Um poema de amor

É algo pelo qual não se da mais valor

Pois nele não há mais a emoção e a surpresa

Há apenas um amor sem calor

Os poemas não tem mais esse ardor

Não existe alegria ou emoção

Sumiu a felicidade e da vida o tesão

Coisas ditas são esquecidas em um instante

Coisas paradas e vazias

Que se esquecem

 

Essa é a morte da poesia…

 

A morte da vida e de sua alegria

Instantes que se passam e se esquecem

Pois ninguém mais deles quer lembrar

Emoções e decepções não são mais vividas

Onde esta a alegria e o amor?

Onde foi parar?

Em meio a essa escuridão e terror?

Não se pode mais acreditar em nada que se lê

Pois não existe força ou poder pelo qual se escrever

Nada mais durou

Nada mais o é

I

Igor Mota – Belo Urbano, um garoto nascido em 1995, aluno de Filosofia na Puc Campinas do segundo ano. Jovem de corpo, mas velho na alma, gasta grande parte de seu tempo mais lendo do que qualquer outra coisa. Do signo de Gêmeos e ascendente em Aquário, uma péssima combinação (se é que isso importa).

O amor não morreu

Só não se aguenta mais em pé

Ontem teus olhos não lembravam em nada o azul do céu

Nem um dia nublado

Estavam diferentes

Não olhavam para lugar algum, nem mesmo para você

Eram de um brilho áspero

Espalhando tristeza e rigidez pelo teu corpo

Nada a fazer

Bati em silêncio a última porta

A porta da memória

Antes de partir, no retrovisor

Um pôr-do-sol caminhava para o nunca mais da noite

Um outro, sem saber, iria nascer infinitamente em outros lugares.

Gil Guzzo – Belo Urbano, é autor, ator, diretor e fotógrafo. Em teatro, participou de diversos festivais, entre eles, o Theater der Welt na Alemanha. Como diretor, foi premiado com o espetáculo Viandeiros, no 7º Fetacam. Vencedor do prêmio para produção de curta metragem do edital da Cinemateca Catarinense, por dois anos consecutivos (2011 e 2012), com os filmes Água Mornas e Taí…ó. Uma aventura na Lagoa, respectivamente. Em 15 anos como profissional, atuou em 16 peças, 3 longas-metragens, 6 novelas e mais de 70 filmes publicitários. Em 2014 finalizou seu quinto texto teatral e o primeiro livro de contos. É fundador e diretor artístico do Teatro do Desequilíbrio – Núcleo de Pesquisa e Produção Teatral Contemporânea. E o melhor de tudo: é o pai da Bia e do Antônio.

Fotografia – ©gilguzzo

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Gentileza? Existem mil posts sobre isso, basta dar uma busca na net e logo em seguida aparece uma lista gigante.
Mas e para você que esta lendo…eu nem o conheço, não tenho intimidade.
Será que o que eu disser, vai mesmo ter sentido pra você?

Depois de 45 anos crescendo em um lar muito gentil, depois de formar minha própria família e de trabalhar diariamente com este assunto nos últimos 4 anos…

Só sei dizer: SE QUER MUDAR ALGUMA COISA, COMEÇE NA SUA FAMÍLIA.
Foi assim que me aquietei, desisti de ficar convencendo as pessoas o tempo todo. Quem disse isso? Santa Madre Teresa de Calcutá.

Meus problemas diários? São vários e ainda bem que os tenho, assim aprendo a resolvê-los e aprendo com eles.

Sinceramente esta muito difícil hoje ensinar a gentileza “falando” com adolescentes. Acho que o melhor mesmo é nosso exemplo. Tenho certeza que ele sim, ele vale mais que mil palavras.

A gentileza muda de jeito, cor e sabor em cada fase da vida da gente.
Hoje, a minha como pessoa continua brilhando, mas em alguns momentos do dia a dia, nas ruas, na escola, no trabalho e até em casa, a cor enfraquece um pouco…mas eu nunca desisto!
Faço minha parte!

Aliás, foi um prazer escrever pra você! Que tenha um ótimo 13 de novembro, dia internacional da gentileza …cheinho de gentileza!

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Roberta Corsi –  Bela Urbana, coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva. Para conhecer o movimento acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim 

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Agora

Eu encaro os fatos como se fosse tudo por acaso

Eu vou levando a vida como se eu não soubesse que ela acabará

E vou passando reto pelas linhas tortas de Deus, eu nunca vou chegar

Eu vou pegando atalhos que não só levam a nada como também tanto faz

Saber o que me espera por que eu também não conheço ninguém que esteve lá

Então também é vingança, um pouco de teatro e um pouco de esperança

De ver você voltar como consequência de tanta hipocrisia Então também é saudade, meio nunca mais Meio até um dia…

 

Eu

Fico cantando por horas como se eu não tivesse nada prá dizer Essa canção infinita, por que por mais que se diga, há sempre mais prá se esquecer Eu vou deixar a vida me viver como se eu não tivesse nada a ver com isso Mas não desisto de nada Porque eu também já não tenho Nada prá perder

 

Eu

Vou viajando por horas no teu sorriso perfeito até me embriagar No teu olhar infinito Porque por mais que eu descubra eu quero mais é procurar Eu vou deixar o beijo me levar como se eu só tivesse coração e boca A nossa vida é tão louca

A nossa roupa, pouca

E nada prá esperar

Agora.

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Tico Vicente – Belo Urbano, diretor de filmes, ama gatos, leonino, se divide entre a mega metrópole São Paulo e sua chácara no interior. Festeiro, músico, vocalista da banda Ginger. Não se considera charmoso, mas sabemos que é sim 🙂

Link da canção INFINITA: 

https://www.reverbnation.com/play_now/26204595?utm_campaign=a_public_songs&utm_medium=facebook&utm_source=page_object_news_item

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Os últimos acontecimentos na política nacional e na minha própria vida me levara a uma reflexão, que não me gerou conclusões (não aquelas as quais ansiamos), mas me suscitou dúvidas pertinentes.  Despertou máximas que estavam arraigadas em mim e que por um motivo qualquer (ou medo ou comodismo) eu sequer costumada a pronunciá-las, seja em voz alta ou mentalmente.

Eu me nego a acreditar que num país com tantos corruptos (em todas as esferas da sociedade e não só na política), a corrupção seja a única saída ou escolha;

Eu me nego a acreditar que as desilusões com as pessoas, em todos os níveis de relacionamento, são argumentos para se desistir de tentar e confiar;

Eu me nego a acordar todos os dias para viver uma rotina besta de trabalho ou vida só para me financiar, como muitos querem me fazer crer que é preciso;

Eu me nego a ler as notícias no jornal, os estereótipos na mídia e achar que o mundo é tão só e simplesmente isso;

Eu me nego a viver pensando que em quanto mulher só tenho dois caminhos me ensinados na infância: ou ser a princesa de contos de fadas, esperando o príncipe e o “felizes para sempre”, ou ser a profissional bem sucedida e emocionalmente frustrada;

Eu me nego a colocar o sapato de cristal, esquecer o sapo, servir ao outro, a não cantar em voz alta a música que estiver na minha cabeça (seja eu desafinada ou não), a não dormir o quanto o meu corpo pede, a não chorar por vergonha, a ter que ser forte porque assim alguém espera que eu seja.

Ando me negando tanta coisa, que já nem tenho mais certeza real do que ando me permitindo. Mas, saber o que não quero já é um bom começo para se chegar ao que anseio, mesmo que isso esteja meio nebuloso no momento, assim como a política e a vida…  Por enquanto, a certeza máxima é seguir tendo fé no ser humano (no outro e em mim) por mais que o mundo, as pessoas e as situações nos desencoragem!

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Marina Prado – Bela Urbana, recém chegada ao time. Jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

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Fala a verdade, não dá pra ficar calmo com mais nada? Será? Outro dia ouvi que: “criança agitada precisa correr descalço na grama”. Eu também acho que precisamos disso. Já parou pra pensar quando foi a última vez que você andou descalço num gramado? Não pense em bobeiras, que o gramado é sujo… etc. Aposto que quando criança você fez isso várias vezes e está aí, firme e forte. Então faça isso, sempre dá pra encontrar um gramadinho aí perto par andar sem sapato. Se for correr pelo gramado, dá uma olhada quem tá por perto, afinal tem gente que pode não entender. Mas com certeza você vai se sentir bem melhor.

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Jeff Keese – Belo Urbano, é arquiteto, produtor de exposições de arte, e durante 7 anos foi consultor do mapa das artes de São Paulo. O Kiabo é um personagem que criou na adolescência para dar conselhos para as mulheres, por isso os conselhos do Kiabo estão sendo divulgados no Belas Urbanas.

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Sou brilho…

Luz intensa,

Infelizmente muitas vezes ofuscada por maus-tratos

Porém com força para resplandecer.

Sou garra

Vivo com as mãos sujas de terra,

Muitas vezes aniquiladas pela droga

ou enfraquecida pela corrente que ata, reprime,

Mas busco a força e o impulso para sobreviver.

Sou também sorriso

Brinco, pulo, faço graça, quero aplauso

Trago vida, perpetuo a espécie

Sou o presente

A esperança do futuro

Sou de todas as cores, raças, religiões, convicções políticas…

Sou cidadão, tenho direitos e deveres

Quero afeto, atenção

Estou aqui!

Brinque comigo, invista em mim

Sei que posso ir além

Permita que as etapas se deem

E que eu possa ser o que sou, no tempo certo,

Pois hoje sou apenas CRIANÇA!”

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Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Pedagoga, revisora, escritora, conselheira de direitos humanos. 

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Toda segunda promete.

Promete mais que qualquer outro dia.

Promete não só o dia. Promete pela semana toda.

Toda segunda é assim, mas é melhor quando o final de semana foi divertido e bem vivido.

Segunda renova os desejos, de que o trabalho seja próspero, de que a prova seja boa, de que a aliança seja aceita, de que as notícias sejam positivas, de que os sonhos se concretizem.

Segunda é um dia novinho. Folha branca, alma nova, esperança.

Toda segunda é dia de NASCER de novo.

Adriana Chebabi

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de todas as histórias do projeto. Publicitária, empresária, poeta e contadora de histórias. Divide seu tempo entre sua agência  Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, suas poesias, histórias e as diversas funções que toda mãe tem com seus filhos. Gosta das segundas e de todos os outros dias da semana 🙂