Mutante

Você sabe que é arte de verdade quando a mesma, a cada dia fica diferente, você à vê de outra maneira, de outro jeito, de outro ângulo, te diz coisas novas o tempo todo.

A verdadeira arte não envelhece, ela muda a cada sol, a cada luz, a cada momento. Você a enxerga sempre com outros olhos, é aí que mora a mágica da criação.

“Nada muda, apenas se modifica mesmo sem se modificar”

É preciso se atentar aos milhares de detalhes que a vida e a arte te oferecem o tempo todo, porque as duas andam juntas, lado a lado, uma não fica sem a outra, nunca!

“Seu olhar faz parte da minha arte”

Mauro Soares – Belo Urbano, publicitário, diretor de arte e criação, ilustrador, fotógrafo, artista plástico e pontepretano. Ou apenas um artista há mais de 50 anos.

foto: Mauro Soares

Passa pela mente, em um breve instante, que tudo que se viveu, de repente, possa não ter sido o melhor. Passa pela mente, neste mesmo instante, que daqui pra frente se tiver outra chance, seria assim, também melhor. Fracasso num instante, ganho no seguinte e assim, sigo adiante. Porém uma pausa de segundos. Um momento de fraqueza, da saúde, da alma, do corpo, do todo e se percebe que a vida é por um fio. Que o relógio conspira sempre contra, em sua ditadura temporal. E o arrependimento. De não ter sido melhor, maior, mais forte, dócil ou amigo. Se tiver assim, uma nova chance, tentarei ser melhor… Pois é inigualável a beleza da vida nos seus detalhes sutis. Imperceptíveis. E quantos detalhes já deixei passar por entre os olhos? Muitos. No pouco que me resta, mesmo no auge da juventude, prometo a mim mesmo não perdê-los por nada. Prometo não usar relógios, viver à toa. E não fazer promessas.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Foto Crido: Gilguzzo/Ofotografico.

A mente humana é capaz de aprender muitas coisas. Boas e ruins!

Veja, por exemplo, a perfeita reprodução da Sonata No. 21, de Beethoven, pelo pianista norueguês Leif Ove Andsnes (https://goo.gl/Vf7Xqo) ou o inacreditável “double-back-flip” do piloto americano de motocross Travis Pastrana (https://goo.gl/hLhJaa). Que tal os indescritíveis pratos do “Chef” francês Michel Troisgros, da Maison Troisgros Restaurant (https://goo.gl/k6Cwne) ou a capacidade de criação da artista plástica americana Mindy Alper (https://goo.gl/NdN7jM), que sofreu a vida toda com problemas mentais…

Há quem diga que podemos aprender tudo. Eu digo “quase tudo”! Há algo que não se aprende: carinho e
respeito.

Carinho e respeito andam juntos, de braços entrelaçados, inseparáveis e não são habilidades, técnicas nem tampouco estratégias. São sentimentos! E sentimentos não se aprende, se sente!

Respeitar significa valorizar, compreender e perceber a relevância do outro ainda que não concorde. Sylvester Stallone disse certa vez que admirava o trabalho de Arnold Schwarzenegger (https://goo.gl/tFwcIl), mas odiava o cara porque eram muito competitivos no universo de Hollywood. Eles sempre se respeitaram, ainda que quisessem estrangular um ao outro.

Já o carinho é o subproduto do respeito combinado com a admiração. Oprah e Kirstie Alley Fawn expressam claramente esse sentimento ao falar da generosidade de John Travolta e de como ele se dedica à pessoa com quem está, seja em uma conversa, em um evento ou em um encontro social (https://goo.gl/yUbvZu).

Mas o que isso tem a ver com o detergente, você deve estar se perguntando agora?

Bem, respeito e carinho são notados não na grandiosidade de atos, mas nos detalhes. Um olhar, um toque, a sensibilidade de ouvir em silêncio, ou de dizer a palavra certa, no tom certo, no momento certo. E a atenção ao detalhe está em tudo, o tempo todo, é parte da sensibilidade e do bom senso do indivíduo.

Sentimentos, assim como o aprendizado, contudo, vêm da prática constante, de hábitos saudáveis que atentam às mínimas coisas do dia a dia.

Portanto, uma pessoa que genuinamente tem respeito e carinho por tudo e por todos jamais espreme o pote de detergente…

Cássio C. Nogueira – Belo Urbano, psicanalista, coaching, marqueteiro, curioso, maluco com CRM, apaixonado pela vida e na potência máxima, sempre!

Comecei a pensar nesse tema ao observar como os homens querem a atenção das mulheres para seus assuntos, mas não prestam atenção no que as mulheres querem dizer.

É comum ver piadinhas, memes, cartoons mostrando as mulheres falando sem parar e os homens entediados, sem prestar atenção ou batendo o carro, ou a mulher com a boca calada pelo cinto de segurança, enquanto o homem dirige tranquilo.

O que tenho observado é que há um conflito entre os assuntos de interesse do homem e da mulher. Muitos homens gostam de contar para a mulher seus novos projetos, seu dia no trabalho, sua discussão no trânsito. Enquanto outros, por considerarem seus assuntos somente interessantes para homens só conversam com os amigos do futebol, do trabalho, do bar. A mulher gosta de dividir seus assuntos com o parceiro, mas normalmente não encontra interesse da parte dele.

Mulheres gostam de falar sobre relacionamentos, comportamento. Quando comentam sobre o trabalho, geralmente falam sobre as atitudes do chefe ou dos colegas. Quando expõe seus projetos, levam em conta a parte humana da coisa. Para os homens, mais práticos, não interessa saber esses “detalhes”.

Os assuntos das mulheres que optaram por tomar conta do lar e das crianças, são ainda menos interessantes para eles. A nova receita de bolo, como as crianças se comportaram, tudo lhes parece tão chato!

A questão é que esse desinteresse gera uma distância tão triste entre um casal, uma falta de diálogo, que, acredito eu, tem causado muitas separações de casais.

Aquela pessoa que, um dia foi o centro dos seus interesses, de repente se torna alguém com quem você não quer conversar.

Para manter a chama do casamento ou do relacionamento acesa, não é preciso só sexo, mas é preciso saber ouvir, ter interesse no outro, compreender suas carências, suas necessidades e dificuldades. Temos dois ouvidos e só uma boca, por isso, temos que aprender a ouvir.

Filipa Mourato de Jesus –  Bela Urbana, 43 anos, a espera do terceiro filho, ex bancária concursada, atual mãe em tempo integral, larguei tudo em busca de fazer o que amo, quero ser confeiteira!