem de tudo! Espero e tenho fé que o ar que se respira seja livre novamente.

Vejo a minha árvore do  meu quintal e agradeço por estar viva!

Macarena Lobos –  Bela Urbana, formada em comunicação social, fotógrafa há mais de 20 anos, já clicou muitas personalidades, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas. Trabalha com marketing digital e gerencia o coworking Redes. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frete. Uma grande paixão é sua filha.

Sempre faço um agradecimento quando acordo por estar respirando…

Sempre me preocupo com pessoas que acordam infelizes, e tendo contato digo para elas que se estamos respirando, estamos vivos e, devemos agradecer!

Sempre soube pela História e Geografia estudada de que a AMAZÔNIA, sempre foi considerada o:

“PULMÃO do MUNDO”

Sempre quis me mover como o grande pêndulo do tempo (leia-se relógio) Terra, durante as orgias atemporais que nos sufocam com cruéis ponteiros sempre imprecisos e, aparentemente inadequados durante visitas inesperadas.

Esse momento em que o mundo precisa ter uma nova logística de atuação me sinto corroída por esse mesmo tempo, em que crer no balanço do AR respirável, nem na AMAZÔNIA posso contar mais.

O foco dessa semana enquanto estamos com um CO (n)…VID… ado sem ter sido convidado, que entra sorrateiramente e fica em exposição do lado de fora de nossa casa, devemos nos privar para continuar a respirar.

E tomar tento de que nem o PULMÃO do MUNDO, que fica aqui mesmo em nosso País, chamado Brasil não consegue nem colaborar mais com seus habitantes.

O CORONAVÍRUS/CODIV-19

Determina que a Pandemia nesse momento não é causada pela poda ilegal de árvores, por egos de  garimpeiros e ou fazendeiros que acabará com o AR mais precioso que nós necessitamos para continuar vivos, e sim, os políticos vãos que estão sendo abertos por escavadeiras e tatuando covas, afim de perpetuar buracos precisos para o enterro de “sujeitos” viventes nessa TERRA chamada BRASIL.

Uma ironia tétrica diante de algumas fotografias, vídeos, filmes que necessitamos ter que olhar e observar, mesmo NÃO atuando na Profissão de COVEIRO, e sim por termos aprendido em algum lugar do passado, de que deveríamos crer que a AMAZÔNIA- CORAÇÃO do MUNDO!

Estamos vivenciando uma necrose sócio/política em um isolamento pessoal dolorido e solitário, para continuarmos o trabalho de nosso pêndulo pessoal corroído pelo CORONAVIRUS-CODIV-19, e quanto ao nosso sepultamento, não tenho mais nada a declarar, mesmo sendo colocada em uma solitária que é respirável.

Endosso #fiquemecasa e pense nem o PULMÃO da AMAZÔNIA está bem no foco!

Vejam pelo menos uma foto do escárnio de uma escavadeira corrompendo a TERRA, na vasta ignorância do que estamos e estaremos vivenciando no MUNDO! E por favor não se pergunte que País é esse?

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Foto de abertura de 22 ABRIL 2020 FOTOGRAFIA UOL NATHAN LOPES