Com tanto vídeo, fotos e poema sobre o dia da mulher fica impossível não estar com o coração inchado de orgulho…

Na verdade, só me resta falar de como desejo que seja meu dia internacional da mulher!

Quero acordar mais cedo, me olhar no espelho e dizer: Tenho orgulho de você, do que se tornou, do que já realizou e pode realizar ainda hoje.

Depois, abrir a porta da minha sala e dar de cara com minha jaboticabeira, com minhas plantas, temperos e meu sol, sim, meu sol… tenho um sol adesivado no meu muro…ele ilumina minha alma!

Depois, sentada, faço minha meditação (com certeza pensarei em todas as mulheres e claro…você estará neste pensamento comigo), olho para o céu e vejo mais algumas horas que eu tenho a chance de me melhorar, de perdoar,  ter paciência e de ajudar alguém.

Mas passa 20 minutos e começa a correria.

Fazer café do marido, lanche das crianças, cuidar da casa, marcar médicos, pegar resultados de exames, ir no mercado, fazer bolos pra fora…. e assim o dia já passou e a noite, se eu não forçar para ficarmos juntos, cada um vai pro seu lado….mas eu não deixo!

Pelo menos uma horinha junto tem que ter….e o dia termina…você enfim toma banho, pensa em tudo do dia seguinte e dorme!

Mas reparem….tudo o que foi bom no meu dia dependeu exclusivamente de mim. Então, faça o seu Dia das Mulheres melhor do que todos, tirando um tempinho pra fazer o que gosta, isso, faz muita diferença!

Se quiser tomar um café comigo me liga que eu topo!

Roberta Corsi – Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva, para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim 

 

Mudamos de século e ainda continuamos na luta, como as mulheres do final do século XIX, que terminaram queimadas em um incêndio de uma fábrica nos Estados Unidos, depois de serem trancadas no local apenas de seus direitos. Tempos depois, em 1968, cerca de 400 ativistas do WLM ((Women’s Liberation Movement) protestaram contra a exploração comercial da mulher, durante realização do concurso de Miss America, queimando sutiãs e outros adereços que simbolizavam a beleza feminina.

Hoje não queimamos mais sutiãs, mas parece que a incansável luta pelos direitos está longe de acabar. A discriminação, mesmo que camuflada está em quase todo o lugar e em quase toda cultura. Mas não vou entrar no mérito político e social da coisa, pois para isso, com certeza, existem pessoas muito mais gabaritadas, como filósofos, historiadores e psicólogos. Só quero expor, em como pleno Século XXI, ainda temos que provar no dia-a-dia que somos capazes e acima de tudo, merecemos RESPEITO. Neste sentido, coisas banais e cotidianas me deixam extremamente frustrada quando reflito sobre a questão de gênero. E a cada dia que passa, descubro quais são minhas lutas internas e na sociedade em que vivo.

1. Eu não quero ter que acordar todos os dias pensando que se eu colocar um vestido ou uma saia mais justa (por mais que seja na altura do joelho), minha capacidade profissional e intelectual vai ser colocada à prova;

2. Eu não quero ter que me “fantasiar” que nem boneca ou como para uma festa todo santo dia, porque a sociedade espera que eu esteja linda, de unhas feitas, cabelos escovados e maquiada;

3. Eu não quero andar nas ruas com a insegurança de que posso sofrer qualquer tipo de violência, porque se estou de roupa curta, nesse calor infernal do Brasil, estou pedindo para ser agredida sexualmente;

4. Eu não quero ouvir “fiu fiu” por onde passo ou aquele “gostosa” ou “oh lá em casa”. Socorro, mulher não é mercadoria de feira para você sair gritando, como que dando as qualidades da fruta;

5. Eu não quero ser promovida e ficar vendo rodinhas de homens (e até de mulheres, pasmem) sussurrando se eu teria a capacidade para o cargo ou teria conseguido em “troca de algo”;

6. Eu não quero ser julgada pela sociedade porque não casei e não tenho filhos com 36 anos de vida. Alguém já se perguntou se a profissão não foi mais importante ou se simplesmente não aconteceu ainda ou que sequer venha acontecer e eu seja feliz com isso? Não, é mais fácil dizer que o tempo está passando, que ficarei sozinha na velhice, que não gosto de homens, que não tenho sucesso no amor. Ah, eu tenho. E se eu contasse um terço da minha vida amorosa para essas pessoas que tanto julgam, tenho certeza que elas cairiam de costas e mudariam os seus (pré) conceitos.

Eu estava discutindo essa questão do gênero com uma amiga advogada… Questionei muito as frases banais que costumam aparecer nesta Semana da Mulher, do tipo: dia da mulher é todo dia, ou dia 8 de março é uma data em que devemos exaltar a mulher. Como? Acho, inclusive (e me perdoem as feministas), que as próprias mulheres fazem questão de comemorar esse dia acabam cometendo uma certa discriminação. Porque se lutamos por direitos iguais, como precisamos de um dia no ano para comemorar um massacre? Essa minha amiga, que diga-se de passagem é uma feminista e ativista em defesa da causa da mulher de primeira, falou: Marina, às vezes precisamos voltar ao preconceito para nos livrarmos dele. Fácil assim. Voltemos então a refletir no que realmente queremos como sociedade. E não só no dia 8 de março. E são tantas as coisas que eu não quero enquanto mulher. Mas fica difícil acreditar que a minha geração vai resolver isso, ou as seguintes. Só espero que não demore mais de século para que a sociedade em geral, homens e mulheres, perceba que a diferença entre os sexos realmente existe, mas que ela não deve segregar e sim, complementar a existência de cada um deles.

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

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Hoje eu não preciso ganhar flores, eu preciso de apoio para lutar por uma sociedade melhor, mais igualitária, mais justa!

Vários fatos históricos, a maioria datando do começo dos anos 1900 deram origem ao Dia Internacional da Mulher.

Em 1911 as funcionárias de uma fábrica têxtil em Nova York, nos Estados Unidos, entraram em greve reivindicando melhores condições de trabalho. Elas pediam uma jornada de trabalho menor, de 16 para 10 horas diárias, salários iguais aos dos homens e melhor tratamento no ambiente de trabalho. No dia 25 de março houve um incêndio nessa fábrica onde morreram 146 funcionários, sendo 125 mulheres, as portas da fábrica estavam trancadas para que ninguém se ausentasse durante o expediente.

Além disso, movimentos na Europa já pediam igualdade de gêneros, direito de voto para as mulheres e apoio às únicas três parlamentares mulheres da Europa, que haviam sido eleitas na Finlândia.

Seguiram-se manifestações pela paz em toda a Europa, organizados por mulheres, durante a Primeira Guerra Mundial.

Nas décadas seguintes, o Dia deixou de ser lembrado até que, em 1975, a ONU decretou o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março, o Dia.

Segundo a Organização das Nações Unidas, o salário das mulheres ainda é 27% menor dos que o dos homens que ocupam a mesma função. Isso vale para o mundo de maneira geral. A proporção de mulheres que ficam e casa e cuidam de afazeres domesticou s não remunerados é duas vezes e meia maior do que a de homens.

Portanto, ainda temos um longo caminho. Feminismo não é gritar palavras de ordem e queimar sutiãs em praças, é muito mais, é acreditar que cada um de nós pode tornar o mundo um lugar mais justo e equilibrado.

Parabéns a você pelo Dia Internacional da Mulher!!!

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Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

 

 

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Março é o mês da mulher!

Não bastasse ter o Dia Internacional da Mulher no dia 8, o mês inteiro acabou virando uma homenagem a ela.

Mas o que estamos comemorando exatamente?

Pois bem, vivemos numa sociedade de extremos, onde o radicalismo é necessário embora tire a paciência de muitos. O politicamente correto faz com que se pise em ovos em muitas situações e, dizem muitos, não se pode mais brincar.

Na verdade, para uma nova geração, criada por mães e pais com uma visão mais esclarecida, pode parecer besteira que mulheres ainda gritem por direitos iguais, mas vivemos em uma sociedade machista, onde ainda é comum referir-se a uma mulher como má condutora, incapaz em várias situações ou, até mesmo com assombro, quando ela se destaca em alguma área. Embora ela divida a manutenção da economia doméstica, é dela que se cobra a criação dos filhos e o cuidado com o lar. Ela se cobra! Se um filho tiver dor de ouvido, ela falta do trabalho para levá-lo ao médico, na maioria dos casos.

Ela vai à luta, mesmo tendo que contar com um salário menor, estando em uma mesma posição de trabalho que seu colega homem. Ela se sujeita a um ambiente de trabalho ou  transporte público onde, muitas vezes, é assediada, por ser gostosa ou por ser baranga. Ela caminha pelas ruas de antena ligada, sempre atenta ao que pode aparecer. Em alguns países, a mulher ainda é submetida à mutilação vaginal, em outros, ela é proibida de estudar. Parece que a mulher esclarecida e que sente prazer oferece grande ameaça ao Status Quo machista.

Antes de nós, nossas ancestrais começaram uma luta. Já queimaram sutiãs e praça pública, já saíram às ruas sem roupa ou com roupas que chamassem a atenção… Mas a grande maioria de nós trava uma luta silenciosa e diária.

A nossa homenagem é para essa luta de um mundo mais justo e uma vida digna, algo que beneficiará a todos!

Em março, Belas trará relatos, artigos, textos sobre o universo feminino e feminista, até para desmistificar o tal feminismo. Falaremos sobre hormônios e eventos. Discutiremos opiniões e fiu-fius.

Convidamos você a ler, participar e opinar sobre as postagens!

E esperamos que você goste!

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Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.