Acho que todos nós enfrentamos o machismo em alguma época de nossas vidas.

Às vezes em casa, com truculências machistas de pais e irmãos…

Mas vamos falar aqui de machismo entre namorado e namorada, entre marido e mulher, que vem recrudescendo mais e mais nesta época de pandemia, com o isolamento social e o desemprego. O feminicídio tem sido tema de reportagens policiais, em volume nunca visto!

O machismo é um sentimento pegajoso, que impregna uma relação perigosamente, demonstrando baixa autoestima e medo.

O homem, nesta situação, com medo de perder a namorada/esposa, estabelece regras, fiscalizando as roupas que vestem, determinando que se aumente o comprimento, proibindo calças compridas coladas, roupas justas. Também remove o blush, o batom, proíbe a pintura de olhos, coisas que são muito caras às mulheres, que são vaidosas. Elas se arrumam para eles. Mas o ciúme e a covardia falam mais alto, o medo e a falta de segurança criam os nós quase impossíveis de se desatar.

A maioria de nós, mulheres, teve namorados doces, agradáveis, boas praças, que pouco a pouco modificaram seus comportamentos e se tornaram ácidos, descontrolados, perigosos. Muitas mulheres começaram a apanhar, a partir daí, machismo perigoso, descontrolado. Muitas mulheres observaram pouco esta transformação, que não ocorre da noite para o dia, mas o que ocorre é o sentimento de posse, de propriedade, que não combina com o amor e com a plenitude da relação conjugal…

E ela passa a ser vítima, tanto de agressões físicas, como de receber ordens absurdas de não trabalhar, de não sair de casa, sem nada para comer em casa, com crianças pequenas dependendo do casal. Também o homem se sente acuado, desempregado, sem projetos  de vida, avolumando o seu ódio contra si mesmo, que não tem como reverter a situação, e passando necessidades.

Qualquer coisa, por menor que seja, acende a fogueira do desamor, do desamparo, e culpar a mulher é o menor caminho a percorrer. Bebedeiras são acompanhadas de surras violentas, contra a mulher, que tem medo de denunciar, pois o machismo é brutal e a retaliação é uma sentença de morte.

É o fundo do poço, não respeita classes sociais, não respeita religião, não respeita nada à sua frente.

Este é um retrato muito rápido da sociedade doente, não só da pandemia, mas da  proximidade maior do casal e filhos, que só se viam à noite ou em fins de semana, obrigados a conviverem muitas vezes a família toda, com resultados dolorosos para todos os atores da relação humana, nessa difícil fase que passamos.

Assim, mulher, tome as rédeas de sua vida, evite ser mais uma vitima fatal!

Bem por isso, DENUNCIE!

Marilda Izique Chebabi – Bela Urbana. Desembargadora Federal do Trabalho, aposentada, e há 20 anos advogando. Ministrou aulas de Direito e Processo do Trabalho, na Unip, e na pós graduação em Direito Empresarial,  da Unisal. Foi docente da Escola Superior da Magistratura do Trabalho. Participou de dezenas de Congressos de Direito do Trabalho, como palestrante e mediadora. Participou de várias bancas de concurso público para a Magistratura do Trabalho e ainda mãe de 04 filhos homens.

Lendo vários posts do Dia dos Pais fiquei pensando…

Quantas recordações de quando eu era professora na educação infantil… isso no mínimo há 12 anos atrás.

Eram rodas de conversas, brincadeiras de faz de conta, onde as crianças relatavam o que faziam com seus pais! Sempre um momento muito especial e delicado e eu, claro, amava cada história ali compartilhada e respeitava aquele universo.

Entre as diversas histórias, tem uma muito especial e que nos instiga a pensar sobre a paternidade.

Eu tinha uma aluna de 03 anos, muito falante que contava tudo que fazia com seu pai, brincadeiras de casinha e boneca, passeios de bike, contação de histórias, etc.

Me lembro de uma manhã quando ela chegou na escola toda enfeitada de laços de fitas rosas e me falou: – Olha como estou linda Deni, hoje foi o meu o meu pai que me arrumou e eu arrumei ele, coloquei a gravata e o tic-tac no cabelo dele, ele está lindo também, não é Deni?

Nesse momento, levantei os olhos para ver o pai e me deparei com a cena relatada. O pai todo seguro com o tic-tac na cabeça e agindo com naturalidade, falou: – Oi Deni, tudo bem?

Claro, que embora a cena fosse muito divertida, naquele momento entrei na brincadeira, respondi ao pai e em seguida, olhei para a filha e falei: – Realmente, seu pai está muito bonito.

Eu e o pai nos olhamos, demos uma risada com os olhos e tudo seguiu normalmente.

Esse PAI era incrível! Participava, cuidava e brincava. Assumia suas obrigações e necessidades dentro de um sistema familiar, com funções estabelecidas e acordadas com sua esposa.

Hoje, observo o comportamento de muitos pais em relação aos filhos e percebo cada vez que assumem a paternidade responsável e eu, como professora de crianças (que fui) fico muito entusiasmada e esperançosa na construção de uma sociedade melhor. Afinal, com a paternidade responsiva toda a sociedade ganha, mas principalmente a criança, uma vez que impacta positivamente no seu desenvolvimento, deixando-a segura e feliz para explorar o mundo.

Deixo aqui o meu desejo, para que todos os pais vivam a experiência da paternidade de forma plena, não economize no afeto… abrace, beije, esteja presente, dê broncas, converse, demonstre o quanto você ama e quanto é parceiro de seu filho(a)!

Denilze Riciardelli – Bela Urbana, mãe da Lila e Duda, duas pets… ontem professora da infância, hoje empreendedora no ideal de uma sociedade melhor para todos, especialmente para as crianças.

Seu perfil, majoritariamente feminino, provavelmente atrairia histórias e reflexões desse público. Mas como o prêmio era um ensaio fotográfico, arrisquei enviar minha participação, para dar de presente a minha esposa. Não ganhei. Havia textos bem melhores. Mas a influencer e seus parceiros julgadores consideraram a iniciativa e o relato, presenteando minha amada com uma sessão, que fez muito bem a ela!

Hoje, dedico esse texto a todas as mulheres. Mulheres múltiplas em personalidade, em força e em alegrias. Mulheres que, de fato, carregam o mundo nas costas. Hoje é só um ano novo, de 365 dias que são delas.

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Mulher Bordada e com Crochê

Uma boneca de pano, chamada Ana, bordada e com crochê, é designer, mas sonha com moda. Sorri como criança, luta como uma adulta, sofre como uma sábia anciã. Sonha como quem está no chão, conquista como quem está nas nuvens de algodão-doce.

Para quem nasceu em São José e mora em São Paulo, o que já é o suficiente para uma anja bela e caída. Eu a amo assim, incongruente e incoerente em uma vida de impermanências, inconsequências e alegria. Afinal, apesar de tudo, vivemos em um mundo bonito.

Crido Santos – Belo urbano, designer e professor. Acredita que o saber e o sorriso são como um mel mágico que se multiplica ao se dividir, que adoça os sentidos e a vida. Adora a liberdade, a amizade, a gentileza, as viagens, os sabores, a música e o novo. Autor do blog Os Piores Poemas do Mundo e co-autor do livro O Corrosivo Coletivo.

Atualmente, o que se fala em estupro, agressão física e feminicídio é uma enormidade e uma triste verdade.

Quando vejo as notícias e as imagens das mulheres que escaparam com vida, fico muito indignado. Rostos e corpos mutilados!

Acho inacreditável um homem (qualquer adjetivo que tente usar vou manchar a classe utilizada), mas utilizando, esses vermes se consideram donos de suas companheiras.

Eles não poupam nem seus próprios filhos de presenciarem essas atrocidades.

Houve um caso que o marginal atirou na esposa com o nenê no colo.

Agora analiso o comportamento das mulheres: todas têm o direito de tentar ser felizes.

Mas a maioria não procura checar a “capivara”  – ficha corrida do aspirante a companheiro.

As redes sociais são um facilitador para que isso comece a acontecer; digamos, o pontapé inicial da relação infernal.

Levam esses malditos para dentro de casa, aí a máscara começa a cair…

Aí não trabalha, bebe, usa drogas e o sustento da casa fica por conta dela.

E no extremo, abusam sexualmente de seus enteados.

As agressões começam e também os perdões.

Perdoa uma, duas, três e por aí vai.

Quando não aguenta mais, coloca o marginal para fora.

Não adianta! A perseguição por não aceitar é constante.

A vítima faz inúmeros boletins de ocorrência, consegue a medida protetiva, que não vale nada! O agressor usa esse seguinte bordão: “Se não for minha, não será de mais ninguém”.

Medida ignorada, ameaça cumprida: mais um feminicídio executado.

A dependência econômica, o medo são fatores que levam as mulheres a aceitarem essa condição degradante. E do outro lado, a total impunidade deixa os agressores e assassinos numa situação muito cômoda e tranquila.

A minha opinião é que, na primeira agressão, se separe desse verme, pois o cenário nunca mudará.

Mas para que as vítimas tenham coragem de denunciar é preciso ter leis mais duras e severas, caso contrário, os agressores se sentirão donos da situação, deitando e rolando na impunidade.

E o que se vê, na maioria dos casos, são as relações acabando e os vários filhos dos diversos relacionamentos ficando com a mãe.

Eu, como homem, repudio totalmente esses comportamentos.

Não se pode perder sua dignidade e sua vida em troca de uma relação amorosa.

Mulher não é objeto e muito menos propriedade de ninguém.

É a criação mais bela de DEUS!

Eduardo Gonzalez Domingo – Belo Urbano. Formado em Educação Física. Atuou com voleibol em todas faixas etárias, recreativamente e competitivamente. Há 14 anos atua como Corretor de Imóveis em construção, ama o que faz, pois ente que é facilitador para as pessoas realizarem o sonho da casa própria. É fiel as amizades, de bom coração e fanático por esportes e música.

Os relacionamentos por whatsapp são muito comuns nos dias de hoje. Se por um lado o aplicativo une e agiliza a comunicação, por outro pode tornar até um casamento sem a relação “face to face”.

Me lembro de uma amiga cujo marido falava tudo por mensagens. Mas quando chegava em casa, não dava nem um beijo sequer. Boa noite então, seria gentileza demais. Ele ia direto para o banheiro e se dirigia de costas para a esposa apenas para perguntar: – O que tem de janta?

Celular no criado mudo não parava de “apitar”. Cunhada, irmãos… mesmo tendo passado o dia todo juntos, invadiam a privacidade do casal.

Acontecia sempre naquele mesmo horário. Então jantavam separados, pois ele sempre estava ocupado respondendo mensagens de whatsapp ou falando ao celular.

Na hora de dormir, ele queria sexo. Mas não havia troca. O sexo para ela era a continuidade de uma relação, caso contrário, se tornava obrigação. Pra que fingir? Melhor fugir.

Relação afundando, mas o whatsapp continuava lá. Ativo, funcionando.

Ele nunca lhe pediu desculpas por nada, afinal, tinham jurado ao pé do altar que o casamento seria pra sempre.

Triste contradição: ela terminou o casamento e o mandou embora de casa por mensagem… de whatsapp.

Ele não pediu para ela reconsiderar. Não tentou dialogar. Sua única tentativa foi mandar uma mensagem a ela agendando terapia de casais…por whatsapp.

Tarde demais.

Angela Carolina Pace – Bela Urbana, publicitária, mãe, apaixonada por Direito. Tem como hobby e necessidade estudar as Leis. Sonha que um dia as Leis realmente sejam iguais para todos.