13681902_589536417885669_1134474613_o foto comida Dri Rebouças

Na vida, na arte, nos relacionamos e até na cozinha mudar é preciso. Mas falar é fácil, né? Difícil é fazer…

Existe em nós um paradoxo: ao mesmo tempo em que ansiamos pelo novo (a tal mudança), nos agarramos com unhas e dentes ao conhecido. O conhecido é nosso lugar de conforto, onde mesmo com sofrimento e desconforto, sabemos (ou achamos) os resultados. O novo…ah, o novo traz milhões de possibilidades, mas nem sempre a que esperamos… Difícil, não? NÃO! Nem tanto. Precisamos apenas desconstruir nossas percepções e começar a encarar a vida e tudo que ela nos oferece como oportunidades… de crescer, de aprender, de transformar… as vezes dói, mas sempre é enriquecedor ao final.

Mas o que isso te a ver com gastronomia? Afinal, essa parte do blog fala sobre isso, né?

Eu aprendi, dentro da minha cozinha, que mesmo que a gente ache que está no controle, algo sempre pode “dar errado”… e isso foi no meio de uma aula de gastronomia que eu estava ministrando.

Receita testada, todos os ingredientes certos e… a lentilha cozinhou demais! Deu errado, vocês poderiam pensar… mas, não! Foi ótimo! Me deu a chance de mostrar que tudo tem jeito se você estiver preparada e mantiver o foco. E fizemos o melhor hambúrguer de lentilha até então preparado!

Então, quando você estiver com pena de si mesma e pensando o que deu errado. Imagine que nada! O errado é só a vida te levando para um lugar melhor e testando o quanto você está preparada.

11153459_418305808342065_1335618606_o - foto Adriana Rebouças

Adriana Rebouças – Bela Urbana, formada em Publicidade. Cursou gastronomia no IGA – São José dos Campos. Publicitária de formação e Chef por paixão. Sócia do restaurante EnRaizAr que fica dentro de um espaço de yoga e terapias que se chama Manipura em São José do Campos – SP.

foto restaurante
Quando pensamos em reunião de família, àquele almoço gostoso de domingo ou as festas de final de ano o que nos vêm à cabeça é a vó, a mãe ou qualquer mulher que cozinhe bem…Porque, mesmo que inconscientemente, o universo da cozinha caseira é algo ligado ao feminino. Já quando pensamos no nosso restaurante predileto ou em alta gastronomia lembramos do Chef ( quase sempre no masculino) ….um ser quase mítico que transforma “comida” em experiência, sabor em prazer…Rsrs.
Você se lembra do nome de uma Chef mulher? E homem? Mesmo que não lembre do nome, tenho certeza que vem muitas imagens de grandes mestres ( homens) na cozinha.
Será que eles realmente cozinham melhor? Fico aqui me questionando…Ou o mundo realmente é 100% machista como querem me fazer acreditar as feministas de plantão?  Eu tenho minha cozinha profissional para comandar, muitos me chamam de Chef de cozinha e pensando essa questão acho que o que ocorre de verdade é que cozinhamos tão bem ou tão mal quanto eles…
O que ocorre , no meu ponto de vista, é que temos objetivos e posturas diferentes quando entramos no mundo da cozinha profissional. O homem tem um espírito competitivo e um foco no marketing pessoal muito maior do que a mulher e isso o faz buscar muito mais os holofotes.
Não posso falar por todas as mulheres, mas o que sinto e o que busco quando entro na minha cozinha não é a auto promoção, pouco me importa se sou Chef ou cozinheira (aliás, Chef é cargo. Todo Chef é um cozinheiro em primeiro lugar) o que busco é a excelência dos ingredientes, o melhor preparo, os sabores e a satisfação do meu cliente.
Não preciso ser a primeira do mundo, sair em capa de revista…e acho, que como eu, a maioria das mulheres quando entra no mundo da cozinha está muito mais focada na comida em si do que na imagem e talvez por isso não sejamos tão reconhecidas publicamente…
Machismo ou foco?! Não sei…
 11153459_418305808342065_1335618606_o - foto Adriana Rebouças

Adriana Rebouças – Bela Urbana, formada em Publicidade. Cursou gastronomia no IGA – São José dos Campos Publicitária de formação e Chef por paixão. Sócia do restaurante chama EnRaizAr e fica dentro de um espaço de yoga e terapias que se chama Manipura em São José do Campos – SP.