Em pleno século 21, enfrentando o tão “tenebroso 40”.

Ele chegou meio à quarentena, sem  grandes comemorações e cheio de dúvidas.

E eu, que quando criança acreditava que ser 40 era ser velha, casada, estável, com filhos e em uma rotina praticamente da mulher da propaganda de margarina, vi meus conceitos desabarem.

Ah, como a vida muda!

Como as nossas certezas não são tão certas!

Como nossas crenças e a vida para que nos preparamos quando crianças podem ser tão equivocadas…

Mulher de 40…assim em pleno século 21…

Com tudo o que a sociedade nos cobra: trabalho, vida pessoal, saúde em dia, um ciclo de amigos fiéis, uma vida social tão intensa quanto a do trabalho.

Só um detalhe ou outro que fogem à regra! Não, eu não me casei. O Príncipe Encantado que me prometeram quando eu era criança no conto de fadas não existiu até o  momento…

E sabe o que eu tive a certeza nesses meus 40 anos? É que esse príncipe não existe e está tudo bem. Afinal de contas, eu também não sou uma princesa!

Sou nada mais nada menos que uma mulher em construção.

Rodeada de cobranças, foi difícil chegar até aqui, até o momento que eu olho para trás ou me vejo diante do espelho entendendo que está tudo bem não ter preenchido todos os requisitos da lista que me foi dada enquanto cresci.

Sou solteira sim, não tive filhos. E isso pouco a pouco deixa de ser um peso imposto pela sociedade e passa a ser apenas mais uma face minha, de tantas outras.

A cada dia fica mais fácil olhar para mim e me ver mais completa no que eu sou e não no que os outros esperam de mim.

Sem o sexismo, que nos foi imposto por gerações e gerações pela religião ou até mesmo sem nos vermos, mesmo que em um ato falho e imperceptível, como um molde, todas iguais, nascidas e criadas para gerar, como se qualquer coisa diferente disso fosse uma derrota.

Hoje entendo e aprecio a luta de cada mulher para ser o que é…para acordar todo dia sacudir a poeira e dar a volta por cima. Coisa que só os tão temidos 40 anos puderam me proporcionar.

Marina Prado – Bela Urbana, jornalista por formação, inquieta por natureza. 30 e poucos anos de risada e drama, como boa gemiana. Sobre ela só uma certeza: ou frio ou quente. Nunca morno!

São só pensamentos ou são tendências suicidas? São só brincadeiras ou talvez você pense em se matar? Quem sabe quanto tempo faz que você não chora?

A realidade sufoca, o corpo implora e alma não consegue respirar. Mais um gole, mais um trago, mais uma foda, mais um remédio, mas nada faz o vazio fechar.

Você reza em silêncio, mas deseja que os céus te ouçam, em desespero estende a mão até ao diabo se ele puder te acalmar. Às vezes parece que nem o inferno pode te salvar.

Eu? Eu também não sou a solução, minhas palavras vão de encontro ao teu coração? Então, me leia com atenção.

Todos nós estamos sós, todos nós somos filhos de deuses e demônios, somos feitos de luz, água e decepção. mas acredite em mim, não desista agora, o amanhã nos espera e é certeza que talvez sejamos um pouco mais que meros mortais.

Talvez você sorria para uma foto, chore com uma série, se frustre comigo, vai ficar tudo bem, desde que estejamos vivos para ver o crepúsculo dos medos morrer e o jardim dos sonhos e das ilusões florescer no amanhecer.

Lucas Alberti Amaral – Belo urbanonascido em 08/11/87. Publicitário, tem uma página onde espalha pensamentos materializados em textos curtos e tentativas de poesias  www.facebook.com/quaseinedito  (curte lá!). Não acredita em horóscopo, mas é de Escorpião, lua em Gêmeos com ascendente em Peixes e Netuno na casa 10. Por fim odeia falar de si mesmo na terceira pessoa.

O amor por cachorros me acompanha desde sempre. SÓ NÃO SEI se foi por influência paterna ou por minha própria natureza.

Inesquecível a história do cão que após ser levado para morar em uma chácara, voltou sozinho após dias andando e raspou a porta do apartamento de meu pai para reencontrá-lo.

Quanto desafio para um ser que costumamos chamar de irracional.

Mas o que será que é ser racional? Sinto na irracionalidade de um cão uma profunda razão.

SÓ SEI que na racionalidade do ser humano, muitas vezes existe uma falta de noção.

Cachorro gosta de amor e carinho. Não entende nada essas coisas de tendência em tentar humanizá-lo com nomes de gente e produtos similares aos dos seres racionais. A linha é imensa pois cada dia o mercado pet lança um produto diferente: cerveja, gelatina, bolo de caneca, brownie, sorvete, bolos e velas de aniversário, fantasias…e por aí vai.

NÃO SEI se essa crítica mais filosófica do que construtiva nos leva a algum lugar, mas SEI que para o cão, o que interessa é a troca de carinho. No mais ele não entende nada de toda essa humanização.

Parando para refletir sobre os relaciomentos de… não tão antigamente… e toda essa modernidade tecnológica como app’s para tudo com direito aos relacionamentos virtuais e imaginários, é fácil dizer o que SEI:

Todo esse mercado pet, que também sou consumista, é simplesmente o espelho da carência da humanidade por calor humano e contato presencial, sincero, simples e puro.

É na tentativa de humanização de seus novos “filhos” que muitos afagam sua carência por afeto e liberam a ocitocina*, que traz bem estar e aconchego.

Somos racionais e os pets irracionais? Há quem hoje em dia já discorde dessa afirmação. NÃO SEI se isso pode ser considerado agora liberdade de expressão. Talvez, contudo, entretanto…

“SÓ SEI QUE NADA SEI” **

  • Algumas formas de aumentar a ocitocina naturalmente:
    Contato físico. O contato físico na forma de abraços, massagem, cafuné e carinhos estimulam a produção de ocitocina, e é uma das causas do bem estar quando é realizado.
    Adotar um animal de estimação.

** Frase que Sócrates nunca disse segundo a História da Filosofia.

Angela Carolina Pace – Bela Urbana, publicitária, mãe, apaixonada por Direito. Tem como hobby e necessidade estudar as Leis. Sonha que um dia as Leis realmente sejam iguais para todos.

Atualmente, o que se fala em estupro, agressão física e feminicídio é uma enormidade e uma triste verdade.

Quando vejo as notícias e as imagens das mulheres que escaparam com vida, fico muito indignado. Rostos e corpos mutilados!

Acho inacreditável um homem (qualquer adjetivo que tente usar vou manchar a classe utilizada), mas utilizando, esses vermes se consideram donos de suas companheiras.

Eles não poupam nem seus próprios filhos de presenciarem essas atrocidades.

Houve um caso que o marginal atirou na esposa com o nenê no colo.

Agora analiso o comportamento das mulheres: todas têm o direito de tentar ser felizes.

Mas a maioria não procura checar a “capivara”  – ficha corrida do aspirante a companheiro.

As redes sociais são um facilitador para que isso comece a acontecer; digamos, o pontapé inicial da relação infernal.

Levam esses malditos para dentro de casa, aí a máscara começa a cair…

Aí não trabalha, bebe, usa drogas e o sustento da casa fica por conta dela.

E no extremo, abusam sexualmente de seus enteados.

As agressões começam e também os perdões.

Perdoa uma, duas, três e por aí vai.

Quando não aguenta mais, coloca o marginal para fora.

Não adianta! A perseguição por não aceitar é constante.

A vítima faz inúmeros boletins de ocorrência, consegue a medida protetiva, que não vale nada! O agressor usa esse seguinte bordão: “Se não for minha, não será de mais ninguém”.

Medida ignorada, ameaça cumprida: mais um feminicídio executado.

A dependência econômica, o medo são fatores que levam as mulheres a aceitarem essa condição degradante. E do outro lado, a total impunidade deixa os agressores e assassinos numa situação muito cômoda e tranquila.

A minha opinião é que, na primeira agressão, se separe desse verme, pois o cenário nunca mudará.

Mas para que as vítimas tenham coragem de denunciar é preciso ter leis mais duras e severas, caso contrário, os agressores se sentirão donos da situação, deitando e rolando na impunidade.

E o que se vê, na maioria dos casos, são as relações acabando e os vários filhos dos diversos relacionamentos ficando com a mãe.

Eu, como homem, repudio totalmente esses comportamentos.

Não se pode perder sua dignidade e sua vida em troca de uma relação amorosa.

Mulher não é objeto e muito menos propriedade de ninguém.

É a criação mais bela de DEUS!

Eduardo Gonzalez Domingo – Belo Urbano. Formado em Educação Física. Atuou com voleibol em todas faixas etárias, recreativamente e competitivamente. Há 14 anos atua como Corretor de Imóveis em construção, ama o que faz, pois ente que é facilitador para as pessoas realizarem o sonho da casa própria. É fiel as amizades, de bom coração e fanático por esportes e música.

Outro dia a CPFL – Companhia Paulista de Força e Luz – fez manutenção no meu bairro e precisou desligar a energia. No comunicado enviado, o prazo para esse desligamento era das 13h30 às 17h30, porém dizia que poderiam ocorrer atrasos.

Apesar de ter recebido a comunicação impressa uns dia antes, me esqueci completamente e também não avisei meus filhos. Todos ficaram irritados, mas eu fui calma e ajudei a achar saídas. O meu filho mais velho, que tinha programado para fazer uma entrevista on-line para uma trabalho da faculdade, ficou tenso, porque já estava marcado com o profissional e precisava gravar, como somente o laptop tinha um pouco de bateria, disse para ele falar a verdade e marcar para outro dia. Deu certo.

Bom, a falta de energia foi até 20h30, três horas a mais que o programado e tudo foi descarregando…. Nos vimos sem nada de conexões, sem computadores, sem celulares, sem TV, sem luz. Começou a dar uma certa angústia. Ficamos no escuro, acendemos uma vela, resolvi esperar e ficar quieta. Os filhos perguntavam: – Quando vai voltar? Como se eu tivesse a resposta para tudo. Aliás, por que será que os filhos sempre acham que as mães sabem tudo?

Resolvi ir para a varanda, peguei meu violão, que não pegava há muito tempo. Fiquei com ele, tocando, brincando, tirando um sonzinho, enquanto sentia o vento gostoso dar uma aliviada no dia que tinha sido tão quente, olhando o entardecer até escurecer.

Continuei na varanda, no escuro, com o violão… Foi bom, comecei a prestar atenção no que estava sentindo. Estava gostando daquele momento diferente, bem diferente do meu dia a dia. Exerci a paciência. Apreciei a natureza mais do que o meu habitual, senti o vento e me deliciei com isso. Nem as horas eu sabia… não tenho aqui nenhum relógio de ponteiros.

Por fim, percebi que estava gostando daquilo, mas queria muito compartilhar o que estava sentindo naquele momento nas minhas redes sociais. Uma certa ansiedade me batia por querer comunicar e uma certa agonia de não ter como fazê-lo.

LARANJA: Sinal de alerta

Adriana Chebabi  – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Divide seu tempo entre seu trabalho de comunicação e mkt e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa. 

Foto Adriana: @gilguzzo_photography

A tecnologia foi algo que deslumbrei desde pequena, que na época o mundo ainda não era digital e as brincadeiras eram na rua, foi com o brinquedo Pense Bem, que parecia um computador, que iniciou minha jornada tecnológica. A partir, daí, me apaixonei pela tecnologia, e acho que facilitou muito a minha vida no dia a dia.

Logo que me formei no Ensino Médio, já pedi de formatura, um computador, mas ele não fazia nada, além da programação em linguagens de computador. Claro, que acabei fazendo curso de Análise de Sistema na Puccamp, e assim, estágios que me possibilitou aprender a mexer efetivamente. Na época, a Puccamp estava fazendo conexão com a Unicamp para dar acesso a internet. E adorávamos mandar e-mails e entrar nos sites.

A partir dos e-mails, vieram as ferramentas de mensagens, Messenger, Skype e depois o whatsapp. Sempre preferi falar via aplicativos de mensagens e e-mails, é uma evolução da comunicação para mim, acho muito mais prático do que parar e ficar falando, você responde quando pode.

Assim, terminei a faculdade,  já criei minha empresa, chamada Ingaia, com meu marido, criando sites e sistemas dinâmicos, claro na internet e o banco de dados na “nuvem”( cloud) para o mercado imobiliário. Naquela época, o acesso a internet era discado, e muitos nem acreditavam na internet, e hoje, vejo que fomos visionários e empreendedores, e a internet domina até o comércio,  invertendo os negócios. Atualmente, e ainda mais, agora na pandemia, quem cria um negócio apenas fisicamente, está fadado a fechar, primeiro tem que criar no mundo digital.

Até para me comunicar dentro da minha empresa com os funcionários, já usava os aplicativos de mensagens, você resolve na hora e rápido, além, de ficar documentado. Isso, muitas vezes, me possibilitou trabalhar a distância, principalmente, quando meus filhos nasceram, sem deixar de trabalhar e ainda, poder ficar perto dos meus bebês.

Além da fator da comunicação, a tecnologia trouxe muitos benefícios na minha, como agenda online, organizador de tarefas diárias e projetos, fazendo com que desse conta de tantas tarefas que fui assumindo na minha vida. 

Outras tecnologias, que eram menos digitais, também, facilitam a vida no meu lar, como máquinas de lavar e secar, lavar louças, cafeteiras e todos os eletrodomésticos, cada vez mais fazendo o trabalho operacional, e agora, os robôs que aspiram e passam pano, que me salvou nessa pandemia, como no desenho animado da minha infância, “Os Jetson”. E até mesmos, os aparelhos eletrodomésticos estão virando digitais, com a “internet das coisas”, onde você controla TVs, cafeteiras, robôs aspiradores pela internet através do celular.

Para mim, tudo isso foi natural, sempre achei que as pessoas usavam pouco da tecnologia no dia a dia, para se comunicar e fazer e reuniões, mas a pandemia mostrou quantos recursos temos na mão, evitando o deslocamento, e facilitando a trabalho. Ficar nas redes sociais, é apenas um contato com as pessoas, postando seu dia a dia, só atrapalha, quando as pessoas exageram seu tempo nisso, esse é o lado negativo da tecnologia. Ter contato digital, aproxima as amizades, e ter que ser facilitar, não substituir o contato físico por completo, afinal,  somos seres humanos e precisamos do convívio social. As redes sociais, me trouxeram de volta muitos amigos da infância e adolescência.

Amo a tecnologia, mas sou a que menos fico, nas redes sociais e celular, da família. Digo sempre aos meus filhos, cuidado com a quantidade de horas que fica nos aparelhos ( celular, TV, vídeo games e etc). Procuro otimizar meu tempo com as ferramentas tecnológicas e não deixar que elas dominem meu dia dia, apenas otimizar. Senão, será um vício, e atrapalha sua vida, em vez de ajudar. Portanto, tudo tem seu lado bom e ruim, na minha vida a tecnologia trouxe mais pontos positivos, afinal, quem controla minha vida sou eu, e não a tecnologia que me controla.

Camila Monteiro de Morais Andrade – Bela Urbana. Empresária, fundadora da Ingaia, formada pela Puccamp em Análise de Sistema, MBA em TIGEN pela FGV, Mãe de 2 filhos, casada, filha e irmã.
Ama pintar, sempre com pincéis, pintura decorativa e agora aquarela. Ama plantas, vinho, chocolate
s e viajar.


Todos nós possivelmente conhecemos ou tivemos contato com uma mulher que já vivenciou violência doméstica ou viveu um relacionamento abusivo.

Esse tema que tem sido cada dia mais evidenciado em nossa sociedade é realidade há muitos anos e felizmente tem despertado uma voz para o combate contra esse tipo de experiência vivido dentro de muitos de nossos lares.

Um relacionamento abusivo é capaz de deixar marcas irreversíveis não só para a vítima, mas também nos filhos e familiares que muitas vezes convivem com este cenário.

Mas e quando a vítima está no nosso ambiente de trabalho?

Quando a vítima é a nossa colega de trabalho que todos os dias se senta ao nosso lado e compartilha as tarefas da empresa?
Quando a vítima é o seu liderado e você precisa que ele produza e dê resultados?
Qual o papel da empresa diante desse problema?

Ainda ouvimos muito “Que os problemas de casa ficam do lado de fora quando se chega na empresa e os da empresa não se levam para casa”.

Esse famoso jargão utilizado muitas vezes por chefes e profissionais é uma realidade totalmente ilusória quando falamos de pessoas.

É impossível deixar nossos pensamentos e esquecer nossos problemas num simples passo de mágico ao bater o nosso ponto e voltarmos a vida quando encerramos o nosso expediente.

Quando se vive um relacionamento abusivo, nenhuma mulher simplesmente deixará de lembrar da violência que sofreu e passar todo o período de sua carga horária sem pensar no que a espera ao retornar para casa no final do seu expediente.

Uma organização é feita de pessoas, pessoas que possuem seu gênero, classe social, crenças. Pessoas que tem sentimentos, que sofrem, que possuem seus problemas pessoais fora do ambiente de trabalho.

É extremamente importante que as empresas despertem um olhar humanizado para cada um de seus colaboradores e se conscientizem que investir e olhar para seu capital humano (pessoas) é essencial e possibilita inúmeros retornos positivos para a organização.

Ainda são poucas as empresas que olham para o que acontece fora do ambiente de trabalho com seus colaboradores, principalmente quando o assunto se refere-se à violência contra as mulheres.

Uma pesquisa realizada pela Talenses Group, em parceria com a Rota VCM e o Movimento Mulher 360 (MM360), identificou que 68% das companhias acreditam que esse é um problema que deve ser encaminhado internamente, entretanto, a mesma porcentagem não possui políticas e ações para apoiar funcionárias vítimas de violência doméstica.

Tanto o RH, quanto os gestores precisam estar preparados e saber como agir nessas situações e o apoio é fundamental na ajuda ao colaborador.

É preciso iniciar um processo de mudança de cultura na empresa.

O primeiro passo é conscientizar gestores e líderes a se preocupar e olhar para cada colaborador com cuidado e verificar a possibilidade de sinais de abuso que suas colaboradoras possam estar sofrendo.
Nem sempre a queda na produtividade estará relacionada a desmotivação profissional e é possível que esse comportamento indique que o colaborador possa estar passando por problemas pessoais que tem interferido na sua vida profissional.

As empresas precisam iniciar um processo de sensibilização e treinamento das lideranças e equipe sobre o tema para que as vítimas se sintam seguras e possam buscar apoio e auxílio na própria empresa sem críticas ou julgamentos.

Não apenas o RH, mas as lideranças precisam estar preparadas e dispostas a olhar para o seu colaborador como um ser humano e transmitir a eles que podem encontrar na empresa e na sua liderança apoio e compreensão em relação as questões que não ocorrem apenas no ambiente de trabalho.

O colaborador precisa encontrar na liderança não só apenas um orientador em relação as atividades desempenhadas e saber que além da espera de resultados ele também pode encontrar na empresa um ambiente de apoio e compreensão nas suas questões humanas.

No caso do assédio além dos conflitos internos que a colaboradora enfrenta como o medo do agressor, existe a vergonha que muitas vezes a impede de falar sobre o assunto.
Em muitos casos pode até ocorrer que a vítima deixe o trabalho por medo do julgamento ou vergonha o que pode piorar ainda mais a sua situação.

É preciso muito cuidado ao tratar desse tema e a empresa tem que estar preparada para dar apoio psicológico para sua colaboradora, além de orientações ao que ela pode e deve fazer orientando sobre leis e criando políticas internas para acompanhamento dessa colaboradora.

É extremamente importante que a colaboradora se sinta segura e amparada pela empresa de forma a entender que embora a situação que ela vive não esteja ligada ao profissional e sim sua vida pessoal a empresa se preocupa e ela pode contar com o seu apoio.

Precisamos desmitificar a ideia de que “Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, principalmente quando falamos de violência e abuso contra a mulher.

Em uma sociedade que cada dia mais busca sua igualdade e direitos, onde falamos de empatia e olhar para o próximo é impossível não se ter uma visão cada vez mais humanizada dentro do ambiente corporativo.

Precisamos entender que cada colaborador é um bem extremamente valioso que deve ser cuidado e valorizado e que todo investimento pessoal é fundamental para o sucesso de toda organização.

Aline Pestana – Bela Urbana. Gerente Administrativa, com atuação na área financeira e Recursos Humanos. Mãe, esposa, cristã, de um coração enorme e sempre aberta a ouvir e ajudar o próximo. Tem como paixão decorar festas e organizar eventos. Não desperdiça uma oportunidade de viajar com a família e acredita que exemplo, momentos e lembranças é o que de mais valioso podemos deixar aos nossos filhos.

1º namorado da filha.
Ela tinha 17 anos. Linda, alegre, cheia de vida, no auge da juventude, aguardando ansiosamente seus 18 anos e a liberdade de ir e vir que viria a conquistar.
Ele tinha 25 anos. Moço lindo, forte, saudável! Soube conquistá-la. Ela se apaixonou!
No início, a diferença de idade me assustou. Meu receio seria de que ela deixasse de viver boas experiências de vida que a maioridade lhe permitiria. Não queria que ela pulasse etapas da vida. Ainda teria uma faculdade pela frente e muitas aventuras por viver.
Meu coração desejava vê-la feliz e sendo assim acabei apoiando a sua escolha e, de verdade, me senti feliz por ela ter alguém com quem compartilhar bons momentos. Ele foi muito bem recebido e acolhido pela nossa família. Ela idem pela família dele. Harmonia!
No início tudo ia bem, ele a tratava como uma princesa, e ela orgulhosa por tê-lo como namorado. Ela já tinha tido outros paqueras, ficantes, como os jovens dizem, mas namoro mesmo, esse era o primeiro. Os passeios eram sempre pra jantar, visitar os avós, cinema, tudo em paz.
E aí, chegou a faculdade. Com tudo o que pertence a esse universo.
Nova fase, novos amigos, encontros em bares, trabalhos em grupo, festas, jogos universitários. Chegaram também muitos conflitos regados com uma boa dose de ciúme. Foi aí que tudo começou a ficar estranho. De repente, os encontros terminavam em choro ou com ela se culpando por algo que NÃO fez. Isso mesmo, ela passou a ser a culpada por tudo, a responsável pelas brigas e discussões. Senti que ele a estava manipulando, dizendo como deveria ser e agir. Passou a escolher quem eram os amigos legais que ela deveria manter e quais não eram e ela deveria se afastar. Vieram as discussões, as festas terminadas em briga, o mal estar na família e o principal que eu via no olhar dela: a alegria dando lugar à tristeza! Seu riso solto foi ficando mais raro, seu olhar entristecido parecia quase sempre querer dizer algo.

Suas amigas mais próximas, viam o mesmo que eu. Com a ajuda delas, enviamos textos com o tema relacionamento abusivo para tentar alertá-la. Nada parecia surtir efeito.
Conversei muitas vezes com ela, e estive muito próxima, porém discutimos algumas vezes e tive medo dela se distanciar de mim. Era tudo o que ele queria, nos afastar para poder exercer sua total influência sobre ela sem ninguém para atrapalhar.
A alertei e esperei que o tempo lhe mostrasse a verdade e entreguei a Deus! Mas… monitorando! Sempre atenta.
A gota d’água para mim, foi numa noite em que estávamos jantando em uma pizzaria pouco antes de embarcarem para uma viagem juntos e ele protagonizou uma cena machista. Após uma provocação da parte dele, começaram uma discussão, ele tentou desmoralizá-la na frente de seu pai e em determinado momento ele lhe apontou seu dedo em riste, intimidando-a. Aquilo me doeu! Como mãe e como mulher, pois isso também me machucaria se fosse com uma desconhecida na mesa ao lado. Enfrentei-o e aí a discussão foi comigo.
Embarcaram e voltei pra casa! Triste, arrasada e com medo.
Chorei, chorei, chorei até não poder mais e me perguntei mil vezes como que ela não via isso? Uma menina criada e educada para ser dona de si.
Estava sendo completamente manipulada por ele. Que poder é esse que os manipuladores tem!
Passaram um mês viajando, foi o período mais tenso que eu já tinha vivido. E se ele fizesse algo a ela, tão distante de mim? Rezava o tempo todo, pedindo para que tudo corresse bem.
Meu coração não estava apertado a toa, ela me contou um tempo depois que, durante a viagem, tiveram outras discussões e algumas atitudes que ele teve que fizeram soar o alerta dela.

Dois meses após o retorno da viagem, o tempo veio trazendo a verdade e ela acabou o namoro.
Na última discussão que tiveram, ele a retirou, contra a vontade, do ambiente em que ela estava com sua turma, e saiu dirigindo com ela de passageiro em alta velocidade, totalmente descontrolado, falando, segundo ela, coisas horrorosas.
Ela teve medo! Discretamente pegou seu celular, chamou o último número discado e deixou que alguém ouvisse os absurdos que estavam sendo ditos, acho que querendo uma testemunha caso algo acontecesse com ela. Mas, graças a Deus e seu anjo da guarda, a única agressão física foi um puxão de cabelo.
Ele a deixou na porta de minha casa. Ela abriu a porta chorando, gritando que ele era um louco, um doente e ele saiu novamente descontrolado com o carro em alta velocidade.
Nesse dia ela deu um basta.
Não parou por aí, porque ele ainda insistiu em voltar por um bom tempo. E ela chorava porque se achava a pior pessoa do mundo, achava que nunca ficaria livre dele e o pior, pensava que só era uma pessoa melhor quando estava com ele. Perdeu sua identidade, sua autoestima, perdeu a confiança nos homens e levou um bom tempo até dar nova chance ao Amor.
Nesses dois últimos anos, com muito amor da família e algumas boas sessões de terapia ela está se recuperando, porque leva um tempo ainda para deixar esse episódio no passado. Sim, porque ela vai levar essa experiência pela vida toda. Toda ferida cicatriza, porém deixa marcas.
Hoje ela conseguiu vencer o medo de novamente se relacionar com alguém e está vivendo uma história bem diferente.
O mais importante é que está tendo a oportunidade de ser quem deseja ser e está feliz e confortável, dentro de si mesma. Está fazendo as pazes consigo mesma.

Mães, fica aqui meu recado: é nossa missão zelarmos pelo bem estar de nossos filhos, estarmos atentas. As vezes pode parecer que estamos exagerando, mas sigam o coração, ele nunca nos engana. Observem as relações de seus filhos e não se calem!


MULHER – Bela urbana, 50 anos mais, não quis ser identificada
SOS – ligue 180


Eram 6h15 quando meu marido virou para mim na mesa de café da manhã e me perguntou: e aí? O que você quer no dia das mães?
Comecei a chorar sem parar…ele arregalou o olho, não entendia nada…mas foi gentil em esperar eu respirar com calma e pelo menos conseguir falar o que tinha acontecido.

Todos os anos, eu visito meus pais que moram à 250 km de mim.
O meu presente de dia das mães, sempre foi estar com a minha mãe!
Nada me fazia mais feliz.
Claro que meu marido e meus filhos também iam para lá no final da tarde de domingo, mas isso já era suficientes para nós comemorarmos, pois estávamos todos os outros dias do ano bem juntinhos.

Mas e agora? Fiquei calma e tentava organizar as ideias…e se…

A gente fosse e dormíssemos na minha tia e só ficássemos de longe?
E se só eu fosse, já que que só meu marido trabalha fora?
E se eu fosse e nem dormisse em Altinópolis… passasse o dia?
E se eu andasse 250 km só para almoçarmos juntos?
E se…
E se…

E se eu estivesse com corona sem saber?
E se ela ficasse doente?

E se eu soubesse que eu passei?
E se algo pior acontecesse?
Eu conseguiria viver com a culpa de ter tomado a decisão errada?
Eu não teria como voltar atrás…

Foi aí que eu recebi um post pelo whatsApp: ˜VOCÊ NÃO ESTA PRESO EM SUA CASA, VOCÊ ESTÁ SALVO˜. Mude a linguagem e sua atitude mudará.

Então, finalmente tomei uma decisão…vou continuar desejando para ela, a
mesma coisa que sempre falo primeiro nas comemorações… te desejo
SAÚDE!

Vamos nos juntar pelo whatsApp, zoom e qualquer outra tecnologia…

Mas quero ela “vivinha da Silva“ para poder abraçar muito, fazermos um bolo juntas, dançarmos na cozinha ouvindo a música que eu dediquei para ela na rádio da cidade vizinha, tomar um cafezinho sentada na área e por fim, deitar com ela na cama bem juntinhas, assistindo aos programas da Rede Aparecida enquanto eu pego na sua mão envolta em um lindo terço.

Mãe, feliz dia das mães!

Roberta Corsi – Bela Urbana,
coordenadora do Movimento Gentileza Sim
que tem como objetivo “unir pessoas que
acreditam na gentileza” e incansavelmente positiva,
para conhecer o movimento, acesse https://www.facebook.com/movimentogentilezasim 

Amigos, hoje falando de droga!

E de uma droga que destrói, POIS ELA É FRIA, CALADA, MAS PENETRANTE…

Pra mim é a que leva aos momentos mais marcantes dentro da história de filhos e alunos!

Podem perguntar por que a Tia Jô está falando sobre isso?

ATÉ PENSEI EM ENVIAR UMA MÚSICA SOBRE CRIANÇAS,

NA VOZ DE CHICO, O BUARQUE DE HOLANDA!

Podem perguntar mais isso… por quê. Amigos, Pais e Educadores eu achei que a poesia dessa música toca os corações, são filhos de outros, outras razões sociais, outros momentos, outros dias, outras emoções… Mas, quando a INTERAÇÃO da droga se encontra dentro de sua casa, o momento é imediato, ali, aqui, acolá!

Pensem…

As drogas se avolumam e nada de enternecimento, nada de enlaçamento, e nada de entrosamento entre a família…

Ninguém fala com ninguém… A prosa fica detonada em versos banais, sem estrutura e sem marcas silábicas alguma…

Só acontece o endurecer, e as agressividades se encaixam num silêncio provocativo, e gritante ao mesmo tempo, é um grande movimento contra a benção de se ter uma família, e tudo vai por água abaixo!

E os vibra… dores de emoção dentro dessa casa, se espalham como se fossem um oxigênio feroz e indevido, e os filhos se vêem diante de situações comprometedoras entre os seus pais. Se ainda são pequenos, e achamos pequenos demais para entender… é melhor nos associarmos a outro pensamento, mais designado para se envolver a essa estrutura familiar para ajudá-los.

A escola se promove a ser ajudante da família, mas vocês pais precisam ir pelo menos até lá, e isso não acontece tão assiduamente…

Motivos? Todos!

Mas, nenhum tão mais significativo do que realmente o “desejo!”

Falo de todo tipo de droga, principalmente essa droga não/palavreada, sempre contida, em sua oralidade, e também nos movimentos…

NÃO HÁ LINGUAGEM!

OS PAIS PERDERAM A VOZ, DENTRO DE SUAS CASAS!

Trato-as de Linguagem corporal (postura) e a Linguagem oral (fala).

Essas são as maiores drogas, e utilizadas, por muitos Pais e Educadores nesse momento, EXATAMENTE nessa atualidade que estamos vivendo, num século diferenciado e aberto aos questionamentos, contanto que venha sem questões!

É assim que acontece, até os bebês demarcam o seu território, e enquanto estão abalizados sobre a poeira dos nãos. Correm atrás de seus próprios sins… Seus pensamentos coloquiais que nunca são em vão!

Muitos Pais já experimentaram a leveza da agressividade, corporal ou oral de seu filho, e os Educadores de seu aluno!

TENHO ASSISTIDO QUASE QUE DIARIAMENTE…

Sem contar a sua secretária do lar, do seu “lar”,  e ainda o chama de lar?

Acho sim, que se não conversarmos com as nossas crianças, estaremos formando exércitos provavelmente de mudos na vivência diária, e de surdos na conivência…

Já acontece?

Na escola se posicionam os mais abnegados a esse diferencial:

DEFICIENTES da fala, aquele que não fala porque não ouve!

Entenderam errado:

AQUELE QUE NÃO FALA POR QUE NINGUEM FALA COM ELE!

Ele ouve, mas é tratado com desdém, como uma criatura que não precisa de alguém, para trocar, doar, aprender, ensinar, seu filho ou aluno é um grande sabotador, e você que o tem nas mãos, é um grande irrigador de plantas carnívoras, pois será isso que ele trocará… carne viva, ele vai direto para as famosas “mordidas”, pois ele deseja somente que alguém o devore e engula, e o vice versa é para a mesma criatura!

Calados mordem e calados voltam para casa…

Mordidos voltam com Pais obscenos na revolta que acionam os Educadores, e mesmo as Escolas:

RECLAMAM DIANTE DE SEUS FILHOS, QUE ATÉ ANTES DESSE ENGODO ELES ERAM SURDOS E MUDOS!

Uma droga, a quem chamo de DROGA DO SILÊNCIO, é a que mais rompe barreiras para um transtorno!

PENSEM… O SILÊNCIO COMO JÁ DISSE, PARA MIM, PODE SER “BIRRA”, E É A PIOR… O MUNDO POSSUI VIVÊNCIAS PARA DIZER ISSO!

“Droga é tudo que não se aproveita, sem rótulo, sem pré… conceito, sem bullyng!”

Joana D’arc de Paula – Bela Urbana, educadora infantil aposentada depois de 42 anos seguidos em uma mesma escola, não consegue aposenta-se da do calor e a da textura do observar a natureza arredor. Neste vai e vem de melodias entre pautas e simetrias, seu único interesse é tocar com seus toques grafitados pela emoção.