Lendo vários posts do Dia dos Pais fiquei pensando…

Quantas recordações de quando eu era professora na educação infantil… isso no mínimo há 12 anos atrás.

Eram rodas de conversas, brincadeiras de faz de conta, onde as crianças relatavam o que faziam com seus pais! Sempre um momento muito especial e delicado e eu, claro, amava cada história ali compartilhada e respeitava aquele universo.

Entre as diversas histórias, tem uma muito especial e que nos instiga a pensar sobre a paternidade.

Eu tinha uma aluna de 03 anos, muito falante que contava tudo que fazia com seu pai, brincadeiras de casinha e boneca, passeios de bike, contação de histórias, etc.

Me lembro de uma manhã quando ela chegou na escola toda enfeitada de laços de fitas rosas e me falou: – Olha como estou linda Deni, hoje foi o meu o meu pai que me arrumou e eu arrumei ele, coloquei a gravata e o tic-tac no cabelo dele, ele está lindo também, não é Deni?

Nesse momento, levantei os olhos para ver o pai e me deparei com a cena relatada. O pai todo seguro com o tic-tac na cabeça e agindo com naturalidade, falou: – Oi Deni, tudo bem?

Claro, que embora a cena fosse muito divertida, naquele momento entrei na brincadeira, respondi ao pai e em seguida, olhei para a filha e falei: – Realmente, seu pai está muito bonito.

Eu e o pai nos olhamos, demos uma risada com os olhos e tudo seguiu normalmente.

Esse PAI era incrível! Participava, cuidava e brincava. Assumia suas obrigações e necessidades dentro de um sistema familiar, com funções estabelecidas e acordadas com sua esposa.

Hoje, observo o comportamento de muitos pais em relação aos filhos e percebo cada vez que assumem a paternidade responsável e eu, como professora de crianças (que fui) fico muito entusiasmada e esperançosa na construção de uma sociedade melhor. Afinal, com a paternidade responsiva toda a sociedade ganha, mas principalmente a criança, uma vez que impacta positivamente no seu desenvolvimento, deixando-a segura e feliz para explorar o mundo.

Deixo aqui o meu desejo, para que todos os pais vivam a experiência da paternidade de forma plena, não economize no afeto… abrace, beije, esteja presente, dê broncas, converse, demonstre o quanto você ama e quanto é parceiro de seu filho(a)!

Denilze Riciardelli – Bela Urbana, mãe da Lila e Duda, duas pets… ontem professora da infância, hoje empreendedora no ideal de uma sociedade melhor para todos, especialmente para as crianças.

Sobre as letras e os Livros, sobre a religião com uma forma muito peculiar de ser;
Nunca fomos muito amigos, tivemos nossas dificuldades em nos entender;
Mas quando olho no espelho, vejo muito de você em mim;
Talvez isso me alegre, afinal, será que aprendi alguma coisa?

São frequentes os críticos pensamentos para com você;
Em muitos momentos, entendi que talvez fosse melhor não ter;
Mas pensamentos não são definidos por nós, eles tendem a acontecer;
São muitas recordações, algumas boas outras ruins, complicado de se escolher;

Sempre vi você ali, talvez mais perto ou mais longe do que queria;
Estava lá, com Livros e Religião, um distúrbio, uma criança tentando acertar;
Nunca ri direito das suas piadas, nunca conseguimos harmonizar nossas conversas;
Ou eu me adequo, ou tudo se encerra.

Mas de um tempo para cá algo mudou, senti uma certa necessidade de me aproximar;
De ser um pouco mais tolerante, de talvez o aceitar ou me aceitar;
Ainda não somos melhores amigos, mas ainda acredito que isso irá mudar;
Já olho para você com outros olhos, sem me preocupar em enfrentar;

O tempo passou e me pego nos livros que vi você ler;
Nossas religiões são diferentes, mas da para comparar;
Somos mesmo pai e filho, isso não dá para negar;
Talvez um pouco na aparência ou na forma de falar;

Em fim, esta chegando o seu dia, dia de comemorar, dia dos pais, dia para se pensar;
Espero neste tempo de vida, que passei ao seu lado a caminhar, que tenha sentido orgulho de mim, isso faria eu me orgulhar;
Sei que não fui o melhor filho, mas nunca tentei me afastar;
Se brigamos algumas vezes, é porque sempre estou a me importar;

Pai espero que desculpe a minha forma grosseira de falar;
Te amo e desejo um lindo dia, destes para se lembrar;
Feliz dia dos pais meu velho, meu companheiro;
Espero ter conseguido te Honrar.

André Araújo – Belo Urbano. Homem em construção. Romântico por natureza e apaixonado por Belas Urbanas. Formado em Sistemas, mas que tem a poesia no coração. 46 anos de idade, com um sorriso de menino. Sempre irá encher os olhos de água ao ver uma Bela Mulher sorrindo.

Gil Guzzo –Belo Urbano, é artista, professor e vive carregando água na peneira. É um flaneur catador de latinhas. Faz da rua, das pessoas e da vida nas grandes cidades sua maior inspiração. Trabalha com fotografia de arte, documental e fotojornalismo. É fundador do [O]FOTOGRÁFICO PRESS (Agência de imagens) e professor universitário. Adora cozinhar e ficar olhando distraidamente o mar. É alguém que não se resta a menor dúvida…só não se sabe do que…

Mãe, feita de carne, mas com a força de uma rocha. Seu filho, será sempre a maior preciosidade que há no mundo.

Mãe se transforma. Mãe não descansa. Mãe não desiste. Não perde suas forças, por nada. Mãe é quem realmente conduz a verdadeira família.

Ser Mãe é algo que muda completamente a vida de uma mulher. Ser Mãe é a maior aventura que já vivi. Ser Mãe me fez rejuvenescer.

Tive o privilégio de Ser Mãe aos 46 anos de uma menina muito especial. Foi o maior presente que eu poderia receber nessa vida. Me senti completa. Por ela ser evoluída, aos 6 anos, me incentiva, me acalma, me dá força para seguir todos os dias. Ela se chama Giovanna, que significa Presente de Deus.

Agradeço, compartilho e estimulo outras mulheres a vivenciarem essa experiência maravilhosa.

Marianne Kachan – Bela Urbana. Formada em artes, apaixonada pela sua filha, sua família, paisagismo, animais, novas culturas, poesias e gastronomia.

Aqui está mais um registro de amor.
Meu pequeno está na sala, para variar está construindo mais uma de suas maravilhosas invenções de Lego.
A vontade que me dá é abrir as portas e janelas e chamar todos para que vejam sua nova engenhoca. Eu queria mostrar ao mundo um ser humano tão puro e tão raro de se encontrar para que ao menos uma vez na vida sintam o amor leve e genuíno que eu sinto todas as manhãs quando ele abre os olhos.
(Pausa para algumas lágrimas que escorrem pele a fora…).
Eu não sei descrever o orgulho que sinto em mim por ter a oportunidade de trilhar esse caminho com você.
Gostaria ao menos que pudessem assistir comigo todas as vezes que você conta pela décima vez a mesma piada e ri como se nunca tivesse ouvido antes.
E o jeito como brilha os seus olhos toda vez que fala com tanta intimidade sobre o seu grande amigo Jesus.
Tão pequeno e valente.
Ah meu amor, você é tão especial que igual não há. E quem te conhece não pode discordar, é tão diferente de tudo que já se viu.
Gosto de te ver brincar.
Gosto de te observar.
É ali que me sinto nostálgica, muitas lembranças eu tenho de você.
Lembranças de dor, de medo, de perca. Te vejo tão forte e lutando tanto por uma chance.
Eu queria que para cada pessoa na terra, Deus separasse um de você.
Assim do jeitinho que é. Transforma um lar num parque de diversões.
Leva o nosso coração até o ponto mais alto no céu.
Domingo será mais um dia das mães, mas a data tão especial é posta à prova todos os dias do ano, e são nesses dias que me crio e me reinvento.
São todos esses dias que me faço mãe, irmã, amiga, ouvinte para te entender, te acalentar, ensinar, carregar no colo e curar tua ferida.
Desde a hora do banho até o cafuné na hora de dormir te guardo em pensamento e te peço proteção por onde quer que vá.
Oro por ti em silêncio e renovo a armadura, troco meu sono pelo teu.
Você é a melhor das minhas ações.
Você é o sonho mais intenso e milagroso que já vivi.
Você é meu filho e meu maior orgulho é ser tua mãe.

Feliz dia das mães para todo ser humano passível de sentir o amor incondicional e mais forte de todos dentro do coração.

Gi Gonçalves – Bela Urbana, mãe, mulher e profissional. Acredita na igualdade social e luta por um mundo onde as mulheres conheçam o seu próprio valor. 

Vivi uma situação no aquário em Gênova na Itália, numa viagem em família, que me colocou para pensar.

Eu, meu marido, meus dois filhos e mais nove da família, um super aquário, muitos ambientes e muita coisa interessante para ser vista!

Na sala das águas vivas, o Silvio, meu filho mais novo, que na época tinha cinco anos, ficou encantado e parou num expositor estarrecido, esqueceu de tudo e de todos e assim ficou, ali parado olhando os animais brilhantes naquela sala escura, e sem lembrar de nada nem de ninguém, ficou ali enquanto todos seguiram inclusive eu, a mãe!

Eu chamei algumas vezes, vamos continuar, tem bastante coisa para ver, vamos seguir, sempre muito atenta aos meus dois e conferindo todos, de repente segui acreditando que ele já tinha ido e, de repente, ao chamar todos da família para uma foto constatei que ele não estava entre nós!

Mais que rápido, voltei e falando (parlando) um Italiano na época bem mais ou menos, em alto e bom som gritei:

Dove stai meu bambino? Onde está meu filho?

Silvio dove stai? Silvio onde está??

Bateu um desespero, uma agonia, olhava para meu marido, sem saber o que fazer quando, de repente, uma moça aparece de mãos dadas com ele que estava aos prantos e me diz:

Suo fíglio? Seu filho?

Eu o abracei, ela meio desconfiada, olhou para ele para saber se me reconhecia e ele imediatamente me abraçou e falou mãe Carol eu fiquei perdido, vocês me esqueceram?

Eu respondi a pergunta da moça:

Si mio figlio. Grazie. Sim, meu filho. Obrigada.

E perguntei a ela:

Como si chiama? Como se chama?

Muito agradecida a moça  italiana que trouxe meu filho até mim!

Io mi chiamo Matilda. Eu me chamo Matilda, respondeu a moça gentilmente, enquanto eu, naquele momento aliviada, dei um abraço muito apertado nele e no mesmo instante reforcei que eles precisavam ficar perto de nós. Sempre juntos, que eu jamais o esqueceria e que isso não é impossível de acontecer!

Que desespero! Que agonia!

Muito bom viajar em família, mas isso fica muito fácil de acontecer, quando há muita gente.

Desde aquele acontecimento, sempre que saímos com mais pessoas em lugares desconhecidos, instituímos algumas regras para evitar que isso ocorra novamente.

Ninguém sai, sem que todos estejam juntos. Esperamos, e juntos seguimos!

Nunca esquecemos deste acontecimento, tampouco do nome da italiana Matilda que hoje virou motivo de brincadeira entre nós, pois graças a Deus, isso tudo teve um final feliz! Mas muitas vezes muitos não tem…

Mãe também se distrai, mãe também se esquece, pois,  mãe também é gente, é humana, mas uma gente, uma humana  diferente quando se trata de seus filhos! Falei um italiano como nunca havia falado e hoje esta história é lembrada entre nós de maneira engraçada, reforçando os cuidados para quando pudermos sair novamente em viagens e em família como sempre amamos fazer!

Inclusive guardo um calendário com uma foto de toda à família, do dia que tudo isso aconteceu, que ilustra meu relato, dia que nós deixou diversos aprendizados e lembranças boas…

Todos juntos e uns cuidando dos outros!

Amor de mãe, amor de filhos e de família!

Ana Carolina Rogé Ferreira Grieco – Bela Urbana, mulher, advogada formada pela Pucc Campinas em 2000, atualmente atua no corpo de advogados do escritório Izique Chebabi Advogados Associados e empresária. Virginiana que ama jogar tênis e ficar com a família!

As famosas frases “Gravidez não é doença”  e “Ser mãe é a melhor coisa do mundo” são ditas há muito tempo. Nós mulheres crescemos – principalmente quem foi criada sob conceitos de um machismo estrutural – acreditando que para ser mulher é preciso ser mãe. Isso não é verdade, e fica aqui o meu respeito a todas as mulheres que não tiveram filhos, ou por opção ou por contingências da vida.

O ponto a ser tocado é sobre a desmistificação de que tudo que envolve esse processo – desde a intenção de ser mãe até a concepção, a gravidez, o parto, uma nova vida chegando – é maravilhoso. Pode ser para algumas, mas não vale generalização, pois de verdade, cada experiência é única e cada mulher sente diferente.

Eu sempre quis ser mãe!

Quando decidimos (eu e meu marido) que era chegada a hora de termos um(a) filho(a), não imaginávamos que algo pudesse acontecer. Depois de um tempo sem que eu conseguisse engravidar (foi um susto constatar que precisaríamos de algum tipo de ajuda para realizar nosso sonho), meu médico iniciou um tratamento relativamente simples, mas que exigiu bastante cuidado e dedicação.

Logo fiquei grávida! Certamente um dos momentos mais felizes já vividos.

Minha segunda gravidez aconteceu sem nenhum procedimento médico. E novamente uma alegria inexplicável!

Nas duas gestações não quis saber o sexo dos bebês. A descoberta na hora do parto foi emocionante, uma menina e, depois de dois anos e meio, um menino.

O que gostaria de ressaltar é que em meio à realização de ser mãe, muitos outros sentimentos também afloraram. Foram processos difíceis. Na primeira gestação precisei tirar licença do trabalho e fazer repouso absoluto do sétimo mês até o parto, e na segunda, desde o início até meados do quinto mês, o repouso foi intenso, pois tive sangramento. Encarei tudo da maneira que tinha que ser. Cuidei de mim e dos meus bebês, e as dores (inclusive as contrações, que foram intensas) fizeram parte dessa etapa tão importante e especial.

Após o nascimento, insegurança, angústia, cansaço e  medo também afloraram em mim, “nem tudo são flores”! E reforço a minha intenção de acarinhar as mães que sofrem com depressão pós-parto, que não conseguem “curtir” tanto esse momento e que se culpam por acreditarem que são menos mães que as outras.

Cada uma de nós merece que seu tempo seja respeitado. É importante que quem estiver por perto apoie e dê suporte necessário para que a “mulher-mãe” se recupere e tenha força para seguir cuidando do seu bebê. Lembrando que a responsabilidade do cuidado deve ser de ambos os envolvidos em trazer uma criança ao mundo.

Vale ressaltar que desde a concepção até o nascimento de uma nova vida, um misto de sentimentos transbordam. Os desafios são muitos, mas são inúmeras as alegrias.

O importante é o entendimento de que os ciclos se dão através de experiências, algumas boas, outras nem tanto… Tristezas e incertezas caminham lado a lado com momentos de sorrisos e realizações. E esse é o ritmo da vida!

Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.

Eu gostaria de começar este texto com uma pergunta, mas como a gente ainda não se conhece, considero que essa não é a melhor maneira para começar este texto. Melhor eu me apresentar primeiro: Olá! Eu sou a Geovana Pavanelli, mãe do Vicente, de três anos e meio, esposa do Daniel, Relações Públicas por formação (e paixão) e atualmente atuo como Gerente de Pessoas de uma empresa de tecnologia. Muito Prazer!

Agora que você me conhece um pouco vou direto para a pergunta: O que você estava fazendo em 25 de fevereiro de 2020?

Se você não estava em algum bloquinho (ou qualquer evento em grupo) por aí, curtindo a terça-feira de carnaval, talvez esteja, assim como eu, arrependida por não aproveitar a última oportunidade que tivemos de aglomerar sem medo. Parece que foi ontem, mas há quase um ano, em 26 de fevereiro, estávamos recebendo a notícia do primeiro caso de Coronavírus no Brasil.

E agora eu te convido a uma reflexão… Além do kit básico (distanciamento, máscaras e álcool em gel), o que mais mudou na sua vida de lá para cá? Nós tivemos que nos adaptar a um mundo novo. Profissionalmente falando, as mudanças foram ainda mais intensas, e o trabalho remoto passou a fazer parte (se é que ainda não fazia, como é o meu caso) da realidade de muita gente.

Atuando na área de pessoas, posso garantir que a cultura do trabalho remoto (que é diferente do home office) é o futuro das organizações, principalmente na área de tecnologia. Mesmo muita gente voltando ao trabalho presencial com a flexibilização das medidas de proteção da pandemia, mais de 86% das pessoas preferiram continuar no modelo remoto e 52%  mudariam de trabalho se recebessem uma oferta full remote (pesquisa da Robert Half realizada em 2020). As empresas terão que aceitar esse “novo” modelo de trabalho, principalmente porque, sem ele, em um futuro próximo poderão perder talentos e desmotivar equipes.  

Nesse cenário de pandemia muito se ouviu falar de como as pessoas precisaram se adaptar ao trabalho remoto, mas pouco sobre como as empresas precisam se posicionar e orientar a sua liderança sobre esse novo modelo. Tornar uma empresa remota ou híbrida não é fácil e muito menos automático, exige maturidade do empregador, confiança no time e preparação da liderança.

Se aquele modelo de “chefe” que faz microgerenciamento já estava ultrapassado, e as empresas que viam os seus colaboradores apenas como recursos já estão ficando cada vez menos atraentes, no modelo de trabalho remoto esses posicionamentos simplesmente não funcionam. É responsabilidade das empresas entender esse novo cenário, preparar os seus times para o trabalho remoto ou híbrido, motivar e alinhar todos os colaboradores na busca do mesmo propósito e, principalmente, investir na gestão do trabalho remoto, afinal, ele é completamente diferente do presencial.

E me conta, como foi essa experiência do trabalho remoto para você? A sua empresa estava preparada?

Eu posso responder pela empresa em que eu trabalho: por lá o trabalho remoto foi um processo normal e até que relativamente simples, até porque já fazia parte da nossa cultura, mas vi muitos absurdos sendo relatados por colegas que atuam nos mais diversos segmentos, tais como: empresas que não respeitam horários e acreditam que o trabalho remoto é sinônimo de exaustão obrigatória; que cobram por ambientes 100% silenciosos, quando na verdade é impossível controlar a reforma do vizinho; que não respeitam que você vive em uma casa com outras pessoas (por mais que você zele para evitar interrupções) e dão advertência quando seu filho aparece para pedir para fazer cocô; ou que obrigam mulheres grávidas a trabalhar em ambientes fechados, mesmo quando a atividade é totalmente compatível com a atuação remota.

Há um longo caminho pela frente para que as empresas estejam preparadas para o trabalho remoto ou híbrido, mas a meu ver, elas terão que se adaptar, pelo amor ou pela dor, esse será o futuro.

Já como mãe de uma criança de três anos e meio, nada foi mais desafiador do que exercer o lado maternal e profissional ao mesmo tempo e no mesmo ambiente. É maravilhoso poder estar perto do meu filho por mais tempo; no modelo presencial era impossível almoçar com ele todos os dias. Mas também é doloroso vê-lo mais tempo na televisão do que eu gostaria (e do que é indicado), ouvir ele pedindo minha atenção, quando é impossível parar uma tarefa.

É uma balança difícil de equilibrar: culpa materna x profissionalismo. Eu sigo tentando fazer o meu melhor nos dois lados, mas confesso que dificilmente o dia termina com a balança equilibrada e, na maioria das vezes, um dos lados pesa mais. Como profissional também há um longo caminho pela frente, e eu também tenho que me adaptar (pelo amor ou pela dor), afinal, esse é o meu futuro.

Geovana Capovilla Pavanelli – Bela Urbana. Relações Públicas, especialista em comunicação e recentemente apaixonada pelo universo de gestão de pessoas. Mãe do Vicente, de três anos, que é a minha razão de viver. Sou uma pessoa intensa que ama trabalhar, ama o filho, ama a família, ama os amigos e, principalmente, amo a mim mesma.  

Atualmente, o que se fala em estupro, agressão física e feminicídio é uma enormidade e uma triste verdade.

Quando vejo as notícias e as imagens das mulheres que escaparam com vida, fico muito indignado. Rostos e corpos mutilados!

Acho inacreditável um homem (qualquer adjetivo que tente usar vou manchar a classe utilizada), mas utilizando, esses vermes se consideram donos de suas companheiras.

Eles não poupam nem seus próprios filhos de presenciarem essas atrocidades.

Houve um caso que o marginal atirou na esposa com o nenê no colo.

Agora analiso o comportamento das mulheres: todas têm o direito de tentar ser felizes.

Mas a maioria não procura checar a “capivara”  – ficha corrida do aspirante a companheiro.

As redes sociais são um facilitador para que isso comece a acontecer; digamos, o pontapé inicial da relação infernal.

Levam esses malditos para dentro de casa, aí a máscara começa a cair…

Aí não trabalha, bebe, usa drogas e o sustento da casa fica por conta dela.

E no extremo, abusam sexualmente de seus enteados.

As agressões começam e também os perdões.

Perdoa uma, duas, três e por aí vai.

Quando não aguenta mais, coloca o marginal para fora.

Não adianta! A perseguição por não aceitar é constante.

A vítima faz inúmeros boletins de ocorrência, consegue a medida protetiva, que não vale nada! O agressor usa esse seguinte bordão: “Se não for minha, não será de mais ninguém”.

Medida ignorada, ameaça cumprida: mais um feminicídio executado.

A dependência econômica, o medo são fatores que levam as mulheres a aceitarem essa condição degradante. E do outro lado, a total impunidade deixa os agressores e assassinos numa situação muito cômoda e tranquila.

A minha opinião é que, na primeira agressão, se separe desse verme, pois o cenário nunca mudará.

Mas para que as vítimas tenham coragem de denunciar é preciso ter leis mais duras e severas, caso contrário, os agressores se sentirão donos da situação, deitando e rolando na impunidade.

E o que se vê, na maioria dos casos, são as relações acabando e os vários filhos dos diversos relacionamentos ficando com a mãe.

Eu, como homem, repudio totalmente esses comportamentos.

Não se pode perder sua dignidade e sua vida em troca de uma relação amorosa.

Mulher não é objeto e muito menos propriedade de ninguém.

É a criação mais bela de DEUS!

Eduardo Gonzalez Domingo – Belo Urbano. Formado em Educação Física. Atuou com voleibol em todas faixas etárias, recreativamente e competitivamente. Há 14 anos atua como Corretor de Imóveis em construção, ama o que faz, pois ente que é facilitador para as pessoas realizarem o sonho da casa própria. É fiel as amizades, de bom coração e fanático por esportes e música.

Como você é linda!
Foi assim que o relacionamento começou.
Já se passaram meses, e como ele é carinhoso!
Mig estava nas nuvens. Que homem incrível havia encontrado. Fiel, trabalhador, um eterno
romântico, sempre a elogiando, presenteando com chocolates e buquês de rosas vermelhas.
“A verdade é que ele a amava. Era intenso.”
Não demorou para as promessas de casamento começarem a lhe cobrir de esperanças, afinal,
Mig realizaria o sonho de constituir uma linda família, pois filhos também já tinham sido
cogitados.
Combinaram de sair, e Mig comprou um belo vestido, arrumando-se toda para agradar seu
amado. Pena ele não ter gostado tanto assim da sua produção, pedindo-lhe com todo carinho
que colocasse algo mais apropriado. “Que mal faria ela trocar sua roupa?” Jamais iria
contrariar seu agora quase noivo com uma bobagem dessa.
O tempo passou, e como ele se recusava a usar métodos contraceptivos (Mig entendia as
razões dele), não custou para que o primeiro filho chegasse.
“O casamento podia esperar”, disse ele.
Foram morar juntos.
Uma pena ele ser tão ocupado! Chegava todos os dias tarde, cansado sempre, não cuidava do
bebê, nem tampouco da casa.
Mig se desdobrava entre os afazares, o trabalho e a faculdade à noite, quando contava com a
ajuda de sua mãe e algumas amigas.
Mas essa situação ficou insustentável e, segundo ele, a faculdade podia esperar. Mig viu que
ele tinha razão. Trancou sua matrícula.
Outro ponto foi manter sua mãe e as amigas mais distantes, pois “viviam dando palpites e eles
acabavam sempre discutindo por isso”. Mig ficou triste, mas entendia as razões dele.
Estranho que ele andava nervoso, mas Mig sabia que era por conta do cansaço.
Passados alguns dias, todo carinhoso, sugeriu então que Mig largasse o emprego, pois assim
teria mais tempo e condições de cuidar dele e do bebê. Ela entendeu que ele estava fazendo
isso para o bem da família. E assim, pediu demissão.
Mas parecia que nada o agradava.
Até que um dia, sem mais nem menos, deu-lhe um tapa na cara, alegando que a comida não
estava quente. Ela chorou muito, mas não quis brigar.
Na manhã seguinte, ele pediu desculpas, chorou, implorou para que ela esquecesse aquele
triste momento. “Ele a amava e não faria de novo”. Claro que ela o perdoou.
Os episódios passaram a ser constantes… Descaso, humilhação, cobranças absurdas e muita
agressão física.

O pedido de perdão, com lágrimas e lamentos, tornou-se recorrente.
Mig não estava mais dando conta. Mas não tinha coragem nem força para tomar uma atitude,
inclusive porque não sabia o que fazer.
Mas o tempo a fez perceber que precisava terminar com ele, pois temia por seu filho também.
Foi aí que a tragédia aconteceu.
Por conta de não aceitar o fim do relacionamento, ele planejou o pior.
Esperou Mig dormir, jogou álcool sobre ela e ateou fogo.
Ela acordou em chamas. Com seus gritos de dor, uma vizinha conseguiu arrombar a porta e
socorrê-la.
Ele havia fugido para sempre.
Mig teve 80% do corpo queimado, seu rosto desfigurado e marcas psicológicas para sempre.
Precisou lutar pela vida.
Sobreviveu com garra! Hoje luta pela causa, para ajudar outras mulheres a não passarem pelo
que passou.


*Dados do DeltaFolha afirmam que “o Brasil registra 1 caso de agressão à mulher a cada 4
minutos.”
*Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), “7 em cada 10 mulheres no planeta foram
ou serão violentadas em algum momento da vida”.
*Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, “a quantidade de
denúncias de violência contra as mulheres recebidas no canal 180 cresceu quase 40%
comparando o mês de abril de 2020 e 2019”. (saude.abril.com.br)

Disque 180. Denuncie. Vá até a Delegacia da Mulher (ou delegacia mais próxima) e preste
queixa.
Disque 190 – Polícia Militar para atuação emergencial.


Simara Bussiol Manfrinatti Bittar – Bela Urbana, pedagoga, revisora, escritora e conselheira de direitos humanos. Ama o universo da leitura e escrita. Comida japonesa faz parte dos seus melhores momentos gastronômicos. Aventuras nas alturas são as suas preferidas, mas o melhor são as boas risadas com os filhos, família e amigos.