O despertador toca! De novo parece tanto pouco tempo de sono. Cheguei do trabalho pra lá das onze, tomei um banho, as vitaminas, pulei pra cama, não consegui dormir.

Coloquei a nova série no Netflix e lá pelo terceiro episódio cheguei à conclusão que era melhor desligar a TV.

Novamente o despertador toca, passados cinco minutos da primeira vez. Sento na cama, desligo o aparelho. Esfrego os olhos, me espreguiço e bora viver mais um dia. Saio da cama exausta, mas acima de tudo feliz.

Minha rotina é não ter rotina no trabalho, mas trabalhar muito. Como tantas outras “Belas Urbanas”, mulheres modernas, multitarefas, que não abrem mão de viver intensamente, buscar o prazer da vida, mas que sempre têm um senso aguçado de responsabilidade. Bom, no meu caso, aguçado demais quando o assunto é trabalho.

Há mais de 10 anos achei o “nicho” de mercado que amo. Passei por maus bocados longe dele, não por questões profissionais, mas desejos pessoais. Então, trabalhar por horas a fio, correr, me descabelar e às vezes chorar de frustração (quando as coisas teimam em não sair do meu jeito, o que não significa estarem necessariamente erradas), ou seja, tudo o que faz parte de um dia-a-dia feliz e realizado.

Me arrumo, entro no meu carro, pego um trânsito de leve, chego ao trabalho. Cumpro uma agenda bagunçada, pois organização nunca foi muito meu forte. Às vezes, me esqueço de ir ao banheiro, de tomar água e até de comer. Há pouco tempo entendi que pelo menos uma refeição deve ser feita direito. Isso não significa que consiga sentar com calma, desligar do celular e comer. Isso significa apenas não comer lanche de fast food toda terça-feira ou me e entupir de pastel porque “sou magra e posso”. Me tornei adepta de comidas mais leves, estou tentando não matar aula de pilates e yoga toda semana, ando me esquecendo da meditação com frequência. Novamente, coisa de mulher moderna.

Reclamo do pouco tempo para os amigos, pois meus horários são malucos, mas não me esqueço dos verdadeiros nem por um dia. Sigo na rotina maluca que escolhi (sim é uma questão de escolha consciente). Parei de fumar, de tomar Coca Cola, diminui o café. Ainda não aprendi a desligar o celular ou a não responder mensagens imediatamente.

Dia desses sofri um acidente grave, assustei. Sabe aquela cena de filme que o carro desliza na estrada desgovernado e a vida da personagem principal passa em flashes? Pois é, vivi isso. Fiquei sensível, chorei e cheguei à conclusão de que era hora de parar e repensar a vida. Pois tudo aqui nesse plano é muito rápido e passageiro. O fiz. Sozinha, na terapia e com as confidentes. E a conclusão a qual cheguei é simples: corro feito louca, às vezes me esqueço de mim mesma, me privo de algumas coisas, mas, sou sim extremamente feliz. Escolhi a vida que escolhi baseada em uma única coisa: o amor. Amor pelas pessoas e pela profissão.

Às vezes, sim, é difícil arrumar um tempo para sonhar nessa rotina acelerada. Mas meus sonhos estão todos comigo: o trabalho, as pessoas, as paixões que me movem, o feriado na praia, os domingos com os sobrinhos, os alongamentos e força para do pilates. Meu maior erro – até o tal acidente de carro e as tais reflexões – era achar que o futuro e os sonhos tinham que ser grandiosos, regrados, estudados e roteirizados. Os meus sonhos e o meu futuro estão todos aqui, nas pequenas coisas que realmente me completam, impulsionados, vividos ao extremo nessa rotina estafante e acelerada, que me faz brigar com o despertador toda manhã.

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

 

EU QUERO QUE SE FODA! Era o que eu já tive vontade de dizer. QUERO QUE TUDO SE EXPLODA! Era o que eu acreditava ser o melhor. EU QUERO MORRER! E hoje em dia, milhares dizem o mesmo sem nem saber o porquê. Sabe, as vezes eu me sinto profundamente triste. Mas não triste com o mundo, minha vida, ou meus amigos e família. Triste com tudo. Se tudo pode ser definido como algo possível, eu me sinto triste por isso. As vezes tudo o que desejamos é não estar, não ser quem somos e como somos. Não sermos aquele estudante do ensino médio, a dona de casa que cuida sozinha de seus filhos, o mendigo que mora na rua, o ricaço que vive no alto da colina. Isso não é bom o bastante. Não importa como ou a razão disso, mas ficamos insatisfeitos. Já a criança na rua, a senhorinha da igreja, o cachorro que late sem parar… Eles estão satisfeitos e felizes. Mas existe felicidade? Será possível um simples sorriso ou abraço nos darem aquilo que tanto queremos? Ser satisfeito, completo, iluminado, rico, casado, amado… Será que apenas isso dará o que queremos? Ou a vida é apenas seguir em frente, procurando novos problemas e soluções? Acho que nunca saberei. Mas no fundo, acho que ninguém sabe.

Igor Mota – Belo Urbano, um garoto nascido em 1995, aluno de Filosofia na Puc Campinas do segundo ano. Jovem de corpo, mas velho na alma, gasta grande parte de seu tempo mais lendo do que qualquer outra coisa. Do signo de Gêmeos e ascendente em Aquário, uma péssima combinação (se é que isso importa).

O dia das mães foi ontem, o dia de comemorá-lo, mas mãe, uma vez mãe, é mãe em tempo integral.

Tem gente que diz que mulher é frágil, mas que mãe é muito forte. Não concordo exatamente com isso, mulheres são fortes e também são frágeis e mães são fortes sim, muito fortes quando ser MÃE está na sua essência. Ter filhos é fácil, mas ser mãe não é só ter.

Hoje, pós dia das mães, meu dia começou com um imprevisto. A escola da minha filha me ligou porque ela estava com muita dor de ouvido. Eu estava indo para uma consulta médica agendada há mais de dois meses. A médica que agendei, tem a agenda lotada, difícil conseguir consulta a curto prazo, mas é claro que desmarquei e fui com minha filha para o pronto socorro. Ficamos praticamente a manhã toda e saímos de lá para a farmácia comprar remédios, aliás, uma observação, como remédios em nosso país são caros.  Conclusão, uma otite que já sendo tratada pela mãe.

Outro dia uma amiga me disse: – Adriana os filhos são da mãe.

Nunca tinha ouvido aquilo, mas faz sentido, os filhos são da mãe na maioria dos casos, conheço algumas exceções, mas na maioria, os filhos são da mãe mesmo. É a mãe o porto seguro, emocional e muitas vezes o financeiro. Tenho três filhos, descobri o que é ser mãe com o primeiro, que hoje tem 19 anos. Filho não tem manual de instrução e mesmo no terceiro, no meu caso, na terceira, cada um é um, e com cada um, aprendo e ensino sempre algo novo.

Ser mãe de bebê para mim é o mais fácil, uma outra vez uma prima me disse: – Se sempre fossem bebês eu teria uns dez.

Uau, dez eu acho muito, mas bebês são fáceis de cuidar, o trabalho basicamente é físico. A medida que os filhos crescem, outras e outras questões vão surgindo e nem sempre tudo é tranquilo, quase nunca é, mas como mãe, vamos descobrindo caminhos, nos informando, conversando com outras mães, buscando ajuda de profissionais. Enfim, toda mãe só quer mesmo ver ser filho bem e feliz.

É simples na verdade, mas chegar nessa simplicidade é que não é nada simples… ou talvez seja, nós mães que talvez sejamos mais complicadas do que deveríamos ser, talvez nossa lente de proteger os filhos seja de aumento.

Eu hoje só sei de fato uma coisa, que só sabemos o que fazer em uma determinada situação quando a vivemos. O resto é especulação. Então se alguém falar: “se fosse…”, “se tivesse…”, eu faria de tal jeito. Esqueça, isso não existe.

Com meus filhos o meu SER HUMANO é mais forte, é crítico, aprende, ensina, perde a paciência, chora, ri, aplaude, não desiste, luta, briga, incentiva, se diverte, ama, com todas as dores e as delícias.

Depois que me tornei mãe tenho a clara sensação que um filho é grande chance de sermos seres humanos melhores. Agradeço muito as minhas três grandes chances, espero estar fazendo certinho a lição de casa.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br, 3bis Promoções e Eventos e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :). A personagem Gisa Luiza do “Fragmentos de um diário” é uma homenagem a suas duas avós – Giselda e Ana Luiza

 

 

A 1ª vez que recebi os Parabéns pelo Dia da Mulher foi em 1980 e eu, com 16 anos, perguntei por que haveria um dia da mulher. Com o tempo, é claro que fui estou descobrindo, mas aquela pergunta me instigou quando eu ainda me questionava o que era ser feminista.

Recentemente, fui buscar nas redes sociais, os motivos que levam algumas pessoas, homens e mulheres a lutar contra o feminismo e deparei-me com uma ala radical, cujos comentários de teor violento, precisei engolir, assustada, para tentar entender o que pensam: feminista é mulher feia, frustrada, gorda, com pelo no sovaco e falta de rola, que não merece nem ser estuprada! Normalmente saio da conversa quando a palavra “feminazi” entra na discussão. Mas digo que foi uma pesquisa interessante. É uma sociedade machista que não está aberta ao diálogo.

Essa era a ala radical, existe também o machismo velado, tipo “mulher deve lutar pelos seus direitos, desde que não interfira com os afazeres do lar”, ou “para que tanto mimimi?”

Estamos em março de 2017 e as pessoas ainda se espantam quando falo sobre a luta das mulheres para coisas tão simples como ter direito a votar, trabalhar, receber salário, o direito de estudar, de viver, não ser morta ou limitada pelo companheiro que se julga dono. Mulheres qualificadas ainda perdem a vaga por serem “mães”, ganham menos que seus colegas homens e justifica-se que faltam mais, produzem menos e não são boas no que fazem. Elas sofrem assédio! No emprego, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé…   Moral ou sexual. Levante a mão a mulher que não passou por isso, incluindo sua mãe, avó e filha.

Hoje me defino como Feminista sim! E quem não é, está mal informado! Homens e mulheres feministas são nada mais que pessoas que respeitam o outro ser como seu igual. Feminismo é entender que todos tem os mesmos direitos e deveres, capacidades e limites. É respeito pela pessoa, independente do gênero, cor ou credo.

Feminismo não é oposto de machismo, visto que machismo visa a opressão, enquanto o feminismo visa igualdade.

Ainda causa estranheza quando uma mulher está em um cargo de liderança ou quando desempenha uma função considerada masculina, como no mundo corporativo, na publicidade, na política, no taxi, caminhão, construção, no desenho, ou tantas outras áreas.

Eu, hoje, estou entre as “Mulheres Cartunistas”, “Mulheres desenhistas” mais conceituadas no Brasil. Muito feliz! Mas fico me perguntando quando eu e minhas colegas de traço seremos “cartunistas”, “desenhistas”, “quadrinistas” do seleto mundo do cartum, sem referência a gênero.

Como diz minha irmã Åsa: “Torço para que um dia não haja mais necessidade de existir um dia para lembrar as pessoas que mulheres são gente.”

Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

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Olho pela janela e vejo passar a história de uma vida…

Momentos únicos refletidos no tempo.

Alegrias, instantes de satisfação…

Tristezas superadas pela sabedoria.

A maturidade crescente, fruto dos anos vividos.

Objetivos alcançados, êxitos, realizações, porém inconstâncias.

Reflexos também da insegurança do ser!

Perguntas sem respostas, atitudes infundadas, mas há evolução.

Querer ser…

Querer ir além… buscar, conseguir, atingir sonhos, conquistar objetivos…

Sonhar sempre e acreditar que ao olhar mais uma vez pela janela, as imagens serão completas, com sentimentos intensos!

A certeza da mais profunda plenitude, e a paz de quem realmente viveu…

E foi feliz! E ainda será!

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Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora, conselheira de direitos humanos. 

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Tem épocas que podiam ser mais fáceis. Podia ser mais fácil se não sentisse angustia, podia ser mais fácil se não ficasse ansiosa, podia ser mais fácil se não ficasse preocupada, podia ser mais fácil se o dinheiro sobrasse sempre, se a saúde não desse sinais de alerta, se as crianças entendessem tudo que você explica, se não nos deparássemos com pessoas irritadas por pouca coisa, se não existisse dúvidas, se não existisse solidão.

Podia ser mais fácil sim, mas não é assim. Tem gente que acredita em sina. Tem gente que acredita em reencarnação. Tem gente que acredita em carma. Tem gente que acredita em Deus. Tem gente que acredita que nada é por acaso.

Por que tanta fartura de um lado? Por que tanta miséria de outro?

Sim, poderia ser tudo mais fácil se tudo fosse igual, porque sem diferenças tudo seria mais linear, não existiria conflitos e todos teoricamente seriam felizes.

Afinal, é essa tal de felicidade que todos querem. Felicidade que alguns acham que conseguem comprar, mas felicidade mesmo não se compra, não se conquista, não é luta. Felicidade é a falta do vazio que habita nos seres humanos. As vezes esse vazio é tão grande que não encontra felicidade em nada e quem sente isso dessa forma fica doente, muitas vezes doente uma vida toda. Na busca, doente. Sem buscá-la, doente.

Erros de entendimento, deve ser isso a resposta quando temos tantos padrões pré estabelecidos sobre essa tal felicidade.

Podia tudo ser mais fácil para sermos mais felizes? Não acredito nisso. Cada um é cada um e o mistério é justamente esse. Talvez seja sorte ser feliz. Talvez sejam só as endorfinas. Talvez sejam os nossos recursos internos. Talvez seja o olhar para a vida. O olhar para si mesmo.

São tantas suposições, tantos senões, que na verdade não importa. O que de fato importa é descobrir qual é sua motivação nessa vida. Quem é você? O faz seus olhos brilharem?

Não importa mesmo se podia ser mais fácil, importa é como você lida com o que não é fácil. Lidar com essa teia de sentimentos e situações que a vida nos coloca. E antes de tudo e de mais nada, ser coerente com você mesmo.

Fácil ou não, a escolha é sua de querer olhar as flores pelo caminho. Esse é o segredo dessa tal felicidade, que habita dentro de todos nós. Então, se posso dar um conselho, quando tudo ficar muito difícil, respira fundo, faça uma prece e aprecie a vida. Especialmente a sua.

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre suas agências Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br , 3bis Promoções e Eventos www.3bis.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

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Se lembra de quando a gente costumava ser feliz?

Se lembra de quando não era preciso fingir?

Onde a gente se perdeu, em que ponto da estrada?

Felicidade simplesmente pelo fato de ser, ter não importava.

 

Você se lembra quando foi que riu até chorar pela última vez?

“Cê” lembra do medo que dava quando a mãe dizia que só ia contar até três?

Me fale daqueles dias que a gente sorria sem motivos

Diz no meu ouvido como era a sensação de se sentir vivo

 

Me fale daquele frio na barriga do primeiro encontro

Da graça dos desencontros e dos abraços de reencontros

Diz pra mim como era a emoção de quando nossa música tocava

De todas as vezes que dançou sozinha no caminho da sala pra cozinha

 

Aqui entre a gente, qual foi seu último beijo de pálpebras fechadas e alma

aberta?

Lembra quando criávamos universos e fazíamos fortalezas debaixo da coberta?

Desejo a  você sonhos maiores que um apartamento 4 quartos e varanda gourmet

Eu espero que você ainda possa crer e que no fim do dia ainda tenha alguém

pra dizer:

 

EU TE AMO

 

Uma viagem para se afastar do mundo e se aproximar das pessoas

Jogando pedrinhas no lago e falando só de coisas boas

E que para sorrir não seja necessário ser ator ou atriz

E que pelo menos uma vez por dia você fique preso na nostalgia de ser feliz

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Lucas Alberti Amaral – nascido em 08/11/87, vem há 27 anos distribuindo muito mau humor e tentando matar a fome. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela METROCAMP, trabalha na área há 6 anos, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias www.facebook.com/quaseinedito (curte lá!). Concilia a dura missão de morar em Campinas – SP (cidade onde nasceu) e trabalhar em Barueri-SP, não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.

Fazer aniversário é muito bom, termina um ciclo, começa outro.

No balanço do que foi, para a esperança e sonhos do que vem.

Zeca Pagodinho que me desculpe, mas esse papo de “deixa a vida me levar” não é pra mim não, prefiro escolher e ser responsável pelas minhas escolhas e caminhos, e como sinal de maturidade “prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, como cantava Raul Seixas.

Abrir a cabeça sempre, não cair nas armadinhas de padrões que vendem a felicidade, como se a felicidade estivesse em uma prateleira de supermercado. O que me faz feliz? Tantas coisas e muitas, muito simples do dia a dia. Felicidade é estar feliz em ser você mesma.

Com o passar dos anos se gostarmos de sermos nós mesmos, vamos cada vez mais ficando exatamente com a nossa cara. Sim, com a nossa cara, porque vão caindo por terra, o que sempre fomos mas não mostrávamos, por medo, vergonha, timidez, por não enteder. Tudo fica mais claro e só o tempo nos traz isso, ficamos sim, cada vez mais com a nossa cara. É bom gostar da sua cara quando olhar no espelho, especialmente dos olhos, aquele que tem brilho e deve sempre continuar a brilhar.

Não tem essa, sou de tal idade e não devo mais fazer isso ou aquilo. Quer usar saia curta na idade que for? Use se sentir bem. Quer mudar de profissão depois de um tempão na mesma? Mude. Quer andar de asa delta pra superar um medo. Ok faça isso. Quer ir em um show e ficar no meio da multidão. Vá. Simplesmente vá.

Velho é quem não sonha. Tem gente com pouca idade que já nasceu velho e isso é definitvamente triste.

Use o tempo a seu favor e nunca contra, permita-se explorar sempre, permita-se experimentar novos sabores, permita-se tomar chuva de vez em quando e tomar sol – as vezes sem filtro solar. Permita-se cantar, no chuveiro, no carro, na cozinha e quem sabe em uma banda de rock se tiver vontade. Permita-se sonhar sempre e ter força e vontade para tornar o sonho realidade. Essa é a verdadeira fonte da juventude.

Sim, com o passar dos anos sabemos que menos é mais e mais é menos. Então, não da para perder esse precioso tempo, não da para procrastinar as prioridades, não da para ficar arrumando desculpas e culpados para a não ação. Ação, sim ação, hoje e sempre, em qualquer idade. Quem escolhe a vida que quer levar é o próprio autor e não os personagens. Seja de verdade e não um personagem da sua vida.  Não dominamos tudo, isso é certo, mas não é necessário dominar tudo para estar bem consigo mesmo.

Então, é hora de saber refletir, colocar na balança tudo que foi vivido até aqui e pesar se está tudo equilibrado e dentro do peso certo para cada área da vida. Se algo estiver faltando ou pesando demais é hora de mudar para equilibrar, e nunca usar como desculpa a passagem do tempo ficar conformado com o que não está bom. Reinvente-se.

Que a alma de criança me deixe sempre inquieta e me alimente novos sonhos. Desejo que nesse próximo ano começa para mim, eu veja alguma estrela cadente, faz muito tempo que não as vejo e estou com saudades, isso não posso escolher, mas aumento muito minhas chances se olhar mais para o céu.

Assim como para mim, desejo a todos que no seu próximo ano de aniversário, vejam estrelas cadentes.

Feliz aniversário!

eu desenhada por Carol

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde é a responsável pela autoria de todas os contos e poesias. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre sua agência  Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. Aqui desenhada pela sua filha Carolina.