Neste texto, gostaria de levar você para uma análise das relações amorosas positivas, prazerosas e reais.

Será que isso é possível?

Vamos refletir: duas pessoas, com histórias de vidas diferentes, com valores próximos e nem sempre tão parecidos, que se encontram e precisam se dar bem, se respeitar e manter aquecidos os sentimentos.

Será que isso ainda é possível?

O desafio foi lançado e os casamentos continuam em alta.

Qual o sentido disso?

Enfim, nós, seres humanos, somos ensinados e incentivados à convivência social, desenvolvendo habilidades e nos mantendo em contato com as pessoas e, consequentemente, isso reflete no quanto ficamos realizados, quando temos alguém para dividir as histórias.

Não defendo que a felicidade está nas relações amorosas, entendo que cada um tem as suas decisões. Se quiser ficar só e essa for uma escolha, não uma condição ou uma falta de opção, está tudo bem. A autossuficiência e o favoritismo também é algo para se pensar e respeitar.

Nos países orientais, essa situação tem se tornado cada vez mais comum e usual. O importante é estar bem consigo mesmo e estar leve com as decisões/escolhas.

Aqui, conversaremos sobre as relações e como nos mantermos saudáveis.

Itens primordiais em uma relação saudável:

  1. Diálogo;
  2. Entender que o casal tem o mesmo objetivo;
  3. Entender como cada um responde (se comporta) para a vida;
  4. Entender como cada um lida com os sentimentos;
  5. Exercer a empatia; e,
  6. Exercer a paciência.

Relacionar-se é um autoconhecimento mútuo, é estar disponível para a construção; o que é bom para mim, não necessariamente é importante para o outro, sendo que isso não quer dizer que há mais ou menos amor envolvido na relação.

O amor está nos pequenos detalhes, nas pequenas atenções, no carinho, na companhia, na amizade, na convivência não competitiva, sendo que a união de referidos detalhes, dentre outros, torna o amor grandioso.

            Mas, o que seria essa convivência não competitiva?

            Em um texto, de autoria do Rubens Alves, chamado “Tênis x Frescobol”, fica claro o sentido de convivência não competitiva, sendo que é utilizada a metáfora a respeito do sentido desses dois esportes.

Existem casais que são como o jogo de tênis, competitivos, que precisam destruir e ou diminuir o outro para se sentir importantes; são relacionamentos que competem por questões financeiras, trabalhos mais imprescindíveis, que disputam por atenção exclusiva dos filhos, amigos, familiares, enfim, relacionamento altamente destrutivo.

Por sua vez, existem casais, que são como o frescobol, um jogo totalmente cooperativo, em que o parceiro se atenta e joga a melhor bola para o outro, para que esse jogo continue gostoso para ambos; esse tipo de relacionamento agrega valor, se completando com coerência e crescimento junto!

Além disso, outra demanda importante para se manter saudável: entender qual é o tempo de elaboração do sentimento alheio, porque o certo para mim não é necessariamente correto para o outro.

            Ainda, “combinados” são regras importantíssimas para a convivência saudável, sendo importante para que o casal possa cumprir suas tarefas sem grandes sacrifícios.

Por exemplo, se um acha importante resolver uma situação problema naquele exato momento e o outro ainda não elaborou, porque seu sentimento ainda “grita” pelo ocorrido, não é hora de se sentar e conversar.

            Os ânimos precisam estar controlados para que o diálogo flua e a conversa ocorra de maneira amena.

            Diante da situação aversiva, se você contar até 10, tomar uma água, um banho quente, provavelmente a sua resposta não será a mesma. A resposta imediata, geralmente, tende a ser agressiva/reativa e você terá muito mais trabalho para consertar isso depois.

Diante das discussões, foque nos argumentos e na razão pela qual teve início o desentendimento; se você tiver um descontrole diante da situação, o (a) seu (sua) parceiro (a) focará no comportamento exacerbado e o conteúdo, que muitas vezes era coerente, se perde diante do exagero do seu comportamento.

            Autocontrole, paciência e empatia são qualidades essenciais para o casal se acertarem diante das diferenças sendo que está tudo bem ter diferenças, já que tudo isso faz parte das relações, sendo que lidar com isso significa agregar valores valiosos para a convivência.

            Quando identificamos os defeitos, a paixão está cada vez mais distante e isso significa que estamos saindo do novo, do frio na barriga, da insegurança, o que mostra que estamos caminhando para a estabilidade, a segurança e a confiança, que é justamente o amor.

            Importante destacar que uma relação de paz não significa uma relação morna, sem amor. Ao contrário, esse sentimento seguro e retilíneo é a melhor sensação que podemos atingir em uma relação.

            Quem quer viver com adrenalina, com emoções muito afloradas, não está pronto para vivenciar o amor e está tudo bem. Como defendo sempre, que o certo para um, não é a razão para o outro. Tem pessoas que gostam da montanha russa e tem pessoas que gostam do Desfile com os personagens “Pixar”.  E esse o é encanto das convivências.

            E mais um ponto para reflexão, pensando sobre as diferenças: os opostos se atraem?

            Penso que na Lei da Física, isso é algo fidedigno, contudo, nas relações amorosas, essa frase não é tão verdadeira assim.

Em uma consulta clínica recebi esse questionamento de uma cliente de 42 anos, casada há 10 anos “…. até então pensava que as nossas diferenças, me encantava, porém, cada vez mais me sinto irritada com o comportamento do meu marido, por que isso ocorre?”

            Quanto mais parecido for com o (a) parceiro(a), menos diferenças enfrentará, desde que os objetivos no relacionamento caminhem juntos.

Imagina você, caseira, com trabalho estável, que no máximo gosta de caminhar na Lagoa do Taquaral (Campinas-SP), conhece uma pessoa que é do rafting, que ama esportes radicais, adrenalina e moto esportiva.

Você consegue imaginar dando certo esse relacionamento?

            Não podemos ser generalistas, entendo que pode dar certo e muito certo; todavia, será necessário um exercício constante de cedências, compreensão e paciência.

            Quando há um casal que gosta das mesmas coisas, a situação está um pouco mais “pronta”, mas, mesmo assim, o primordial para que essa convivência não se acabe são os dois continuarem sendo reforçadores para ambos.

            Um grande erro nas relações é pensar que o outro o completa, que isso é uma tarefa essencial do casamento, esse pensamento é distorcido. Alguns termos, como: “achei a tampa da minha panela”, “encontrei a minha alma gêmea”, “é a manteiga do meu pão”, “é a cama e o colchão”, “você é a metade do meu coração”; são frases fadadas ao grande fracasso do casamento. Ora, se não somos inteiros, ou seja, metade, é fato que não teremos função alguma em nossas vidas.

            Além disso, responsabilizar o outro pela sua felicidade também é algo a se repensar com urgência, pois, primeiramente, temos que buscar o nosso autoconhecimento para entendermos o que nos deixa feliz e infeliz, ficando claro que essa missão é de cada um. Se estou feliz, exalo isso. Se estou contente, automaticamente serei agradável e leve para o outro.

            É nossa tarefa tirar a responsabilidade do outro de me fazer feliz, eu posso escolher ser feliz independentemente do que o outro faz; quando chegamos nessa conclusão, é libertador!

            Importante termos em mente que devemos caminhar juntos e paralelo a(o) parceiro(a), sendo que ao atravessarmos o caminho do outro estamos interferindo em sua essência e invadindo a história do nosso (a) parceiro(a).

Uma “fórmula” fácil para ajudar a entender melhor tudo isso: pense sempre na soma 1 + 1 = 3, sendo que SUA História de vida + História de vida do(a) PARCEIRO(A) + a História de vida do CASAL = 3.

            Por exemplo, (i) os amigos: é importante que cada um mantenha as amizades consideradas “individuais” e as amizades que foram construídas diante do namoro/casamento; (ii) costumes das famílias: é importante o respeito mútuo de cada tradição familiar, porém com o casamento, os envolvidos precisam se voltar para o novo núcleo familiar, se dedicando e se somando diante dessa nova convivência.

Ainda, temos que aprender a respeitar o passado de cada um, pois se você ficar preso(a) a isso, se renderá a uma experiência que, se recorrente, se tornará depressiva. No mesmo sentido, se ficarmos aflitos com o futuro, antecipando as situações que não aconteceram, fantasiando catástrofes, com certeza estaremos expostos a uma crise ansiosa.

Importante também pontuar que tudo a que nos dedicamos, quer seja pouco ou muito, temos que repensar para entender e analisar o contexto que nos tem levado a isso. Por exemplo, uma pessoa que ama receber flores e que o(a) parceiro(a) discrimina esse valor, semana sim e a outra comprando flores para impressionar, com certeza, será chamado(a) a atenção pelo excesso do comportamento.

E o que nos dedicamos dentro do pouco, pode se tornar nada, sendo que essa extinção de dedicação poderá ser alvo do fim da relação.

De toda forma, importante que não nos sintamos fracassados(as); se você não tem conseguido se manter em uma relação saudável, você não é o único(a) responsável por isso. Para que uma relação aconteça, eu preciso do outro. Outro ponto a se ressaltar, se os objetivos do casal não forem mais o mesmo, o mais saudável é sair dessa relação.

Conforme evoluímos em nossas relações, nosso repertório comportamental vai selecionando estímulos dos ambientes aos quais nos relacionamos e para quais ficam-se sensíveis, sendo que relacionar-se é complexo e, por isso, precisamos nos autoconhecer.

E uma das maneiras para o autoconhecimento se dá pela terapia, a qual se mostra imprescindível para que esse processo de aprendizagem aconteça de maneira natural, processual, permanente e equilibrada.

Clarissa Saito Lopes – Bela Urbana. Psicóloga e Especialista Comportamental e Clínica há 18 anos. Casada há 14 anos, mãe do Heitor, 06 anos.
“Amo cuidar das pessoas, ter a convivência com os meus familiares, ter o privilégio de ser mãe e estar em um casamento em que ambos são reforçadores positivos e efetivos.”
Contatos: (19) 99112-0055 (WhatsApp), E-mail: clarissafyds@gmail.com

Revertemos…singelas apostas.

Crosta de ferrugem que molha a roseira. Mel.

Um contorno de água quando tiramos os sapatos…

e  fico com os dedos em algum desenho, laços.

Revejo o cansaço, o pão no forno, o que temos.

Tiro toda a roupa…até a pele. Vestido de aço. Sou.

o fogo entre as mordaças, as escolhas, cada uma delas.

Vejo no espelho o que mora em meu peito. Beija.

Me aquece os espaços. Não há liga sem as palavras

e um silêncio que muda.

Então me caça…me afoga em risos, em decorrente.

Me prende na lava dos amaldiçoados e quentes.

Pois se reverto eu me despedaço…

Lambendo sempre os copos de requeijão,

quebrando as taças.

Vem…Me posta…me basta.

Siomara Carlson – Bela urbana. Arte Educadora e Assistente Social. Pós-graduada em Arteterapia e Políticas Públicas. Ama cachorros, poesia e chocolate. @poesia.de.si

Existe um caminho que viemos percorrer nessa vida.
É o caminho que dá sentido à nossa existência e que nos faz melhor a cada dia. Mas é um caminho que não se enxerga com os olhos da razão.

Pra isso existem as paixões.
Paixões são estados temporários de demência. Nos impulsionam a agir e concretizar sonhos. Até os mais improváveis.
E nesse processo, encontramos pelo caminho todos aqueles que são necessários para nosso crescimento. Sejam anjos, sejam demônios.
Devemos ser sempre gratos a todos eles, pois os anjos e os demônios habitam dentro de cada um nós. E é dessa forma que partilhamos a vida com todos que nos cercam.

Que todas as relações e paixões nos movam e dêem sentido às nossas vidas.
Que consigamos a cada dia enxergar melhor com os olhos do coração.
E que finalmente, aprendamos a fazer sempre as melhores escolhas.

Noemia Watanabe – Bela Urbana, mãe da Larissa e química por formação. Há tempos não trabalha mais com química e hoje começa aos poucos se encantar com a alquimia da culinária. Dedica-se às relações comerciais em meios empresariais, mas sonha um dia atuar diretamente com público. Não é escritora nem filósofa. Apenas gosta de contemplar os surpreendentes caminhos da vida.

Uma entrada? Uma  saída? Uma chegada? Uma partida? Um encontro? Um desencontro? Uma despedida?

Ou é simplesmente uma curta, média ou longa jornada em que tudo isso acontece ao mesmo tempo e é exigido que se esteja muito atento para saber o que escolher?

E, por falar em escolhas, quem é que escolhe? A razão? A emoção? A intenção? A intuição? Ou quem sabe, a lei da atração? Até que ponto é nossa criação? Até que ponto é pura imaginação ou talvez alucinação?

Vida: processo de formação contínua e constante em eterna mutação e transformação!

Luciani BrazolimAssistente Social, Contadora de Histórias – Pós graduada pela UNIVIDA, terapeuta de Barras de Access, Facelift, Reiki, MTVSS, com certificado Internacional. Ama a natureza, curte sua beleza e  vive na certeza de que cada ser que vive e respira na terra merece  apreço, respeito e consideração. Escritora por vocação /intuição e o que mais é possível?

Faça uma lista de prioridades (escreva!) e faça um análise do risco envolvido em cada item (escreva também). No final, faça uma avaliação se vale a pena ou não cada prioridade.

O importante é ser sincero na elaboração da lista. É sua, ninguém precisa ver.

Coloque itens agradáveis (Família, relacionamento, carreira, espiritualidade, idealismo, …) mas coloque coisas desconfortáveis também, (poder/status, conforto financeiro, opinião alheira, vaidades, …).

Não importa quais são as prioridades de cada um.

O importante é saber quais são elas (e ninguém tem nada a ver com isso).

Aí você consegue dar sentido a tudo o que faz.

Talvez isso não mude a sua vida, mas faça entender o porquê de uma escolha ser a melhor para esse momento, mesmo que esta não pareça ser a mais atraente.

Todas as escolhas têm consequências, mas quando o risco é calculado, a conseqüência é esperada!

Noemia Watanabe – Bela Urbana, mãe da Larissa e química por formação. Há tempos não trabalha mais com química e hoje começa aos poucos se encantar com a alquimia da culinária. Dedica-se às relações comerciais em meios empresariais, mas sonha um dia atuar diretamente com público. Não é escritora nem filósofa. Apenas gosta de contemplar os surpreendentes caminhos da vida.

Existem muitos olhos por aí. Olhos grandes, pequenos, com cílios longos, sem nenhum. Castanhos, verdes, azuis, mel, cor de sei lá do que mais…

Olhos que enxergam cores trocadas. Olhos que perdem o foco de longe, de perto. Olhos vesgos. Olhos que não enxergam e que desenvolvem outros sentidos para ver o mundo.

E você? Como são seus olhos? Para onde olha? O que enxerga?

Você enxerga o que vê?

Tem olhos que conseguem ver o invisível. Conseguem enxergar a sua alma.

Você enxerga além do que é possível tocar?

Caro consulente se treinar bem conseguirá e vou te contar um segredo, é sensacional, mas esteja preparado para o que irá ver, porque nem toda cor é verdadeiramente aquela cor, existem lentes de contato.

Ver o invisível requer mais do que lentes de contato, requer CONTATO.

Hoje meu conselho é simples. Olhe para olhos que te olham. Enxergue-os.

Até a próxima.

Madame Zoraide – Bela Urbana, nascida no início da década de 80, vinda de Vênus. Começou  atendendo pelo telefone, atingiu o sucesso absoluto, mas foi reprimida por forças maiores, tempos depois começou a fazer mapas astrais e estudar signos e numerologias, sempre soube tudo do presente, do passado, do futuro e dos cantos de qualquer lugar. É irônica, é sabida e é loira. Seu slogan é ” Madame Zoraide sabe tudo”. Tem um canal no Youtube: Madame Zoraide dicas e conselhos https://www.youtube.com/channel/UCxrDqIToNwKB_eHRMrJLN-Q.  Também atende pela sua página no facebook @madamezoraide. Se é um personagem? Só a criadora sabe 😉

 

 

“…eu juro que é melhor não ser o normal…”

Muitas pessoas não me entendem, não entendem esse meu jeito de ser, eu acho que elas pensam que eu faço algum tipo. Como são bobinhas essas pessoas. Elas não entendem que ser diferente é coisa comum, afinal ninguém é igual a ninguém. Agora se o meu é diferente da maioria, isso é uma coisa que as pessoas tem que aceitar, não é porque eu gosto de conjuntos de rocks novos que eu tenho que deixar de gostar de outros tipos de músicas. Tem pessoas que acham que porque eu gosto de rockinhos é porque eu não gosto de outros tipos de  música, elas não entendem que não é nada disso. Também não entendem que quando pinto minha unha de azul acham que só por isso não gosto de usar cores claras. Não é nada disso, bobinhos. Eu gosto de ambas as cores, cada uma a seu estilo.

Eu tenho meu estilo e se é por causa de coisas tão pequenas como essas, que acham que eu quero fazer tipo de uma menina diferente, essas pessoas não estão entendendo nada e estão presas dentro de seus próprios preconceitos, estão criando a cada dia limites.

Eu tenho muito que aprender ainda, não sou a rainha da verdade do mundo, eu apenas tento ser feliz e não me prender a pequenas coisas.

Eu não faço um tipo para ser diferente, eu sou o que sou, talvez um pouco maluquinha em coisas tão banais, mas sei ser muito séria quando precisa. Sabe de uma coisa, eu gosto de ser do meu jeito.

30 de julho – Gisa Luiza – 17 anos

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :). A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

 

Existem palavras das quais ninguém gosta, uma delas é “divórcio”. Falar sobre divórcio é, ainda, quase um tabu. Pasmem! O divórcio é como a morte! Mas, existe vida após o divórcio? Bem, quantas belas divorciadas conheço? Muitas. No meu caso, não escolhi ser uma delas, mas aconteceu. Na melhor das hipóteses, posso dizer que o homem em quem confiei por vinte anos me traiu, e resolveu me deixar para viver um novo romance (sejamos românticas!). Como diz uma amiga, a gente se sente o resto da marmita de ontem. Mas, resolvi encarar de outra forma. Minha vida, minhas escolhas! Resolvi ser feliz, resolvi ser linda, resolvi me amar.

A primeira coisa que fiz, como uma transgressão aos costumes impostos pelo ex, foi comer biscoito de polvilho e encher o carro de migalhas! Sim, o meu carro, agora só meu!

Frequentei bares, baladas, me senti, aos quase 40, novamente com 25 anos.

Mas, senti que pairava sempre no ar um certo preconceito ao termo “divorciada”. Perdi amigas. Ganhei outras. As mulheres se aprisionam dentro dos próprios julgamentos. Creiam, há muitas mulheres preconceituosas e machistas que tomam partido dos homens! Acham que quem “levou o pé na bunda” mereceu… Não! Ninguém merece! Ninguém pediu!

Mas, resolvi ser feliz. Resolvi que não valia a pena me martirizar por uma escolha alheia. Não tinha perdido metade. Estava completa. E, por isso, atraí olhares. E descobri que a auto estima é mais atraente que a beleza e a juventude juntas.

Me redescobri. Me reinventei. E, sabem de uma coisa, o furacão que fez meu teto desabar sobre a minha cabeça, mostrou-me que havia uma bela paisagem lá fora que eu havia deixado de ver. Senti a liberdade de ser eu mesma, de fazer minhas escolhas. Percebi que não precisava ser a metade da laranja.

Aprendi dança de salão. Me diverti muito. E, então, um dia, minha auto estima atraiu um novo amor. Mas essa é uma outra história…

Filipa Mourato de Jesus –  Bela Urbana, 43 anos, a espera do terceiro filho, ex bancária concursada, atual mãe em tempo integral, larguei tudo em busca de fazer o que amo, quero ser confeiteira!

Choveu um rio neste dia de janeiro
Quando acontece dois mil e dezessete
novo ano se inaugura em páginas incompreensíveis
onde nada se explica nada é suficientemente
convincente

Só a certeza de que este país me assombra
Com suas pessoas assustadoras
Que mentem e mentem sinceramente

Eu prometi amar quem me ama
Viver o que a vida me traz de bom
Se mereci o privilégio de estar aqui
Sabendo o que me agrada e
O que me ilude
Se mereço o privilégio de estar ao lado
De um amigo da juventude

A certeza de que este país me assombra
Com suas pessoas assustadoras
Não me tornará doente

A camisa azul deste dia agora sem chuva
Veste minha alma com uma nuvem veloz
e me faz feliz

Eduardo Lapinha – Belo Urbano, poeta, letrista, Agente Fiscal de Rendas e ex-geologo é um aquariano com ascendente em Peixes que já sonhou muito. Hoje, fala menos, ouve mais e tem na literatura seu paraíso artificial.

Você também se pega de vez em quando discutindo imaginariamente com você mesmo(a) ou outra pessoa, sobre os mais diversos assuntos? Na maioria das vezes você está nervoso, bravo, irritado com algo que considera um problema? E mais, está pensando na mágoa, na raiva, na culpa e muitas vezes na vingança?

Bem, você é mais um nessa multidão de pessoas que não conseguem desligar o pensamento e se deixam levar por ele. Um sentimento ruim gera um pensamento ruim, esse pensamento te domina e se desenvolve, na maioria das vezes piorando aquele sentimento.

Mas o pensamento não é o que nos distingue dos outros animais? A capacidade de raciocinar e pensar, acima do sentir?

Sim! Porém isso só é verdade quando dominamos esse pensamento. Penso que se nos deixamos levar por ele e o deixamos afetar negativamente nosso sentimento, e a reagir negativamente, não somos assim tão ‘superiores’, somos?

A boa notícia é que dá sim para dominar esse pensamento e fazer com que não nos afete negativamente, ou ainda, transformá-lo em positivo. E por incrível que pareça, no início vai exigir treino e esforço consciente para mudar nosso estado mental, porque ficamos por demais concentrados no nosso próprio sofrimento…

E a solução na maioria das vezes implica em tentar sentir o que o outro está sentindo, ou se concentrar na raiz do seu sofrimento e não no sofrimento em si. Mas como eu disse, no início requer treino e esforço… como começar uma academia!

Eu criei um jargão próprio para isso!

‘VIRA A CHAVINHA!!’

Quando me vejo reclamando de algo por muito tempo, discutindo comigo mesma ou outra pessoa sobre algo, culpando ou responsabilizando pelo meu sofrimento, e percebo que estou deixando o assunto crescer, logo dou o comando ‘Vira a chavinha!’. E imediatamente começo a me ‘auto-aconselhar-me-a-mim-mesma’:

Acalma esse coração… O que levou a essa situação? Como o outro está se sentindo? (quando tem outro) Qual é a solução? Pense na solução e não no problema…Pense em construir, não em demolir.

Depois de um tempo fica fácil e natural… Principalmente porque dá alívio e o resultado em geral é positivo, e assim acaba por condicionar a querer usar sempre!

E você não precisa usar a mesma frase!!! Pode criar o jargão que mais fizer sentido pra você!! ‘Acende a luz!’ ‘Abre a porta!’.

E aí? Qual vai ser o seu?

Tove Dahlström – Bela Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

 

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