Não existe familiaridade entre nós

Nem amizade

Nem camaradagem

Coleguismo não há

Não temos compadrio

Companherismo não temos

Nem convivência

Nem convívio

Cordialidade não há

Não existe estreiteza entre nós

Não temos ligação

Intimidade não temos

Em nosso trato não há espaço

Nem tempo

Pra relação de qualquer natureza

Fernando Farah – Belo Urbano, graduado em Direito e Antropologia. Advogado apaixonado por todas as artes!

Olá Consulentes!

Feliz 2022! Esse é meu primeiro conselho do ano aqui no Belas Urbanas e serei bem direta como gosto de ser.

Sujeiras devem ser limpas. Não é só passar um pano, é limpar mesmo, passar detergente, água sanitária, sabão….. e varrer, mas nunca, nunca mesmo, para debaixo do tapete.

Os tapetes em geral são depósitos de sujeiras, que muitas vezes ficam lá esquecidas, mas não sumidas. Estão lá mesmo quando aparentemente você não vê, porém sente. A questão da sujeira é entre você e ela, não importa o que as visitas irão pensar. Só parecer limpo é uma tremenda burrice, tem que estar.

Chega um dia que é tanta poeira que você começa a espirrar sem parar. A garganta precisa respirar e você grita. Berra. Sua pressão sobe…. mas você, meu caro Consulente, não precisa chegar até esse ponto, é só limpar sempre, não deixe acumular, não varra para debaixo do tapete.

Entendeu? Se não entendeu, faça o seguinte, compre tapetes voadores, assim não corre risco de acumular nada e aproveita e voa com ele.

Se insisitir com isso, vou entender que é doido, doido que foi varrido para baixo do tapete e nunca mais saiu de lá…. é isso que quer para sua vida?

CORAGEM PARA VOAR.

Até a próxima.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é: ” Madame Zoraide sabe tudo”. Atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 

Morrer, todo mundo irá morrer, isso é certo.
Não falo da morte morrida,
Falo da morte em vida.

Em vida morro quando em função do outro… deixo de ser eu.
Pelo jeito do outro,  deixo de lado o meu jeito.
E aos poucos, perco o meu jeito de ser e… vivo morto.

Eu não quero a morte, quero  a vida!
Eu quero ser eu, viver o meu jeito de ser.
Basta…. é preciso morrer!
Morrer o jeito do outro para o meu jeito viver.

Para isso, não preciso aprender, eu já vivi.
Toda vez que segui no amor, tive o prazer do viver.
Do viver a vida em vida, no meu jeito de ser.

Não sigo mais pelo jeito do outro, não mais me engano,

Vida é amor e no amor não mando.
No amor tenho vida e no amor é o meu jeito.
Sigo no amor, pois este é o jeito.
Meu jeito de ser, o meu jeito de viver.
Um viva à vida!

Wlamir Stervid ou Boy, para aqueles que o conhecem pelo apelido. Belo urbano, apaixonado pela sua família, por gente e natureza. Sua chácara é seu recanto. Devido ao seu processo de transformação, trabalha com desenvolvimento humano, é Coach Ontológico e idealizador do Homens de Propósito, um movimento entre homens para o autodesenvolvimento e transformação do masculino.

Deitou-se na cama. O sol teimava entrar no quarto se esgueirando pela janela e cortinas fechadas. Mesmo assim encontrava uma brecha e iluminava levemente o ambiente. Com os olhos fixados nos seus pensamentos, olhava o ventilador de teto que fazia girar a sua história. Tocou em seus dedos e a marca do anel estava mais fraca. Pensou: “um pouco de sol e a marca desaparece…assim como minhas memórias”.

Saiu do quarto, do hotel, da cidade. De novo na estrada. Resolveu abrir o teto solar. Precisava do sol para queimar a marca do anel. O sol estava forte, mas era compensado pelo vento no rosto. Sentia-se sozinha e livre na estrada.

Sem saber direito o porquê, lembrou do filme Telma e Louise. Um filme antigo que agora, em sua lembrança, a fazia sentir um frio gostoso na barriga. Acelerou fundo. Estava indo para algum lugar que não sabia ao certo qual era. Sem destino, sem ninguém. Foi em frente. “Para onde vou?”. Perguntou a si mesma. Soltou um leve sorriso. Para onde ia pouco importava. Mas o filme Telma e Louise não saía da sua cabeça.

Gil Guzzo –Belo Urbano, é artista, professor e vive carregando água na peneira. É um flaneur catador de latinhas. Faz da rua, das pessoas e da vida nas grandes cidades sua maior inspiração. Trabalha com fotografia de arte, documental e fotojornalismo. É fundador do [O]FOTOGRÁFICO PRESS (Agência de imagens) e professor universitário. Adora cozinhar e ficar olhando distraidamente o mar. É alguém que não se resta a menor dúvida…só não se sabe do que…. 

Bateu a desconfiança.

Pensava: – Esse homem, quem é? – Será que é mais um daqueles papos de restaurante? Quantas e inúmeras vezes ele já deve ter tido essa atitude?

Eu era mais uma dessas passarinhas… uma canarinha, não! Uma fênix, já sai da gaiola. Sou dona de mim. Pensando bem, vou viver o agora, como senão tivesse o ontem e nem o amanhã.

Acreditar? O que importa? Se for mais um daqueles, bem… não irei me fechar para uma possível possibilidade do amor. Na verdade, o amor é quase inventado na nossa mente no coração ele apenas pulsa.

O que vai dar? Um pouco de mel ou de fel?

VEJA AMANHÃ NO ÚLTIMO CAPÍTULO

A história AQUELA ESTRADA é uma história escrita por 07 autores – Liliane Messias, Macarena Lobos, André Araújo, Crido Santos, Gil Guzzo, Maria Nazareth Dias Coelho e Adriana Chebabi. O capítulo de hoje foi escrito por Macarena Lobos.

Macarena Lobos –  Bela Urbana, formada em comunicação social, fotógrafa há mais de 25 anos, já clicou muitas personalidades, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas. Trabalha com marketing digital e gerencia o coworking Redes. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frente. Uma grande paixão é sua filha

Compromisso? Que compromissos ela teria além de consigo própria.

Colocou o telefone no gancho. Foi ao espelho e seu olhou profundamente. Cada marca de expressão em seu rosto.

Ensaiou pequenos sorrisos. Viu-se menina, criança feliz das fotos emolduradas da casa de seus pais.

Onde havia se perdido? Buscou sua história na mente e veio seu maior medo: dias que se passavam sempre iguais. Se repetiam em círculos de monotonia. Se escrevesse um diário dos últimos 14 meses da sua vida, todos os dias seriam igualmente sem graça. Até o dia no qual abriu a porta de sua casa gaiola e com seu carro pássaro voou em busca da liberdade.

Seria aquele sedutor dono do restaurante uma arapuca pra passarinhas que buscam o amor?

VEJA AMANHÃ NO CAPÍTULO 6

A história AQUELA ESTRADA é uma história escrita por 07 autores – Liliane Messias, Macarena Lobos, André Araújo, Crido Santos, Gil Guzzo, Maria Nazareth Dias Coelho e Adriana Chebabi. O capítulo de hoje foi escrito por Liliane Messias.

Liliane Messias – Bela Urbana, é pagadora de profissional: bancária. Cresceu na hoje vacinada cidade de Serrana-SP. Fez Letras em Araraquara. E adora dançar.

Preferi pegar seu telefone, dar uma desculpa e não fazer nada aquele dia. Por mais que meu corpo gritasse por aquele homem, não queria apenas corpos, queria dele alma, vida, tudo!

Dei uma desculpa, dessas que convencem, mas nem tanto. Disse que teria um compromisso logo cedo e teria que voltar ao meu quarto. Ele indagou, queria saber mais, mostrou-se curioso com minha agenda repentina, mas fui firme ao despistar. Fiquei pensando o quão adolescente poderia parecer essa atitude. 

Era sim uma aposta. Ele poderia não mais querer nada. Resposta em si, não seria mais que ilusão. Mas se ainda quisesse, poderíamos iniciar algo interessante até o próximo desafio.

Agora senti que a atitude, a responsabilidade em relação ao que sentia era só minha. Aquele telefone, anotado em guardanapo estava comigo. Quando ligo? O que falo? Como contínuo nossa história?

O medo me bateu também: eu menti para interromper aquele clima, aquele momento. Mas foi em prol de uma história mais longa com ele. Mas estou tão enferrujada em relação a esse jogo do amor que não sei ao certo como agir. Minha preocupação toda agora era: e se ele perguntar sobre meu compromisso, como vou agir?

VEJA AMANHÃ NO CAPÍTULO 5

A história AQUELA ESTRADA é uma história escrita por 07 autores – Liliane Messias, Macarena Lobos, André Araújo, Crido Santos, Gil Guzzo, Maria Nazareth Dias Coelho e Adriana Chebabi. O capítulo de hoje foi escrito por Crido Santos.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Naquele dia ela tirou o anel. Olhou no espelho, respirou fundo e puxou o anel com força do dedo. Não precisou de água nem sabão, saiu de uma vez só em uma puxada forte, mas deixou uma marca ali… uma hora essa marca sai, pensou.

Se fez bonita, bem bonita, como há muito não ousava. Tem uma música do Chico que fala isso… ” então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar…”. A música vinha na sua mente. Resolveu colocar também um vestido que estava guardado fazia tempo, lhe caia muito bem, fez isso, se sentiu bonita.

Cabelo solto, maquiagem no rosto, pele clara, sentiu falta do banho de sol que também há muito não tomava, mas mesmo assim estava bonita. Regou suas plantas, conversou com elas, falou que estava ansiosa… ela sempre fazia isso de conversar com as plantas, deu boa noite para todas, trancou a porta da sala e desceu o elevador, que antes de descer, subiu até o décimo primeiro, só porque estava ansiosa o tempo estava em descompasso com o seu tempo e sua ansiedade aumentava.

A chamada do décimo primeiro foi em vão, ninguém desceu junto, ufa, não precisava de ninguém naquele momento com ela, apesar de ser sempre simpática e receptiva com as pessoas, naquele momento, não estava dando conta dos macaquinhos no seu sótão, é assim que a expressão diz, não é?

Ufa, novamente, térreo. Acelerou o passo antes que desistisse. Nunca tinha feito aquilo. Em outros momentos chegou a julgar e condenar, mas a lição dos últimos 14 meses era justamente essa, não julgue, não condene, não seja a rainha da verdade absoluta. Essa lição já tinha vindo em sua vida em outros tempos, em vários outros tempos… mas ela, até agora, não tinha ainda aprendido, apesar de tentar todas as vezes.

Lições são assim quando não são aprendidas, voltam e voltam em um grau maior para ver se desta vez entram na alma.

E por falar em alma, naquele momento a sua flutuava, mas os pés firmes seguiram para seu carro, dirigir era uma liberdade, gostava de dirigir sozinha, gostava de dirigir a noite, gostava de dirigir em estradas e foi o que fez, pegou aquela estrada de novo.

Pra onde ía?

VEJA AMANHÃ NO CAPÍTULO 2

A história AQUELA ESTRADA é uma história escrita por 07 autores – Liliane Messias, Macarena Lobos, André Araújo, Crido Santos, Gil Guzzo, Maria Nazareth Dias Coelho e Adriana Chebabi. O capítulo de hoje foi escrito por Adriana Chebabi.

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa.

20 de julho, 14h27, inverno. Hoje resolvi abrir as janelas.

Deixei fechada para não entrar poeiras, para o vento não bagunçar meus enfeites, para não ser surpreendida pelas folhas da árvore na minha sala que chegam com a janela aberta.

Me disseram que janelas fechadas dão menos trabalho. Nunca questionei se eu queria mesmo menos trabalho. Só aceitei e fechei as janelas.

Hoje, precisamente agora, olhei todas fechadas. Me senti além de confinada na casa, na alma. Olhei para frente e vi janela fechada. Olhei para dentro da alma e me dei conta de que a poeira é vida, que as folhas brincam com meu humor e que o vento se faz vivo ao derrubar meus enfeites.

Abri as janelas com pressa para que vento entrasse bem rápido e bagunçasse além dos enfeites, meus cabelos. Para que eu movimentasse e aquecesse meu corpo com a entrada do sol, sem o filtro do vidro. Para que eu percebesse as folhas secas, que assim como a vida, voam com o vento.

Janela aberta. Alma escancarada.

Giza Luiza – 51 anos – dia 20 de julho

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 

A personagem Giza Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

Mudanças são engraçadas, olhando um pouco para traz, teve momentos na minha vida que tudo estava de pernas para o ar, como se eu tivesse me perdido no caminho, muitas vezes!

Mas, agora, parece tão legal o momento que estou vivendo, não digo politicamente e nem sobre a economia do país, mas por algum motivo as coisas estão no lugar, como um passeio de final de tarde, na feirinha da praia , com picolé na mão, legal!

Eu vivi uma busca por alguém, ou talvez por mim, sem entender o porque não encontrava, aí me dedicava ao trabalho, que por algum motivo também não ia, risos, eu acho que estava bem “Tabajara” mesmo!

Mas agora não, parece que a busca acabou, parece que “você” me encontrou e estou feliz, estou planejando e curtindo planejar, estou tentando aprender ser leve, e curtindo também ser leve, estou aprendendo a escrever, com muitos medos de não conseguir, mas já entendendo que errar é parte do aprendizado e tudo bem.

Me sinto no final de uma comédia romântica, onde tudo está se colocando no lugar.

Você me faz feliz, com 47 anos, me sinto com 13, como se estivesse com a primeira namorada, sei que temos muitos desafios pela frente, coisas de adulto, que não dá para fugir, mas agora, como garoto, só penso em ser feliz e fazer você feliz, é bom pra caramba amar você!

E depois de amanhã, quando tudo já estiver no lugar, mudança pronta, café na mesa, quero olhar para você e falar “Que delícia o processo”, estes são os nossos primeiros sonhos, conquistados com carinho e amor !

Amo muito você !

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração. 46 anos de idade, com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo