Em relação ao carnaval, nesse ano, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro passava por grandes mudanças, entre elas a inauguração do Sambódromo na Sapucaí. Já quanto à infância, eu com apenas 11 anos e meus primos com idades entre 6 e 14 anos, não estávamos interessados no principal acontecimento do carnaval do Rio de Janeiro, ou seja, que o samba deixaria de acontecer no asfalto de grandes avenidas e passaria a ter a sua própria casa.

Naquela época, a chegada do feriado do Carnaval era muito esperada pelas famílias que viviam no interior de São Paulo, principalmente pelas crianças. Um feriado prolongado nos dava a possibilidade de viajar e a torcida era para que pudéssemos sempre ir à praia. O que aconteceu por vários anos consecutivos…

Tínhamos um tio muito querido que adora viajar e sempre convidava a família toda… Digo tínhamos porque esse meu tio nos deixou ainda muito jovem, com apenas 35 anos de idade, vítima de um aneurisma cerebral.

Não quero falar de tristeza, porque meu tio era pura alegria, e falar desse ano, especificamente, me faz homenageá-lo ao lembrar de algumas situações engraçadas que vivenciamos na cidade de Itanhaém, município da Baixada Santista, e que ficaram marcadas para sempre.

A aventura começou já na descida ao litoral, pois como íamos em várias pessoas e, naquela época, os lugares para compras de alimentos eram escassos, tínhamos que levar muita comida para dar conta da fome do povo todo, e para ter espaço para outras coisas que levávamos, meu tio acoplava ao carro uma carretinha.

Saímos de casa de madrugada, e quando estávamos na Marginal Pinheiros, um dos pneus da carretinha se soltou e correu na estrada. Eram só crianças gritando e adultos correndo em direção ao local da parada do pneu. Graças a Deus, a pista estava tranquila (acredito que pelo fato de estar muito cedo) e nenhum acidente foi provocado.

Euforia total nos carros, começava ali o nosso carnaval… muitas risadas, gritos e correria para sairmos da pista o mais rápido possível.

Ao chegarmos na praia, outra situação atípica… Como era a primeira vez que meu tio tinha alugado aquela casa, estávamos acostumados a ir em outro imóvel, demoramos um pouco para encontrá-la. O lugar era distante e com poucas construções, o que deixava o local um pouco sombrio. Os adultos, imediatamente, começaram a comentar o quão difícil ia ser sair dali para ir ver o carnaval de rua, e as crianças mais velhas começaram a falar dos perigos da noite para os pequenos. Muitas risadas e choros.

Meu tio quis alugar uma casa maior para acomodar melhor a família toda, mas também queria nos fazer uma surpresa: na casa tinha piscina com escorregador, o que era uma novidade para todos e acabou causando muito contentamento, principalmente para as crianças, e os choros de minutos atrás se transformaram em muita alegria e euforia.

Durante os dias, as crianças ficavam divididas entre ir à praia ou ficar na piscina. E o carnaval de rua durante a noite? Ah, esta é outra história!

Vou contar aqui o que aconteceu em um dos dias, com duas situações engraçadíssimas…

A família toda foi assistir ao desfile de rua e, chegando lá, havia um público bastante animado. Pessoas desfilando em trajes engraçados e uma considerada plateia acompanhando, dançando, cantando… até que em certo momento, um grupo que estava desfilando começou a jogar no público algumas coisas, o que me lembro eram casca de banana, tomate, farinha, fubá, ovos, entre outros. Minha família toda aglomerada, isso em 1984, certo? Não sabia o que fazer.

Os adultos queriam correr, mas tinham as crianças que para enxergar melhor estavam um pouco distanciadas. Como era carnaval, o público entrou na brincadeira e não era mais possível saber de onde vinham as coisas que estavam sendo atiradas. 

O carnaval acabou cedo para a minha família, tivemos que voltar para casa porque muitos foram atingidos naquela brincadeira, até ovos estavam espalhados pelas roupas. Chegando em casa, foi aquela correria para o banheiro, os atingidos queriam se livrar das roupas e tomar banho.

Lembro que uma das minhas tias teve a ideia de ir usar o banheiro de fora da casa, que era um pouco afastado, e algumas crianças, inclusive eu, resolvemos ir com ela. Afinal, aquele seria um local mais tranquilo, uma vez que a casa estava bastante agitada.

Minha tia entrou correndo porque estava com vontade de fazer “xixi”, mas ela mal entrou e começou a gritar desesperadamente. Nós, crianças, não sabíamos o que fazer e fomos chamar os adultos da casa. Depois de algum tempo, minha tia abriu a porta e mostrou a perereca que se encontrava em um canto do banheiro, tão assustada quanto ela. De acordo com minha tia, assim que ela abaixou o short e foi sentar, viu a perereca… O que aconteceu não preciso contar. Que noite!

Os dias transcorreram e a pauta das conversas era só a perereca no vaso, todos se esqueceram do que aconteceu no desfile, e nem de volta às nossas casas a perereca nos deixou.

São muitas lembranças do carnaval de 1984! Minha família se lembra até hoje dessa viagem, enquanto, certamente, a comunidade da Portela deve se lembrar do título do Carnaval do Rio de Janeiro (conquistado na primeira noite dos desfiles), assim como a escola verde e rosa (Mangueira) também deve trazer nas lembranças a conquista do título na segunda noite e a premiação da campeã das campeãs.

Enfim, enquanto minha família foi surpreendida com arremessos de coisas pelos foliões em plena avenida, os mangueirenses surpreenderam ao dar meia-volta no final da passarela e cruzar a Sapucaí “na contramão”, encantando os presentes.

Pensando neste ano, 2021, em que estaremos isolados, sem comemorações e viagens, vamos ficar em casa e contar histórias. Acredito que assim como eu e minha família, muitas pessoas da minha época, e que viviam no interior, devem ter muitas histórias engraçadas experienciadas no carnaval. Resgatar as memórias da infância é vivê-las um pouco no presente!

Experimente, a festa familiar pode ser muito animada!

Adriana Silva – Belas Urbana. Pedagoga de formação, apaixonada pelo poder transformador da educação e movida por desafios, propósitos e pessoas, há sete anos está no terceiro setor atuando em Programa de Primeira Infância.
Nunca pensou em escrever, mas trabalhou durante anos com crianças em processo de alfabetização e, talvez isso, tenha sido a inspiração para aceitar o convite e compartilhar uma história da sua infância
.

VÉSPERA DE NATAL. Último dia do trampo, entrei às 11h30 e saí às 18h, fiquei no caixa, depois do expediente o pessoal do “calçados” se reuniu para tomarmos champagne (bom!). Clima de despedida, vou sentir saudades do pessoal (“foi bom estar com vocês, brincar com vocês…”), foi bom mesmo, muito bom!

O “R” me ligou da sua cidade, desejando Feliz Natal, eu simplesmente adorei!. L me ligou em seguida desejando Feliz Natal, gostei muito! (é bom demais saber que lembram da gente).

Ceia na casa de uma tia, ela e família, os outros tios, primos, avós, tias-avós, amigos, namorados. M estava muito chata, acho que não tem jeito, ela é desagradável, que pena!. Pai (de bode).

NATAL – não gosto do que as pessoas te transformaram.

24 de dezembro – Gisa Luiza – 20 anos

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa . 

A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

Foto Adriana: @gilguzzo @ofotografico

Tantas vidas são perdidas pelo preconceito masculino em relação ao exame de toque da próstata !

Isso acontece pois quando começam a ter sintomas que algo vai mal, e decidem ou são obrigados a ir ao médico; o tumor está muito grave e não tem como tratar.

A vida é o nosso bem mais precioso e devemos cuidar dela sob todos os aspectos! A correria do dia dia não pode ser usada como desculpa: depois eu vou!

Alguns se permitem somente o exame de sangue:
[O PSA, conhecido por Antígeno Prostático Específico, é uma enzima produzida pelas células da próstata cujo aumento da concentração pode indicar alterações na próstata, como prostatite, hipertrofia benigna da próstata ou câncer de próstata, por exemplo].
O limite para o PSA é de 5,0 ng/ml.
E o meu resultado desse ano foi 0,6 – muito, mas muito mais que excelente.
E com relação a próstata está tudo bem.

Quem tem caso de qualquer tipo de câncer na FAMÍLIA deve redobrar o cuidado.

Para estimular o exame de próstata são criados comerciais divertidos e não contentes os sarristas (zoadores) fazem paródias de músicas.

E aproveitando o gancho seguem duas piadas, mas sem esquecer que câncer de próstata pode matar!

Um amigo me contou que queria fazer o exame diariamente e o médico após muita negociação conseguiu alterar para uma vez por mês.
Sua reação foi dizer: -Ai que raiva!

E esta é clássica;
Durante o exame o urologista perguntou a outro amigo meu:
-Fulano de tal está sentindo alguma coisa?
-Sim. Sinto que te amo Doctor!

Eduardo Gozales Domingo – Belo Urbano. Formado em Educação Física. Atuou com voleibol em todas faixas etárias, recreativamente e competitivamente. Há 14 anos atua como Corretor de Imóveis em construção, ama o que faz, pois ente que é facilitador para as pessoas realizarem o sonho da casa própria. É fiel as amizades, de bom coração e fanático por esportes e música.

-Mas é pavê ou pacomê? – Imagine aquele tio das festas de Natal podendo marcar presença em todos os momentos de seu sagrado confinamento social.

Entre grupos de família ou de amigos, de pais da escola, do condomínio, da academia e tantos outros, surge uma nova habilidade social nessa tortura do isolamento: Driblar o WhatsApp!

Começa com um “BOM DIA!” Seguido de uma imagem fofa, em seguida vem as piadas, “para alegrar o dia”, geralmente vídeos longos, sotaque carregado, nordestinês tem a preferência, mas tem também gaúchês, mineirês, caipirês, interiorês de São Paulo, qualquer um que instigue o que tem de melhor nos preconceitos. Tem piada machista, misógina, política e,
tantos mais. O que elas têm em comum? Essas piadas nunca alegram o dia. E mulher gostosa que conta piada machista então? E o tiozão completa, “mas até elas pensam assim”. Você:

-Tio, não é que elas pensem, elas estão lendo um texto para o deleite de véio babão.

Na sequência, vem a opinião de cada um do grupo, tios, primos, cunhados, sobrinhos e agregados, cada um com sua opinião e, do nada, é claro, estamos falando de política. Creio que a frase inicial é algo como:

-Então, o que vocês preferem é ver mulher feia, né? E segue:

-Feia é a mulher do Macron, por isso ele está contra o Brasil do Mito, que tem mulher bonita.

Quando você diz feia ou bonita, só para eu me encaixar na conversa, é para olhar, comer ou ter uma conversa produtiva?

-Mas você é esquerdista mesmo, não?

-Demorou para chegar nessa conclusão?

A discussão já tem conversa paralela, definição de esquerda, feminismo, feio e bonito, entra rachadinha, 89 mil e stf na feed. Entre fake news e boatos, com seus respectivos desmentidos, alguém lembra que estamos em 2020, que ano! Tomara que acabe logo. Não adianta nada dizer que o ano pode mudar, mas que, sem vacina, continuaremos em isolamento.

-Você tomaria a vacina chinesa?

-Talvez, mesmo porque gosto do nome sinovac, lembra o meu (hehehe). Mas eu não tomaria a russa, que não foi testada a ponto de se confiar nela.

-Por que não, você não é comunista?

-: /

Outra discussão está se definindo no horizonte, mas, antes que ela comece, aviso que preciso levar o cachorro para passear. Não tenho cachorro, mas preciso caminhar. Visto minha máscara e aproveito o sol da manhã. Logo, na esquina, escuto a voz de uma criança, na varanda de um prédio:

-Vai para casa sua arrombada.

E é por isso que eu fico com a pureza e a inocência das crianças.

Synnöve Dahlström Hilkner – Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

Bom, o tema é o impacto dos App em nossa vida…

Impossível falar disso sem comentar o recém lançado documentário da Netflix “Dilema das redes”.

Fiquei assustada! São depoimentos reais de pessoas que criaram as mais famosas tecnologias que usamos no dia a dia, incluindo os Apps.

É maravilhoso como eles explicam como criaram, o porque e como está sendo usado hoje.

Até o nosso e-mail… você tem Gmail? Quem não tem? Usa Instagram, Facebook, Google? E sua família? Ah, usa Linkedin?

Não quero dar spoiler, mas a melhor universidade do mundo, Harward, também aparece e se você não assistir…

… digitando

… digitando

… digitando

… não vai aprender que os 3 pontinhos que fica aparecendo quando a outra pessoa está digitando foi criado para te prender na tela… e você ficar esperando (e tem gente que demora muito…).

Mas o melhor é depois que termina. Não desligue. Os testemunhais de como podemos fazer algo, estão lá!

Quanto aos Apps…

… digitando

… digitando

Sou mais natureba e “abraça árvore” como alguns me dizem, mas claro que quero facilitar minha vida… afinal, acho que todo mundo pensa em facilitar a vida para que? Sobrar mais tempo! E aí, a gente quase nunca faz o que gostaria com esta “sobra de tempo”…. mas isso já é outra história.

Tive 3 fases:

1) Fui avessa a eles no início. Não achava que eram importantes e ocupavam muito espaço no meu celular. Como não conhecia, não sentia necessidade.

2) Me apaixonei! O namoro foi um app de dieta. Sabia a caloria de tudo! No supermercado eu não desgrudava do celular e daí para frente… baixei vários! Alguns muito bons e outros que nem valiam a pena… mas mesmo assim eu baixava. Era como se eu me sentisse mais atualizada.

3) Hoje, eu tenho e gosto muito, mas já sei avaliar a real importância. Uso um para corrida, caminhada, ver distância etc. Uso outro para localização em tempo real de todos da minha família, uso outro para meu supermercado favorito etc.

Conclusão:
Acho fantástico os Apps, mas temos que baixar, utilizar e se não gostar, desinstalar… prático e simples! Está é a vantagem da tecnologia.

Aff! Falei demais!

Roberta Corsi – Bela Urbana.
Coordenadora do Movimento Gentileza Sim que tem como objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva, para conhecer o movimento, acesse: facebook.com/movimentogentilezasim

Desde a Antiguidade, os últimos dois anos foram os anos com a maior produção e volume de  conteúdo que se tem notícia na Humanidade. Parte desse conteúdo graças aos grandes influenciadores existentes no mundo digital. Jovens ou não tão jovens, mas, com mente e espírito voltados para redes sociais. Ah! suas ações estão “bombando”. Esses influenciadores ganharam em menos de cinco anos “zilhões” de seguidores. Com suas pautas voltadas para  agradar ou desagradar em emoções seus expectadores, os quais, via digital estão presentes em todo Planeta.  A primeira pergunta socrática: esses influenciadores têm capacidade e conhecimentos científicos para modificarem o pensamento da pessoa que o segue, da família dessa pessoa e da empresa empregadora que serve todos eles no longo prazo?

Desde Sócrates e Aristóteles  e outras centenas de famosos, se tornaram influenciadores equidistantes da grande e filosófica Grécia. Existem também  “zilhões” de outros influenciadores que não fazem parte das redes sociais. Suas influências estão baseadas em conhecimentos científicos a partir de experiência própria, bacharelados, mestrados e doutorados e suas frequentes publicações e atualizações complementares. A veracidade desses “zilhões” se comprovam em suas comunicações e informações cientificas. Esses influenciadores estão sempre ao lado desses fabulosos jovens ou não tão jovem, porém, infelizmente,  não são seguidos.  Talvez, esses influenciadores não tenham tanto “glamour”, beleza, brilhos nos olhos, nos lábios e cabelos coloridos e sequer tenham tempo de utilizar seus celulares para serem vistos, idealizados e adorados por seguidores. A culpa é deles mesmo. O problema está nos nomes que adotaram, nomes surrados, sem graça, sem fama, que existem em toda parte. São chamados de pai, mãe, professor, empregador, entregador, limpador, carregador de lixo, empregada doméstica, enfim, seres comuns que passam o dia inteiro preocupados em servir seguidores de “famosos”.

Essas pessoas que adotaram esses nomes sem graça, vivem lutando para que sua MARCA que é pública, sobreviva diariamente seus cinco mundos diferentes: pessoal, social, conjugal, familiar e profissional. Tomam decisões observando  cinco variedades humanas, entendendo que cada uma é possuidora e seus SFFR (sinais fracos fora da realidade). Assim, basta que algum  seguidor de famosos dê um “leve” espirro, para que  seus pais fiquem alertas por um tempo, observando se o “espirro” vai se transformar em gripe, febre ou alguma doença mais grave.

Diante de notas absolutamente baixas depois de uma prova, um outro não famoso cognominado de professor, se preocupa em mudar seu método de ensino para que os seguidores de famosos se desenvolvam cognitivamente. Seguidores de famosos se desempregados, buscam no mercado uma oportunidade. Assim, todo final de mês terá um salário para sobreviver. Compram com esse salário um celular, com câmara poderosa para postarem reuniões entre amigos. Todos se divertindo e aproveitando essas reuniões para falar mal daquele ser desprezível com nome quase demoníaco: o empregador.

Aristóteles citado no título, não foi seguido pelos seus pares. Dessa forma não pode ser o escolhido de Platão para ser seu sucessor na Academia Ateniense. Alegaram seus não seguidores que Aristóteles por não ter nascido em Atenas (mesmo sendo grego) não era digno de suceder a Platão. O grande mestre filósofo ficou desempregado. Uma dessas de nome surrado chamada de “mãe” empregou Aristóteles para educar seu filho Alexandre. Esse professor fez daquele filho, daquela mãe, um famoso que o mundo o nominou de Alexandre o Grande. Os ensinamento todos os quatro citados nesse texto, tem seguidores desde 400 a.C. Espero que aconteça o mesmo com os “famosos” do aqui agora. Ah! A mídia daquela época está totalmente fora de moda nos dias de hoje: a escrita. Que se transformou em outro “absurdo” denominado de livro. Ops, lapso meu: e-book!

L.C. Bocatto– Belo Urbano. Diretor do Instituto IFEM – Instituto da Família Empresária
Criador da Ferramenta de Análise Científica Individual e Familiar. Formações – Mestre em Comunicação e Mercado, MBA em Controladoria, Contador, Psicanalista Terapeuta com foco em famílias e indivíduo com problemas Econômicos (perda de riquezas) e Financeiros (saldos negativos de caixa)

De repente tudo virou e se transformou.

Jogava bola na rua.

A rua era o aplicativo dos sonhos e da saúde.

Depois veio a faculdade, onde o conhecimento tornou-se o aplicativo da esperança.

Depois me senti só, num mundão novo, onde o trabalho tornou-se o aplicativo da realização.

Depois a nova família trazendo o aplicativo do amor incondicional.

E os anos se passaram e o aplicativo que nos transformava em pessoas diferenciadas ficou dúbio.

E hoje precisamos mais do que nunca do aplicativo, não aquele que destrói,  que nos torna um produto, mas aquele que nos salva, que nos alimenta,  que nos permite ter liberdade de escolha e tempo pra viver.

Antônio Pompílio Junior – Belo Urbano. Graduado em Análise de sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas . Pós-graduado em Gestão de Empresas pela UNICAMP e MBA Gerenciamento de Projetos E-Business pela FGV-RJ . Adora esportes, viagens e luta pela liberdade da vida e pelo amor das pessoas.

Os relacionamentos por whatsapp são muito comuns nos dias de hoje. Se por um lado o aplicativo une e agiliza a comunicação, por outro pode tornar até um casamento sem a relação “face to face”.

Me lembro de uma amiga cujo marido falava tudo por mensagens. Mas quando chegava em casa, não dava nem um beijo sequer. Boa noite então, seria gentileza demais. Ele ia direto para o banheiro e se dirigia de costas para a esposa apenas para perguntar: – O que tem de janta?

Celular no criado mudo não parava de “apitar”. Cunhada, irmãos… mesmo tendo passado o dia todo juntos, invadiam a privacidade do casal.

Acontecia sempre naquele mesmo horário. Então jantavam separados, pois ele sempre estava ocupado respondendo mensagens de whatsapp ou falando ao celular.

Na hora de dormir, ele queria sexo. Mas não havia troca. O sexo para ela era a continuidade de uma relação, caso contrário, se tornava obrigação. Pra que fingir? Melhor fugir.

Relação afundando, mas o whatsapp continuava lá. Ativo, funcionando.

Ele nunca lhe pediu desculpas por nada, afinal, tinham jurado ao pé do altar que o casamento seria pra sempre.

Triste contradição: ela terminou o casamento e o mandou embora de casa por mensagem… de whatsapp.

Ele não pediu para ela reconsiderar. Não tentou dialogar. Sua única tentativa foi mandar uma mensagem a ela agendando terapia de casais…por whatsapp.

Tarde demais.

Angela Carolina Pace – Bela Urbana, publicitária, mãe, apaixonada por Direito. Tem como hobby e necessidade estudar as Leis. Sonha que um dia as Leis realmente sejam iguais para todos.

Como você é linda!
Foi assim que o relacionamento começou.
Já se passaram meses, e como ele é carinhoso!
Mig estava nas nuvens. Que homem incrível havia encontrado. Fiel, trabalhador, um eterno
romântico, sempre a elogiando, presenteando com chocolates e buquês de rosas vermelhas.
“A verdade é que ele a amava. Era intenso.”
Não demorou para as promessas de casamento começarem a lhe cobrir de esperanças, afinal,
Mig realizaria o sonho de constituir uma linda família, pois filhos também já tinham sido
cogitados.
Combinaram de sair, e Mig comprou um belo vestido, arrumando-se toda para agradar seu
amado. Pena ele não ter gostado tanto assim da sua produção, pedindo-lhe com todo carinho
que colocasse algo mais apropriado. “Que mal faria ela trocar sua roupa?” Jamais iria
contrariar seu agora quase noivo com uma bobagem dessa.
O tempo passou, e como ele se recusava a usar métodos contraceptivos (Mig entendia as
razões dele), não custou para que o primeiro filho chegasse.
“O casamento podia esperar”, disse ele.
Foram morar juntos.
Uma pena ele ser tão ocupado! Chegava todos os dias tarde, cansado sempre, não cuidava do
bebê, nem tampouco da casa.
Mig se desdobrava entre os afazares, o trabalho e a faculdade à noite, quando contava com a
ajuda de sua mãe e algumas amigas.
Mas essa situação ficou insustentável e, segundo ele, a faculdade podia esperar. Mig viu que
ele tinha razão. Trancou sua matrícula.
Outro ponto foi manter sua mãe e as amigas mais distantes, pois “viviam dando palpites e eles
acabavam sempre discutindo por isso”. Mig ficou triste, mas entendia as razões dele.
Estranho que ele andava nervoso, mas Mig sabia que era por conta do cansaço.
Passados alguns dias, todo carinhoso, sugeriu então que Mig largasse o emprego, pois assim
teria mais tempo e condições de cuidar dele e do bebê. Ela entendeu que ele estava fazendo
isso para o bem da família. E assim, pediu demissão.
Mas parecia que nada o agradava.
Até que um dia, sem mais nem menos, deu-lhe um tapa na cara, alegando que a comida não
estava quente. Ela chorou muito, mas não quis brigar.
Na manhã seguinte, ele pediu desculpas, chorou, implorou para que ela esquecesse aquele
triste momento. “Ele a amava e não faria de novo”. Claro que ela o perdoou.
Os episódios passaram a ser constantes… Descaso, humilhação, cobranças absurdas e muita
agressão física.

O pedido de perdão, com lágrimas e lamentos, tornou-se recorrente.
Mig não estava mais dando conta. Mas não tinha coragem nem força para tomar uma atitude,
inclusive porque não sabia o que fazer.
Mas o tempo a fez perceber que precisava terminar com ele, pois temia por seu filho também.
Foi aí que a tragédia aconteceu.
Por conta de não aceitar o fim do relacionamento, ele planejou o pior.
Esperou Mig dormir, jogou álcool sobre ela e ateou fogo.
Ela acordou em chamas. Com seus gritos de dor, uma vizinha conseguiu arrombar a porta e
socorrê-la.
Ele havia fugido para sempre.
Mig teve 80% do corpo queimado, seu rosto desfigurado e marcas psicológicas para sempre.
Precisou lutar pela vida.
Sobreviveu com garra! Hoje luta pela causa, para ajudar outras mulheres a não passarem pelo
que passou.


*Dados do DeltaFolha afirmam que “o Brasil registra 1 caso de agressão à mulher a cada 4
minutos.”
*Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), “7 em cada 10 mulheres no planeta foram
ou serão violentadas em algum momento da vida”.
*Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, “a quantidade de
denúncias de violência contra as mulheres recebidas no canal 180 cresceu quase 40%
comparando o mês de abril de 2020 e 2019”. (saude.abril.com.br)

Disque 180. Denuncie. Vá até a Delegacia da Mulher (ou delegacia mais próxima) e preste
queixa.
Disque 190 – Polícia Militar para atuação emergencial.


Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

E aquela menina com menos de 5 anos, morava na roça, cidade pequena, numa casinha de pau a pique, morava com os pais, uma irmã mais velha e a caçulinha.

Era uma família simples, trabalhadora.
A casa dentro de uma fazenda, afastada da casa dos patrões, o pai trabalhava na lida no curral, tirando leite, a mãe, cuidava das crianças e da casa.

Raramente recebiam visitas de parentes. Mas quando vinham, deixavam os pequenos felizes, pois, embora tivessem crianças na casa, não eram de muita interação, pelo menos a menina não se lembra. As conversas eram só nas horas de visita. Conversa não, pois ficavam só escutando as prosas e contos na beira do fogão a lenha. Criança não se entromete nas conversas de adulto, ouviam dos pais!
Tinha uma visita que era constante, ia filar uma boia ou um café com bolo da comadre Maria e do compadre Beto, como ele chamava os pais da menina (mas não era padrinho de ninguém).
Sujeito bonachão, solteirão, não tinha parentes era amigo da família e estava sempre presente e solícito. Trazia balas, doces e mimos para os pequeninos da casa.

Os pais tinham muito apreço pelo Vitão (sim, esse era o nome dele).
A pequena se lembra que sempre estava perto dele. Quando ele chegava, se sentava num banquinho de madeiras e chamava a pequena para sentar no seu colo ou ficar perto dele. Se iam na missa ele aparecia e fazia questão de carregar a menina nos ombros até a entrada da fazenda, afinal era uma caminhada longa. Todos diziam que gracinha: ela gosta tanto dele! Que carinho ele tem por ela! Que xodó! Termo muito usado pela mãe.
Nunca nem imaginavam o que acontecia ali. Nem a menina.
Não demorou muito a família mudou de cidade em busca de trabalho e melhores condições de vida. A menina cresceu e um belo dia quando falavam de abuso sexual contra crianças, veio em sua memória um desses momentos vividos por ela. Foram flashes reveladores que acenderam sua memória!

A menina mulher estava brigando com a família, que conversavam sobre um caso de tentativa de abuso contra a filha da vizinha, diziam inclusive que a criança houvera provocado e que estava muito saidinha, blábláblá…

Nesse momento a menina mulher em prantos grita e conta sua triste experiência:

Começou dizendo:

– Não existe essa de se provocar o abusador! São canalhas! Parem de defender o bandido!

Lembra daquele Vitão que vocês gostavam tanto?
Nunca disse nada porque não lembrava, mas me lembrei agora!

Ele se sentava no banquinho, na cozinha da casa, na beira do fogão a lenha e enquanto vocês conversavam, alheios ao que se passava, ele me punha de cócoras entre as pernas dele e seus dedos me invadiam… ninguém via, ninguém desconfiava.

Então, eu o estava provocando?

A mãe da menina mulher, emudeceu por cinco eternos minutos e lhe disse com tristeza:
Meu Deus! Você vivia grudada com ele, como eu ia imaginar? Ele sempre foi muito respeitador! Jamais desconfiei!

Maria Teresa Cruz de Moraes – Bela Urbana, negra, divorciada, mãe de duas filhas moças, totalmente apaixonada por elas, seu maior orgulho. Pedagoga, psicopedagoga, especialista em alfabetização e coordenação pedagógica. Ama estudar. Está sempre envolvida em algum grupo de estudo que discuta sobre práticas escolares e tudo que acontece no chão da escola. Ah, é ariana.