Comecei a pensar nesse tema ao observar como os homens querem a atenção das mulheres para seus assuntos, mas não prestam atenção no que as mulheres querem dizer.

É comum ver piadinhas, memes, cartoons mostrando as mulheres falando sem parar e os homens entediados, sem prestar atenção ou batendo o carro, ou a mulher com a boca calada pelo cinto de segurança, enquanto o homem dirige tranquilo.

O que tenho observado é que há um conflito entre os assuntos de interesse do homem e da mulher. Muitos homens gostam de contar para a mulher seus novos projetos, seu dia no trabalho, sua discussão no trânsito. Enquanto outros, por considerarem seus assuntos somente interessantes para homens só conversam com os amigos do futebol, do trabalho, do bar. A mulher gosta de dividir seus assuntos com o parceiro, mas normalmente não encontra interesse da parte dele.

Mulheres gostam de falar sobre relacionamentos, comportamento. Quando comentam sobre o trabalho, geralmente falam sobre as atitudes do chefe ou dos colegas. Quando expõe seus projetos, levam em conta a parte humana da coisa. Para os homens, mais práticos, não interessa saber esses “detalhes”.

Os assuntos das mulheres que optaram por tomar conta do lar e das crianças, são ainda menos interessantes para eles. A nova receita de bolo, como as crianças se comportaram, tudo lhes parece tão chato!

A questão é que esse desinteresse gera uma distância tão triste entre um casal, uma falta de diálogo, que, acredito eu, tem causado muitas separações de casais.

Aquela pessoa que, um dia foi o centro dos seus interesses, de repente se torna alguém com quem você não quer conversar.

Para manter a chama do casamento ou do relacionamento acesa, não é preciso só sexo, mas é preciso saber ouvir, ter interesse no outro, compreender suas carências, suas necessidades e dificuldades. Temos dois ouvidos e só uma boca, por isso, temos que aprender a ouvir.

Filipa Mourato de Jesus –  Bela Urbana, 43 anos, a espera do terceiro filho, ex bancária concursada, atual mãe em tempo integral, larguei tudo em busca de fazer o que amo, quero ser confeiteira!

Existem palavras das quais ninguém gosta, uma delas é “divórcio”. Falar sobre divórcio é, ainda, quase um tabu. Pasmem! O divórcio é como a morte! Mas, existe vida após o divórcio? Bem, quantas belas divorciadas conheço? Muitas. No meu caso, não escolhi ser uma delas, mas aconteceu. Na melhor das hipóteses, posso dizer que o homem em quem confiei por vinte anos me traiu, e resolveu me deixar para viver um novo romance (sejamos românticas!). Como diz uma amiga, a gente se sente o resto da marmita de ontem. Mas, resolvi encarar de outra forma. Minha vida, minhas escolhas! Resolvi ser feliz, resolvi ser linda, resolvi me amar.

A primeira coisa que fiz, como uma transgressão aos costumes impostos pelo ex, foi comer biscoito de polvilho e encher o carro de migalhas! Sim, o meu carro, agora só meu!

Frequentei bares, baladas, me senti, aos quase 40, novamente com 25 anos.

Mas, senti que pairava sempre no ar um certo preconceito ao termo “divorciada”. Perdi amigas. Ganhei outras. As mulheres se aprisionam dentro dos próprios julgamentos. Creiam, há muitas mulheres preconceituosas e machistas que tomam partido dos homens! Acham que quem “levou o pé na bunda” mereceu… Não! Ninguém merece! Ninguém pediu!

Mas, resolvi ser feliz. Resolvi que não valia a pena me martirizar por uma escolha alheia. Não tinha perdido metade. Estava completa. E, por isso, atraí olhares. E descobri que a auto estima é mais atraente que a beleza e a juventude juntas.

Me redescobri. Me reinventei. E, sabem de uma coisa, o furacão que fez meu teto desabar sobre a minha cabeça, mostrou-me que havia uma bela paisagem lá fora que eu havia deixado de ver. Senti a liberdade de ser eu mesma, de fazer minhas escolhas. Percebi que não precisava ser a metade da laranja.

Aprendi dança de salão. Me diverti muito. E, então, um dia, minha auto estima atraiu um novo amor. Mas essa é uma outra história…

Filipa Mourato de Jesus –  Bela Urbana, 43 anos, a espera do terceiro filho, ex bancária concursada, atual mãe em tempo integral, larguei tudo em busca de fazer o que amo, quero ser confeiteira!