Nada se constrói,  tudo se copia

Sete mil anos de vida tem o natal, sabia…

No solstício de inverno, o dia não amanhecia

E a noite prevalecia

Festas, fartura e alegria

Comemorando a luz, a benevolência e a sabedoria

Viva Mitra, um deus nascia

Mas, há pouco mais de dois mil anos, era Jesus quem nascia

Será que a história alguém de fato, no futuro, saberia

Então, na dúvida,  “se copia”

Da vida Jesus e dos homens nasce a história

Mas, são as mãos dos homens que a escrevem, segundo seus interesses e perspectivas

Mas, que mal teria

Se a data que o maior de todos os homens nasceu, ninguém sabia

Ter em sua história

A imperfeição das mãos do homem que ela escreveria

O pricipal da história é o pecado e o sacrifício que nos salvaria

Pois, sua honra e sua glória, ninguém mudaria

E sua linda história se perpetuaria

Faça então o seu o Natal com sabedoria

E comemore não aquele que seria

Não aquele que queria

Não aquele que morreria

Comemore aquele que RENASCE todo dia

E que nos mostra que sem ele,  cada um de nós, nada seria

FELIZ NATAL

Jorge Luis de Souza – Belo Urbano, artista plástico, pedagogo e empresário. Como todo bom leonino é muito dedicado a tudo que faz. Não resiste a um chocolate. Ama escrever e ama sua família.

Desde criança sempre fui fanzão de Jesus, meus pais muito católicos nos obrigavam a ir na igreja, porém eu achava enfadonho e falso todo aquele mise-en-scène dos padres, sentia fazendo mímicas que vinham sendo repetidas através dos séculos.

O tempo passou mas nem por isso deixei de ser fanzão de Jesus, a vida me ajudou, e mesmo sendo eu um Artista de Teatro consegui juntar o “Sagrado dinheirinho” para conhecer a terra de meu Ídolo. Passei uns cinco meses sem dormir direito, só vendo fotos, lendo matérias sobre quem já havia viajado a Israel, tinha medo e curiosidade ao mesmo tempo, mas todo mundo falava nas matérias que Israel é um país extremamente seguro, eu acreditei e lá fui conhecer a terra de Jesus.

Chegando lá entendi porque Israel é seguro, levei uma GERAL e fui sabatinado na imigração de maneira incisiva, eles encasquetaram porque eu estava lá sozinho (alias não estava, estava com DEUS) e fizeram um milhão de perguntas, mais de um policial da imigração o fizera, e para piorar tudo o que eu falava só poderia ser comprovado com os documentos que estavam na minha mala, que detalhe, não estava comigo porque a esteira é depois da Imigração, na volta fui entender porque eles pegaram no meu pé, eu ao tempo todo no meu parco e porque não dizer “POOR” english dizia que estava lá pra conhecer os SANTOS CAMINHOS DE JESUS, repeti isso várias vezes, e depois descobri que embora lá seja um pais que recebe turistas Judeus, Católicos e Muçulmanos, os Judeus que são maioria, não são AFEITOS com quem é fanzão de Jesus como eu, isso senti na viagem toda. Mas lá estávamos Eu, Jesus e DEUS, na terra do Pai, do Filho e do Fã.

Gente no ótimo português: é de Passar mal !!! A minha visão de Deus e Jesus não é a da igreja católica que tanto me traumatizara, mas de um cara que veio ao mundo pra ensinar, tudo dentro de uma simplicidade muito grande, fui a todos os locais que Jesus passara, e os que mais me chamavam atenção e me fazia sentir meu Ídolo eram os mais simples, outra coisa que me chocou era que você chegava a locais como Nazaré e via uma cidade moderníssima e do lado a parte antiga do tempo de Jesus, todas elas eram assim, sempre o lado INTERNET, e o lado deserto de rípio, aliás me choquei com o deserto que não é formado de areia, que era assim que eu imaginava Jesus andando por ele.

Três foram os melhores momentos, quando fui a Cafarnaum, Jerusalém e Belém. Jerusalém é a consagração da viagem, é muito LOUCO aquelas muralhas gigantescas, portões gigantes, gente de TODO MUNDO, e vielas, becos sem fim, da a sensação que você não vai sair dali nunca, de tanta rua pequenina. Sem mapa ninguém anda lá não, até de GPS me perdi, mas algo estava errado… uma curiosidade, o Google MAPS não acha Belém de jeito nenhum, apelei para o WAZE, que detalhe é de ISRAEL, porém quando você cria a rota, aparece em VERMELHO, esse local é de RISCO, meu amigo me deu medo e não entendia porque, porém ao me dirigir pra lá entendi, não há sinalização de Jerusalém para Belém, e quando você chega em Belém o WAZE começa e manda sinais em vermelho dizendo que lá é uma zona de risco, para completar você começa a ver soldados armados até os dentes e com cara de poucos amigos, mas eu estava lá, lá onde meu Ídolo nascera, mas algo estava errado….

Continuei minha viagem programada pra dez dias, é obrigatório ir ao mar morto, lá você vê em todos lugares, beba muita água e não afunde a cabeça na água … fiz tudo ao contrário, sou teimoso, e confesso que me arrependi de ter afundado a cabeça, imaginem a ardência da água do mar vezes 100 nos olhos, mas fiquei por ali aguentando na raça pra não passar vergonha de ser teimoso. Uma coisa que também me chamou a atenção, eu estava sem agencia sem guia, loquei um carro criei meu roteiro e fiz tudo por mim, eu ia a locais e ficava por horas me deleitando com o espaço, sentindo emoções e via aqueles montes de pessoas com guias passando segundos, nos locais a quilômetros deles e eu tive a honra de ser visto dentro do palácio de Herodes, isso mesmo, os turistas guiados a uns 100 metros do palácio e eu lá com meu carrinho do lado e dando uns “Rolês” dentro do palácio. Uma curiosidade as agencias dizem que em dez dias em Israel você não conhece nada, eu resolvi tudo em quatro dias, essa é a vantagem de você ter um carro é escolher o que vai fazer.

Tel Aviv é sem graça, me senti em Copacabana, tudo infinitamente caro e você só vê a modernidade de Israel lá, existe Haifa a parte antiga, mas não se compara com as cidades menores, não era isso que eu procurava, eu estava lá pelo meu amigo Jesus. Eis que chega o grande dia a ida a Cafarnaum, algo me dizia que lá seria especial, e foi, é a menor cidade que se pode associar a Jesus, é uma gracinha e o mais legal esta na frente do mar da Galiléia. Quando sentei embaixo de umas árvores em formato de círculo e olhei pra casa de Pedro e o mar da Galiléia, veio o sentido da viagem, senti um calor no corpo e na alma, uma vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo e me senti abraçado pelo meu ídolo amigo e irmão Jesus, chorei meu povo feito menino !!! Era Jesus do jeito que eu sempre pensei, simples, pequenino, humilde como Cafarnaum, ali tinha valido a viagem e entendi o que estava “ERRADO” em Belém e em Jerusalém, os Judeus após a vida e morte de Jesus não queriam perpetuar a história dele, muito fora destruído, até a própria Jerusalém, na gruta da natividade você é tratado com truculência e não pode meditar no que seria o local do nascimento de Jesus, e quando se fica diante dele você tem certeza que não é lá, Jesus não era o comércio de souvenirs, não era a pompa das igrejas, Jesus era o homem que andava no deserto e que nada tinha além das vestes e da humildade.

Depois de Cafarnaum entendi o porque de tantas perguntas na imigração. Porém, em todo os lugares que você vá, é muito bem tratado pelos Judeus que são educadíssimos e falam muito bem inglês, só eu quem não. É maravilhoso ir a Israel mas fiquem bem longes da parte GLAMOUR TURISTICO , lá o meu amigo e Ídolo não está.

Hugo Vidal – Belo Urbano, é jornalista, ator e diretor há 29 anos, gosta muito de descobrir novas paisagens rodando com sua moto, aliás uma de suas paixões é o motociclimo. 

Que Deus cuide e proteja os pais. Todos. Sem exceção.

Proteja os pais que ajudam as mães a cuidar dos filhos uma ou duas vezes por semana, porque estes não entendem nada do papel de um pai.

Cuide daqueles que colocam os filhos no mundo e que às vezes aparecem anos depois sem nenhuma explicação, porque estes não podem reconhecer a si mesmos como homens, o que dirá como pais.

Cuide e proteja os pais separados que dão uma força pra mãe de vez em quando desde, que não atrapalhe o futebol ou a cerveja com os amigos. Que pagam a pensão de um salário mínimo em dia, mesmo que isso não dê conta das despesas dos filhos. Afinal, já estão fazendo mais do que a mãe das crianças merece. Estes meu Deus, não conseguem enxergar muito além ao redor dos seus umbigos. Logo, não sabem o que é ser homem, nem tão pouco o que é ser um pai de verdade.

Cuide e proteja todos esses pais e tantos outros que abandonam seus filhos de infinitas maneiras, estando perto ou longe.

Mas Deus, observa com cuidado aqueles outros pais que levantam antes das seis da manhã para preparar o lanche, acordar as crianças e deixar todos na escola antes do trabalho. Que levam os filhos ao médico, que preparam o almoço, o jantar, que fazem festa no banho, que jogam cinco ou seis partidas de futebol por dia com seu filho, mesmo que já não tenha mais idade pra isso. Que brinca de boneca com sua filha depois de um dia exaustivo de trabalho. Que anda de bicicleta num domingo de tarde, que arruma um cachorro grande pra seus filhos mesmo morando num apartamento pequeno. Que sai mais cedo do trabalho nos dias quentes só pra poder brincar com os filhos antes de escurecer. Que inventa histórias antes de dormir. Que orienta as tarefas da escola, que dá bronca, que repreende, que educa. Que viaja sozinho com os filhos e se diverte com isso. Que se emociona ao ver os filhos dormirem abraçados a ele. Que é capaz de olhar nos olhos da sua companheira ou companheiro e ver que são pais e mães, mães e mães, pais e pais, sabendo que as alegrias e as dores fazem parte da vida e que a construção de uma vida é mais leve quando se faz junta aparando um ao outro. Que é capaz de construir a mesma vida junta, mesmo quando são separados.  Pais e mães são para sempre. Esse pai sabe disso meu Deus. Esse pai sabe disso e de tantas coisas. Esse pai tem um sexto sentido, igual ao da mãe.

Ah Deus! Estes pais não precisam de cuidado nem proteção. Com eles você não precisa se preocupar. Sim, eu sei. Eles são incríveis. São homens. São pais de verdade. São pais felizes de ser pai. Mas Deus, eles não fazem nada além da sua obrigação.

Gil Guzzo – Belo Urbano, é ator e fotógrafo. É um flaneur que faz da rua, das pessoas e da vida nas grandes cidades sua maior inspiração. Trabalha com fotografia de arte, documental e fotojornalismo. É fundador do [O]FOTOGRÁFICO (Coletivo de arte contemporânea que desenvolve projetos autorais e documentais de fotografia). E o melhor de tudo: é pai da Bia e do Antônio.  

Talvez seja Deus

Talvez seja eu

Talvez seja o que eu veja

Talvez eu não sei
Ou talvez sei

Talvez eu passe por aí
Talvez você passe por aqui

O talvez é tão certo quando é incerto

Que aqui ninguém entenda
Nem veja
Nem saiba
Nem eu
Nem Deus
Talvez… 

Que tal dessa vez?

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

Que chuva é essa? Esqueci esses óculos, ah, minha mãe vai me dar a maior bronca. Sim, ela sempre me dá essa bronca, mesmo com essa minha idade nada infantil. Eu sei, isso é coisa infantil e irresponsável esquecer os óculos para dirigir, ainda mais sendo míope, mas está tudo sob controle, eu juro, juro, mas Deus por favor, me proteja e me faça chegar logo. Podia ao menos ter um posto por aqui, um posto e paro.

Ah, quero chorar, mas se chorar a vista embaça mais. Vista embaçada só gosto quando tomo vinho. Sim, vinho com você, isso sim é uma delícia. Mas vinho e depois dirigir não. Vinho, dirigir sem óculos e com chuva, nunca. Hoje, só a chuva e sem óculos, isso aqui ta perigoso. Meu Deus, não me deixa na mão. Eu sei que você sempre olha com carinho para mim, sei que me da esses sustos, esses “presta atenção”, mas sei que me olha com doçura que cuida bem de mim. É,  sei que somos parceiros, somos amigos.

Desligo a música, não consigo dirigir com música e chuva, ainda mais essa chuva. E você onde está agora? Se eu te contar que to nessa fria, vai brigar comigo, mais bronca não. Não quero bronca, quero outra coisa.

Talvez isso seja a liberdade do caminho? Só eu para pensar nisso agora, me lembrei de uma outra estrada, me lembrei de um outro óculos que tinha, aros pretos e eu com cara de professora, cara de inteligente, servia bem para algumas reuniões que eu queria me esconder atrás daqueles óculos para aquele chato do Luizão não me incomodar com suas cantadas baratas, como era chato aquele cara. Mas onde estará Luizão? Só rindo pra eu pensar nisso, Deus me livre sempre do Luizão, o sem noção, aquele que só olhava para meus peitos em todas as reuniões. Cada vez eu aparecia mais feia e me escondia nessas reuniões, literalmente me enfeiava. Isso não é liberdade do caminho? Graças a Deus ele foi mandado embora e mudou para bem longe, ufa. É Deus, por essas e por outras sei que somos parceiros.

Agora a chuva, chove, chega, chove, chega. Preciso mesmo achar meus óculos e essa meu Deus, fica só entre eu e você.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

 

 

 

 

Queres conhecer a Deus?

Entre o mais fundo no teu coração.

Se quiseres entende-lo, saia e viaje com tua mente no maior dos

espaços que conseguires, e entenderas a criação.

Olhe o universo como um todo e entenderás Deus,

Não peça, agradeça pelo tudo que foi criado,

e pegue o que lhe tem como necessidade.

Não colha mais do que precisa para viver.

Não traia a Natureza,

Ela não se defende quando atacada,

Mas quando revida á sua insensatez,

Sua força é tão forte

E tu homem tão ínfimo perto dela

Que não poderá sequer esboçar reações.

Tenha fé na criação,

Quem criou o universo tem

Uma visão muito maior

E mais perfeita que a tua.

JA kuringa – Belo Urbano, é um viajante, fotógrafo e escritor, publicou em diversas revistas de aventuras e turismo alternativo. Formou-se em Exatas mas sempre foi um filósofo, misturar os conceitos e tirar dai experiências da vida. Relata seu aprendizado como romancista sobre as experiencias e pensamentos adquiridos nas caminhadas pelas matas.

As pessoas tendem a achar que dar esmola não é legal, pelos mais diversos motivos: a pessoa devia estar trabalhando, podia estar vendendo algo, vai usar para bebidas ou drogas, etc. São tantas as justificativas que superam em número a razão para se dar as esmolas, que conheço poucas pessoas que as dão.

Mas vou contar aqui porque eu dou esmolas.

Há muitos eu trabalhava à tarde e muitas vezes acabava voltando à noite para casa. Na época meus filhos eram meninos de 6 e 8 anos. Em geral, quando eu saía mais tarde, eu cuidava de trancar bem o carro, fechar os vidros e passar o mais rápido possível pela região central que era o meu caminho.

Num dia de frio e garoa, um menino mais ou menos da mesma idade dos meus filhos, talvez um pouco mais velho, veio na minha janela quando o farol frechou. Camiseta velha, furada e suja, shorts idem. Simplesmente estendeu a mão em busca de algum valorzinho que fosse. E eu não tinha… O sinal abriu, saí… chorando e envergonhada! Podia ser meu filho! Não, claro que não… meus filhos estavam em casa, aquecidos, vendo TV, jantando. Me passou pela cabeça em algum momento me sentir culpada por tudo que eu tinha (e ainda tenho, e nem é tanto assim), mas pensei comigo que a injustiça não é minha, é do mundo, do governo, da história, enfim…

Cheguei em casa, abracei meus filhos, agradeci por tudo que nós tínhamos!

Nunca mais vi o menino, mas desde então ando sempre com moedas e às vezes notas de R$2,00 no carro. E balas… Algumas vezes, no inverno, já andei com sacolas com agasalhos para distribuir nos faróis. Espero repetir esse ano, embora hoje meu trajeto não me leve mais por caminhos onde habitualmente haja pedintes.

Mas parei de pensar se eles podiam estar trabalhando ou vendendo algo, parei de pensar se vão usar pra drogas ou para levar pão para casa… Parei de julgar alguém que está à margem da nossa sociedade. Simplesmente ajudo como posso, mesmo que seja com uma esmola.

Outro dia, vi um rapaz num farol… e pela idade que aparentava, enquanto ele vinha em minha direção fiquei me perguntando se seria aquele menino que me tocou tanto naquele farol anos atrás… torci para que não, para que ele tivesse tido a chance de sair da margem e prosperado. Mas podia ser meu filho!! Não, claro que não… eles hoje estão crescidos, trabalham, têm suas vidas em ordem.

Abri a janela, estiquei para ele uma nota de R$2,00… ‘Deus lhe acompanhe’, ele disse… ‘que Ele esteja com você’, respondi… Segui meu caminho, e ele seguiu para a janela fechada do carro seguinte.

Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

shutterstock_241325890

Tem épocas que podiam ser mais fáceis. Podia ser mais fácil se não sentisse angustia, podia ser mais fácil se não ficasse ansiosa, podia ser mais fácil se não ficasse preocupada, podia ser mais fácil se o dinheiro sobrasse sempre, se a saúde não desse sinais de alerta, se as crianças entendessem tudo que você explica, se não nos deparássemos com pessoas irritadas por pouca coisa, se não existisse dúvidas, se não existisse solidão.

Podia ser mais fácil sim, mas não é assim. Tem gente que acredita em sina. Tem gente que acredita em reencarnação. Tem gente que acredita em carma. Tem gente que acredita em Deus. Tem gente que acredita que nada é por acaso.

Por que tanta fartura de um lado? Por que tanta miséria de outro?

Sim, poderia ser tudo mais fácil se tudo fosse igual, porque sem diferenças tudo seria mais linear, não existiria conflitos e todos teoricamente seriam felizes.

Afinal, é essa tal de felicidade que todos querem. Felicidade que alguns acham que conseguem comprar, mas felicidade mesmo não se compra, não se conquista, não é luta. Felicidade é a falta do vazio que habita nos seres humanos. As vezes esse vazio é tão grande que não encontra felicidade em nada e quem sente isso dessa forma fica doente, muitas vezes doente uma vida toda. Na busca, doente. Sem buscá-la, doente.

Erros de entendimento, deve ser isso a resposta quando temos tantos padrões pré estabelecidos sobre essa tal felicidade.

Podia tudo ser mais fácil para sermos mais felizes? Não acredito nisso. Cada um é cada um e o mistério é justamente esse. Talvez seja sorte ser feliz. Talvez sejam só as endorfinas. Talvez sejam os nossos recursos internos. Talvez seja o olhar para a vida. O olhar para si mesmo.

São tantas suposições, tantos senões, que na verdade não importa. O que de fato importa é descobrir qual é sua motivação nessa vida. Quem é você? O faz seus olhos brilharem?

Não importa mesmo se podia ser mais fácil, importa é como você lida com o que não é fácil. Lidar com essa teia de sentimentos e situações que a vida nos coloca. E antes de tudo e de mais nada, ser coerente com você mesmo.

Fácil ou não, a escolha é sua de querer olhar as flores pelo caminho. Esse é o segredo dessa tal felicidade, que habita dentro de todos nós. Então, se posso dar um conselho, quando tudo ficar muito difícil, respira fundo, faça uma prece e aprecie a vida. Especialmente a sua.

10959308_10203700598545176_5268303932415920241_n Dri perfil

 

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br , 3bis Promoções e Eventos www.3bis.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

shutterstock_61288258

Agora

Eu encaro os fatos como se fosse tudo por acaso

Eu vou levando a vida como se eu não soubesse que ela acabará

E vou passando reto pelas linhas tortas de Deus, eu nunca vou chegar

Eu vou pegando atalhos que não só levam a nada como também tanto faz

Saber o que me espera por que eu também não conheço ninguém que esteve lá

Então também é vingança, um pouco de teatro e um pouco de esperança

De ver você voltar como consequência de tanta hipocrisia Então também é saudade, meio nunca mais Meio até um dia…

 

Eu

Fico cantando por horas como se eu não tivesse nada prá dizer Essa canção infinita, por que por mais que se diga, há sempre mais prá se esquecer Eu vou deixar a vida me viver como se eu não tivesse nada a ver com isso Mas não desisto de nada Porque eu também já não tenho Nada prá perder

 

Eu

Vou viajando por horas no teu sorriso perfeito até me embriagar No teu olhar infinito Porque por mais que eu descubra eu quero mais é procurar Eu vou deixar o beijo me levar como se eu só tivesse coração e boca A nossa vida é tão louca

A nossa roupa, pouca

E nada prá esperar

Agora.

12540724_1106108319421994_6148506354228361913_n (1) Foto Tico

Tico Vicente – Belo Urbano, diretor de filmes, ama gatos, leonino, se divide entre a mega metrópole São Paulo e sua chácara no interior. Festeiro, músico, vocalista da banda Ginger. Não se considera charmoso, mas sabemos que é sim 🙂

Link da canção INFINITA: 

https://www.reverbnation.com/play_now/26204595?utm_campaign=a_public_songs&utm_medium=facebook&utm_source=page_object_news_item

Independente de qualquer religião ou da falta dela, essa prece é para as mães.

shutterstock_162957713 - vela

Deus cuide das mães para que as mães cuidem de seus filhos.

Proteja as mães, sejam elas de qualquer idade, qualquer religião, de qualquer classe social, com qualquer grau de instrução.

Proteja por favor as mães, para que elas possam continuar a proteger seus filhos quando pequenos, e também, ensiná-los a irem se protegendo à medida que crescem.

Força para as mães, porque é preciso força para enfrentar as cabeçadas dos filhos. Essas cabeçadas doem em dobro nas mães, literalmente as cabeçadas dos tombos que deixam “galos”, que os filhos berram de dor e de medo,  e também,  das cabeçadas que os filhos adolescentes e adultos muitas vezes insistem em levar por não ouvir, por querer experimentar o que as mães já sabem não ser bom.

Deus, piedade das mães que sofrem por dores que nunca vão passar, mas que o tempo, somente ele, poderá consolar e talvez até confortar. Que esse tempo não demore tanto tempo para elas.

Que venham alegrias para as mães e elas possam comemorar os passos, os acertos, as conquistas de seus filhos. Que as mães escutem aplausos.

Perdoe os erros das mães, faça-as se perdoarem. Sabemos que cada mãe faz o seu melhor e por isso o mundo é tão diverso e interessante. As mães precisam aceitar e entender isso; a responsabilidade pela escolha do caminho é individual  – do filho.

Perdoe também as mães impositivas, cabeças duras e intolerantes. Ajude-as a aprender a apreciar as borboletas amarelas do caminho.

E por fim e com muita força, que essa prece rogue para que mãe nenhuma desista de seu filho. Por mais difícil que seja, que nenhuma mãe desista, mas que tenha sabedoria para superar problemas e que acima de tudo haja amor, em qualquer fase da vida delas e de seus filhos.

Amém e feliz dia das mães (todos os dias).

foto-adriana2

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de todas as histórias do projeto. Publicitária, empresária, poeta e contadora de histórias. Divide seu tempo entre sua agência  Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, suas poesias, histórias e as diversas funções que toda mãe tem com seus filhos. Deseja um feliz dia das mães para todas as mães e quer curtir esse dia com seus filhos e sua mãe 🙂