Parabéns, Minha Filha, por ter chegado ao dia de hoje com tanta desenvoltura.

Parabéns por ter superado seus medos e aprendido com seus erros, sempre se metamorfoseando.

Parabéns por trazer consigo o gosto pela liberdade, o respeito e empatia pelos seus semelhantes e por toda a natureza.

Três Vivas!!! por ser tão acessível e amável;

zilhões de beijos cheios de gratidão, por ter trazido luz à minha vida, antes tão sem graça.

Que você continue rindo sem pudor; que encare tudo como aprendizado;

que faça o que lhe der “na telha”, sem, jamais, prejudicar quem quer que seja;

viva solta e levemente, e só dê importância ao que realmente é relevante;

que você encontre pessoas de todos os matizes ideológicos e com todo tipo de personalidade, para exercitar a tolerância, a percepção e a arte de bem viver; 

que não retroceda diante dos obstáculos, para se fortalecer mais e mais;

que tenha muitos amigx, muitos amores, muitos colegx, muitos afetos;

que você transcenda a matéria no seu período nesta Terra;

e que tenha o suficiente para continuar sendo VITORIOSA.

Maria Claudionora Amâncio Vieira –  Belas Urbana, formada em Direito pela Universidade Estadual Paulista – UNESP e é especialista em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho pela Universidade de Franca. Amante incondicional da Natureza Selvagem, grande apreciadora dos prazeres da vida, leitora contumaz e cinéfila por excelência

Mãe, feita de carne, mas com a força de uma rocha. Seu filho, será sempre a maior preciosidade que há no mundo.

Mãe se transforma. Mãe não descansa. Mãe não desiste. Não perde suas forças, por nada. Mãe é quem realmente conduz a verdadeira família.

Ser Mãe é algo que muda completamente a vida de uma mulher. Ser Mãe é a maior aventura que já vivi. Ser Mãe me fez rejuvenescer.

Tive o privilégio de Ser Mãe aos 46 anos de uma menina muito especial. Foi o maior presente que eu poderia receber nessa vida. Me senti completa. Por ela ser evoluída, aos 6 anos, me incentiva, me acalma, me dá força para seguir todos os dias. Ela se chama Giovanna, que significa Presente de Deus.

Agradeço, compartilho e estimulo outras mulheres a vivenciarem essa experiência maravilhosa.

Marianne Kachan – Bela Urbana. Formada em artes, apaixonada pela sua filha, sua família, paisagismo, animais, novas culturas, poesias e gastronomia.

A história da Bela e a Fera esteve presente na minha casa durante um jantar.

Todos aqui em casa gostam de sopa, sempre foi um prato divertido de se comer, às vezes era sopa do Hulk, outras era sopa de letrinha quando brincávamos de escrever nomes, sentimentos, era uma bagunça bem gostosa.

Numa noite de sopa, quando os ingredientes já tinham sumido da cumbuca e só restava caldo, a Bela aqui de casa estava com a cumbuca na mão virando o caldinho na sua boca.

E eu que fui condicionada a ser princesa, a repreendi e com reprovação lhe disse:

“Princesas não comem desse jeito!”

A Bela que sempre foi falante e com liberdade para se expressar, retrucou imediatamente:

“Mas a Bela do filme “A Bela e a Fera” toma sopa assim!”

E eu que estava engessada nos meus condicionamentos, insisti dizendo:

“A Bela estava se comportando como a Fera, mas princesas não se comportam desse jeito!”

No filme, a Bela vê a dificuldade da Fera em tomar sopa, e lhe mostra como fazer para não se sujar todo, age com tamanha gentileza, praticando a empatia e aceitação, mostrando à Fera que não há nada de errado com ela.

Mas naquele instante que eu a repreendi, ela internalizou que ser princesa era sinônimo de beleza, modelo de comportamento e perfeição.

De lá para cá, tomar sopa para ela nunca mais foi a mesma coisa, não teve mais o mesmo sabor e tão pouco o prazer da diversão.

Tomar sopa para essa Bela é momento de reforçar sua imperfeição.

Somente há pouco tempo, coisa de um ano, a Bela compartilhou comigo quanto essa lembrança refletia de forma negativa na vida dela.

O quanto ela se sente inadequada para algumas situações e ambientes.

O quanto ela sente a desaprovação dos olhares quando não parece ser perfeita. 

Hoje ela consegue se desvincular de padrões tidos como certos ou errados, pré-determinados e estruturados por mim, pela sociedade e até mesmo em alguns filmes infantis.

Trabalhamos juntas aceitação das imperfeições, vulnerabilidades e compreendendo que assim somos.

Quero com essa história mostrar que somente o amor incondicional é capaz de fortalecer laços, educar verdadeiramente, e fazer com que nossos filhos se sintam amados, adequados e prontos para viverem a vida realizando seus próprios sonhos.

A maior prova de amor que podemos dar aos nossos filhos é a autonomia para que eles possam viver suas próprias experiências, independente da idade.

Luana Carla – Bela urbana, analista corporal e comportamental. Sua paixão é poder contribuir para evolução da nossa espécie através do seu trabalho, sendo facilitadora do processo evolutivo interno, auxiliando pessoas a encontrarem soluções para seus conflitos de forma mais harmoniosa possível, respeitando seu funcionamento natural. E assim viverem em paz consigo e com o ambiente a sua volta.

Show do Justin Bieber, 2017… aglomeração, gritaria fanática juvenil, uma fila de quilômetros, camisetas estampadas com o astro adorado Justin. Era de tarde, um calor sufocante, mães, pais e filhos aguardando a porteira da esperança. Nesse caso eram duas mães brabas, corajosas e muito pacientes levando um bando de adolescentes histéricos e felizes para assistir o show do ano.

Para minha filha Martina já era o terceiro show que eu a acompanhava, mas desta vez era diferente… ela tinha 14 anos e na cabecinha dela, era quase uma adulta, quase emancipada. Sabíamos as músicas de trás pra frente. Uma semana antes eu as ouvi repetidamente.

Depois de horas esperando para o tão sonhado show, abriram os portões. Saíram igual uma cavalaria desesperada, todos eles e as nossas adolescentes! Nós, duas mães, não entendemos muito esse corre-corre, mas saímos também correndo como loucas desvairadas tentando seguir o coletivo. Até que teve um instante que consegui resgatar a minha lucidez e perguntei ainda correndo para minha amiga, mãe da Bruna, por que estávamos correndo. Afinal de contas, éramos apenas as acompanhantes das nossas filhas que já estavam lá na frente do palco.

Desaceleramos e tivemos um ataque de riso. Já tínhamos combinado com elas e suas amigas que nos encontraríamos na barraquinha do cachorro quente no final do show. Ali ficamos. Permacemos as duas mães, com outros tantos pais dançando, pulando e lembrando de todos os momentos que passamos estes anos com nossas filhas ao som de Justin Bieber.

Tanto amor, tanta entrega e alegria. Mãe, só tem uma…

Macarena Lobos –  Bela Urbana, formada em comunicação social, fotógrafa há mais de 25 anos, já clicou muitas personalidades, trabalhos publicitários e muitas coberturas jornalísticas. Trabalha com marketing digital e gerencia o coworking Redes. De natureza apaixonada e vibrante, se arrisca e segue em frente. Uma grande paixão é sua filha.

Mãe
Era meia noite quando chorei a primeira vez.
Me senti seguro quando você me acolheu.
Você me deu amor e me ensinou a ser.
Você me protegeu até na rua e mostrou verdades com exemplos de uma vida digna.
Você virou estrela, mas antes sempre me disse “siga em frente, a vida vale cada segundo”.

Irmã
Não consigo falar de ti sem lacrimejar meus olhos.
Sua bondade é tanta que lembro que Deus existe.
As músicas que veem dos seus dedos me recordam da alegria da nossa infância até hoje.
Até na viagem à terra de CABRAL você estava lá me apoiando como fez em toda minha vida.
Obrigado.

Esposa
Você apareceu na primavera florida.
Eu esperava uma flor, mas ganhei um coração, um furacão e uma inteligência ímpar, capaz de me levar aos sonhos.
Você me deu tanta felicidade que se passaram 30 anos e nem percebi.
Nós construímos uma família e demos a luz mais brilhante de nossas vidas.
Eu pensava que seria pra sempre, mas vivemos juntos intensamente cada segundo.

Filha
Você é o maior dos meus sonhos.
Você mudou meu sentimento pelo mundo e pela vida.
Você é um amor que não cabe dentro de mim, incondicional.
Me realizo com o que te deixa feliz, gosto até do seu namorado.
Tenho a minha vida, mas tenho você.

Mulheres: parabéns e obrigado, cada respiração minha, cada movimento meu e cada decisão minha foram vocês que me ensinaram.

Antônio Pompílio Junior – Belo Urbano. Graduado em Análise de sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas . Pós-graduado em Gestão de Empresas pela UNICAMP e MBA Gerenciamento de Projetos E-Business pela FGV-RJ . Adora esportes, viagens e luta pela liberdade da vida e pelo amor das pessoas.

Carnaval de 1997. Era uma viagem de uma turma de amigos recém-formados. Éramos em doze no total, enfiados em um apartamento de um quarto em Caraguatatuba. Havia gente dormindo até na cozinha.

Na terceira noite eu fiquei com um dos colegas. Romance improvável, não fosse o clima de carnaval. Graças a Deus na manhã seguinte já era dia de eu ir embora. Precisava voltar mais cedo pois havia levado uma prima minha, que não era da turma da faculdade e já trabalhava e tinha que retornar a São Paulo. Hoje em dia ninguém se importa mais. Mas na época era estranho ficar com colega de faculdade, depois de tantos anos sendo apenas colega de faculdade.

Algumas semanas depois, como de costume, a turma se reencontrou em mais uma baladinha. O constrangimento inicial não durou muito. Ficamos novamente. Nesse dia, já fomos embora de mãos dadas.

Depois da nossa segunda “ficada”, combinamos de sair para jantar e pela primeira vez após tantos anos, estaríamos somente nós dois. E nesse dia, ele me disse que precisava falar algo muito importante, que seria melhor falar antes que eu soubesse por terceiros. Diga-se terceiros, todos os demais colegas da turma.

Pois ele me revelou que no carnaval ficou comigo porque havia feito uma aposta com os amigos. O choque foi tão grande que francamente eu não sabia se ria ou chorava. Ele se desculpou, disse que não queria que tivesse começado dessa forma e eu meio desconcertada dei um sorriso amarelo e fingi ter achado engraçado.

Isso passou. Às vezes durante algumas brigas eu ainda escavava essa história, mas com o tempo isso deixou de ser importante. Após cinco anos esse romance gerou um casamento, que após mais dois anos gerou uma filha e um ano depois, gerou a nossa empresa. Foi um relacionamento de 17 anos. Hoje já estamos separados há 6 anos.      

O casamento acabou, mas a filha ficou, a empresa ficou e a amizade ficou.

O que teríamos feito das nossas vidas se não fosse o carnaval de 1997?

Impossível saber.

Noemia Watanabe – Bela Urbana, mãe da Larissa e química por formação. Há tempos não trabalha mais com química e hoje começa aos poucos se encantar com a alquimia da culinária. Dedica-se às relações comerciais em meios empresariais, mas sonha um dia atuar diretamente com público. Não é escritora nem filósofa. Apenas gosta de contemplar os surpreendentes caminhos da vida.

Carnaval de 2021…não teremos…ficaremos em casa…JÁ FOI ASSIM NA MINHA CIDADE!

Apesar de hoje não sairmos de casa por causa da pandemia, em 1984 o motivo para ficarmos em casa era outro: a desigualdade entre meninos e meninas.

Minha mãe, era diferente, me deixava sair e eu era uma das mais animadas. O que eu não me conformava, era com alguns pais de amigas minhas. Minhas amigas não podiam quase sair de casa nesse período.

Argumentos dos pais não faltavam:

– Pessoas bêbadas pelas ruas.

– Pessoas bêbadas dirigindo e os carros perdem o controle.

– Pessoas mal-intencionadas oferecendo drogas, “lança perfume”.

– Amigas que podem beber e te levar pelo mau caminho.

– Danças eróticas.

– Músicas e danças insinuantes.

Afff, eram desculpas mais desculpas.

Mas, eu tive a sorte de ter uma mãe que confiava em mim e sempre dizia que eu é quem sabia qual o caminho a seguir e que eu é quem tomava conta da minha vida.

A única coisa que ficou gravada foi: cuidado, não desgrude do seu copo. Se for ao banheiro, jogue fora sua bebida e pegue outra depois que sair. Eles podem colocar “bolinhas“ e aí, vão abusar de você. Morria de medo.

A estratégia funcionou. Nunca experimentei droga, pulava a noite toda sem parar, ria tanto e me divertia tanto que até hoje ainda penso que muitas das mães que me viam dançando, duvidam da fonte de tanta animação.

E claro, para encerrar a noite, todo mundo ia para a padaria do meu pai comer pão quentinho saindo do forno. E eu? Ia para trás do balcão ajudar a vender, mas ficava atenta, quando meu paquera aparecia… eu não saia do banheiro de vergonha! 

Hoje, com 50 anos, rio das lembranças e vejo que ensinar e confiar é a melhor solução. Prender e proibir, só aumenta a curiosidade. No fim, o diálogo, a confiança e o “olho do vizinho que vai no baile, as perguntas mais descabidas da mãe no dia seguinte e cheirar a roupa da filha todinha escondida…” ainda está valendo!

Roberta Corsi – Bela Urbana.
Fundadora e coordenadora do
Movimento Gentileza Sim,
que tem por objetivo “unir pessoas que acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva. Mãe da Gabi e do Gui. Gosta muito de reunir a família ao redor de uma boa mesa
.

Sempre teve um tom de dificuldade

Até porque sempre fomos tão diferentes e com ideias tão distantes

Se uma era o vermelho,  a outra tinha que preferir os azuis

Distâncias de dedos e até dos enfrentamentos, cada um deles

Enfim, fui crescendo e te busquei quase a vida inteira. A vida inteira te busquei

Há pouco te vi cada vez mais longe,

através das grades do portão…

Quase um ano inteiro assim.  Que loucura!

Foi como não te encontrar mais nem nos meus próprios medos

Um dia desses fui te ver com uma máscara toda colorida, era tão visível

E foi o dia em que você menos me viu ou mais me viu tão nua

Foi o dia em que a lágrima escorreu

Escorreu pela falta, pela insensatez do momento

Escorreu pela vida que insiste em passar tão estranha

E algumas vezes tão violenta

Escorreu em tom de saudade, mesmo.

Siomara Carlson – Bela urbana. Arte Educadora e Assistente Social. Pós-graduada em Arteterapia e Políticas Públicas. Ama cachorros, poesia e chocolate. @poesia.de.si





Sempre penso: “Será que existe o outro lado?”. Me pergunto isso desde pequena, desde aquela aula de religião que a freira nos levou para a capela e nos mostrou onde Deus estava.

Conheci Deus através do olhar dela. Era pequeno e estava preso em uma caixa quadrada no altar. Eu tinha 7 anos e olhava aquela caixa com temor. Vai que Deus fugisse dali? Melhor Deus preso ali dentro e seguro… Mas como ele podia nos ver estando preso e fechado? Será que estava esmagado? Será que sentia dor? Será que Deus soltava pum?

Até os dias de hoje, 55 anos depois, algumas dessas perguntas me perseguem. Sou católica, mas não praticante. Minha filha casou na igreja, me lembro tão bem do dia. Ela linda, entrando na Igreja com o pai. Eu no altar e Deus também, na sua caixinha. Eu olhava de canto de olho para Deus para ter certeza que estava ali. Eu rezava para ele estar de bom-humor nesse dia e abençoar os noivos. Porque cá entre nós, viver apertado tira o bom-humor.

O susto do cigarro foi uns meses antes desse dia. Parei. Larguei. Deixei na memória, mas fujo dela o tempo todo, porque se pensar, tenho vontade de me entregar ao vício. Mas sei, como sei, que esse vício pode me matar mais rápido que a genética determina, resisto, mas não é fácil! “Só por hoje”, penso.

Quando olho para os lados e alguém está fumando, sinto vontade de acender um, de me entregar àquela sensação que nem sei descrever. Sinto até inveja do fumante, me vem a lembrança que sentia ao tragar, como um arrepio na alma, mas na hora a memória me leva para Deus na sua caixinha e penso que Ele deve estar muito apertado vivendo naquele cubículo e, por isso, precisa também nos causar o mesmo incômodo que sente. Será que Deus é sádico?

Sou uma idosa, já consigo ter direito a ser atendida prioritariamente nas filas especiais, há outras vantagens também de ter mais de 60 anos (tenho 62), mas não me sinto diferente em nada do que era quando tinha 52, 42, 32… Sou a mesma e não sou velha! Gosto do que querem que as idosas não gostem, mas eu ainda gosto. Se sempre vou gostar, não sei. Deus deve saber.

Hoje, no banco de trás do carro, quando o motorista parou naquele demorado farol, olhei para o lado. Por que olhei? Tinha um homem tomando banho na praça, usando a pia pública, pia de lavar as mãos, e ele tomando banho de caneca. Usava shorts, passava algum sabão… Olhei demoradamente aquela cena, era como um ímã, mas era um tapa na cara. Deus de novo me fazendo me sentir incomodada, eu no ar-condicionado, voltando do salão de beleza, que fiquei 4 horas, fazendo as unhas das mãos, dos pés, tingindo o cabelo, hidratando, lavando, escovando, tomando chá e café… 4 horas, e alguém se banhando no meio da rua… Ah, Deus, saia dessa caixinha, saia desse aperto logo e para com essa coisa sádica de me fazer sofrer pelo incômodo do banho do mendigo, pelo cigarro que renuncio.

Queria ter a indiferença de alguns que conheço… isso seria tão mais fácil! Se eu te soltar da caixinha, podemos fazer um trato? E essa freira que me apresentou você, onde será que está? Do outro lado? Melhor mesmo eu continuar longe do cigarro!

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 

Foto Adriana: @gilguzzo_photography


Carnaval de rua dos anos 50, quase 60! Época do corso? Não, não sou tão velha assim…

Respeito é bom e eu Joana, gosto!

Uma história que em minha família ficou para um sempre. Apesar de ser uma história de vibração sexual.

Então, carnaval e estávamos vendo com a alegria carnavalesca, eu, minha amiga Neidinha que minha mãe costurava roupas iguaizinhas, parecíamos gêmeas… Pândego! E claro que onde eu ia, ela era convidada para acompanhar, num sempre gostoso, pois eu, filha única precisava de companhia.

Amava Neide Silva, vizinha e um ano mais velha que eu a Joaninha. Voltando à rua Barão de Jaguara/Campinas/SP anos 60/Carnaval de rua, chovia um pouco e minha mãe Zilda, levou sua inseparável SOMBRINHA, faça chuva ou faça sol ela estava sempre armada com ela.

E os blocos descendo a Barão de Jaguara, e nós defronte o Eden Bar, estávamos felizes e ficamos à frente de dona Zilda, minha mãe… Só que, de repente estávamos uns dois personagens adiante dela, com o brilho das fantasias dos blocos e a alegria, eu e Neidinha nos distanciamos do corpo, mas não d’alma de Mãe observadora!

E eis que, de repente ouvímos um gemido, dentro daquele aperto, olhamos para trás e vimos um homem gemendo, parecia de dor, e saiu correndo, e minha mãe gritando: O bloco passando, a música tocando, as pessoas cantando e o homem tentando se esfregar nas meninas que estavam na sua frente…

E foi sua infelicidade sobre o olhar de dona Zilda, minha mãe… Que na hora que viu a cena prazerosa, pegou a SOMBRINHA dela que estava fechada naquele momento, e desceu o sarrafo…

Entre aquele membro teso e sem vergonha e nós, duas meninas carnavalescas, com 10/11 aninhos. Virou uma história de família, e hoje quando tudo acontece, em que machos vivem à sombra e continuam se esfregando, minha mãe falecida diria: “Filhas levem alfinetes, para circular em veículos que transitam num leve e traz apertado”.

Pois, nem sempre usamos SOMBRINHAS de antigamente… Agora elas são tão curtas, algumas vezes do tamanho do membro teso!

Valeu…

SOS – 180…

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.