Eu chego a pensar, às vezes, que a expectativa é algo ruim.

Se ela não é alcançada, ficamos frustrados.

Se é alcançada, ok… Ficou como esperávamos.

Ela precisa ser superada para termos a surpresa da conquista inesperada.

Mas isso é raro, porque incrivelmente temos uma imensa capacidade de criar enormes expectativas.

 

Assim, fazer o exercício de não criar expectativas traz um certo conforto.

Nunca nos frustramos.

Como se diz: “do jeito que vier, tá no lucro.”

Mas isso cria um distanciamento.

E no fim, o desinteresse.

 

E o que é que nos move a seguir tentando, lutando, batalhando e enfrentando?

A maldita expectativa.

Noemia Watanabe – Bela Urbana, mãe da Larissa e química por formação. Há tempos não trabalha mais com química e hoje começa aos poucos se encantar com a alquimia da culinária. Dedica-se às relações comerciais em meios empresariais, mas sonha um dia atuar diretamente com público. Não é escritora nem filósofa. Apenas gosta de contemplar os surpreendentes caminhos da vida.

 

Poderia eu escrever sobre hoje, ontem ou há quase 60 anos, daria na mesma.

Continuo sendo aquela criança que gosta de brincar, correr, rir, xingar, amar, brigar, descobrir, desenhar, pintar, criar…

A mesma que adora refrigerantes e chocolate, claro, hoje com um pouco de álcool.

Não mudei muito, apenas continuo um adolescente, mas experiente em algumas poucas coisas, lógico, porque as que não sabemos e nunca fizemos são as melhores a se fazer.

Enfim, nesse tempo que não existe, continuo procurando aquilo que não conheço, arriscando nelas, as novidades, pelo menos para essa criança, porque tempo e espaço não existem mesmo, são apenas ilusão de um ser humano que infelizmente foi predestinado a acreditar em começo, meio e fim….que bobagem isso.

Mauro Soares – Belo Urbano, publicitário, diretor de arte e criação, ilustrador, fotógrafo, artista plástico e pontepretano. Ou apenas um artista há mais de 50 anos.

foto: Mauro Soares

Todas as manhãs tem café naquela casa. Muitas vezes toma sozinha. Algumas vezes acompanhada.

Café quente, pão na chapa. As vezes café com leite.

Feito na cafeteira elétrica. Uma quantidade generosa. Toma sempre três xícaras ou mais.

Café forte. Forte como devemos ser.

Nem doce, nem amargo.

Só que naquela manhã, o café, acabou.

Adriana Chebabi – Bela Urbana, idealizadora do blog Belas Urbanas onde faz curadoria dos textos e também escreve. Publicitária. Curiosa por natureza.  Entre uma fruta e um doce, escolhe a fruta. Divide seu tempo entre as consultorias de comunicação e marketing e as diversas funções que toda mulher contemporânea tem que conciliar, especialmente quando tem filhos. É do signo de Leão, ascendente em Virgem e no horóscopo chinês Macaco. Isso explica muita coisa :).