Acordei sem força mental e, como de costume rumei ao berço

que me acolhe sem perguntas ofensivas.

A tela que me é trivialista (criei) coloca-me num dentro tão real
que faz um bordel dentro de minha mente cordelista (criei),
quando a pipoca de palavras ficam ardente e se submetem à

revista, de minha mente surrealista!

E no rever aos causos de um ontem, rebato-me com uma nova
história de Lampião e claro de uma Maria Bonita!
Dei-me ao que falar… Sem receios iniciei um bordar sem
bastidor de cortes e sem clemência de meu pensar!
E viajei na tomada de curso deste acordar!

E vibrei em meu cangaço, dentro da liturgia que sei de meu
regaço, encontro-me assediada pela utopia de que Rei foi
Lampião e que rainha empoderada tenha sido Maria!

Ledo pensar ou credo demais nesta

Literatura cordelista sobre os anos 30, quando o cangaço
surgiu traçando uma nova e pioneira cruel vida, e despojando

arrimo bem a mais do que a causa prometida!
Virgulino-me (criei) diante da nova história apresentada em
prosa do Historiador Frederico Pernambucano de Mello e
Bonitato-me (criei) em Maria diante da Jornalista Adriana
Negreiros – os dois chegam com livros abusados sobre as leis
desta torturante abertura de Lampião e seu reinado de

aprovação ou não!
Penso e re…penso sobre:

Poesias enlaçadas em meu cangaço
Palavras impregnadas em teu regaço
Pensares narcotizados em meu abraço
Provérbios mistificados em teus relatos
E no bastidor Tu Lampião e Eu Maria
Na obra ricamente bordada de nosso laço!
… E meu pensar extrapola e, sigo pensando sobre as
modas de hoje em dia, num século em que o corpo
enuncia demandas que nada têm sobre as Marias que
somos… E as Marias seguem e não precisam mais ser

vistas SOMENTE Bonitas!

Pois, aquelas que se abandonam em seus internos
espelhos, movidas pela virtual hegemonia tribal de que
tem que estar tudo igual… ficam sem o “lampião”
para que observem o iluminado desejo após suas
necessárias transformações e melhor grafitando suas
mutações diante do espelho desta sociedade do:

Eu tenho… Eu posso e por isso?

EU SOU BONITA!

E neste instante atrevo-me a bradar sobre a
capacidade de brindar- me em somente Maria, que
todas somos, dentro de nossa feminilidade!

Maria Bonita feminista?

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

E ela Maria Getúlia, cochilou certa de que a Igualdade Social a faria vencer a máquina digital! E, sem vergonha de ser feliz colocou seu dedo no prumo, em riste, na ponta do terrível iceberg documentado em Cabos eleitorais, Senhas territoriais e  personalizados nas Zonas em Seções comportamentais.

Assim se via diante do Sistema saudado para a eclosão final da famigerada e da fama gerada pelo VOTO Feminino, seu nome santo Maria composto pelo nome Getúlia lhe dizia!

Sobre a capacidade de vigília que depende da mente em equilíbrio nesta situação de conflito entre o eu devo, quero, posso e sou Livre para manifestar!

E o agora acontece e ela sabe que existe um evento aos berros em prontidão por meio de uma mídia vultosa, que a tem chamuscado com um alvoroço de questões sobre seu sim e seu não. Sábio Fevereiro/1932 em que o Presidente da República Getúlio Vargas assina um mandato sobre o Direito de VOTO das Mulheres, e a Constituição se engrandeceu, porém, olhos machistas não o reconhece até hoje!

Ops! Ela, a intensa Maria Getúlia pensou neste ZONEAR comprometimento com o Estado afim de que seu VOTO a nada se subordinasse ou caísse em tentação, e como dizia sua falecida mãe:

Minha filha, a palavra ZONA tem muitas explicações supra temáticas e tem uma delas que nos reverencia e nos coloca em igualdade neste tambor de diferenças conceituadas, pela nefasta hipocrisia… O DIREITO DE VOTO!

Ahhhh! Mamãe!

Porém até hoje neste virtualizado Século XXI, a visão deste colóquio entre a URNA X Mulher é colocado como uma situação pândega ou até mesmo esdrúxula, com o perfil assentado e preconceituoso de que a mulher não pensa sobre Política, e para muitos pensamentos nós mulheres nem precisamos pensar em POLÍTICA!

Mesmo tendo em suas mãos o estereotipado “santinho”.

E Maria Getúlia, sabe com Consciência de que vive em um País Democrático e que o Voto é Secreto, e que nesta ZONA ela deve e pode frequentar como Direito de querer estar diante da Urna colocando sua personalidade ZONEADA, em total Liberdade de ação, afinal!

Acordem Getúlias em Marias para pleitearmos novos rumos!

Eles pensam que estamos cochilando.

Bom dia!

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.

Aos 10 eu achava a Sandy um mulherão. Meiga, delicada e independente.

Aos 15 meu ícone era Jennifer Lopes. Corpão, bundão, silhueta enxuta e independente.

Aos 20 eu queria ser Madonna. Atrevida, sem papas na língua e desprendida de tudo e de todos.

Aos 25 meu padrão era Beyoncé. Linda, poderosa, corpo pra botar qualquer fitness no chinelo, sonho dos homens e admiração das mulheres. Era a própria Miss Independent.

Aos 30 eu descobri que o mulherão que eu sempre quis ser era eu mesma. Levando porrada da vida e levantando de novo.

Pegando no tranco, sem dar moral pra otário.

Batendo de frente e enfrentando os leões com uma vida nos braços.

Aos 30 eu decidi que o Mulherão que a gente sempre idealiza mora lá no fundo da alma, muitas vezes gritando pra sair e se calando por medo de outros.

Aos 30 eu não conquistei nem metade do que eu sonhei, mas já estou realizada em todos os âmbitos porque eu sei que isso só depende de mim.

Independência é o nome da liberdade que quis pra mim. Eu sei que sou o tipo de mulher que 98% das pessoas não gostam ou não sabem gostar. Bato de frente e não tenho medo de me machucar.

Se cair levanto, se ferir saro.

Não tenho medo, não me calo.

Não tenho vocação pra ser vítima, porque eu aprendi que meu lugar é no pódio.

Eu sou o mulherão que eu idealizei e não preciso que me digam.

Eu sei e isso basta.

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

Mudamos de século e ainda continuamos na luta, como as mulheres do final do século XIX, que terminaram queimadas em um incêndio de uma fábrica nos Estados Unidos, depois de serem trancadas no local apenas de seus direitos. Tempos depois, em 1968, cerca de 400 ativistas do WLM ((Women’s Liberation Movement) protestaram contra a exploração comercial da mulher, durante realização do concurso de Miss America, queimando sutiãs e outros adereços que simbolizavam a beleza feminina.

Hoje não queimamos mais sutiãs, mas parece que a incansável luta pelos direitos está longe de acabar. A discriminação, mesmo que camuflada está em quase todo o lugar e em quase toda cultura. Mas não vou entrar no mérito político e social da coisa, pois para isso, com certeza, existem pessoas muito mais gabaritadas, como filósofos, historiadores e psicólogos. Só quero expor, em como pleno Século XXI, ainda temos que provar no dia-a-dia que somos capazes e acima de tudo, merecemos RESPEITO. Neste sentido, coisas banais e cotidianas me deixam extremamente frustrada quando reflito sobre a questão de gênero. E a cada dia que passa, descubro quais são minhas lutas internas e na sociedade em que vivo.

1. Eu não quero ter que acordar todos os dias pensando que se eu colocar um vestido ou uma saia mais justa (por mais que seja na altura do joelho), minha capacidade profissional e intelectual vai ser colocada à prova;

2. Eu não quero ter que me “fantasiar” que nem boneca ou como para uma festa todo santo dia, porque a sociedade espera que eu esteja linda, de unhas feitas, cabelos escovados e maquiada;

3. Eu não quero andar nas ruas com a insegurança de que posso sofrer qualquer tipo de violência, porque se estou de roupa curta, nesse calor infernal do Brasil, estou pedindo para ser agredida sexualmente;

4. Eu não quero ouvir “fiu fiu” por onde passo ou aquele “gostosa” ou “oh lá em casa”. Socorro, mulher não é mercadoria de feira para você sair gritando, como que dando as qualidades da fruta;

5. Eu não quero ser promovida e ficar vendo rodinhas de homens (e até de mulheres, pasmem) sussurrando se eu teria a capacidade para o cargo ou teria conseguido em “troca de algo”;

6. Eu não quero ser julgada pela sociedade porque não casei e não tenho filhos com 36 anos de vida. Alguém já se perguntou se a profissão não foi mais importante ou se simplesmente não aconteceu ainda ou que sequer venha acontecer e eu seja feliz com isso? Não, é mais fácil dizer que o tempo está passando, que ficarei sozinha na velhice, que não gosto de homens, que não tenho sucesso no amor. Ah, eu tenho. E se eu contasse um terço da minha vida amorosa para essas pessoas que tanto julgam, tenho certeza que elas cairiam de costas e mudariam os seus (pré) conceitos.

Eu estava discutindo essa questão do gênero com uma amiga advogada… Questionei muito as frases banais que costumam aparecer nesta Semana da Mulher, do tipo: dia da mulher é todo dia, ou dia 8 de março é uma data em que devemos exaltar a mulher. Como? Acho, inclusive (e me perdoem as feministas), que as próprias mulheres fazem questão de comemorar esse dia acabam cometendo uma certa discriminação. Porque se lutamos por direitos iguais, como precisamos de um dia no ano para comemorar um massacre? Essa minha amiga, que diga-se de passagem é uma feminista e ativista em defesa da causa da mulher de primeira, falou: Marina, às vezes precisamos voltar ao preconceito para nos livrarmos dele. Fácil assim. Voltemos então a refletir no que realmente queremos como sociedade. E não só no dia 8 de março. E são tantas as coisas que eu não quero enquanto mulher. Mas fica difícil acreditar que a minha geração vai resolver isso, ou as seguintes. Só espero que não demore mais de século para que a sociedade em geral, homens e mulheres, perceba que a diferença entre os sexos realmente existe, mas que ela não deve segregar e sim, complementar a existência de cada um deles.

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

A 1ª vez que recebi os Parabéns pelo Dia da Mulher foi em 1980 e eu, com 16 anos, perguntei por que haveria um dia da mulher. Com o tempo, é claro que fui estou descobrindo, mas aquela pergunta me instigou quando eu ainda me questionava o que era ser feminista.

Recentemente, fui buscar nas redes sociais, os motivos que levam algumas pessoas, homens e mulheres a lutar contra o feminismo e deparei-me com uma ala radical, cujos comentários de teor violento, precisei engolir, assustada, para tentar entender o que pensam: feminista é mulher feia, frustrada, gorda, com pelo no sovaco e falta de rola, que não merece nem ser estuprada! Normalmente saio da conversa quando a palavra “feminazi” entra na discussão. Mas digo que foi uma pesquisa interessante. É uma sociedade machista que não está aberta ao diálogo.

Essa era a ala radical, existe também o machismo velado, tipo “mulher deve lutar pelos seus direitos, desde que não interfira com os afazeres do lar”, ou “para que tanto mimimi?”

Estamos em março de 2017 e as pessoas ainda se espantam quando falo sobre a luta das mulheres para coisas tão simples como ter direito a votar, trabalhar, receber salário, o direito de estudar, de viver, não ser morta ou limitada pelo companheiro que se julga dono. Mulheres qualificadas ainda perdem a vaga por serem “mães”, ganham menos que seus colegas homens e justifica-se que faltam mais, produzem menos e não são boas no que fazem. Elas sofrem assédio! No emprego, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé…   Moral ou sexual. Levante a mão a mulher que não passou por isso, incluindo sua mãe, avó e filha.

Hoje me defino como Feminista sim! E quem não é, está mal informado! Homens e mulheres feministas são nada mais que pessoas que respeitam o outro ser como seu igual. Feminismo é entender que todos tem os mesmos direitos e deveres, capacidades e limites. É respeito pela pessoa, independente do gênero, cor ou credo.

Feminismo não é oposto de machismo, visto que machismo visa a opressão, enquanto o feminismo visa igualdade.

Ainda causa estranheza quando uma mulher está em um cargo de liderança ou quando desempenha uma função considerada masculina, como no mundo corporativo, na publicidade, na política, no taxi, caminhão, construção, no desenho, ou tantas outras áreas.

Eu, hoje, estou entre as “Mulheres Cartunistas”, “Mulheres desenhistas” mais conceituadas no Brasil. Muito feliz! Mas fico me perguntando quando eu e minhas colegas de traço seremos “cartunistas”, “desenhistas”, “quadrinistas” do seleto mundo do cartum, sem referência a gênero.

Como diz minha irmã Åsa: “Torço para que um dia não haja mais necessidade de existir um dia para lembrar as pessoas que mulheres são gente.”

Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

 

Comemora-se o Dia Internacional da Mulher em 8 de março por causa de um episódio histórico. Nesse mesmo dia em 1911 as funcionárias de uma fábrica da Triangle Shirtwaist Company em Nova York, nos Estados Unidos, entraram em greve reivindicando melhores condições de trabalho. Elas pediam uma jornada de trabalho menor (de 16 para 10 horas diárias), que seus salários fossem iguais aos dos homens e melhor tratamento no ambiente de trabalho.

E o que aconteceu?

Ainda que não exista consenso sobre o que de fato ocorreu, sabe-se que no dia 25 de março houve um incêndio na fábrica, do qual nem todos os operários escaparam. A maioria dos 600 trabalhadores conseguiu sair da fábrica, mas 146, sendo 125 mulheres, morreram.

Quando esse dia passou a ser o Dia da Mulher?

Só em 1977, quando a ONU declarou o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, para homenagear as lutas feministas por igualdade, justiça e respeito. Desde o começo do século XX, no entanto, movimentos sociais já vinham promovendo datas internacionais de debate sobre os direitos das mulheres. Um dos mais conhecidos aconteceu em 1911 em Copenhague, na Dinamarca, quando um encontro realizado no dia 19 de março discutiu igualdade de gêneros, sufrágio feminino e outras questões envolvendo direitos das mulheres.

Isso já faz muito tempo. Ainda precisamos desse dia?

Sim. Segundo a Organização das Nações Unidas, o salário das mulheres ainda é 27% menor dos que o dos homens que ocupam a mesma função. Isso vale para o mundo de maneira geral. A proporção de mulheres que ficam e casa e cuidam de afazeres domésticos não remunerados é duas vezes e meia maior do que a de homens.

Celebrado pelo 40º ano consecutivo, o Dia Internacional da Mulher é uma data para comemorar os feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher e fazer uma reflexão dos avanços que ainda são necessários. Em 1975, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.

A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários.

Muitos outros protestos se seguiram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América.

Conferência estabelece data.

Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. (Fonte: Wikipédia)

Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.

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É tarde

dizem que não

mas que é

Depois das onze

falta pouco para meia noite

Meia hora?

O que é meia hora agora?

É tarde

bem tarde

não da mais tempo

Meia noite

as carruagens viram abóboras

os morcegos estão a solta

e você que ficou lavando as janelas

guarda agora o sabão em pó

e dorme só

Mas é melhor que perder os sapatos

cortar os pés (de tanto correr)

ou parar presa dentro da abóbora (a meia noite)

em uma festa qualquer de halloween (rodeada de monstros)

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Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde escreve contos, poesias e crônicas nesse blog. Publicitária e empresária. Divide seu tempo entre sua agência Modo Comunicação e Marketing  www.modo.com.br e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :)

 

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Acho que não sou exceção nesse universo feminino, não sou diferente de ninguém, não sou especial a ponto de ser caso único. Mas, às vezes, acho que colocar no papel (ou na atmosfera digital) faz bem.

Sou como tantas outras da minha geração… A chamada geração Y. Optei (será?) por não casar, não ter filhos (sonho que ainda tenho recorrentemente) e focar no trabalho. Fiz essas escolhas de maneira quase automática. Ou melhor, costumo querer acreditar que as fiz. Pois, assim como muitos da minha geração, tenho o desejo e a falsa sensação de que tenho algum controle sobre coisas que me acontecem. Mas juro que chego a ter certeza em momentos, que não escolhi nada, que a vida me levou a isso e eu acatei e convivo com isso no meu melhor.

Sou extremamente realizada na minha vida de jornalista. Trabalho com dois extremos, política e assessoria de imprensa coorportativa, vivo em cada uma dessas pontas sensações divergentes. O mundo coorporativo ainda me intriga com algumas regras, que às vezes me passam desapercebidas. O mundo da política me lembra, que apesar dos mais de 10 anos nele, ainda sou um bebê.

São tão diferentes entre si. Distâncias gigantescas e outras tão sutis. A roupa que vou usar, a seriedade que tenho que passar, os gritos que tenho que dar, porque, apesar de estarmos em 2016, eu ainda sou vista como uma menina e o que uma menina poderia acrescentar num mundo de “macacos velhos”? Daí, o grito. Absurdo, mas assim eu fui galgando espaço num mundo tão masculino. Hoje grito menos, mas me lembro diariamente do quanto já fiquei rouca.

Fora isso, ainda quero ser a melhor amiga, a melhor irmã, a melhor filha, a melhor tia, a melhor namorada. Mas às vezes não consigo nem me organizar para dizer um “alô” para quem eu amo. Coloco a culpa no trabalho, mas não aceito de coração quando essa desculpa vem pelo outro lado, pelo “sumiço” dos outros.

Sofro com crises de sincericídio, de ciúme, de consciência. Mas que mulher não é assim? Me pergunto isso todos os dias. Sou geminiana e brinco comigo mesma: quem está aqui hoje é a gêmea má ou a boa? Surto… às vezes internamente, às vezes para o mundo ouvir.

Choro em propagandas de margarina, mas escolhi minha profissão ao ver uma matéria na TV de uma guerra. Queria estar ali no meio do bombardeio. Loucura? Não sei. Nunca fui para a guerra. Não a da TV. Mas tenho a sensação de viver em uma constantemente. Guerra para ser aceita (quem precisa disso? Eu juro que eu), para ser ouvida, para manter o respeito que conquistei, para não faltar no pilates, para amar em paz… Talvez guerra seja uma palavra forte. Troquemos por desafios. As palavras insistem em me ludibriar, por mais que eu trabalhe com elas.

Fico imaginando nos desafios que a geração das minhas avós teve que passar, nos da minha mãe, nos que virão para a minha sobrinha (quem sabe minha filha…) O mundo está girando e não dá para querer pará-lo com as mãos. Só não sei se corro a favor ou contra. E você, corre como? Ou simplesmente acompanha o movimento?

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Marina Prado – Bela Urbana recém chegada. Jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

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Mulher de fases, sim senhor!

Pois é… muito se fala da mulher de fases, de como as mulheres são inconstantes, que é impossível entende-las!

Pessoal, a notícia ruim: é verdade, somos de fases! A notícia boa: não é assim porque a gente quer, porque somos mimadas, ou porque queremos atenção, é assim porque fomos feitas assim! O processo é químico!!! Chamem de ‘erro de projeto’ do ‘cara lá de cima’ se quiserem, mas o fato é que não temos culpa do turbilhão de hormônios que circulam pelo nosso corpo a cada dia em quantidades diferentes, com funções diferentes, mas todos com um objetivo em comum: a reprodução. Ou seja, tudo isso que nós passamos e vocês aguentam, tem a função de eventualmente gerar filhos!!

As mulheres tem sim humores, caras, pele, cabelos diferentes a cada fase do ciclo menstrual.

É isso, as mulheres sofrem quimicamente mudanças no organismo… diariamente! Muito diferente dos homens que tem os mesmos níveis, dos mesmos hormônios, todos os dias, tudo igual… chega a ser entediante. Boys will be boys… always!

Já nós, mulheres, temos essas mudanças todas o mês inteiro. Na semana que estamos menstruadas estamos cansadinhas, desanimadas. Aí passa, e nos sentimos melhor, uma semana depois começamos a nos sentir poderosas. Na fase fértil, sentimos que podemos dominar o mundo!!!! Mas isso também passa, e começamos a nos fechar… e aí vem a temida TPM, ficamos insuportáveis. E acreditem, queremos sair de perto de nós mesmas, às vezes!!

Mas já repararam o quanto os sentimentos dos homens para com as suas parceiras mudam de acordo com as semanas? Passem a reparar na frequencia com que isso acontece, verão que há um padrão, esse mesmo padrão! Durante alguns dias no mês os homens se sentem inexplicavelmente mais atraídos pelas suas parceiras? Em outros dias, essa atração não é assim tão importante? E na TPM eles também não ficam mais reativos? Parte disso também é quimíco, amigos! Os homens reagem quimicamente aos nossos hormônios, porque eles agem através do nosso cheiro, da nossa pele, do nosso suor. Percebem?

Mas agora vem a parte boa! Do mesmo jeito que é difícil aguentar a TPM, aproveitem ao máximo a fase em que sua parceira está mais bela e feliz! Aqueles dias no meio do cliclo, em que ela parece estar com um brilho diferente. Ela está mesmo, o cabelo fica mais macio, a pele e os olhos tem mais brilho, a boca parece mais apetitosa, o corpo se movimenta diferente.

Nessa fase ela também estará muito mais receptiva aos seus carinhos, estará disposta a novidades e terá mais facilidade para ter prazer! Aproveitem e caprichem!!

Na TPM? Carinho, paciência e chocolate… santos remédios!

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Tove Dahlström – Belas Urbana, é mãe, avó, namorada, ex-mulher, ex-namorada, sogra, e administradora de empresas que atua como coordenadora de marketing numa empresa de embalagens. Finlandesa, morando no Brasil desde criança, é uma menina Dahlström… o que dispensa maiores explicações. Na profissão, tem paixão pelo mundo das embalagens e dos cosméticos, e além da curiosidade sobre mercado, tendencias de consumo, etc., enfrenta os desafios mais clichês do mundo corporativo, mas só quem está passando entende.

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Março é o mês da mulher!

Não bastasse ter o Dia Internacional da Mulher no dia 8, o mês inteiro acabou virando uma homenagem a ela.

Mas o que estamos comemorando exatamente?

Pois bem, vivemos numa sociedade de extremos, onde o radicalismo é necessário embora tire a paciência de muitos. O politicamente correto faz com que se pise em ovos em muitas situações e, dizem muitos, não se pode mais brincar.

Na verdade, para uma nova geração, criada por mães e pais com uma visão mais esclarecida, pode parecer besteira que mulheres ainda gritem por direitos iguais, mas vivemos em uma sociedade machista, onde ainda é comum referir-se a uma mulher como má condutora, incapaz em várias situações ou, até mesmo com assombro, quando ela se destaca em alguma área. Embora ela divida a manutenção da economia doméstica, é dela que se cobra a criação dos filhos e o cuidado com o lar. Ela se cobra! Se um filho tiver dor de ouvido, ela falta do trabalho para levá-lo ao médico, na maioria dos casos.

Ela vai à luta, mesmo tendo que contar com um salário menor, estando em uma mesma posição de trabalho que seu colega homem. Ela se sujeita a um ambiente de trabalho ou  transporte público onde, muitas vezes, é assediada, por ser gostosa ou por ser baranga. Ela caminha pelas ruas de antena ligada, sempre atenta ao que pode aparecer. Em alguns países, a mulher ainda é submetida à mutilação vaginal, em outros, ela é proibida de estudar. Parece que a mulher esclarecida e que sente prazer oferece grande ameaça ao Status Quo machista.

Antes de nós, nossas ancestrais começaram uma luta. Já queimaram sutiãs e praça pública, já saíram às ruas sem roupa ou com roupas que chamassem a atenção… Mas a grande maioria de nós trava uma luta silenciosa e diária.

A nossa homenagem é para essa luta de um mundo mais justo e uma vida digna, algo que beneficiará a todos!

Em março, Belas trará relatos, artigos, textos sobre o universo feminino e feminista, até para desmistificar o tal feminismo. Falaremos sobre hormônios e eventos. Discutiremos opiniões e fiu-fius.

Convidamos você a ler, participar e opinar sobre as postagens!

E esperamos que você goste!

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Synnöve Dahlström Hilkner Bela Urbana, é artista visual, cartunista e ilustradora. Nasceu na Finlândia e mora no Brasil desde pequena. Formada em Comunicação Social/Publicidade e Propaganda pela PUCC. Desde 1992, atua nas áreas de marketing e comunicação, tendo trabalhado também como tradutora e professora de inglês. Participa de exposições individuais e coletivas, como artista e curadora, além de salões de humor, especialmente o Salão de Humor de Piracicaba, também faz ilustrações para livros. É do signo de Touro, no horóscopo chinês é do signo do Coelho e não acredita em horóscopo.