Sou de uma época, de um tempo em que as medidas consideradas “PERFEITAS”, cruelmente sedimentadas no centímetro das costureiras bem amadas:

90x60x90 – A Brasileira “Marta Rocha” é que o diga!!                           

Daí, acordo e leio na mídia que uma bela atriz, foi designada após fotografar e se expor ao mundo virtualístico, como tendo o CORPO PERFEITO!

Então…

Tinha outros planos para grafitar neste agora bem amanhecido, porém não posso me colocar diante desta grandiosa notícia e ficar em estado de silêncio… Seria covarde demais, abster nunca de minha hora e de meu Lugar de FALA! Que é aqui, em minhas jornadas de grafiteira  usando a minha mente, minha mente…     

Qual é a medida exata do corpo? Qual? Qual é a noção sobre esta qualidade de ter a medida considerada perfeita? Qual é a noção de exatidão corporal que nos descreve que Eu tenho e Você não tem?
                                                                                  

Quem pode usar o termo PERFEITO e sair ileso, sem ser questionado? Como podemos aclamar a atriz de corpo Perfeito, sem sentirmos uma inveja adormecida?

Como vamos nos dar bem ao espelho, se não podemos estar na primeira página, de uma mídia que tem o falso poder e se esmera em nos situar na PERFEIÇÃO bem ILUSÓRIA, do sou mais aquilo de seus sonhos e menos aquilo de seus pesadelos!

Esta busca da Perfeição é recorrente de uma frágil necessidade, que todo ser humano está precisando para sentir-se aceito nesta hipócrita sociedade, que dia a dia respirável consegue se ater aos seus medíocres sensores, visíveis dentro de mentes que aprenderam a teclar valores e como robôs desaprenderam as tenras habilidades, para impor-se fora de seu espelho!

UM CORPO PERFEITO deve estar medido conforme uma MENTE CERTA.      E o Centímetro em uso deve ser numerado pelos pontos de uma COSTUREIRA… do AMOR! Procurem saber dos Valores em centímetros de um corpo perfeito nos anos 50!

Maria Martha Hacker Rocha é uma rainha da beleza brasileira, eleita em 1954 a primeira Miss Brasil! Quem sabe de Perfeição pode estar se enganando… Posso afirmar de que não me aventuro seguir esta proposição… Pois, esta SUPOSIÇÃO é um veneno com efeitos colaterais que acabam na submissão, de nossa MENTE que determina o caminho da DEPRESSÃO, sempre alada, ao lado de uma demarcação de um MERCADO de ILUSÕE$$$$$$$$!!

90X60X90 –  O CORPO PERFEITO PROCURA… UM SER HUMANO PARA O DESESTRUTURAR DESTA AMBIÇÃO MALÍGNA! A PRUDÊNCIA ADVERTE:    USE SUA FORÇA MENTAL… Pois esta BUSCA pode não frear e… PODE MATAR.


Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Como não falar sobre ontem?

Preciso falar. Falar sobre pessoas, ansiedade, humanidade, medo, morte, religião, sobre dezembro.

Talvez desta vez não saiba ao certo por onde começar, sei que penso em tudo junto e que as lágrimas não param de escorrer.

Ontem aconteceu essa tragédia na Catedral na cidade de Campinas, minha cidade. Eu questiono, você deve questionar também: Por quê?

Sem resposta, só podemos nos colocar no lugar das pessoas e sentir o medo e a dor que sentiram e que seus familiares sentem agora.  Dor que devia existir nesse homem que causou tudo. Dor na família dele agora e talvez até antes, porque talvez as pessoas deem sinais de que as coisas não andam bem, mas até que ponto esse não tudo bem é tão ruim assim?

Quanto mais penso, penso que as pessoas, muitas mesmo, estão enlouquecendo lentamente.  A ansiedade e a depressão são irmãs gêmeas, vivem grudadas. Primeiro vem a ansiedade e depois quando ela fica por um certo tempo, vem a depressão.

Dias desses, eu estava refletindo sobre dezembro e como esse mês me deixa ansiosa, me dei conta disso.  Tenho vontade de fazer tantas coisas, programas natalinos e nunca consigo. Faz anos que nunca consigo, acho que nunca consegui da forma que tenho em mente e que considero o ideal. Talvez seja porque o mês é tão corrido e sempre surgem trabalhos urgentes, que não sobra tempo para dar um tempo.

O tempo de apreciar coisas que só temos nessa época, como os corais natalinos, visitar a casa do Papai Noel com as crianças, estar com os amigos sem pressa e a obrigação de estar por ter que confraternizar o ano, viver mais o amor com calma no dia a dia etc. Falta tempo para fazer com calma as compras natalinas, sempre me vejo comprando os presentes na última hora, no stress, preocupada para não esquecer ninguém, sem relaxar e curtir esse momento.

O fato de ser o último mês do ano, automaticamente nos faz fazer um balanço do ano e da vida, e quanto mais velhos vamos ficando, mais esses balanços nos balançam, para cima e para baixo, mas alguns não aguentam e adoecem.

Esse ano, colocou os instintos mais baixos para fora do armário. Não vou discutir politica, mas as eleições foram o estopim para isso, quem passou e soube dialogar, passou brilhantemente essa etapa. Sinto uma tristeza de ter visto tantas pessoas tão intolerantes, tão cheias da verdade absoluta e querendo impor de forma tão radical seu ponto de vista. Ignorância que não leva nada de bom para lugar nenhum. Diálogo é o caminho. Diálogo quando as pessoas tem um objetivo em comum, mas muitos não perceberam isso e infelizmente se fecharam, excluindo, deletando, bloqueando.

Vejo um sociedade doente, que está contaminando todos. Precisamos de ajuda e precisamos ajudar. Precisa existir essa troca e isso é amor. O amor precisa sobressair e sair com força dos armários.

Não importa a religião, importa estender a mão, importa o abraço, o beijo, o carinho.

As vezes o grito de socorro não sai da garganta, as vezes o sorriso disfarça a dor. Difícil perceber o outro se estamos todos correndo. Difícil perceber o outro na sua tristeza, ansiedade, depressão e até na perda da sanidade mental.

Podemos ser melhores, podemos ser AMOR.

 

“Paz na terra e aos Homens”.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

 

 

 

 

 

 

 

Toda vez que essa palavra vem à tona a maioria das pessoas pensa em uma pessoa vazia, sem expressão, deitada na cama. Não que não seja assim. É, também.

Há dias que o cansaço consome de uma maneira tão cruel que levantar da cama para escovar os dentes é uma batalha contra você mesmo. O Brasil é o quinto país com mais pessoas depressivas no mundo.

Todo dia esbarramos em alguém que sofre dessa tristeza profunda, medo, angústia e ansiedade. E o mais assustador é que normalmente todos esses sentimentos aparecem camuflados.

As pessoas riem, abraçam, tiram selfie e no primeiro momento de solidão se sentem vazias, a vontade de chorar sem saber o porquê é inevitável.

Aquela vontade de comer descontroladamente e logo depois o sentimento de culpa por estar engordando demais. Em seguida a falta de paciência.

Não há vontade de explicar, não há vontade de fazer ninguém entender.

A depressão está tão presente em sua vida que acham impossível ninguém notar.

Gritam por socorro em silêncio. Eles não querem sermão do tipo que “Você só esta assim porque não vai na igreja”, “Se procurasse um serviço ou um curso ia ocupar a mente”, “Depressão não é doença”.

Gente por favor, parem!

Todos os dias alguém acorda com uma vontade imensa de tirar a própria vida a fim de não sentir mais dor. Por vezes até as palavras clichês enfatizam ainda mais a dor “Boa Sorte”, “Uma hora vai dar certo”, “Acredita que você consegue”.

Parece frases de apoio e são, porém para um depressivo soam como uma facada no peito, uma sensação de que a felicidade depende só dele, a sensação de estar sozinho e para trás. Só fazem causar dor.

Por favor peço que não desistam de alguém que tem sido rude nos últimos tempos, alguém que está sem paciência, alguém que sofre de ansiedade. Não é frescura. Depressão é o último estágio de dor humana.

Sejamos mais maleáveis na hora de lidar com outro que sofre em silêncio e usa o sorriso como escudo mas está pensando em suicídio.

Ame, mime, cuide. Sem esperar retorno. Salve uma vida hoje com uma visita surpresa, uma comidinha preferida, um livro de superação, uma carta, um abraço longo, um carinho.

Estamos rodeados de pessoas adoecidas pela tristeza esbanjando alegria. Paciência e fraternidade com aqueles que estão chorando e sorrindo sentados na beira do precipício.

Analgésicos não aliviam a dor da alma.

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

 

Vivemos a era dos relacionamentos voláteis. Aqueles que “evaporam” ao menor sinal de cansaço, chateações ou dos velhos problemas do cotidiano que afetam a todos nós. Afinal, o “mercado” está tão fácil que é muito mais simples largar o “avatar (vulgo parceiro(a))” atual e procurar um novo que preencha perfeitamente nosso formulário interno dos “requisitos” perfeitos para termos a famosa “harmonia”.

Só que essa perfeição mágica (e ilusória) esperada em relacionamentos não faz parte de um mundo cada vez mais contaminado por egos, egoísmos e, de novo, volatilidade sem limites.

Como crianças, trocamos de “brinquedo” sempre que enjoamos do antigo. Iniciamos (ou pensamos que) um novo ciclo, sem rumo, sem direção. O resultado degenerativo de tudo isso se mostra no “vazio” que vemos em nossos meios sociais onde o jogo da conquista pelo próximo “avatar” é muito mais prazeroso do que manter a “antiguidade” que já temos em nossas vidas.

Hoje o certo (e visto com bom olhos) é desistir e não consertar como era na época dos nossos pais. Trocar é fácil, ficar é ridículo. Isso é cool! E, dessa forma, com cabeças (e mentes) superficiais nos vangloriamos de termos novos “avatares” aos quilos espalhados por nossas vidas. Agora estamos chafundando no próprio lodo que criamos em uma sociedade massacrada, estressada e depressiva.

Um viva a modernidade que nada resolveu e que nada criou de concreto.Ainda somos marionetes controladas por nossas vontades voláteis e ilusórias. Uma hora iremos acordar, só que o tempo… (como dizia Cazuza), “ o tempo não para…”

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Luis Fernando – Belo Urbano, jornalista que trabalha com projetos digitais desde 2000. estudante iniciante de budismo tibetano há quatro anos, o que ampliou seu olhar sobre a vida e seus desdobramentos 

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Você já percebeu como é gostoso falar bem vindo? Sim, é muito gostoso, principalmente quando esse “bem-vindo” é dito com o coração aberto.

Então, é com caixa alta (já que estão lendo e não ouvindo) e com o coração aberto, que digo BEM- VINDOS!

Começamos oficialmente a postar novos textos hoje dia 01 de fevereiro. Além do nosso time de colaboradores, contamos com novos já nesse mês.

Os temas? Muita coisa no nosso divã, reflexões pertinentes a essa vida urbana, caótica, corrida, mas adorável que vivemos. Temas que abordam nossas liberdades de escolhas. Temas que abordam comportamento, saúde, superação, família, trabalho. Também continuamos com nossas poesias e contos e as dicas sobre restaurantes, filmes, teatros, parques, lugares. Ah, também continuaremos com os Conselhos do kiabo e agora também com os conselhos da Madame Zoraide, afinal diversão e bom humor são fundamentais e como dizem “rir é o melhor remédio” portanto, permita-se rir.

Fevereiro é o mês mais curto do ano, é pura poesia, verão, carnaval e como os tempos andam outros, em 2017 o Brasil não começou depois do carnaval. Sim, já começou, esperar até o final do mês e no meio de uma crise financeira não é o que os brasileiros podem fazer, novos tempos. Estamos nos reinventando para sobrevivermos e vivermos bem, esse é o desafio para todos nós.

Existe uma teoria administrativa que diz que quando está tudo bem em uma empresa, a liderança cria propositadamente uma crise, para que a equipe saia do seu lugar confortável e crie alternativas, traga a tona a criatividade. A crise serve para separar o joio do trigo. Após a crise quem fica é o trigo e isso não é só no mundo corporativo. O lado bom da crise é justamente esse, deixar ficar o que é melhor, bom, o que joga no mesmo time e principalmente para reforçar a sua própria auto confiança.

Enfim, que venham as flores, as músicas, os sonhos e fevereiro é tudo isso. Temos essa magia que é o carnaval. Dias de descanso para alguns, dias de praia para outros, alguns em retiro espiritual. Dias de samba, marchinhas, frevo e todas músicas que fazem nosso corpo balançar e nossa alma viajar.

Cantar e dançar é terapia. Solte o corpo. Solte a voz. Não precisa ter vergonha, solte-se, sinta e relaxe. A adrenalina vai a mil e essa é uma boa dose de combustível para seguirmos em frente. Busque o equilíbrio e é por isso que estamos aqui, para que com nossos textos você possa refletir, rir, questionar, se divertir. Afinal, é muita coisa para darmos conta e muitas coisas ao mesmo tempo, só com equilíbrio mesmo para não entrarmos nesse processo de depressão, que é uma doença que cresce assustadoramente na nossa sociedade.

Então, já que música é fundamental, para mim é, não vivo sem. Deixo aqui com vocês um pedaço de uma letra de uma música do Gonzaquinha que já tocou muito em carnavais que pulei na minha adolescência e que está entre as minhas músicas favoritas, desde os meus 14 aninhos. Inspiração pura para todos nós.

“….Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah meu Deus! Eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita….”

BEM-VINDO 2017!!! BEM-VINDOS AO BELAS URBANAS 2017!!!

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos www.3bis.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)