Estamos diante da oportunidade de construir um novo projeto civilizacional de nação e de sociedade, com uma democracia participativa e representativa à população, ao invés de representações apenas dos objetivos de bancadas e de bancos.

Que se produza mais bem-estar social do que sofrimento e miséria, encorajando uma vivência coletiva inclinada à solidariedade e à paz e não, conflitos e polarizações. Que se criem condições efetivas de conhecimento e criatividade do que estupidez coletiva, ignorância e apatia.

Que se crie profundo respeito à diversidade cultural, à dignidade humana e aos seus direitos do que submeter a população a violências diversas e a uma homogeneidade cultural e social embrutecedoras.

É preciso haver economia sustentável a partir de uma organização e distribuição de renda digna e justa, ao invés de uma economia concentradora de poder, de cunho oligárquico e monopolista, em nome de um mercado mundial.

Política não se faz – ao menos não deveria – por revanchismo ou por vingança, mas com profundo sentimento de respeito à democracia e às melhores práticas a uma vida social justa, coletiva e múltipla.

Jorge Martins de Jesus –  Belo Urbano, Mestre em Ciência da Religião pela PUCCAMP e Teologia plea UMESP. Sua linha de pesquisa concentra-se sobre o estudo da Religião, Sociedade e Cultura. De forma paralela, estende sua análise sobre essas Instituições e suas práticas discursivas.

A dica da estação é o Parque Ibirapuera, que além de ser um dos locais mais agradáveis da capital paulista, reúne um bom exemplo das opções culturais em artes visuais na cidade de São Paulo. Criado como um presente para a capital paulista no seu quarto centenário em 1954, o conjunto de prédios e marquise projetados por Oscar Niemeyer, e os jardins projetados por Roberto Burle Marx, trazem dentro deste espaço ótimas opções de contato com as artes.
Até 06 de dezembro a 31ª Bienal Internacional de artes de São Paulo, apresenta uma seleção de artistas de várias nacionalidades, e só pela sua importância se torna um programa obrigatório, mas cuidado vá com calma, porque não dá para ver tudo de uma vez só.

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MAC no Parque Ibirapuera

Já o novo MAC Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, que ocupa o edifício do antigo DETRAN, está repleto de mostras, e uma instalação imperdível do artista Henrique de Oliveira. Além disso, é obrigatória a visita ao terraço, que se torna atualmente uma das mais belas vistas da cidade.

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Instalação Henrique de Oliveira

A OCA apresenta por sua vez uma bela exposição em comemoração aos 60 anos de criação do próprio parque Ibirapuera, e outras mostras, que valem o passeio por este edifício tão singular e característico.
Na outra extremidade da marquise o museu Afro abre suas portas para uma infinidade de referencias fundamental para formação do nosso povo.

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A OCA no Parque Ibirapuera

Por fim, um simples passeio, ou sentar na grama numa bela sombra já valem o passeio pelo parque, que pode ter seu momento de contemplação absoluta numa visita ao jardim do pavilhão japonês.
Depois de um a tarde cheia de opções, sentar a beira do lago e ver a dança da fonte luminosa do lago do parque vale para fechar o dia com um cenário perfeito e no mínimo romântico.

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Jeff Keese é arquiteto, produtor de exposições de arte, e durante 7 anos foi consultor do mapa das artes de São Paulo.